A Neta do Arcediago
Capítulo XVIII
Luiz da Cunha pousou o cadaver na parede do adro. Ouviu passos. Eram jornaleiros que sahiam para o trabalho. Chamou dous com promessa de boa paga. Mandou-os abrir uma sepultura no adro. Desceu a depositar o cadaver. Beijou-o na face. Assistiu ao attêrro. Pagou aos operarios, e montou o cavallo de Liberata, que farejava o sangue de sua dona.
—Ainda me não venceste, demonio!—Hei de vingar-me da sociedade que me quebrou o ultimo amparo! Hei de vingar-te, Liberata!
Era um como rugido facinoroso esta exclamação.{171}
XVIII.