Como se casar com um marquês
Carta da autora
Cara leitora,
Cada livro nasce de um modo diferente. Algumas vezes, começa com um personagem que chama particularmente a atenção, em outras é o enredo da história que nos agarra e não solta mais. Em Como se casar com um marquês foi o título. Apenas o título. Eu sabia que era especial, sabia que era divertido. E, mais importante, sabia que era o tipo de título que deixaria os leitores intrigados e, assim eu esperava, os induziria a dar uma chance a uma nova autora.
O problema era: eu não tinha uma história. Na verdade, levei dois anos para chegar a um enredo que se adequasse ao título. Durante esse tempo, no entanto, um livrinho chamado The Rules (As regras) virou uma febre nos Estados Unidos. Para os que não conhecem, esse livro era essencialmente um guia de como arrumar um marido. Eu trabalhava em uma livraria na época e vi quantos exemplares praticamente saíram voando pela porta. Por isso, um dia peguei o livro e comecei a folheá-lo. E foi então que minha imaginação de escritora assumiu o controle...
E se Jane Austen tivesse escrito o fatídico livrinho? E se alguém tivesse listado umas duas dúzias de regras para damas do período regencial britânico, instruções passo a passo sobre como conseguir um marido? De súbito, eu soube o que fazer. Pegue uma jovem dama desesperada para conseguir um marido, acrescente um atraente marquês disfarçado e tempere a receita com um manual extremamente irritante. E pronto. Como se casar com um marquês. Espero que goste.
Boa leitura!
In memoriam
Ted Cotler, 1915-1973
Rutherford Swatzburg, 1910-1992
Betty Goldblatt Swatzburg, 1910-1997
Edith Block Cotler, 1917-1998
Ernest Anderson, 1911-1998
Vocês me inspiram a cada dia.
E para Paul, embora ele ache que pode
se safar de praticamente qualquer coisa dizendo:
“Mas você é uma gracinha.”