Adolpho Lutz: entomologia

Jaime Larry Benchimol · Capítulo 10 de 70 · parte 2/2

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Adolpho Lutz: entomologia

Entomologia. Novas espécies de mosquitos do Brasil

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 2 partes.

Comprimento total 9mm sem a tromba, que mede 4mm. A perna posterior mede 16 e a asa 6mm.

Tromba – Bastante comprida, de grossura igual, com escamas obovais um tanto salientes, pêlos finos somente nos labelos.

Palpos – Finos e nus; o comprimento dos três primeiros artículos igual à metade da tromba.

Antenas – Mais curtas que a tromba, muito plumosas, de cor grisalho-baço.

Clípeo – Abundantes pêlos compridos.

Occipício – Em cima com escamas branco-nacaradas, formando duas manchas semilunares que se encontram no meio; para trás uma coleira de escamas estreitas, compridas e eretas, com a ponta bifurcada e de cor preta; no meio há escamas chatas com reflexos esverdeados, bronzeados e azulados.

Lóbulos protorácicos – Cobertos de escamas brancas de furta-cor azul.

Mesonoto – Fundo preto e escamas curvadas, muito estreitas e compridas, aparecendo ora escuras, ora com brilho esverdeado e bronzeado apagado.

Metanoto – Feixe subapical de seis a oito pêlos e aos lados da linha mediana com duas fileiras de pequenas escamas brancas, ligeiramente douradas, chatas e espatuladas.

Escutelo – Escamas furta-cor de branco para azul; lóbulo central com oito, os laterais com cinco pêlos compridos.

Pleuras – Cobertas com escamas branco-nacaradas no meio; as outras são douradas e ambas chatas e imbricadas.

Abdome – Embaixo cor de ouro baço e pálido; em cima de azul metálico quase preto com reflexos de cobre; esta cor é mais larga na basal e o ouro na parte apical dos segmentos, sendo as duas limitadas por uma linha em forma de escada.

Pernas – Fêmures do primeiro par lateralmente achatados e torcidos, embaixo cor de ouro, no resto roxo-escuro com reflexos vermelhos e azuis; somente nos três últimos tarsos há escamas brancas e douradas, de mistura com as azuis; segundo par igual, somente os quatro tarsos completamente brancos e o ápex do metatarso com predominância de escamas brancas; as unhas destes pares são muito desiguais, porém inermes; o par posterior, geralmente roxo-escuro, tem o fêmur dourado embaixo, algumas escamas brancas abaixo do joelho, e o ápex do primeiro e os três últimos tarsos níveos; a tíbia tem, principalmente do lado interno, escamas compridas e salientes que se estendem também sobre o metatarso e, conquanto menores, formam um equivalente dos ramos dos Sabethes; o metatarso é um pouco maior do que a tíbia, que é quase igual ao primeiro tarso.

Asas – As escamas são obovais, um tanto assimétricas, em geral escuras e em parte com reflexos azuis; as laterais são mais desenvolvidas nas primeiras nervuras longitudinais, incluindo a quarta; as veias a b e c estão na mesma altura, formando uma linha quase reta; a primeira célula forqueada é um pouco maior do que a segunda.

 

(Fêmea)

Distingue-se do macho pelas antenas ligeiramente pilosas, palpos curtos e, caracteres sexuais do último segmento. Além disso, há mais escamas brancas nos tarsos anteriores, que são quase níveos, e também no par posterior o branco é mais pronunciado, sendo,

porém, as escamas menos salientes. 15

 

XVI – Trichoprosopon compressum (Macho)

Comprimento total de 7mm sem a tromba, que mede quase 3mm.

Tromba – Delgada, cilíndrica, apenas com o ápex intumescido, coberta de escamas bronzeadas embaixo e em cima escuras com reflexos de cobre claro, alternando com verde azul metálico escuro; há também pêlos finos e curtos, esparsos, porém mais abundantes nos labelos; na base da tromba há pêlos maiores e salientes no lado ventral.

Palpos – Lineares, finos, quase do tamanho da tromba, com artículo basal curto e mais quatro compridos, dos quais o segundo com bastantes pêlos finos ventrais, o último com pêlos apicais maiores e mais grossos e outros mais finos do lado ventral; pelo resto são finos com escamas opostas ou salientes apenas na ponta.

Clípeo – Ocráceo escuro, enegrecido em cima, porém com brilho branco e muitos pêlos bastante compridos e salientes.

Antenas – Um pouco mais curtas que os palpos, plumosas, com verticilos maiores e menores, de cor cinzenta, como também os flagelos que apresentam anéis articulares mais claros e algumas escamas furta-cor do lado interno dos primeiros artículos compridos; os últimos segmentos são mais curtos do que os restantes. Toros de cor ocrácea enegrecida, principalmente do lado de cima, com brilho de chumbo e guarnecidos de pêlos na face interna.

Fronte – Cor amarela de mel, um pouco proeminente.

Occipício – No ângulo anterior com alguns pêlos inclinados para diante; no resto o fundo preto é coberto de escamas chatas, imbricadas, menos o cérvix onde são eretas, compridas e bifurcadas, de cor preta; as escamas chatas são espatuladas, com a ponta arredondada, dirigida para diante e iridescentes de branco-nacarado para azul-celeste claro e escuro; dos lados e no mento, onde o fundo é mais claro, aparecem douradas e branco-nacaradas.

Lóbulos protorácicos – Pêlos pretos e escamas chatas, acompanhando as cores do occipício.

Mesonoto – Fundo castanho bastante escuro, porém com brilho prateado, coberto de escamas fusiformes curvadas, com brilho baço de oliváceo e bronzeado escuro.

Pleuras – Ocráceas enegrecidas; nas partes centrais com muitas pequenas escamas branco-nacaradas, estendendo-se sobre os coxas; na raiz das asas há muitospêlos escuros e grossos, continuando-se sobre o escutelo, que é coberto de escamas chatas com brilho acetinado de azul-celeste nacarado; estas invadem também a margem posterior do mesonoto.

Metanoto – Enegrecido, com tufo subapical formado por muitos pêlos bastante finos e curtos; há também pequenas escamas brancas muito caducas, de modo a faltar na maioria dos exemplares.

Abdome – Em cima escuro, com reflexos metálicos escuros de bronzeado, de verde, azul e roxo; embaixo cor de ouro baço e pálido, sendo o fundo ocráceo e as escamas branco-nacarado; estas são um pouco compridas e salientes na linha mediana, invadem a cor escura em forma de triângulos subapicais; o oitavo e o nono segmentos do macho são cobertos de escamas com brilho dourado e cor-derosa; a metade anterior do abdome lateralmente comprimida, a posterior achatada no sentido dorso-ventral.

Pernas – Em cima de cor uniforme escura com brilho violáceo e azul escuro; embaixo os dois pares anteriores são bronzeados; do terceiro só a base da tíbia e o fêmur, menos o ápex, o qual como o resto participa da cor do lado superior; no par médio os tarsos 2, 3, e 4 são níveos, sendo, porém, a base e o ápex do 4° e a base do 2° de cor escura; é muito mais extensa do lado ventral que do dorsal.

Asas – Escamas assimétricas espatuladas, aproximando-se da forma oboval, de cor parda, porém com brilho iridescente; primeira célula forqueada mais de duas vezes, Segunda só um pouco maior do que o pedúnculo correspondente; veias a e b formam uma linha quase reta, dividida pela veia longitudinal que se prolonga bastante para a base; outras vezes b é oblíqua ou um pouco mais aproximada do ápex, porém c acha-se sempre mais perto do ápex, em geral pelo menos na extensão do seu comprimento.

 

(Fêmea)

Tem os palpos curtos com alguns pêlos terminais e escamas iguais às da tromba; as antenas apenas pilosas, as unhas iguais e o último segmento com os caracteres do sexo; todo o abdome é lateralmente

comprimido.16

XVII – Rhynchomyia lineata (Macho)

Comprimento total 4½mm, sem a tromba, que mede 3mm.

Tromba – Pardo-escura, coberta de pêlos finos e curtos e escamas um pouco salientes; ápex intumescido.

Palpos – Pouco mais compridos que a tromba, com cinco artículos, dos quais o 1° é muito curto, coberto de escamas e pêlos curtos espaçados, mais desenvolvidos no artículo terminal; na ponta, escamas escuras um pouco salientes.

Clípeo – Toro das antenas e protuberância frontal, em forma de cone obtuso, ocráceos enegrecidos com brilho esbranquiçado.

Antenas – Pouco plumosas.

Occipício – Escamas fusiformes compridas e curvadas, de cor creme no centro e, mais para trás, outras retas espatuladas estreitas com ponta bifurcada; dos dois lados do occipício escamas escuras, compridas e estreitas, em parte bifurcadas, em parte fazendo transição para pêlos compridos e curvados para diante; o fundo escuro com brilho esbranquiçado parece ter sido coberto, também, com escamas chatas; para fora e para baixo há ainda alguns pêlos compridos, curvados para diante. Vértex com escamas compridas e estreitas, inclinadas para diante, de cor dourada e pêlos da mesma cor.

Lóbulos protorácicos – Bastante peludos, um pouco escuros, muito salientes, parecendo até de um lado haver uma protuberância.

Mesonoto e pleuras – Desguarnecidos completamente de escamas, cor amarela avermelhada; primeiro com uma linha longitudinal mediana amarela; há algumas fileiras de pêlos finos e escuros, com reflexos bronzeados.

Escutelo – Ocráceo, com grande número de pêlos terminais.

Halteres – Haste esbranquiçada, capítulo escuro, tendo na face terminal pequenas escamas prateadas e curvas.

Metanoto – Parece ter apresentado escamas e pêlos.

Abdome – Castanho-escuro, um pouco avermelhado em cima; embaixo ocráceo; não mostra escamas, mas há muitos pêlos dourados tanto em cima como embaixo, que são igualmente distribuídos, sendo, porém, um pouco maiores no 1° segmento e nas margens laterais dos últimos.

Asas – Escamas estreitas e compridas, obovais (tipo de Taeniorhynchus a ); 1 célula forqueada comprida e estreita, mais de duas vezes o comprimento do pedúnculo; a 2 a mais curta, apenas do comprimento do pedúnculo; as veias a b e c formam quase uma linha reta.

Pernas – Muito compridas e finas, de cor pardo-fusca com brilho bronzeado; metatarsos muito compridos, principalmente os do último par; os dois pares anteriores com uma unha maior e outra menor, mas sem dentes; as unhas do último par iguais e pequenas.

Existe apenas nas partes genitais do macho, a parte basal com

algumas escamas, tendo caído a garra terminal. 17

 

XVIII – Sabethes albiprivatus (Fêmea)

Comprimento total 5mm sem a tromba, que mede de 1,5 a 2mm.

Tromba – Ápex intumescido, do tamanho do abdome, escura, com escamas iriantes em azul, roxo e vermelho e algumas douradas; pêlos finos, espaçados na parte apical, mais acumulados nos labelos.

Palpos – A quarta parte do comprimento da tromba, com escamas iguais às desta.

Clípeo – Escuro, com reflexos prateados e frons ocrácea, um pouco saliente.

Antenas – Quase do comprimento da tromba; toros escuros com reflexos prateados e alguns pêlos curtos do lado interno.

Occipício – Escamas chatas imbricadas, iridescentes em azul lilás e roxo e do lado, na região mental, outras prateadas e de cor de ouro baço; no ângulo anterior e dos lados, nas margens dos olhos, há alguns pêlos bastante escuros, curvados para adiante.

Lóbulos protorácicos – Em cima com escamas brilhantes e iriantes em vermelho, roxo e lilás, tendo, a olho nu, a cor de cobre polido; embaixo com escamas douradas; o fundo é castanho.

Mesonoto – Verde dourado de pavão; no fundo escuro há escamas obovais, dispostas como penas, verde-dourado; pelos lados e no escutelo há outras bastante escuras, oliváceas e bronzeadas.

Pleuras – Fundo castanho e muitas escamas branco-nacaradas que se estendem sobre o esterno e as coxas.

Escutelo – Pêlos bastante escuros.

Metanoto – Nu, castanho escuro, com brilho esbranquiçado e alguns pêlos subapicais, bastante escuros.

Abdome – Comprimido lateralmente, violáceo muito escuro, com reflexos de cobre polido e azul de aço em cima e embaixo dourado, sendo as escamas bastante salientes na linha mediana; o dourado invade dos lados a metade superior no ápex, o escuro a metade inferior, na base dos segmentos formando uma linha em ziguezague, menos regular; o violáceo também forma embaixo cintas basais, mais visíveis na metade posterior; o primeiro segmento é estreito, um pouco saliente, coberto de escamas; no nono e no ápex do oitavo há muitos pêlos dourados escuros, formando um tubo terminal pouco comprido.

Pernas – Fêmures e tíbia bastante comprimidos com ápex dilatado e base fina; as pernas têm uma cor violácea uniforme, sem cintas brancas; a tíbia do segundo par, na sua metade distal é guarnecida de longas escamas escuras em forma de pêlos, que se encontram ainda na metade basal do metatarso, formando, no conjunto, um remo fusiforme ou oval; o metatarso posterior é pouco maior do que a tíbia; os tarsos decrescem em tamanho na proporção de 5, 4, 3 e 1.

Asas – Guarnecidas de escamas largas e securiformes: primeira célula forqueada com a base mais perto da raiz da asa do que a segunda; os pedúnculos, em comprimento, são a quarta parte da primeira e a metade da segunda célula; as veias transversais a e b formam um ângulo muito obtuso, aberto para a base; c é quase

transversal na mesma altura que 18 b .

XIX – Sabethes lutzii Theob.

Na sua monografia, v.III, p.323, Theobald refere-se, sob o nome de S. lutzii, a um novo Sabethes, vindo de Manaus. Não podemos dar uma descrição minuciosa dessa espécie, porque o tipo que nos chegou às mãos, já muito defeituoso, esmigalhouse todo. Não pode, porém, haver dúvida de que se tratava de uma espécie nova, sendo o tipo bastante grande, de cor uniforme azul metálico muito escura e munido de apêndices pilosos, em forma de remos em todos os pares de pernas.

Com estes dados será fácil reconhecer a espécie logo que apareça outro exemplar.

 

XX 19 – Menolepisleucostigma (Fêmea)

Comprimento total 3,5mm sem a tromba, que mede 2mm.

Tromba – Ápex intumescido; preta, coberta de escamas, mas sem pêlos maiores, com exceção do lado ventral da base; nos labelos há pêlos finos.

Palpos – Curtos, apenas excedendo ao comprimento do clípeo, cobertos de escamas e pêlos muito escuros.

Antenas – Mais curtas que a tromba, escuras, com anéis claros nas articulações; os pêlos escuros com brilho prateado.

Clípeo e toros – Cor preta com brilho branco.

Occipício – Escamas chatas, escuras, furta-cor azulada e esbranquiçada; dos lados e na região mental, brancas ligeiramente douradas.

Lóbulos protorácicos – Escamas iridescentes, parecendo azuis em cima, douradas e brancas embaixo, com pêlos escuros curvados para diante.

Mesonoto – Fundo castanho-escuro, brilhante; as escamas são muito escuras e principalmente na parte anterior quase pretas, fusiformes e densamente agrupadas, porém fofas e um pouco salientes; apesar de serem escuras, têm um brilho claro-prateado ou bronzeado.

Escutelo – Escamas idênticas sobre fundo esbranquiçado, mais alongados nas margens; com seis pêlos nos lobos laterais e quatro no mediano.

Pleuras – Ocráceas, com muitas escamas branco-nacaradas e grupos de pêlos dourados que se estendem também à região da raiz das asas.

Metanoto – Ocráceo claro, escuro dos lados, densamente coberto de pequenas escamas chatas; a parte mais extensa e central destas é branco-nacaradas, aparecendo as mais laterais com brilho azul acinzentado e muito transparentes; na parte apical há cerca de seis pêlos dourados; macroscopicamente o metanoto parece como um ponto branco, contrastando com a cor geralmente escura da face dorsal e caracterizando muito bem a espécie.

Abdome – Embaixo ocráceo-claro, com escamas branco-amarelado ou de ouro baço pálido; em cima de cor negra aveludada, porém com brilho violáceo ou verde escuro; a parte escura um pouco alargada na parte apical dos segmentos, a clara na parte basal formando-se, assim, uma linha em ziguezague ligeiro; 1° segmento estreito, mas densamente coberto de escamas, havendo também pêlos dourados menos abundantes; no último segmento há pêlos dourados finos em maior número; nos segmentos intermediários, porém, são raros, muito miúdos e de cor de ouro.

Pernas – Em cima violáceo-escuro, embaixo mais claras com brilho de bronze; os fêmures na sua face ventral cor de ouro baço. Unhas, como de costume.

Asas – Escamas laterais das veias longitudinais, estreitas, compridas e espatuladas, como no gênero Culex; as medianas mais curtas e escuras, na costa com brilho azul; 1 a célula forqueada três vezes mais comprida do que o pedúnculo; a 2 a com menos comprimento, igual ao do pedúnculo; as nervuras a e b formam um ângulo muito obtuso, aberto para a base; c aproxima-se desta de quase o duplo de seu comprimento.

Halteres – Escuros na face superior do pedúnculo e no capítulo; o primeiro embaixo com escamas branco-nacarado, o último na face terminal com escamas pardo-acinzentadas com brilho esbranquiçado.

 

(Macho)

Distingue-se pelos caracteres sexuais do último segmento, pelas unhas desiguais, porém inermes nos quatro pares anteriores e pelos caracteres constantes das antenas, cujos verticilos, no entanto, pouco diferem em comprimento dos que se acham nas antenas das

fêmeas. 20

 

XXI – 21 Dendromyia oblita (Macho)

Comprimento total 4mm sem a tromba, que mede 2mm.

Tromba – Curta, cerca de 2/3 do abdome, fina, porém intumescendo-se para o ápex, onde fica bastante grossa; a cor é escura com reflexos de cobre escuro, menos na metade basal do lado inferior onde é amarelo-claro; não há pêlos maiores.

Palpos – Curtos, cobertos de escamas de cor creme.

Antenas – Plumosas, um pouco mais curtas do que a tromba, de cor cinzenta escura, com reflexos bronzeados e prateados.

Clípeo e toros – Castanho-claro, com reflexos dourados.

Occipício – Nas margens dos olhos escamas brancas que se estendem sobre o vértex e a região mental, que é toda branca; há também no limite do vértex pêlos e escamas compridas, douradas e curvadas para adiante; mais para trás há escamas chatas, imbricadas, mais escuras, com brilho, variando da cor de cobre para azul de aço esverdeado.

Lóbulos protorácicos – Pêlos dourados e escamas branco-nacaradas, menos no meio onde há uma cor cinzenta apagada, como no mesonoto.

Mesonoto – Cor cinzenta escura, mostrando sobre o fundo escuro escamas espatuladas, geralmente com a ponta arredondada, em sua maior parte de cor cinzento-baço com reflexos variáveis, e algumas brancas.

Escutelo – Escamas como as do mesonoto; fundo dourado, pêlos escuros com reflexos dourados.

Pleuras – Ocráceas, cobertas de escamas obovais e espatuladas, de branconacarado brilhante, invadindo a face exterior das coxas; há também pêlos dourados.

Metanoto – Escuro, com alguns pêlos dourados na parte apical.

Abdome – Primeiro segmento estreito, saliente, coberto de escamas e pêlos dourados; os dois últimos segmentos envolvidos num tufo de pêlos castanhos, passando para dourados na face inferior; no resto, o lado ventral é coberto de escamas de cor creme, que se estendem para os lados no ápex dos segmentos; na linha mediana são compridas e salientes; há também pêlos dourados; em cima as escamas são escuras, com reflexos variáveis, prevalecendo um verde muito escuro e aveludado. O aparelho da cópula tem pinça amarela escondida nos pêlos e escamas um tanto alongadas.

Pernas – Geralmente escuras, quase pretas, mais claras e com reflexos bronzeados na face ventral, sendo a base e o lado inferior dos fêmures de cor de ourobaço. Unhas dos pares anteriores maiores e desiguais, sem dentes; os últimos iguais e pequenos.

Asas – Primeira célula forqueada maior que a segunda e pouco mais comprida do que o seu pedúnculo; as veias transversais a e b encontram-se em um ângulo obtuso, aberto para a base; c aproxima-se desta de pouco mais que o seu comprimento; escamas laterais na base das nervuras como no gênero Culex, no ápice são mais largas como as de Taeniorhynchus; na costa são escuras com reflexos roxos, bronzeados, escuros.

 

(Fêmea)

Distingue-se pelas diferenças constantes do segmento genital, das antenas e unhas.

 

XXII – 22 Dendromyia serrata(Macho)

Comprimento total 5mm sem a tromba, que mede cerca de 2mm.

Tromba – Fina igualmente nos 2/3 primeiros, um pouco intumescida na parte apical, onde as escamas são mais salientes; a cor geral é escura, as escamas têm brilho metálico geralmente de azul de aço escuro e, às vezes, aparecem principalmente com reflexos bronzeados; labelos com pêlos finos na extremidade; pelo resto não há pêlos senão do lado ventral da base da tromba, onde existem alguns maiores.

Palpos – Curtos, com escamas iguais às da tromba.

Clípeo e toros das antenas de cor de chumbo com brilho claro; na fronte e na margem interna dos olhos se torna quase branco; o clípeo tem uma forma quase ovóide.

Antenas – Bastante plumosas, com pêlos maiores e menores, cor escura, mas com brilho branco; os últimos anéis não excedem aos outros em comprimento; na base e no lado interno há algumas escamas muito miúdas e transparentes, de cor branco-nacarada; o flagelo escuro com anéis articulares. Vértex com dois pêlos castanhos, grossos, dirigidos para diante.

Occipício – Escamas chatas, obovais, com ponta arredondada dirigida para a frente e pêlos castanhos com brilho de bronze; na margem dos olhos, nas regiões lateral e mental, as escamas são branco-nacaradas; no resto são escuras com reflexos azuis e lilases.

Lobos protorácicos – Fundo castanho em cima, mas ocráceo embaixo; escamas espatuladas com a ponta mais ou menos arredondada, em parte branco-nacarada, em parte da mesma cor do mesonoto, e pêlos dourados bastante grossos.

Mesonoto – Macroscopicamente, de cor castanha quase preta; microscopicamente, coberto de escamas compridas, chatas, obovais e imbricadas, mas seguindo direções divergentes e de cor escura, com brilho esbranquiçado, oliváceo ou bronzeado, porém sempre muito apagado; para os lados, no limite das pleuras e na parte mais anterior, algumas escamas tornam-se mais claras – cor de marfim amarelado.

Escutelo – Coberto densamente de escamas parecidas com as do mesonoto, maiores, com a ponta, às vezes, mais chata; na margem há pêlos grossos com brilho dourado, que se estendem até sobre a raiz das asas; estes são em número de quatro, tanto no lobo mediano como nos laterais.

Pleuras – Densamente cobertas de escamas obovais nacaradas, que se estendem sobre a face externa das coxas; o fundo é pardo-ocráceo, mas com brilho branco (de geada).

Mesonoto – Ocráceo, quase totalmente enegrecido, mas com brilho branco e com feixe subapical de pêlos claros, bastante finos e curtos, em número de oito.

Abdome – Macroscopicamente branco embaixo; o primeiro anel estreito, coberto de escamas e com muitos pêlos compridos e finos; o fundo do lado dorsal é escuro, mas com forte brilho branco; as escamas são escuras, chatas, espatuladas e imbricadas, de furta-cor metálica, prevalecendo o verde e azul de pavão e o bronzeado; as escamas de baixo são semelhantes às de cima, mas de cor clara transparente, com brilho branco-nacarado; o limite entre duas cores é formado por uma linha em ziguezague, sendo o escuro mais largo na base e o branco no ápex dos segmentos, onde pode aparecer do lado dorsal; o abdome tem a base um pouco mais estreita, o ápex alongado e achatado no sentido dorso-ventral; os últimos três segmentos com muitos pêlos mais escuros em cima e embaixo.

Pernas – Em geral escuras, com brilho azulado; a parte ventral geralmente mais clara com brilho bronzeado; nos últimos pares os dois últimos tarsos e o ápex do segundo são brancos embaixo, em cima a zona branca se estreita passando na parte mais dorsal para a cor de bronze; no par posterior o metatarso é um pouco maior que a tíbia, ambos têm espinhos esparsos e escamas alongadas na parte apical que, no metatarso, são misturadas com pêlos; na articulação tíbiometatarsiana há, do lado interno, uma porção de escamas compridas e filiformes, que se encontram também na fêmea; no primeiro tarso há embaixo escamas salientes e um feixe sub-basal de pêlos pardo-escuros. Unhas dos pares anteriores desiguais, porém inermes; as do último par iguais e miúdas.

Asas – Bastante transparentes; as escamas laterais das últimas veias longitudinais e das outras, abaixo das bifurcações – estreitas e compridas, como no Culex; na ponta da asa tornam-se mais largas, curtas, de forma espatulada um tanto assimétrica e com ponta arredondada; 1a célula forqueada, cerca de duas vezes maior do que o seu pedúnculo; a 2a pouco mais comprida; as veias a e b formam um ângulo pouco obtuso aberto para a base, da qual c se aproxima de um pouco mais que o seu comprimento.

Halteres – Cor de bronze de ouro, capítulo mais escuro, coberto na face terminal de escamas bronzeadas.

(Fêmea)

Distingue-se do macho pelas antenas um pouco menos plumosas, unhas anteriores iguais, caracteres sexuais do último segmento, e por não ter no tarso anterior escamas brancas; no 1° tarso do par posterior não há também o feixe sub-basal que se encontra no macho.

 

XXIII 23 – Dendromyia medio albipesTheob.

(Macho)

Comprimento total 3,5mm sem a tromba, que mede 2mm.

Tromba – Bastante fina, intumescida no ápex, com escamas bronzeadas e de azul escuro, predominando as primeiras na base e em toda a face ventral; os labelos com pequenos pêlos apicais; pelo resto não há pêlos senão alguns maiores no lado ventral da raiz da tromba.

Palpos – Curtos, cobertos de escamas pardas com ligeiro brilho bronzeado. Clípeo – Dourado, um pouco enegrecido em cima, onde parece ter pequenas escamas fusiformes de cor branca, muito caducas, e muitos pêlos bem finos de brilho branco.

Antenas – Plumosas, com o toro cor de ouro um pouco enegrecido, mas com brilho branco: no lado interior pequenos pêlos e algumas escamas alvacentas; flagelo escuro com anéis brancos; os verticilos cinzento-escuros: os pêlos curtos com brilho prateado.

Occipício – Escamas chatas e imbricadas, geralmente escuras, com brilho metálico, verde azul e bronzeado muito apagado: na margem dos olhos, no vértex, dos lados e na região mental – as escamas tornam-se branco-nacarado; na região cervical há muitos pêlos grossos e curvados, pouco compridos; no ângulo anterior há dois pêlos maiores com brilho dourado, curvados para diante.

Lóbulos protorácicos – Escamas chatas, em cima escuras com brilho claro bronzeado e violáceo, embaixo brancas com brilho nacarado; entre elas existem alguns pêlos dourados.

Mesonoto – Fundo castanho-escuro, coberto de escamas obovais, um tanto pequenas, escuras com brilho metálico bastante apagado.

Escutelo – Escamas semelhantes às do tórax, porém maiores e mais alongadas; pêlos escuros de brilho bronzeado.

Metanoto – Castanho escuro; no meio mais claro e nos lados com feixe subapical de pêlos castanhos.

Pleuras – Cobertas de escamas obovais branco-nacarado que se estendem sobre as coxas.

Abdome – Comprimido lateralmente: 1° segmento bastante estreito; a parte dorsal escura, coberta de escamas muito escuras com brilho metálico azul, roxo e bronzeado apagado; no lado ventral com escamas cor de ouro-baço e pálido, bastante alongadas e salientes; na linha mediana e nos segmentos do meio há muitos pêlos apicais bastante finos, dourados e bronzeados acumulados na extremidade posterior, onde se tornam um pouco mais grossos; o último segmento pouco visível, de modo que o abdome parece truncado no ápex.

Pernas – Geralmente escuras em cima, bronzeadas embaixo; o par do meio, como os tarsos, embaixo e nos lados, cobertos de escamas claras com brilho prateado, em extensão variável.

Unhas dos quatro pés anteriores desiguais, inermes e muito curvadas; as do pé posterior pequenas, iguais e inermes.

Asas – As nervuras com escamas laterais cinzentas de forma de Culex, outras mais largas, curtas, um tanto assimétricas e com brilho metálico mais para o meio; na costa as escamas, muito escuras, parecem-se com espinhos; células forqueadas muito compridas; a 1a a cerca de três vezes, a 2 pouco maior do que o pedúnculo respectivo; veias transversais a e b encontram-se em ângulo obtuso aberto para a base, da qual c se aproxima de uma distância igual a seu comprimento.

Halteres – Pedúnculo ocráceo; cobertos de escamas douradas que se tornam cor de bronze-escuro na face terminal do capítulo.

 

(Fêmea)

Distingue-se pelas antenas pilosas, unhas iguais e caracteres

sexuais do último segmento. 24

 

XXIV – 25 Dendromiya arthrostigma(Macho)

Comprimento total 4 para 4½mm, sem a tromba, que mede pouco menos de 2mm, sendo mais curta do que o abdome.

Tromba – Ápex intumescido; escamas iridescentes, em cima muito escuras com brilho esverdeado azulado, embaixo mais claras e quase brancas na raiz.

Palpos – Muito curtos, com escamas escuras em cima e brancas embaixo; quando estão torcidos, como no macho descrito, o branco se mostra em cima.

Antenas – Pouco menores que a tromba, muito plumosas; os verticilos com brilho esbranquiçado, os pêlos mais finos quase brancos; flagelos com anéis brancos perto das articulações; toro e clípeo ocráceos, mas com brilho branco muito pronunciado como também a fronte

Occipício – Escamas brancas na margem dos olhos; esta orla vai se alargando lateralmente até confluir com as escamas brancas da região mental; pelo resto, as escamas são chatas, espatuladas e de cor escura, mas com iridescência apagada, principalmente em verde azulado; no vértex há dois pêlos curvados, bastante grossos, escuros, mas com brilho de ouro; outros iguais na margem posterior do occipício e na anterior mediana do mesonoto.

Lóbulos protorácicos – Escuros em cima, embaixo branco-nacarados, sendo as cores iguais às da cabeça; há também pêlos com brilho dourado.

Mesonoto – Coberto de escamas divergentes, um pouco salientes, obovais e compridas, de cor cinzento-azulado, de pombo, e brilho furta-cor apagado; na margem anterior são muito alongadas e de cor muito clara com brilho branco; depois de caídas as escamas vê-se que o fundo do tórax é castanho um pouco enegrecido; percebem-se três estrias longitudinais mais lisas e escuras.

Pleuras – Cobertas de escamas branco-nacaradas, parecidas com as do mesonoto, estendendo-se também sobre as coxas.

Escutelo – Escamas iguais às do mesonoto; lobo médio com cerca de seis pêlos grossos, compridos e com brilho dourado; outros iguais acham-se em maior número nos lobos laterais e se estendem até em cima da raiz das asas.

Metanoto – Ocráceo, enegrecido no meio, com um tufo subapical de pêlos dourados bastante numerosos.

Abdome – Base lateralmente comprimida; a parte posterior alargada e comprimida no sentido dorso-ventral; escamas espatuladas, imbricadas, de cor olivácea enegrecida, em cima; embaixo branco-nacaradas em parte, com brilho de ouro muito pálido na linha mediana; no 6° segmento são alongadas e bastante salientes; o 1° estreito, saliente e com numerosos pêlos; o 8° muito estreito, embaixo com a mesma cor do de cima; este e o 9° densamente cobertos dum tufo de pêlos amarelos.

Pernas – Em cima de cor uniformemente escura com reflexos azulados e esverdeados, embaixo mais clara com brilho de bronze; todos os joelhos são marcados por pontos claros, que correspondem a escamas alongadas de cor pálida com brilho branco ou dourado; o mesmo, porém menos distintamente, se observa nas articulações tíbio-metatarsianas e em todas as outras da perna posterior; últimos dois pares posteriores com escamas bronzeadas claras do lado de cima; os metatarsos posteriores mais comprimidos que as tíbias correspondentes.

Unhas dos pés anteriores desiguais, porém inermes; dos pés posteriores iguais e muito miúdas.

Asas – Escamas laterais, compridas e estreitas, principalmente na metade inferior das nervuras; no ápex tornam-se espatuladas com a ponta arredondada e, até em parte, assimétricas; 1 a célula forqueada comprida, três vezes mais que o pedúnculo; a 2 a mais curta com a base mais perto da asa e pouco maior que o pedúnculo; veias a e b formam um ângulo obtuso aberto para a raiz da qual c se aproxima por pouco mais do seu comprimento.

Halteres – Pedúnculo, raiz, lado inferior e face terminal de cor dourada pálida; o resto coberto de escamas escuras.

 

(Fêmea)

Distingue-se pelas antenas pouco menos plumosas, unhas iguais e caracteres sexuais do último segmento. O tufo terminal é menos desenvolvido e a forma geral do abdome achatada em cima, formando a face dorsal com as duas laterais um prisma triangular de ângulos arredondados.

Esta espécie pouco se distingue das outras Dendromyia e Wyeomyia, e todas têm o lado dorsal de cores escuras com reflexos apagados e o lado ventral pálido.

Os gêneros Dendromyia e Wyeomyia parecem dever ser fundidos em um, por falta de caracteres bastante distintivos. O de Wyeomyia é mais antigo, mas era constituído por espécies muito heterogêneas, como mostra o estudo dos machos. Por tudo isso parece conveniente manter o gênero Dendromyia que não dá lugar a enganos, sendo também de mais fácil pronúncia.

A nossa espécie conhece-se mais facilmente pelas manchas articulares, claras. A larva que vive nas taquaras é bem caracterizada pela pele espinhosa e pela forma singular dos styli-praeorales.

 

XXV – Prosopolepis confusus (Fêmea)

Comprimento total 5 a 6mm sem a tromba, que mede cerca de 2mm.

Tromba – Um pouco menor que o abdome, com a ponta intumescida, de cor escura; ápex dos labelos amarelado; está coberta de escamas espatuladas compridas, pouco salientes, de cor metálica iriante de bronze para verde e azul, sendo um pouco mais clara embaixo e escura em cima; nos labelos há muitos pêlos finos e curtos e na raiz da tromba outros maiores salientes embaixo.

Palpos – Cobertos de escamas iguais, tornando-se brancos no último ápex, onde há pequenas escamas obovais muito transparentes.

Antenas – Toros ocráceos, enegrecidos do lado interno; flagelo escuro; cabelos escuros maiores e menores.

Clípeo – Escuro, coberto de escamas espatuladas, finas e compridas, de cor branco-nacarado, que se estendem também sobre a base dos palpos e da tromba.

Occipício – Fronte um pouco proeminente no meio, com brilho branco que continua sobre o vértice; na margem dos olhos há uma fita estreita de pequenas escamas branco-nacaradas, obovais e imbricadas; nas regiões lateral e mental essa fita branca alarga-se de modo a ocupar toda a região; o resto do occipício está densamente coberto com escamas imbricadas, obovais ou espatuladas, com ponta mais ou menos arredondada, de cor escura, mas iriante para bronze, verde e azul; na região cervical há uma fita de escamas eretas e espatuladas, de cor preta; no ângulo do vértex com o occipício há dois pêlos grossos curvados para diante.

Lóbulos protorácicos – Cobertos em cima de escamas iguais às do occipício, misturadas com pêlos grossos e curvadas para adiante.

Mesonoto – Fundo castanho escuro, sem linhas longitudinais como na Dendromyia personata; coberto de escamas espatuladas, bastante compridas e estreitas, dispostas de um modo muito regular em várias direções; são escuras e iriantes, como as do occipício; o bordo anterior e os laterais oferecem algumas escamas de cor branca; dos lados e sobre a raiz das asas há muitos pêlos grossos que se estendem na direção do escutelo.

Escutelo – Coberto de escamas bastante compridas e salientes no ápex; da mesma cor do occipício e do mesonoto; há também pêlos escuros, ao que parecem, quatro compridos e grossos em cada lado.

Pleuras – Ocráceas, com muitas escamas espatuladas estreitas e compridas, ponta arredondada, de branco-nacarado e estendendo-se sobre as coxas e sobre o lado inferior dos lóbulos protorácicos. Nas coxas há muitos pêlos escuros bastante grossos.

Metanoto – Castanho-enegrecido com feixe subapical de cerca de seis pêlos dourados bastante finos.

Abdome – Primeiro segmento de fundo ocráceo, com muitos pêlos dourados e escamas um pouco salientes; no resto do abdome as escamas são espatuladas, chatas e imbricadas, todo o lado de cima enegrecido com reflexos bronzeados, vermelhos ou azuis, bastante escuros e apagados, o lado ventral claro com tom de ouro-baço muito pálido; o limite entre as escamas claras e escuras é formado por uma linha reta; as escamas abdominais são ligeiramente alongadas e salientes no ápex dos segmentos; nos últimos anéis (7°, 8° e 9°) há muitos pêlos bastante grossos, escuros, com brilho dourado, formando um tufo terminal pouco aparente.

Pernas – Cor uniforme metálica, quase preta em cima, bronzeada escura embaixo; o lado ventral dos fêmures é de cor de ouro, no 3° par os três últimos tarsos, embaixo, são brancos com escamas níveas ou de cor de bronze claro, as quais se podem encontrar no ápice do 1° tarso; nas articulações tíbio-metatarsianas há escamas compridas e salientes; há também espinhos amarelos esparsos, principalmente nos fêmures e nas tíbias posteriores que são bastante mais curtas que os metatarsos correspondentes.

Asas – Bastante escuras, mas com brilho pardo bronzeado; as veias cobertas de escamas obovais ou espatuladas, um tanto assimétricas só na metade da parte basal; nas veias longitudinais há escamas estreitas e compridas, parecidas com as do a Culex : 1 célula forqueada muito comprida, cerca de quatro vezes mais que o pedúnculo: 2a mais curta, pouco maior que o pedúnculo; veias transversais a e b encontram-se em um ângulo obtuso, aberto para a base da qual c se aproxima por uma distância igual ao seu comprimento (num exemplar distanciava-se da base por pequena diferença, nem alcançando o próprio comprimento).

Halteres – Metade basal do pedúnculo branco, ligeiramente dourado; o resto com escamas escuras, mas iriantes; a extremidade

do capítulo pardo-ocráceo.26

 

XXVI – 27 Dendromiya bourrouli(Macho)

Comprimento total 4mm sem a tromba, que mede 2,5mm.

Tromba – Comprida, igual ou maior do que o abdome, muito maior que as antenas, com o último ápex um pouco intumescido, coberta em cima de escamas escuras com brilho azul, embaixo com algumas mais claras, de brilho variável; a porção basal, correspondente ao comprimento dos palpos, é de cor pálida com escamas brancas, principalmente do lado inferior.

Palpos – Muito curtos, cobertos em cima de escamas parecidas com as do dorso da tromba.

Clípeo e toros – Cor de marfim velho, mas em cima cor de chumbo escuro com brilho alvacento. Fronte e vértice com brilho branco.

Antenas – Bastante plumosas, verticilos cinzentos, os pêlos finos esbranquiçados, algumas escamas de cor clara iridescentes na base e do lado interno.

Occipício – Escamas brancas na margem dos olhos; mais para trás tornam-se um tanto escuras, porém com brilho branco, róseo e até azul; na região mental são francamente brancas; no vértex há dois pêlos maiores com brilho claro, virados para diante, e mais para trás outros menores.

Lóbulos protorácicos – Grandes; em cima com escamas iguais às do occipício, porém sobre fundo escuro; embaixo tornam-se brancas.

Mesonoto – Escamas obovais, um pouco eretas e divergentes, sobre fundo ocráceo um tanto enegrecido; têm elas um brilho baço de chumbo e de bronze, e são divididas por uma estria mediana e duas outras submedianas que deixam aparecer o fundo; na parte anterior há algumas escamas claras.

Pleuras – Escamas obovais branco-nacarado, que se estendem também sobre as coxas.

Escutelo – Fundo claro, com uma fileira subapical de pêlos escuros com brilho branco, os quais se estendem até sobre a raiz das asas (no lobo mediano cerca de oito pêlos, nos laterais cerca de cinco maiores).

Metanoto – Enegrecido em cima, com brilho de chumbo e feixe subapical de pêlos numerosos, porém curtos e na maior parte curvados para diante.

Abdome – A base mais estreita e lateralmente comprimida; o ápex, dilatado, coberto de um tufo terminal; o lado de cima é chato e coberto de escamas espatuladas e obovais, escuras, com brilho baço de cobre e azul de aço; 1° segmento estreito e saliente com muitos pêlos de brilho dourado; a parte de baixo com crista mediana, onde as escamas são mais salientes, principalmente no 4° segmento; o fundo é ocráceo-pálido, as escamas branco-nacaradas com ligeiro brilho de ouro baço; o 8° segmento, embaixo, de cor igual à da região dorsal; em cima de cor dourada, como também o último anel; a face ventral com muitos pêlos bastante compridos, de brilho claro; em cima os 8° e 9° anéis cobertos de pêlos um tanto mais escuros.

Pernas – Escuras, em cima, da mesma cor que o dorso do abdome, ficando a cor um pouco mais clara nos tarsos; embaixo de cor mais clara, bronzeada, tornandose quase branca na base dos fêmures; as articulações marcadas abaixo das juntas por algumas escamas claras laterais e ventrais; o metatarso posterior um pouco maior que a tíbia.

Asas – Algumas escamas laterais compridas nos 2/3 basais das asas; pelo rosto são mais curtos, obovais e, às vezes, um tanto simétricas; 1 a célula forqueada muito comprida, com a base bastante mais perto da base da asa que a 2 a de comprimento cerca de quatro vezes o pedúnculo (para ambos os sexos); a 2a quase igual ao comprimento do pedúnculo; as veias a e b encontram-se em ângulo obtuso, aberto para a base, da qual c dista de quase o seu comprimento.

Unhas desiguais mas inermes nos quatro pés anteriores, nos posteriores iguais e miúdas.

 

(Fêmea)

Distingue-se do macho pelas antenas menos plumosas, conformação das unhas, das partes genitais e do abdome – que é de largura mais igual e de forma quase prismática, com face de

cima horizontal e faces laterais oblíquas. 28

 

XXVII – Sabethinus intermedius (Fêmea)

Comprimento total 4 a 5mm sem a tromba, que mede de 2 a 2,5mm.

Tromba – Escura uniformemente, com ápex dilatado; ponta dos labelos com pêlos finos e brilho branco; algumas escamas bronzeadas do lado de baixo; na raiz, do lado inferior, há pêlos pretos.

Palpos – Violáceos escuros. Toros, clípeo e fronte cinzentos com brilho branco, sendo esta um pouco proeminente.

Antenas – Pêlos maiores escuros; os menores e o flagelo escuros, mas com brilho alvacento.

Occipício – No princípio do vértice há dois pêlos escuros, curvados para diante; dos lados, outros escuros; coberto completamente por escamas chatas e imbricadas, iridescentes em vermelho e azul-celeste (cor prevalente) e algumas douradas para os lados, as quais embaixo tornam-se branco-nacarado.

Mesonoto – Coberto de escamas obovais metálicas, brilhantes em azul de aço e azul celeste; na parte posterior e no escutelo as escamas são mais alongadas, salientes e de cor verde dourada com brilho de pavão; sobre a raiz das asas há pêlos escuros compridos, como também na maior parte do escutelo.

Pleuras – Escamas obovais, pequenas, nacaradas e um pouco douradas em cima; embaixo de branco puro.

Metanoto – Ocráceo, bastante enegrecido dos lados, com feixe subapical de cinco a seis pêlos escuros.

Abdome – Primeiro segmento saliente, com muitos pêlos de brilho dourado; em cima coberto de escamas chatas imbricadas com brilho azul celeste, azul escuro e violáceo sobre fundo ocráceo; embaixo branco-nacarado com ligeiro brilho de ouro pálido, e escamas compridas e salientes na linha mediana; na barriga há umas cintas apicais bastante apagadas onde as escamas têm a cor das de cima; os 7° e 8° segmentos são guarnecidos de pêlos escuros, em cima e embaixo com brilho dourado, formando um tufo apical. Tanto no intermedius como no aurescens a cor clara dos lados forma uns triângulos um pouco irregulares, com a ponta dorsal no meio dos segmentos.

Pernas – Em cima de cor uniforme azul escura, embaixo com brilho bronzeado; os fêmures na primeira metade têm a cor de ouro pálido; todas as tíbias, principalmente as primeiras, achatadas de cima para baixo e dilatadas na porção apical; espinhos esparsos nas pernas, mormente na tíbia posterior; articulação tíbiometatarsal posterior com algumas escamas alongadas piliformes. Unhas iguais e pequenas; as dos quatro pés anteriores um pouco maiores.

Asas – Cobertas densamente de escamas pardas, ligeiramente iridescentes em azul e vermelho e de forma assimétrica, que se aproxima à dos panoplites; na costa apresentam a forma de espinhos e na base de algumas nervuras longitudinais há algumas muito compridas; as veias transversais a e b formam um ângulo pouco obtuso aberto para a base, c está quase em continuação de b a ; a 1 célula forqueada comprida, cerca de quatro vezes maior que o pedúnculo correspondente.

Halteres – Base ocrácea; o resto coberto de escamas escuras.

 

(Macho)

Distingue-se pelas antenas um pouco mais plumosas, unhas dos quatro pés anteriores desiguais, mas inermes, pelos caracteres sexuais do último segmento, onde há pinças de cor amarela e pêlos abundantes e compridos e pelo lado do abdome mais piloso. XXVIII – Sabethinus aurescens (Fêmea)

Comprimento total de 4 a 5mm, o mesmo da tromba.

Clípeo – Ocráceo-alaranjado (bom caráter diferencial).

Fronte com brilho branco acentuado.

Palpos – Idem; apenas no lado inferior são mais dourados.

Antenas – Idem.

Occipício – Idem, prevalecendo a cor rósea.

Metatórax – Coberto de escamas obovais brilhantes, prevalecendo o verde dourado; na parte posterior as escamas são mais compridas e salientes e de cor verde dourada de pavão. Sobre a raiz das asas há pêlos francamente dourados; os pêlos do escutelo têm brilho de ouro pronunciado.

Pleuras – Idem.

Metanoto – Quase preto e pêlos de brilho dourado.

Abdome – Os pêlos são de cor dourado-claro e as escamas, em cima, de azul de aço sobre fundo ocráceo; no mais, está coberto de escamas chatas e imbricadas com brilho de ouro, bronze e cobre; na parte apical há uma cinta estreita de cor azul metálica; embaixo as escamas são mais compridas; na parte apical dos segmentos há alguns pêlos dourados; no 7°, 8° e 9° segmentos existe, em cima, um tufo apical de pêlos pardo-escuro, e dourados, em parte, em baixo.

Pernas – Cor arroxeada em cima, embaixo com brilho bronzeado; fêmures, embaixo, de cor de ouro; escamas alongadas, na articulação fêmoro-tibial; o último tarso posterior cor de ouro pálido quase branco; todas as tíbias, principalmente as primeiras, achatadas de cima para baixo e dilatadas na porção apical; os três últimos tarsos do par mediano parecem espessados, sendo cobertos de escamas compridas e um pouco salientes, de cor

violácea escura.29

Unhas dos quatro pés anteriores inermes, sendo uma ligeiramente maior; as posteriores iguais e muito pequenas.

Asas – Idem, apenas a veia transversal c um pouco mais aproximada da base da asa.

 

(Macho)

Distingue-se pelas antenas ligeiramente plumosas; último segmento com um tufo mais forte e com pinças amarelas; lado ventral do abdome mais piloso; e pela conformação das unhas e do par

mediano de pernas.30

Página 1 do primeiro rascunho do artigo publicado em 1908 nas

Actas y Trabajos do Tercer Congreso Médico Latino-Americano, realizado entre 17 e 24 de março de 1907. BR. MN. Fundo Adolpho

Lutz, caixa 2b, pasta 54 (entomologia), maço 4.

 

* Título dado a uma série de artigos publicados por Adolpho Lutz, então diretor do Instituto Bacteriológico de São Paulo, em Imprensa medica de São Paulo, v.13, n.2, p.26-9; n.3, p.48-52; n.4, p.65-70; n.5, p.81-4; n.6, p.101-4; n.7, p.125-8; n.9, p.169-72; n.11, p.202-4; n.14, p.269-71; n.15, p.287-90; n.16, p.311-4; n.18, p.347-50. No primeiro artigo, em nota de rodapé, encontra-se a seguinte nota da redação do periódico: “Devemos à obsequiosidade do Dr. Lutz, notável entomologista brasileiro, a honrosa preferência dada ao nosso Jornal para a publicação deste importante trabalho original e inédito, o mais completo que se tem feito no Brasil”. [N.E.]

1 Início do segundo artigo. [N.E.]

2 A espécie descrita no último número como Culex fluviatilis não é um Culex legítimo, mas parece dever entrar neste gênero com o nome de Gualteria fluviatilis. [N.A.] Inicia-se aqui o terceiro artigo de Adolpho Lutz. [N.E.]

3 Esta espécie silvestre e hematófaga foi encontrada nos estados do Rio de Janeiro, Minas e São Paulo, até uma altura de 1.500 metros e geralmente em pequeno número. Dedico-a ao Dr. Oswaldo Cruz, atualmente diretor do Serviço Sanitário do Rio de Janeiro, de quem recebi o primeiro exemplar desta nova espécie. O Culex terrens de Walker, considerado Stegomyia por Theobald, talvez tenha de entrar neste gênero, mas não pode ser identificado à nossa espécie. O gênero Gualteria é dedicado ao major Walter Reed, ao qual se deve em grande parte a prova de transmissão da febre amarela pela Stegomyia fasciata. é bastante caracterizado pela conformação das escamas do occipício, tórax e das asas e pelos caracteres do abdome, mas falta o conhecimento do macho para se ter definição completa. [N.A.]

4 A descrição é feita de um exemplar proveniente da ponte de Ipê Arcado, na fronteira de Goiás.

5 Esta espécie foi criada de larvas encontradas em água de taquaras, na Serra da Cantareira, perto de São Paulo. Estas têm a cor vermelha, o tubo respiratório cônico, bastante grosso, e assumem na água uma posição quase vertical. O mosquito é extremamente característico; a única espécie com que mostra alguma semelhança é a Stegomyia fasciata, mas os caracteres das escamas são muito diferentes. O gênero Bancroftia, muito aberrante, é caracterizado pela forma dos palpos do macho, pelo comprimento dos palpos femininos e caracteres das escamas occipitais. é dedicado ao conhecido investigador australiano. [N.A.]

6 Inicia-se aqui o quarto artigo da série. [N.E.]

7 Em itálico, frase sem sentido provavelmente truncada no processo tipográfico. [N.E.]

8 A descrição é feita de exemplares criados de larvas encontradas em água de taquara na Serra da Cantareira, perto de São Paulo. é uma espécie muito bonita e característica. [N.A.]

9 Esta espécie silvestre predomina na zona atravessada pelo trópico de Capricórnio, do qual o nome genérico é derivado. Não conheço o Haemagogus cyaneus, mas pela descrição trata-se de um mosquito semelhante, conquanto diferente no gênero e na espécie. Desconheço o macho, mas os caracteres da fêmea indicam que deve ser colocado ao lado do Stegoconops leucolemas. [N.A.]

10 Inicia-se aqui o quinto artigo da série. [N.E.]

11 Esta espécie silvestre foi encontrada nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, principalmente nas serras até uma elevação de 1.500 metros. Apresenta afinidades com Carrollia e Haemagogus; de Stegomyia, à qual se aproxima, distingue-se mormente pela conformação do abdome. [N.A.]

12 Este mosquito parece ávido de sangue humano. A descrição foi feita de muitos exemplares, em geral bastante defeituosos, que foram apanhados pelo Dr. Lindenberg, no Rio Amazonas, abaixo de Manaus. Pela descrição parece-se com a Verrallina nigricorpus Theo, que provém da mesma região, e que parece não poder entrar no gênero Verrallina; há, porém, caracteres de espécie distintivos. O gênero Aedimus é caracterizado pelos palpos curtos nos dois sexos, escamas do occipício em parte fusiformes, em parte bifurcadas, escamas fusiformes do escutelo e escamas obovais das asas. Suspeito que tanto a Verrallina nigricorpus Theo, como a Aedeomya americana Neveu-Lemaire tenham de entrar neste gênero. [N.A.]

13 Inicia-se aqui o sexto artigo da série. [N.E.]

14 Inicia-se aqui o sétimo artigo da série. [N.E.]

15 A descrição é feita de dois exemplares procedentes de Manaus, onde as larvas foram colhidas. é um inseto magnífico que não se encontra nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, onde apenas existe uma outra espécie menor. [N.A.]

16 Esta espécie é encontrada em matas dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, às vezes com bastante freqüência. As larvas foram criadas de ovos e também encontradas em águas de taquaras. A espécie distingue-se do nivipes pela posição das asas, e do splendens por ser menor e muito mais grácil e por faltar o branco no primeiro pé. [N.A.]

17 A descrição é feita de um exemplar único, bastante avariado, que foi apanhado no mato. Publicamos esta descrição conquanto defeituosa, por se tratar do primeiro macho deste gênero. [N.A.]

18 Esta bonita espécie é o Sabethes, mais freqüente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Distingue-se pelas pernas unicolores, como ainda pelo remo do par médio. é um pouco menor que as outras espécies. [N.A.]

19 Este nome representa uma abreviação de Metanotolepis (metanoto coberto de escamas, o que caracteriza o gênero). Leucostigma: ponto branco, visível macroscopicamente e formado pelas escamas que cobrem o metanoto. [N.A.] Inicia-se aqui o oitavo artigo de Adolpho Lutz. [N.E.]

20 Esta espécie nunca foi apanhada adulta, mas criei muitos exemplares de larvas que se encontram na base submersa das folhas das taboas (Typha, spec.), que parecem seu único habitat. [N.A.]

21 Esta espécie é bastante rara. Criei dois machos de larvas encontradas em taboas junto com as de Menolepis leucostigma e tenho mais dois exemplares do sexo feminino, dos quais um veio de Ponte Ipê Arcado, na fronteira de Goiás. [N.A.]

22 Inicia-se aqui o nono artigo da série. [N.E.]

23 Criamos esta Dendromyia de larvas encontradas em água de bromeliáceas e que nos foram mandadas da Bahia por Bourroul, e fizemos a descrição acima. Theobald, que recebeu uns exemplares, identificou-a com uma Dendromyia da Jamaica, à qual tinha dado o nome medioalbipes que aceitamos, aparecendo ele na tese de Bourroul e no trabalho de Blanchard “Les Moustiques”. Na sua descrição, que só apareceu depois, “The mosquitoes or Culicidae of Jamaica, Kingston, Jamaica, 1905”, Theobald substituiu o primeiro nome pelo de Mitchelli, no texto (e jamaicensis no registro). Esta descrição, com algumas pequenas diferenças, combina com a da nossa espécie, conquanto a distância da Bahia à Jamaica seja bastante grande para dar lugar a algumas dúvidas acerca da identidade. Conservamos o nome medioalbipes, que foi o primeiro publicado, e damos aqui a nossa descrição, que foi feita de um modo completamente independente e que, além disso, se refere a um maior número de exemplares, incluindo machos, tendo Theobald observado apenas uma fêmea. [N.A.]

24 Esta espécie foi criada, na Bahia e em São Paulo, de larvas apanhadas por Bourroul em água de broméliaceas nos arrabaldes e na cidade da Bahia. [N.A.]

25 Aqui se inicia o décimo artigo da série. [N.E.]

26 A descrição da Dendromyia personata da tese de Bourroul abrange duas espécies: uma conserva o nome de D. personata, a outra separou-se com o nome de Prosopolepis confusus, que se distingue da primeira, principalmente, pelas escamas do clípeo; as outras diferenças são muito menos apreciáveis e consistem: na falta das estrias longitudinais do tórax e na distribuição das escamas brancas nos pés, que na personata podem, ainda, apresentar bastantes variações. O Prosopolepis parece ligeiramente maior; e foi apanhado em matas perto da capital. [N.A.]

27 Inicia-se aqui o décimo primeiro artigo da série. [N.E.]

28 Esta espécie é mais distinta pela base branca da tromba, comprimento desta, estrias torácicas, e pelas marcas articulares que também contribuem para a distinção de outras espécies. Foi criada de larvas de bromélias da Estação de Itaici. [N.A.]

29 Sendo esta espécie muito parente do Sabethinus intermedius, para não cair em repetições inúteis, marcaremos os pontos iguais com a simples palavra “Idem”. [N.A.]

30 O aurescens diferencia-se principalmente do intermedius pela cor dourada geral distinta da cor azulescuro do intermedius, e mais pelo colorido do clípeo e dos pêlos da raiz das asas. [N.A.]