Definitivamente Morto

Charlaine Harris · Capítulo 12 de 25

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Definitivamente Morto

Capítulo 11

NA MANHÃ SEGUINTE, Tany a apareceu em m inha casa. Era dom ingo, eu estava de folga e m e sentia bem anim ada. Afinal, Cry stal estava se curando, Quinn parecia gostar de m im e eu não tinha m ais ouvido falar de Eric, portanto talvez ele m e deixasse em paz. Eu tento ser otim ista.

O ditado favorito de m inha avó na Bíblia era “Suficiente para o dia é o m al advindo”. Ela explicara que o significado era não se preocupar com o am anhã, ou sobre coisas que você não pode m udar. Eu tentava praticar essa filosofia, apesar de ser difícil na m aioria dos dias. Hoj e era fácil.

Os pássaros piavam e chilreavam , os insetos zum biam e o ar pesado de pólen estava cheio de paz, com o se houvesse outra espécie de planta em issora. Eu estava sentada na varanda da frente em m eu roupão cor-derosa, bebericando m eu café, ouvindo Conversa de Carro na Rádio Red River, e m e sentindo realm ente bem , quando um pequeno Dodge Dart surgiu em m inha entrada. Eu não reconheci o carro, m as reconheci a m otorista. Toda m inha tranqüilidade desapareceu num a raj ada de suspeita.

Agora que eu sabia a respeito da proxim idade de novos partidários da Sociedade, a presença introm etida de Tany a parecia ainda m ais suspeita.

Eu não estava feliz por vê-la em m inha casa.

A cortesia com um m e proibiu de avisá-la, sem m aiores provocações da parte dela, m as eu não estava lhe dando nenhum sorriso de boas-vindas quando fiquei de pé e desci a varanda.

— Bom dia, Sookie! – ela exclam ou ao sair do carro.

— Tany a – respondi, apenas para reconhecer a saudação.

Ela se deteve a m eio cam inho das escadas. — Hm m , tudo bem ?

Eu não respondi.

— Eu devia ter ligado prim eiro, huh? – Ela tentou parecer cativante e pesarosa.

— Isso teria sido m elhor. Eu não gosto de visitas inesperadas.

— Desculpe, prom eto que ligo da próxim a vez. – Ela retom ou seu progresso sobre o cascalho até os degraus. – Tem um copo de café extra?

Eu violei um a das regras m ais básicas da hospitalidade. — Não, não esta m anhã – falei. Segui para o topo da escada para bloquear seu cam inho até a varanda.

— Bom ... Sookie – ela disse num a voz incerta. – Você realm ente é m al-hum orada pela m anhã.

Olhei para ela firm e.

— Não m e adm ira Bill Com pton estar saindo com outra pessoa – Tany a disse com um a pequena risadinha. Ela soube im ediatam ente que com eteu um erro. – Desculpe – acrescentou apressadam ente – talvez eu m esm a não tenha tom ado café suficiente. Não devia ter dito isso. Aquela Selah Pum phrey é um a cadela, hein?

Tarde dem ais agora, Tany a. Falei, — Pelo m enos você sabe em que pé está com Selah. – Aquilo foi claro o bastante, certo? – Eu a vej o no trabalho.

— Okay. Eu ligo da próxim a vez, com binado? – Ela m e deu um sorriso brilhante e vazio.

— Falou. – Observei-a voltar para o carrinho. Ela deu um aceno anim ado e, com um bocado de m anobra extra, virou o Dart e seguiu de volta para a Rodovia Hum m ingbird.

Eu a observei partir, esperando até o som do m otor m orrer com pletam ente à distância antes de voltar ao banco. Deixei m eu livro sobre a m esa de plástico ao lado da cadeira e tom ei o resto do café sem o prazer que acom panhava os prim eiros goles.

Tany a estava tram ando algo.

Ela praticam ente tinha um sinal de néon piscando sobre a cabeça.

Desej ei que o sinal fosse prestativo o suficiente para m e dizer o que era ela, para quem trabalhava e qual seu obj etivo, m as im aginei que teria de descobrir sozinha. Eu ia escutar sua m ente em qualquer oportunidade que tivesse e, se isso não funcionasse— e às vezes não funciona, porque ela não só era um a m etam orfa, m as você não pode fazer as pessoas pensarem o que você precisa, de propósito— teria que tom ar m edidas m ais drásticas. Não que eu tivesse certeza do que poderia ser.

Durante o últim o ano, de certa form a, assum i o papel de guardiã do esquisito em m eu pequeno canto do nosso estado. Eu era a garotapropaganda para tolerância das subespécies. Aprendi um bocado a respeito de outro universo que rodeava a (na m aioria das vezes, inconsciente) raça hum ana. Era m eio que legal saber de coisas que outras pessoas não sabiam .

Mas com plicava m inha j á difícil vida e m e conduzia por cam inhos perigosos entre seres que queriam desesperadam ente m anter suas existências secretas.

O telefone tocou dentro de casa, e eu afastei os pensam entos infelizes para atender.

— Oi, docinho – disse um a voz calorosa do outro lado.

— Quinn – eu disse, tentando não soar feliz dem ais. Não que eu tivesse investido em ocionalm ente neste hom em , m as com certeza precisava que algo positivo acontecesse agora m esm o, e Quinn era tão form idável quanto atraente.

— O que está fazendo?

— Oh, sentada na varanda tom ando café em m eu roupão.

— Desej ava poder estar aí para tom ar um copo com você.

Hm m m . Desej o fantasioso ou um sério “m e convide”?

— Tem bastante no bule – respondi cautelosam ente.

— Estou em Dallas, senão j á estaria aí num instante – ele disse.

Vazio. — Quando você foi em bora? – perguntei, porque aquela parecia a pergunta m ais segura e m enos introm etida.

— Ontem . Eu recebi o telefonem a da m ãe de um suj eito que trabalha para m im de vez em quando. Ele largou no m eio do serviço que estávam os realizando em Nova Orleans, sem anas atrás. Fiquei bem aborrecido com ele, m as não estava exatam ente preocupado. Ele era um cara do tipo livre, tinha um bocado de coisas na chapa que o levavam por todo o país. Mas a m ãe dele diz que ainda não apareceu em lugar algum , e ela acha que algo aconteceu. Estou dando um a olhada na casa dele e verificando os arquivos para aj udá-la, m as estou alcançando um beco sem saída. O rastro parece ter acabado em Nova Orleans. Volto para Shreveport am anhã. Você vai trabalhar?

— Sim , turno do dia. Vou sair lá pelas cinco.

— Então posso m e convidar para o j antar? Eu levo os filés. Você tem um a churrasqueira?

— Na verdade, eu tenho. É bem velha, m as funciona.

— Tem carvão?

— Tenho que verificar – Eu não cozinhava fora desde que m inha avó m orrera.— Sem problem a. Eu levo.

— Okay – respondi. – Eu arrum o o resto.

— Tem os um proj eto.

— Te vej o às seis?

— Às seis está ótim o.

— Okay , então tchau.

Na verdade, eu teria gostado de conversar m ais com ele, m as não tinha certeza do que dizer, j á que nunca tive experiência em bater papo com rapazes. Minha carreira am orosa com eçou no ano passado, quando conheci Bill. Tinha m uito que pôr em dia. Eu não era com o, vam os dizer, Lindsay Popken, que foi Miss Bon Tem ps na época em que m e form ei no colegial.

Lindsay era capaz de reduzir os rapazes a idiotas babões e m antê-los atrás dela com o hienas atordoadas. Eu a observava com freqü.ncia e ainda não consegui com preender o fenôm eno.

Nunca m e pareceu que ela conversava sobre algo em particular. Eu até escutei seu cérebro, m as na m aioria das vezes estava cheio de ruído fantasm a. A técnica de Linda, conclui, era instintiva e baseada em nunca dizer nada sério.

Oh, bem , chega de rem iniscências. Entrei na casa para ver o que precisaria fazer para estar pronta para a visita de Quinn na noite seguinte, e fazer a lista de com pras necessária. Era um m odo feliz de passar a tarde de dom ingo. Eu faria com pras. Entrei no chuveiro contem plando um dia prazeroso.

Um a batida na porta m e interrom peu trinta m inutos m ais tarde, enquanto passava um pouco de batom . Dessa vez, eu olhei pelo olho m ágico. Meu coração afundou. Contudo, m e senti com pelida a abrir a porta.

Um a com prida lim usine preta fam iliar encontrava-se estacionada na entrada. Minha única experiência prévia com aquela lim usine m e conduziu a notícias desagradáveis esperadas e problem as.

O hom em — o ser— parado em m inha varanda era o representante pessoal e advogado da rainha vam pira da Louisiana, e seu nom e era Sr.

Cataliades, ênfase na segunda sílaba. Eu encontrei o Sr. Cataliades pela prim eira vez quando ele veio m e inform ar que m inha prim a Hadley havia m orrido, deixando sua propriedade para m im . Não apenas Hadley m orrera, fora assassinada, e o vam piro responsável foi punido bem diante dos m eus olhos. A noite foi cheia de m últiplos choques: descobri não só que Hadley deixara este m undo, m as deixara com o vam pira, e foi a favorita da rainha, no sentido bíblico.

Hadley havia sido um dos poucos m em bros restantes de m inha fam ília e eu senti sua perda; ao m esm o tem po, tive que adm itir que Hadley, durante a adolescência, causou m uito desgosto para sua m ãe e m uita dor para m inha avó. Se tivesse vivido, talvez ela tentasse com pensar por isso— ou talvez não. Ela não teve chance.

Eu respirei fundo e abri a porta.

— Sr. Cataliades – falei, sentindo o sorriso ansioso se espalhar por m eu rosto de m odo pouco convincente. O advogado da rainha era um hom em com posto de círculos, o rosto redondo e a barriga ainda m ais, olhos com o contas, circulares e escuros. Eu não achava que fosse hum ano— ou talvez não com pletam ente hum ano— m as não tinha certeza do que ele podia ser. Não vam piro; ali estava ele em plena luz do dia. Não era Lobi nem m etam orfo; nenhum zum bido verm elho cercando seu cérebro.

— Srta. Stackhouse – ele disse, sorrindo radiante. – Que prazer vê-la novam ente.

— Digo o m esm o – respondi, m entindo entre dentes. Eu hesitei, de repente m e sentindo dolorida e sobressaltada. Tinha certeza que Cataliades, com o todos os outros sobres que encontrei, sabia que eu estava no m eu período do m ês. Que ótim o. – Gostaria de entrar?

— Obrigado, m inha querida – disse, e eu dei um passo para o lado, cheia de desconfiança por deixar essa criatura entrar em m inha casa.

— Por favor, sente-se – continuei, determ inada a ser educada. – Gostaria de um a bebida?

— Não, obrigado. Você parece estar saindo para algum lugar. – Ele estava franzindo o cenho para a bolsa que j oguei sobre a cadeira a cam inho da porta.

Okay, algo que eu não estava entendendo aqui. — Sim – respondi, levantando as sobrancelhas, questionadora. – Eu tinha planej ado ir ao superm ercado, m as posso adiar por um a hora ou m ais.

— Você não fez as m alas para voltar à Nova Orleans com igo?

— O quê?

— Você recebeu m inha m ensagem ?

— Que m ensagem ?

Fitam o-nos, m utuam ente consternados.

— Eu enviei um a m ensageira com um a carta do m eu escritório – disse o Sr. Cataliades. – Ela devia ter chegado aqui há quatro noites atrás.

A carta estava selada com m agia. Ninguém , exceto você, poderia abri-la.

Eu sacudi a cabeça, m inha expressão em branco lhe dizendo o que precisava saber.

— Você está dizendo que Gladiola não apareceu aqui? Eu esperava que ela tivesse chegado na quarta-feira à noite, o m ais tardar. Ela não teria vindo de carro. Ela gosta de correr. – Ele sorriu indulgentem ente só por um segundo. Mas então o sorriso desapareceu. Se eu piscasse, teria perdido. – Quarta à noite – ele m e incitou.

— Foi a noite em que ouvi alguém do lado de fora da casa – respondi.

Estrem eci, recordando o quanto fiquei tensa naquela noite. – Ninguém veio até a porta. Ninguém tentou entrar. Ninguém m e cham ou. Houve apenas a sensação de algo se m ovendo, e todos os anim ais ficaram em silêncio.

Era im possível alguém tão poderoso quanto o advogado sobrenatural parecer perplexo, m as ele pareceu m uito pensativo. Após um instante, ele se levantou pesadam ente e fez um a reverência, gesticulando para a porta.

Saím os para fora. Na varanda, ele virou-se para o carro e fez um sinal. Um a m ulher bem m agra deslizou de trás do volante. Ela era m ais j ovem do que eu, talvez no com eço dos vinte. Com o o Sr. Cataliades, era apenas parcialm ente hum ana. Os cabelos ruivos escuros eram despontados, a m aquiagem carregada. Mesm o o traj e chocante da garota no Pelo do Cachorro em palidecia em com paração ao dessa m oça. Ela usava m eias listradas, faixas alternadas de rosa-choque e preto, e suas botas baixas eram pretas e extrem am ente altas. A saia era transparente, preta e desfiada, e a cam iseta regata pink era a única peça na parte de cim a.

Ela sim plesm ente m e tirou o fôlego.

— Oi, com ovai? – ela disse brilhantem ente, o sorriso revelando dentes brancos e m uito afiados pelas quais um dentista se apaixonaria, pouco antes de perder o dedo.

— Olá – respondi. Estendi a m ão. – Sou Sookie Stackhouse.

Ela cobriu a distância entre nós m uito rapidam ente, m esm o sobre os saltos ridículos. Sua m ão era pequena e ossuda. — Prazerem conhecê-la – disse. – Diantha.

— Belo nom e – falei, depois que percebi que não foi outra frase corrida.— Obrigada.

— Diantha – disse o Sr. Cataliades. – Preciso que você conduza um a busca por m im .

— Para encontrar?

— Receio que estej am os procurando os restos de Glad.

O sorriso desapareceu do rosto da garota.

— Não brinca – disse ela claram ente.

— Não, Diantha – disse o advogado. – Sem brincadeira.

Diantha sentou nos degraus, tirou os sapatos e as m eias listradas.

Não parecia incom odá-la nem um pouco que, sem as m eias, a saia transparente não deixasse nada para a im aginação. Já que a expressão do Sr.

Cataliades não m udou em nada, decidi que eu podia ser m oderna o suficiente para ignorar tam bém .

Assim que se desincum biu, a garota partiu, m ovendo-se agachada no solo, farej ando de um m odo que m e inform ou que ela era m enos hum ana do que im aginei. Mas ela não se m ovia com o os Lobis que observei, ou as panteras transm orfas. O corpo dela parecia se inclinar e virar de um j eito que sim plesm ente não era m am ífero.

O Sr. Cataliades observou-a, as m ãos apertadas diante dele. Ele estava silencioso, então eu fiquei tam bém . A garota lançou-se ao redor do quintal com o um beij a-flor dem ente, vibrando quase visivelm ente com energia fantasm agórica. Apesar de toda m ovim entação, não consegui ouvila fazer nenhum som .

Não dem orou m uito para ela parar diante de um grupo de arbustos bem na m argem da floresta. Ela inclinou-se olhando para o chão, absolutam ente im óvel. Então, não levantando a cabeça, ergueu a m ão com o se fosse um a estudante que descobriu a resposta correta.

— Vam os até lá ver – sugeriu o Sr. Cataliades e, com seu j eito deliberado, cruzou a entrada e o gram ado até os arbustos no lim ite da floresta. Diantha não olhou quando nos aproxim am os, m as perm aneceu concentrada em algo no chão atrás dos arbustos. Seu rosto estava m olhado de lágrim as. Eu respirei fundo e olhei para o que lhe cham ava a atenção.

Essa garota havia sido um pouco m ais j ovem que Diantha, m as tam bém m agra e franzina. Os cabelos eram tingidos de dourado brilhante, em agudo contraste com sua pele achocolatada. Seus lábios tinham recuado na m orte, dando-lhe um rosnado que revelava dentes tão brancos e afiados quanto os de Diantha. Estranham ente, ela não parecia pior em aparência tanto quanto eu teria esperado, dado o fato de que esteve ali fora durante vários dias. Havia apenas algum as form igas cam inhando sobre ela, nem um pouco da atividade norm al de insetos... e não parecia tão ruim para um a pessoa que foi cortada em duas na altura da cintura.

Minha cabeça zum biu por um m inuto, e tive m edo de cair de j oelhos.

Eu tinha visto algum as coisas ruins, inclusive dois m assacres, m as nunca vi alguém dividido com o esta garota foi. Conseguia ver suas entranhas. Elas não pareciam hum anas. E parecia que as duas m etades tinham ressecado separadam ente. Houve m uito pouco vazam ento.

— Cortada com um a espada de aço – O Sr. Cataliades disse. – Um a espada m uito boa.

— O que devem os fazer com seus restos m ortais? – indaguei. – Posso pegar um cobertor velho.

Eu sabia, sem nem perguntar, que não cham aríam os a polícia.

— Tem os que queim á-la – disse o Sr. Cataliades. – Aqui, no cascalho de sua área de estacionam ento, Srta. Stackhouse, seria m ais seguro. Está esperando com panhia?

— Não – respondi, chocada em vários níveis. – Sinto m uito, por que ela deve ser... queim ada?

— Ninguém irá devorar um dem ônio, ou m esm o um a m etadedem ônio com o Glad ou Diantha – ele disse, com o se estivesse explicando que o sol nasce no leste. – Nem m esm o os insetos, com o você está vendo.

O solo não irá digeri-la, com o faz com hum anos.

— Vocês não querem levá-la para casa? Para o pessoal dela?

— Diantha e eu som os seu pessoal. Não é nosso costum e levar os m ortos de volta ao lugar onde viveram .

— Mas o que a m atou?

O Sr. Cataliades levantou um a sobrancelha.

— Não, é claro que ela foi m orta por algo que a cortou no m eio, estou vendo isso! Mas o que em punhou a lâm ina?

— Diantha, o que você acha? – disse o Sr. Cataliades, com o se estivesse conduzindo um a aula.

— Algo realm ente m uito, m uito forte e sorrateiro – disse Diantha. – Chegou perto de Gladiola e ela não era tola. Não som os fáceis de m atar.

— Eu tam pouco vi sinal da carta que ela carregava. – O Sr.

Cataliades inclinou-se e perscrutou o chão. Então se endireitou. – Você tem lenha, Srta. Stackhouse?

— Sim , senhor, há um a boa porção de lenha de carvalho nos fundos do galpão de ferram entas. – Jason havia cortado algum as árvores que a últim a tem pestade de neve tinha derrubado.

— Você precisa fazer as m alas, m inha cara?

— Sim – falei, quase transtornada para responder. – O quê? Para quê?

— A viagem para Nova Orleans. Você pode ir agora, não pode?

— Eu... eu acho que sim . Vou ter que perguntar ao m eu chefe.

— Então Diantha e eu cuidarem os disso, enquanto pede perm issão e faz as m alas – o Sr. Cataliades disse, e eu pisquei.

— Tudo bem – falei. Eu não parecia ser capaz de pensar claram ente.

— Então precisam os partir para Nova Orleans – ele disse. – Pensei que a encontraria pronta. Achei que Glad tivesse ficado para aj udá-la.

Afastei m eu olhar do corpo para fitar o advogado.

— Eu só não estou entendendo isso – falei. Mas lem brei de algo. – Meu am igo Bill gostaria de ir para Nova Orleans, quando eu fosse lim par o apartam ento de Hadley – disse. – Se ele puder, se conseguir arranj ar, tudo bem para vocês?

— Você quer que Bill vá – ele disse, e houve um toque de surpresa em sua voz. – Bill desfruta das boas graças da rainha, então eu não m e im portaria se ele viesse.

— Okay, terei que entrar em contato com ele quando escurecer – falei. – Espero que ele estej a na cidade.

Eu podia ter ligado para Sam , m as queria m e afastar do estranho funeral em m inha entrada. Quando parti, o Sr. Cataliades tirava o pequeno corpo frouxo da floresta. Ele tinha a m etade de baixo.

Um a silenciosa Diantha enchia um carrinho de m ão com m adeira.