38 Estratégias para Vencer Qualquer Debate: A Arte de Ter Razão

29 - Não se importe em fugir do assunto se estiver a ponto de perder

ESTRATÉG IA 29

Não se importe em fugir do assunto se estiver a ponto de perder

 

SE PERCEBEMOS que serem os golpeados, fazem os um desvio, isto é, com eçam os de repente a falar de algo com pletam ente diferente, com o se tivesse a ver com a questão discutida e fosse um argum ento contra o oponente. Isso pode ser feito sem presunção quando o desvio tem , na verdade, algum a relação geral com a questão; m as pode ser tom ado com o um a insolência se não tem nada a ver com o assunto, e só é levantado para atacar o oponente.

Por exem plo, eu elogio o fato de que na China não há nobreza por nascim ento e os cargos são distribuídos m ediante provas de capacidade intelectual. Meu oponente defende que a erudição não torna um a pessoa m ais com petente para um cargo que a vantagem de um nascim ento nobre (a qual adm ira). Discutim os e ele se sai m al. Assim ele faz um desvio, dizendo que na China cidadãos de todas as classes eram punidos com bastões, o que ele relaciona com o grande consum o de chá e acusa os chineses das duas coisas. Segui-lo nisso significaria ser levado a abrir m ão de um a vitória j á ganha.

O desvio é insolente quando o assunto em questão é com pletam ente abandonado e suscita, por exem plo, obj eções com o: “Sim , você acabou de afirm ar isso” e assim por diante. Então o argum ento vai de algum m odo para o “lado pessoal”, do tipo que será tratado na últim a seção. A rigor, esse é um ponto interm ediário entre o argumentum ad personam, que lá será discutido, e o argumentum ad hominem.

Essa estratégia é tão instintiva que pode ser vista em todas as discussões entre pessoas com uns. Se um a pessoa faz um com entário pessoal contra a outra, esta, em vez de responder por m eio da refutação, deixa com o está — com o se adm itisse — e responde fazendo algum outro tipo de com entário sobre o oponente. Ela faz com o Cipião, que atacou os cartagineses não na Itália, m as na África. Na guerra, tal desvio pode ser útil em determ inados m om entos. Em discussões, ele é ruim , pois o com entário perm anece, e quem olha de fora escuta o pior que pode ser dito a respeito das duas partes. Esta é um a estratégia que deve ser usada apenas faute de mieux [na falta de coisa m elhor].