A Neta do Arcediago

Camilo Castelo Branco · Capítulo 27 de 31

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A Neta do Arcediago

Capítulo XVIII

Luiz da Cunha pousou o cadaver na parede do adro. Ouviu passos. Eram jornaleiros que sahiam para o trabalho. Chamou dous com promessa de boa paga. Mandou-os abrir uma sepultura no adro. Desceu a depositar o cadaver. Beijou-o na face. Assistiu ao attêrro. Pagou aos operarios, e montou o cavallo de Liberata, que farejava o sangue de sua dona.

—Ainda me não venceste, demonio!—Hei de vingar-me da sociedade que me quebrou o ultimo amparo! Hei de vingar-te, Liberata!

Era um como rugido facinoroso esta exclamação.{171}

 

XVIII.