Aconteceu na Casa Espírita
Capítulo 13
Estou vindo do Centro Espírita e a situação não é boa! Rea-lizaram o tal seminário, exaltando os valores do Cristo e os trabalhadores, envolvidos em íntima reflexão, renovaram os pensamentos e nosso trabalho está perdendo a estrutura.
— Não acredito! Disse o representante da m aldade. Todo nosso trabalho?! E você deixou?
— Senhor, a culpa não é minha, estava cuidando de outro caso, o senhor mesmo me designou, Elvira é quem cuidava da Casa na sua ausência!
Todo o Centro está modificado, as fofocas diminuíram assustadoramente, a maledicência permanece controlada por pessoas sérias, recusando-se a enviar para frente o que ouvem. Centenas dos nossos foram arrebatados, converteram-se.
Precisamos de uma reação imediata!
Diante destas palavras, o perseguidor m aior ficou lívido e tom ou severas providências, reunindo os últim os tarefeiros, instigando-os assim :
— Camaradas, este é o momento, a batalha final, vamos usar todas as nossas forças, todos os nossos recursos a fim de destruirmos aquela Casa maldita.
Caso não me ajudem, seremos todos julgados e condenados pelo tribunal que hoje nos visitou. Se eu falir, todos vocês igualmente cairão comigo, por isso, avante!
É preciso honrarmos o compromisso que assumimos, destruindo todos os departamentos daquela Casa. Agora, para nós, é uma questão de vida ou morte, isto é, de mantermos nossos cargos, de preservarmos nossa imagem, de provarmos aos nossos coordenadores que somos possuidores de inteligência, determinação e eficiência.
Agora, meu ódio cresceu cem vezes mais. Dediquem-se o máximo que puderem, afastando-se radicalmente dos emissários do bem, a fim de que não os apanhem.
Vamos acionar a bomba armada, se cultivarmos ódio e rancor estaremos fortalecidos facilitando nosso trabalho. Precisaremos ainda de alguns dias, a fim de nos prepararmos detalhadamente para o movimento derradeiro.
Aqueles que estiverem comigo gritem: Destruição! Destruição!…
— o —
E a turba, envolvida pelo m agnetism o e pela am eaça do m andante, não vendo outra alternativa, acom panhou os urros de Júlio César que, de punhos cerrados, lançando os braços para cim a, regia o coral da perversidade, incitando-os ao desvario.
— o —
— Avante! Avante! E a assem bléia dos quatrocentos, qual exército da m aldade, m archou disciplinadam ente, cantando desagradável hino de guerra, liderados por Júlio César e Gonçalves, organizando-se para a batalha final!