Desejo Proibido
Prólogo
Este capítulo é longo, por isso está dividido em 17 partes.
– Eu lam ento m uito.
Ele odiava o fato de que ela estava sofrendo. Odiava não ser, na época, forte o suficiente para im pedir aqueles idiotas de m atarem o pai dela. E odiava saber, no fundo de sua alm a, que Pêssegos tam bém o odiaria por isso.
– Não lam ente – disse ela. – Ninguém poderia ter salvado m eu pai. Nem m esm o eu, apesar de eu ter tentado ao m áxim o.
– Você tinha 9 anos.
Ele sabia que ela teria tentado, se pudesse. Ela teria lutado com todas as forças para im pedi-los de m achucar seu pai.
– Eu corri – sussurrou ela. – Fugi quando ele precisava de m im .
O rosto de Carter desabou.
– Não faça isso consigo m esm a. – Ele esperou. Respirou. – Ele disse para você... correr, Kat.
Ela congelou nos braços dele. Carter fechou os olhos e entrelaçou as m ãos nas costas dela, com um m edo repentino de que ela fosse fugir correndo. Ele não podia deixá-la escapar de novo. Não podia perdê-la.
– O quê?
Carter prendeu a respiração.
– Ele disse para você correr.
Ela j ogou a cabeça para trás. Seus olhos m ostravam a ele que as peças estavam se encaixando, lenta m as assertivam ente, e tudo o que Carter podia fazer era torcer para que ela esperasse, ouvisse e tentasse entender.
– Carter. – A voz dela era trêm ula. – Com o... Com o você sabe disso?
Ele ficou olhando para ela, rezando para não precisar dizer aquilo em voz alta, m as sabendo, com cada centím etro de seu corpo, que precisava dizer. Ele tentou falar.
– Você m e disse noite passada.
Ela não pareceu convencida.
Ela ergueu o queixo, analisando o rosto de Carter. Sua m ente fervilhava por trás dos olhos verde-esm eralda. Eles brilharam de dor e choque ao m esm o tem po que ela ofegou alto, em purrando-o, interrom pendo o abraço. Ela cam baleou para trás.
O coração de Carter se despedaçou.
– Eu... Eu quero saber do que você se lem bra.
Os braços dele ficaram parados ao lado do corpo. Eram inúteis sem ela neles.
– Por quê? – pressionou ela, com raiva em sua voz. – Por que quer saber? Por que, Carter?
Ele deu um passo para a frente e ela, instintivam ente, um para trás. Carter apertou os dentes.
– Porque – com eçou ele, esfregando as m ãos no gorro, apavorado – eu estava... Porque...
Pêssegos.
– Puta que pariu – gritou ela. – POR QUÊ?
O grito dela ricocheteou em torno deles enquanto a chuva com eçava a desabar e os céus se abriam acim a deles. Mas não im portava. Carter estava am ortecido. Ele ficou olhando para Kat e ergueu os braços por um instante antes de deixá-los cair, derrotado. Ele abaixou o rosto e se recom pôs, o m edo m artelando em sua cabeça.
– Porque eu estava lá.
A expressão no rosto dela destruiu Carter, deixando suas pernas bam bas. Meu Deus, ela parecia doente. Ela com eçou a trem er e a ofegar enquanto resm ungava palavras que ele não conseguia decifrar. Ela fechou os olhos enquanto sua boca continuava a balbuciar incoerentem ente.
– Não. Não. Não – repetia ela. – Não foi... Não dá.
A chuva esm agava Carter.
– Era eu – sussurrou ele. – Era eu, Kat.
Ela em udeceu. Chegou a abrir a boca, m as ele não a deixou falar.
– Eu estava na região do centro de reabilitação de seu pai. Eu estava com Max, m as tínham os brigado e eu... eu o deixei na casa de um am igo. Eu estava fum ando um cigarro e ouvi um grito, então fui ver o que estava acontecendo e... e os vi. Vi você. Vi quando eles bateram nele com o taco.
– Pare – rosnou Kat.
– Vi o cara bater em você...
– Pare, Carter.
– Seu pai gritou para você correr e você não correu. Por que você não correu?
– Pare, porra!
– NÃO!
Carter deu três passos em direção a ela e a segurou em seus braços. Ela com eçou a lutar contra ele. Sua pele estava escorregadia por causa da chuva, tornando difícil para ele segurá-la. Ela bateu no peito e nos braços dele enquanto gritava para que a soltasse. Mas ele não soltou. Não podia soltar.
– Eu agarrei você – gritou ele sob os protestos dela. – Agarrei e corri com você. Eu nunca tinha ficado tão assustado, Kat. Eu tinha que arrastá-la dali; você lutou pra caralho contra m im . Lutou com o está lutando agora, com o lutou ontem à noite. Mas eu não podia deixar você ir. Não podia. Eles teriam m atado você, assim com o o m ataram .
Kat soluçava nos braços dele, seus j oelhos estavam cedendo.
– Caím os no chão, e o seu cabelo, Kat. Meu Deus. Cabelo com cheiro de pêssegos. Minha Pêssegos.
A cabeça dela se ergueu de repente e ela berrou no rosto dele.
– ME LARGUE!
Com a fúria da voz dela, Carter a soltou e deu um passo para trás, só para receber um tapa quente no rosto.
Por alguns segundos, o único barulho em torno deles era o da chuva caindo nas árvores. Ele não aguentava olhar para ela e ver o ódio em seus olhos. Estava paralisado, desolado, m as não conseguia parar de contar tudo para ela. Tinha que contar.
– Eu segurei você – m urm urou ele – por duas m alditas horas, à porta de um edifício abandonado, sob um frio congelante, e conversei com você.
– Você – acusou Kat. – Você m e im pediu de... – Ela m al conseguia falar em m eio aos soluços. – Eu podia ter... Eu podia ter... Ele era m eu pai!
Carter se voltou para ela, suas lágrim as m agoadas e raivosas se m isturando silenciosam ente à chuva que escorria pelo rosto dele.
– Ele disse para você correr. Eu não podia ficar observando eles m atarem você.
– Você não tinha o direito!
– Não tinha o direito? – argum entou ele, seu tom de voz aum entando, igualando-se ao dela. – Seu pai queria você em segurança, Kat. Eu... Eu salvei você!
– Não, não salvou, Carter! – gritou ela de volta. – Não salvou porque eu m orri naquela noite tam bém , porra!
Carter ficou olhando boquiaberto para ela. Era com o se ela tivesse dado um soco em seu estôm ago. Com o ela podia pensar aquilo?
Um a calm a perigosa a envolveu. Ela olhou em volta.
– Eu... Eu preciso... Eu.
Ela o afastou e foi pegar a j aqueta e a bolsa, seus pés afundando nas enorm es poças que tinham se form ado por causa da chuva.
– Kat – im plorou Carter. – Não... Por favor!
Ele tentou segurar seu braço, m as ela se desvencilhou e o em purrou para longe.
– Não! – gritou ela com o dedo no rosto dele. – Seu m entiroso! Você é exatam ente com o todos eles! Não!
Ele piscou para ela. Perplexo.
– Eu nunca m enti! – berrou ele, a raiva se espalhando por seu corpo. – Do que é que você está falando?
– Você nunca m e contou! – Ela o em purrou de novo. – Há quanto tem po você sabia e nunca m e contou? Isso faz de você o quê? A porcaria de um m entiroso!
A devastação arqueou os om bros de Carter.
Kat levou as m ãos à cabeça.
– Eu... Eu não posso ficar... não... em nenhum lugar perto de você. Preciso...
Ela virou as costas para ele, pegou a bolsa e saiu correndo.
Carter disparou atrás dela, pedindo que ela parasse, gritando que ela pensasse no que estava fazendo, no escuro, no m eio do Central Park; m as ela o ignorou. Ele poderia tê-la alcançado facilm ente. Poderia tê-la derrubado no chão assim com o tinha feito dezesseis anos antes, m as qual seria o sentido?
Ela o odiava e não queria ficar perto dele.
Ela o cham ara de m entiroso.
Será que ele era?
Carter congelou com aquele pensam ento e assistiu im potente enquanto ela corria dele. Sem ar, todo seu corpo parecia esfolado. Ele colocou a m ão no peito em um a tentativa fútil de parar o coração dilacerado que se contorcia ali dentro. Sem conseguir respirar, inclinou a cabeça para trás e rugiu alto para o céu, liberando a frustração e a raiva que se agitavam em seu corpo. Ele chutou o tronco de um a árvore próxim a algum as vezes, berrando palavras e ruídos que ele m esm o nunca tinha usado enquanto rezava ao inferno para que a dor parasse.
Exausto, Carter apoiou as m ãos nos j oelhos, enquanto seus olhos seguiam o cam inho que ela havia tom ado.
Quando j á não conseguia m ais vê-la e sua voz estava com pletam ente rouca, ele cam baleou de volta até a j aqueta e os capacetes e voltou aos tropeços até Kala.
22
Carter não sabia ao certo quanto tem po tinha andado de m oto pela cidade. As únicas coisas que sabia era que ele estava com pletam ente encharcado e que havia um a garrafa de Jack Daniel’s com três quartos de uísque em sua m ão.
Ele levou Kala de volta à garagem e estacionou, acionando o descanso lateral para que ela parasse em pé. Carter se debruçou nela, passando a m ão pelo banco de couro onde Kat tinha se sentado atrás dele, em torno dele, com ele. A m ão de Carter trem ia, então ele tom ou um bom gole de uísque, sibilando com a queim ação. O único conforto que Carter encontrava no calor da bebida era que ele o lem brava de que Carter ainda era capaz de sentir algum a coisa.
Ele bufou de desdém e deu m ais um gole.
Mentiroso. Porcaria de m entiroso.
Com os pés pesando com o chum bo e o corpo vazio, Carter pegou as escadas, subindo os seis andares até seu apartam ento. Ele não ligava para quanto tem po aquilo iria levar ou para o fato de que teria sido m ais fácil pegar o elevador. Tudo o que im portava para ele era conseguir chegar até sua cam a com seu Jack Daniel’s e rezar para dorm ir por dias a fio. Ele abriu a porta da escada com o om bro, cam baleando um pouco, e congelou.
Sentada, enrolada com o um a bola na porta de seu apartam ento – totalm ente encharcada e trem endo –, estava Kat.
Carter soltou o corpo contra a parede. Um alívio que quase o fez desfalecer desceu por suas costas com o água quente. Apesar do rím el que cobria m etade de seu rosto e do cabelo pingando por todos os lados, ela nunca tinha estado tão linda.
Ficaram olhando um para o outro por um a eternidade, palavras flutuando entre eles: palavras grandes dem ais para um corredor tão pequeno com o aquele onde se encontravam . Com um a força que não sabia que tinha, Carter se afastou da parede e com eçou a se aproxim ar dela – lenta e cautelosam ente –, com o se estivesse indo em direção a um anim al selvagem .
Ele estava a poucos centím etros quando ela se levantou e largou o peso do corpo, m olhado e pesado, contra a porta do apartam ento dele. Ela parecia tão cansada quanto ele.
Com os olhos fixos nos dela e sem dizer um a palavra, Carter pegou as chaves no bolso e a enfiou na fechadura para destrancar a porta. Ele não tinha certeza, m as achava que a tinha ouvido inspirar fundo quando ele se aproxim ou. Mas ele não ligava. Queria que ela fizesse aquilo. Queria qualquer coisa que ela estivesse disposta a lhe dar.
Se ele era a porcaria de um m entiroso, então seria a porcaria de um m entiroso dela.
Kat entrou m eio hesitante no apartam ento. Carter largou a garrafa de uísque no balcão ao lado das xícaras de café que ainda estavam ali desde aquela m anhã, quando tudo eram flores e arco-íris, e se virou para ela, tirando a j aqueta. Ela estava ensopada e trem endo de frio.
– Merda – m urm urou ele. – Você precisa de um a toalha.
Ele fez m enção de sair dali, de ir ao banheiro, m as ela o im pediu colocando as m ãos com firm eza em sua cintura e pressionando a testa com força no peito dele. O corpo de Carter trem eu com aquele contato. Ele não podia se m exer. Não sabia o que fazer. Na últim a vez em que tentara tocá-la, ela havia gritado e fugido. Ele não poderia suportar aquela situação de novo.
Ficaram ali sem se m exer. Os om bros dela sendo sacudidos por seus soluços. Ele queria acarinhar as costas dela ou tocar em seu cabelo... Mas, porra, ele não ousaria.
– Me desculpe – sussurrou ela.
Suas m ãos apertaram as laterais do corpo dele com força, a água de sua cam iseta escorrendo por seus dedos.
A garganta de Carter se fechou.
Gradualm ente, as m ãos dela deslizaram pelo peito dele, até seu pescoço. Ela ergueu a cabeça.
– Me desculpe m esm o. – Seus pequenos dedos se agarraram à pele dele e sua respiração era quente na clavícula de Carter. – Me... Oh, Deus, Carter. Me desculpe.
Carter tentou se livrar do nó enorm e e em ocionado que bloqueava sua garganta enquanto ela continuava sussurrando pedidos de desculpas. A cada palavra dela, m ais um pedaço da m uralha de m achão que Carter tinha construído em torno de si caía a seus pés.
– Não preciso de um a toalha. Preciso de você. – O corpo dela trem eu no dele. – Preciso tanto de você.
A cabeça de Carter desabou na dela.
– Pêssegos. – Ele enrolou os braços em torno dela. – Você m e tem . – Ele agarrou a parte de baixo da blusa dela com as m ãos. – Sem pre teve.
Ela m ordeu o lábio. Seu rosto se contraiu e ela passou a m ão com cuidado pela bochecha na qual ela havia batido.
– Assim com o você m e tem .
Ficando na ponta dos pés, ela pressionou os lábios quentes debaixo do olho dele, m urm urando m ais um a vez palavras de desculpas. Dizendo com o ela iria im plorar pelo perdão dele. Quanto ele significava para ela. Seus lábios perfeitos beij avam lenta e carinhosam ente todo o rosto dele, suas sobrancelhas, seus olhos, e, descendo pela bochecha, o canto da sua boca.
Carter congelou quando a língua dela raspou no lábio inferior dele. Suas m ãos autom aticam ente seguraram a cintura dela para que ele conseguisse se m anter de pé sobre os j oelhos oscilantes. Ele a queria tanto. Deus, será que um dia ela saberia quanto ele era louco por ela?
Ele se abaixou, desesperado pelo toque dela, e seus lábios se encontraram no beij o m ais suave, m ais lento e m ais sensual do m undo. Ele abriu a boca para receber a dela, o ar saindo de seu corpo em ofegos e grunhidos trêm ulos quando sua língua encontrou a dela novam ente. Ele fechou os lábios em torno dela e a chupou delicadam ente enquanto suas m ãos subiam por debaixo de sua blusa.
As m ãos dele deslizavam com facilidade pela pele m olhada, e o beij o ficou m ais intenso, com grunhidos em itidos pelos dois. Carter engoliu cada suspiro que ela deu, apossando-se de cada um deles, e a puxou m ais para perto, querendo que ela sentisse com o ele estava duro e quanto ansiava por estar dentro dela.
Precisava estar dentro dela, consum ido por ela.
As m ãos dela encontraram a bainha da cam iseta de Carter, tentando puxá-la.
Ele se afastou para que Kat pudesse retirá-la. Sua boca estava im ediatam ente no peito dele, lam bendo e beij ando, m ordiscando e deixando-o louco.
Perfeitos. Os lábios dela eram perfeitos.
– Me desculpe – m urm urou ela na pele dele.
Carter ficou repentinam ente desesperado por sentir ainda m ais o gosto da boca de Kat, e esprem eu os lábios dela com os seus m ais um a vez, forçando a língua para dentro. Ela gem eu alto, abraçando-o apertado. Ele se afastou para tirar a blusa, lam entando os poucos segundos em que os lábios dela não estavam pressionados nos dele.
O sutiã azul-claro foi o próxim o a ser rem ovido. Carter gem eu ao ver os m am ilos que ele tinha conhecido tão bem na noite anterior. Eles estavam rij os e esplendorosos, e reagiram instantaneam ente quando os polegares dele os acariciaram .
– Ai, Deus – m urm urou Kat.
Ele repetiu. A cabeça dela caiu para trás, elegante e linda.
– Gosta disso?
Ele a beij ou novam ente. Ela agarrou os om bros dele em resposta. Suas unhas se afundaram na pele de Carter e ele grunhiu de prazer. As m ãos dele agarraram os seios firm es dela, m assageando vigorosam ente a pele m acia enquanto os m am ilos dela se enrij eciam sob suas palm as.
– Sim – respondeu ela quase sem fôlego. – Por favor. Por favor. Me desculpe. Me desculpe m esm o.
Carter interrom peu as palavras dela com a boca.
– Pare. Você está aqui agora. Só você e eu.
Ele segurou seu rosto, acariciando a pele m olhada sob os olhos, e a beij ou. As m ãos dela seguraram os braços dele com firm eza, perm itindo que ele a guiasse. Carter tentou controlar seu desej o – porra, ele tentou ao m áxim o –, m as logo o fogo entre eles com eçou a crescer, a paixão de um pelo outro deixando seus corpos em cham as.
Com um rosnado gutural, que se parecia com o nom e dela, Carter se abaixou e a pegou no colo, sorrindo quando suas pernas e seus braços se enrolaram firm em ente no corpo dele. Ele segurou a bunda de Kat e grunhiu quando seu seio nu deslizou pelo peito dele, a água da chuva funcionando com o um lubrificante natural.
Sem tropeçar dessa vez, Carter a carregou pelo apartam ento até a cam a e se aj oelhou, deitando-a e esparram ando-se protetoram ente em cim a dela. Ele deixou que suas m ãos deslizassem pela pele dela, subindo pelas laterais, passando pelos seios, pelo pescoço e pela barriga, enquanto am bos ofegavam e gem iam em m eio aos lábios grudados.
Incapaz de continuar resistindo, a boca de Carter eventualm ente seguiu o m esm o cam inho de suas m ãos, fam inta e ávida por m ais do corpo de Kat. Ele rosnou quando ela se curvou, e ele pressionou os quadris com força contra os dela quando ela agarrou sua bunda.
Ele m ordeu a face interior do seio direito e ela gritou antes de gem er de prazer.
– Mais – choram ingou ela nos cabelos dele. – Por favor, Carter. Mais.
– O que você quiser.
A m ão dele desceu rapidam ente até o botão da calça j eans dela e o abriu.
Ele abriu o zíper e engatou os dedos no cós do j eans. Carter esperou, repentinam ente nervoso, querendo se certificar de que ela estava bem , de que isso era o que ela realm ente queria. Ele olhou para ela.
Diga que você quer isto. Diga que você quer isto tanto quanto eu.
Ela deu um a olhada para ele e fez um carinho em seu rosto.
– Não pare.
Ela ergueu os quadris e ele com eçou a puxar a calça dela. Carter deixou as articulações de seus dedos deslizarem pelas coxas e panturrilhas de Kat e riu quando chegou aos tornozelos e percebeu que ela ainda estava de botas.
– Desculpe.
Ela riu.
Ele com eçou a abri-las.
– Não tem problem a – respondeu ele, beij ando o tornozelo dela enquanto rem ovia um a bota e um a m eia, e depois as outras.
Finalm ente livre de quaisquer obstáculos, arrancou a calça dela e se aj oelhou na beirada da cam a, adm irando-a. Ela era de tirar o fôlego. Fem inina. Sexy. Maravilhosa. A pele era pálida e im aculada e parecia tão m acia quanto ele sabia que era sob as pontas de seus dedos.
Ele gem eu baixinho, incapaz de se m over, feliz de sim plesm ente olhar para ela.
– Carter – sussurrou Kat, preocupada. Ela se ergueu sobre os braços e o fitou, abaixando a cabeça. – Se você não quiser fazer isso, eu vou entender que depois do que eu disse, e fiz, eu...
Carter engoliu as palavras dela com um a boca fam inta.
– Eu quero – ofegou ele dentro de sua boca. – Eu quero dem ais. – A m ão dele deslizou pela cintura dela, desceu até o quadril e brincou com a lateral da calcinha, hesitando. – Posso? Posso tocar você?
– Tudo o que eu quero são seus dedos em m im .
– Deus.
Ele enfiou a m ão por baixo do algodão da calcinha dela e deslizou os dedos pelos lábios m acios e sem pelos.
– Molhada – grunhiu ele enquanto sua m ão passeava para cim a e para baixo.
Kat gem eu, largando-se na cam a, puxando Carter consigo.
– Por você.
Com o se as palavras dela fossem querosene em cham as expostas, os dedos de Carter escorregaram pelos grandes lábios dela em busca de seu clitóris. Ele o encontrou com o polegar e grunhiu. Am bos gem eram com o contato. O indicador de Carter deslizou para baixo e escorregou facilm ente na um idade sedosa da região.
Fechando os olhos, ele m ordiscou o om bro dela e respirou contra sua pele. A ponta de seu dedo circundou a entrada dela provocativam ente, fazendo com que ela sussurrasse. Os m ovim entos fluidos dos quadris de Kat, j untam ente com os ruídos roucos em sua garganta, o excitavam . Ele não podia esperar m ais. Penetrou-a com o dedo. Quente. Molhado. Transcendente.
Ela gritou quando os dedos dele com eçaram a se m over lentam ente para dentro e para fora dela, até o fim .
Ele abaixou a cabeça e circundou o m am ilo dela com a ponta da língua. Kat grunhiu, agarrando os om bros dele.
Ela ofegou enquanto girava os quadris, desenhando um oito preciso e desesperado.
– Mais.
Carter penetrou m ais um dedo nela e im ediatam ente aum entou a velocidade. Kat gritou e suas m ãos apertaram os om bros dele com força. Carter fechou os olhos e ficou ouvindo os barulhos m olhados que preenchiam o quarto enquanto ele m ovia os dedos dentro dela e se deleitava gulosam ente em seu corpo delicioso. Era a sinfonia m ais sexy que j á tinha ouvido.
O polegar dele encontrou o clitóris dela novam ente e m ais um dedo com eçou a penetrá-la. A últim a coisa que ele queria era m achucá-la, m as, porra, ele queria tanto de si dentro dela de um a vez que não conseguia parar. Carter m anteve os olhos no rosto dela enquanto bom beava.
Gentilm ente. Cuidadosam ente.
As costas de Kat se arquearam e um gem ido longo e gutural saiu dela quando Carter com eçou a m over os dedos.
Céus, ela era m agnífica agitando-se e debatendo-se.
Mais.
O bíceps de Carter se contraiu.
Mais forte. Mais rápido.
Ele queria o orgasm o dela. Queria ouvi-lo.
Saboreá-lo. Cheirá-lo. Possuí-lo.
– Carter. – Kat tentou segurá-lo. – Oh, eu vou...
– É isso m esm o, gata – ofegou ele, lam bendo o pescoço dela, sentindo o gosto forte e salgado de seu suor. – Se entregue. Eu quero. – Ele m ordiscou o lóbulo da orelha dela, sentindo gosto de dam asco e bala. – Você é tão gostosa nos m eus dedos. – Ele lam beu seu m axilar: m el. – Caralho, o seu gosto é ótim o. – Ele chupou o m am ilo dela com força: baunilha.
Desesperado para que ela gozasse, Carter com eçou a inserir os dedos com m ais força, esfregando e fazendo círculos e dando batidinhas em seu clitóris. Ela o segurou e Carter gem eu quando ela gozou com força, pulsando e se contorcendo e se agitando debaixo dele.
– Caralho... – ofegou ele quando o corpo dela apertou seus dedos.
Ela esm agou os lábios nos dele, choram ingando em sua boca.
– Caram ba – m urm urou Carter.
Ele deixou que sua m ão deslizasse e provocasse enquanto ela ofegava e sussurrava no ouvido dele. As palavras dela eram baixinhas e em aranhadas, m as o trem or do corpo dela dizia a Carter tudo o que ele precisava saber: ele a tinha feito gozar bonito. Kat brilhava debaixo dele. Ele dim inuiu a velocidade da m ão e encheu o peito dela de beij os, subindo até seu m axilar. A pulsação dela acelerou. Ela era resplandecente.
– Você está bem ?
Ele deu um beij o delicado na boca aberta de Kat.
Ela riu e colocou a m ão na garganta. Seus olhos se fecharam , m as Carter podia ver que eles se m oviam debaixo das pálpebras.
Ela expirou e abriu um olho para vê-lo em cim a dela.
– Carter, seus dedos são brilhantes.
Disso, Carter teve que rir. Ele tirou a m ão da calcinha dela e balançou os dedos na frente dela. A pele de seus dedos brilhava sob a luz e, Carter tinha que adm itir, aquilo era a coisa m ais sensual que ele j á tinha visto. Bom , isso foi até que Kat colocou os dedos dele na boca e os chupou com o um aspirador de pó. Os quadris de Carter se m exeram por conta própria ao m esm o tem po que ele gem eu obscenam ente alto.
– Oh, Deus!
A boca de Kat contornava cada digital. Ele desabou na cam a, desesperado pelo clím ax.
Ela tirou os dedos dele da boca com um estalo bem alto e se m oveu para beij á-lo, segurando seu rosto entre suas m ãos pequenas. Ele podia sentir o gosto dela em sua língua.
– Que diabos você está fazendo com igo? – grunhiu Carter.
Ela afastou a boca da dele e com eçou a beij ar seu rosto.
– Quero fazer você se sentir bem – sussurrou ela. – Eu quero você há tanto tem po, Carter.
Ele a abraçou forte enquanto seus toques e beij os com eçaram a m udar de suaves e ansiosos para desesperados e frenéticos, seus breves gem idos lentam ente se transform ando em soluços altos.
– Foi você – m urm urou ela entre lam bidas e m ordidas no om bro dele. – Meu Deus, Carter, foi você.
– Shhh – apaziguou ele. – Kat, está tudo bem . Está tudo bem .
– Você m e salvou. – Ela chorava na pele dele. – Eu sabia que você era real. Eu sabia. Todo m undo disse que eu tinha im aginado aquilo, que você não era real. – Ela contornou o lábio inferior dele com o dedo. – Mas você é.
Os ossos de Carter se dissolveram com as palavras dela. Kat havia entendido. Aonde quer que ela tenha ido, o que quer que ela tenha feito depois de ter fugido dele, tinha percebido que o que ele disse era verdade. Ele a tinha salvado. As pernas dela se enrolaram nele, prendendo-o a ela enquanto ela chorava em seu om bro.
– Desculpe ter batido em você – disse, enchendo a bochecha dele de beij os. – Me perdoa, por favor?
Ela continuou a tocá-lo enquanto as palavras de agradecim ento e com preensão rolavam de sua boca. Carter não a interrom peu. Ele precisava ouvi-la dizer tudo o que tinha para dizer. Precisava daquele m om ento. Kat em purrou os om bros dele e girou seus corpos, m ontando sobre ele. Carter m anteve os olhos fechados, com as m ãos em seus quadris largos, e perm itiu que seus outros sentidos o dom inassem , focando-se em cada outra parte dela: o calor entre suas pernas, o som de sua respiração, o poder de seu toque e o arom a de seu perfum e.
– Você m e abraçou. – As m ãos dela exploravam a barriga dele. – Me lem bro do seu cheiro. – Ela enfiou o nariz na curva do pescoço dele e inspirou fundo. – Era você. Você sussurrou no m eu ouvido, m e dizendo que eu estava a salvo. Agora eu sei. Sei por que sua voz m e faz sentir tão protegida.
Ela encostou a testa na dele e deixou que seus lábios roçassem nos dele.
Ele tinha conversado com ela – em m eio aos cabelos dela –, até que sua voz sum iu e as sirenes se aproxim aram . Os olhos dele com eçaram a arder sob as pálpebras. Ele os fechou. As m ãos dela deslizavam por sua pele, subindo pelas laterais até seu pescoço e descendo de volta, m em orizando-o.
– Kat – ofegou Carter, soltando-se m ais a cada m om ento. – Continue m e tocando. Toque em todo o m eu corpo. – As m ãos dele seguraram as laterais do corpo dela e subiram , acariciando a pele, até as costelas. – Céus, não pare.
Ela balançou a cabeça, seu cabelo caindo em volta dele.
– Nunca.
Seus lábios se encontraram de novo, delicadam ente, m as com um a paixão avassaladora.
– Seus braços – m urm urou ela contra o pescoço dele. Suas m ãos deslizaram pelos bíceps dele. – Parece que os conheço tão bem .
Ele podia sentir as unhas dela deixando arranhões em sua pele enquanto ela as deslizava por seus antebraços até as m ãos, onde ela entrelaçou os dedos de am bos.
– Fortes e protetores.
Ela deu um beij o em cada cotovelo dele.
– Eu nasci para os seus braços, Carter – disse ela, o ardor de volta à sua voz. – Senti falta deles.
Senti falta de você. – Ela sussurrou ao ouvido dele. – Senti sua falta a vida toda.
Carter se aninhou no pescoço dela, lam bendo a delicada coluna até seu m axilar.
– Eu tam bém senti sua falta. Minha Pêssegos.
Ela sorriu contra o rosto dele.
– Sem pre.
Carter expirou alta e ansiosam ente quando as m ãos dela desceram aos poucos pelo corpo dele, contornando os entalhes de sua barriga m usculosa e os pelos abaixo de seu um bigo. Quando finalm ente chegou aos botões da calça, a m ão de Kat o segurou por cim a do j eans e alisou todo aquele com prim ento, forte e lentam ente. Os quadris de Carter se ergueram , ávidos, para ir ao encontro do toque incrível da m ão dela. Aquilo era insanam ente erótico, Kat esfregando seu pau da m aneira que ela estava fazendo, ciente de que ele estava nu por baixo; a m ão dela podia estar na pele dele em poucos segundos, m asturbando e fazendo-o suplicar.
Puta m erda, com o ele iria suplicar. Ele suplicaria qualquer coisa para ela.
Kat m anteve o m ovim ento da m ão: para cim a e para baixo, pegando e esfregando, ronronando e suspirando e salpicando beij os no peito dele.
O abdôm en de Carter com eçou a ficar tenso.
– Você vai m e fazer gozar se... se continuar fazendo isso.
Ela sorriu e o segurou com m ais força.
– E isso é ruim ?
Ele segurou o rosto dela e puxou-lhe a boca até a sua, quente e fam inta.
– Prefiro m uito m ais estar dentro de você quando isso acontecer.
– Céus, sim .
Ela m oveu aquela bunda deliciosa para cim a das coxas dele.
Com olhos bem abertos e excitados, Kat olhou para a braguilha dele e com eçou a abrir cada botão, de m aneira lenta e cuidadosa. Agarrando os lençóis, ele aguardou que as m ãos dela o tocassem , esperou pela m aciez da palm a dela em sua pele. Aquilo seria bom dem ais. Ele girou os quadris im pacientem ente.
Foi então que Carter a olhou e o que ele viu ateou fogo em cada nervo de seu corpo. Ela estava boquiaberta com o pau dele, que estava explodindo por trás da braguilha aberta, e, Cristo, ela parecia fam inta por ele.
Com o um anim al. Com o se ela quisesse devorá-lo.
Ele queria que ela o devorasse, que o dom inasse, intensam ente, desesperadam ente. Mas ele tinha que ter certeza.
Carter se sentou, pegando Kat de surpresa, e a envolveu em seus braços.
– Não precisam os fazer isso – m urm urou ele, esfregando o nariz no dela em um gesto que ele esperava que fosse reconfortante. Ele afastou o rosto e tirou o cabelo ainda úm ido do rosto dela. – Eu quero você. Sem pre quis. Mas quero que sej a certo. Quero que sej a perfeito.
A expressão dela suavizou.
– Nós fom os feitos para ficarm os j untos. Você não sente isso?
– Kat – disse ele, incrédulo, beij ando o om bro dela. – Eu senti no m om ento em que você m e reencontrou.
Ela segurou o rosto dele com as m ãos.
– Então não tenha m edo – insistiu ela. – Sim plesm ente fique com igo.
E eles se beij aram .
E Carter se perdeu nela.
Cada. Maldita. Parte. De. Si.
Ele se deitou, trazendo-a consigo com as m ãos em seus cabelos, segurando-a o m ais perto que conseguia. Ela se derreteu nele, curvando-se em seu corpo: um encaixe perfeito em cim a dele.
Lentam ente e com a boca ainda fixa na dela, Carter se virou, encobrindo-a novam ente, enrolando-se nela dos pés à cabeça; seus m em bros alinhados com precisão.
Soltando os lábios dela com um m ovim ento rápido da boca e um beij o carinhoso em seu queixo, Carter se ergueu sobre as m ãos e se m oveu de m odo a ficar na beirada da cam a. Mantendo os olhos nos dela, ele tirou os coturnos e as m eias. As m ãos dele estavam no cós da calça j eans quando ele viu que os dedos dela estavam segurando a calcinha.
Sem pronunciar nenhum a palavra, eles tiraram as próprias peças de roupa e se viram – nus – pela prim eira vez.
O olhar de Carter desceu pelo corpo dela enquanto os olhos de Kat faziam o m esm o com ele. Ela era perfeita, cada contorno e cada curva. Ela estava corada. Nua. E ávida por ter a boca dele em todo seu corpo. Carter respirou trêm ulo, vendo que ela estava igualm ente cativada e encantada por ele.
Ela sorriu, provocando.
– Você é m uito sexy.
Carter riu, am enizando a tensão nervosa, antes de se aj oelhar na cam a entre as pernas dela, desej ando conseguir m anter a com postura. Ele estava tão duro que doía e pulsava a cada respiro.
Ele nunca tinha ficado tão louco assim por um a m ulher.
Ele a queria toda de um a vez só. Cada parte dela. Queria fazê-la sua. Marcá-la. Gozar dentro dela. Queria fodê-la, lam bê-la, deleitar-se nela. Queria que ela ofegasse, gem esse, gozasse, e alto.
Queria-a rápido, forte, suave e gentil. Queria-a em cim a dele, debaixo dele, na frente dele, ao lado dele. Ele passou as duas m ãos trêm ulas pela cabeça, apavorado de perm itir que elas a agarrassem com força dem ais. Ele as soltou ao lado do corpo, im potente, e prendeu a respiração.
– Kat, eu... Eu quero...
Em um m ovim ento que fez a cabeça de Carter flutuar, Kat pegou a m ão dele e a levou até seus lábios. Ela deu pequenos beij inhos nas pontas de seus dedos e em suas articulações, acariciando a m ão dele e inspirando o arom a de seu pulso antes de colocá-la no rosto. Seus olhos se encontraram e cada gram a de ar que ele estava segurando saiu de seu corpo apressadam ente, deixando o coração de Carter palpitando e gaguej ando e seus j oelhos tão fracos que, se ele estivesse em pé, com certeza teria caído.
Ele tinha caído. Caído de quatro por ela.
Ela ergueu a cabeça; sua beleza quase o cegou.
– Você e eu.
Ele concordou com a cabeça, boquiaberto e com o coração disparado.
– Você e eu – respondeu Carter.
O polegar dele acariciou a bochecha dela. Ele a observou se deitar de volta e se aj oelhou entre as coxas dela.
Segurando o tornozelo dela com a m ão, Carter o ergueu até a boca e deu vários beij os suaves em torno dele, seguindo para baixo, para o pé, onde sua língua deslizou pela parte interna. A próxim a parada foi a panturrilha, em seguida a curva atrás do j oelho. Ela riu quando a língua dele apareceu para experim entá-la ali, m as grunhiu quando as m ãos dele escorregaram pela pele dela, deixando um rastro de arrepios.
Dem orando-se o tem po que queria, Carter engatinhou para cim a dela, beij ando cada parte de pele que encontrava pelo cam inho. Mas as coxas dela eram torneadas e viçosas e ele passou um tem po extra beij ando-as e m ordiscando-as enquanto colocava o nariz na prega de sua virilha. Ele cheirou, m as não se perm itiu prová-la. Queria guardar aquela iguaria e saborear cada m om ento m ais tarde.
Kat gem eu e o segurou e, quando ele chegou na barriga e sua língua estava no um bigo dela, ela estava se erguendo debaixo dele e puxando seu rosto em direção à sua boca.
– Carter. – Ela grunhiu quando ele resistiu às suas m ãos im pacientes. – Pare de provocar.
Ele riu no seio direito dela e apertou o esquerdo. Ele foi até ela e roçou a língua em seus lábios.
As m ãos dela agarraram a bunda dele, beliscando a pele com as unhas.
– Puta m erda. Isso é bom – m urm urou ele no pescoço dela.
Ela fez de novo, ergueu as pernas até a cintura e repousou os calcanhares na lom bar dele.
Carter gem eu e j ogou a cabeça para trás quando a cabeça de seu pau roçou na um idade dela. O
calor dela era extraordinário. Sus m ãos seguraram o rosto dela e ele passou os lábios nos dela, lenta e veneravelm ente.
Caram ba, ele m al podia esperar para estar dentro dela. Kat m oveu os quadris m inuciosam ente.
Isso, tão fundo, m olhado, apertado e...
Ah!
Ele deitou o rosto no om bro dela com um a batida pesada e gritou alto na pele dela enquanto seus quadris recuavam . Seu pau parou, pesado e duro, na coxa dela.
– Carter? – perguntou Kat nervosam ente.
As m ãos dela acariciaram as costas dele. Ele bateu a m ão no colchão ao lado da cabeça de Kat, pronto para se j ogar debaixo de um ônibus, ou de um táxi, ou dos dois m esm o e ergueu a cabeça, evitando o olhar dela.
Ele fum egou de raiva em silêncio, olhando fixam ente para o travesseiro acim a da cabeça dela.
– Eu... Merda, não tenho nenhum a cam isinha.
E por que ele teria? Ficara preso na m aior parte do tem po nos últim os dois anos. Não havia m uitas m ulheres disponíveis por lá.
– Kat? – perguntou ele, confuso. Ela parecia nervosa e estava com certeza ficando verm elha. – O
que foi?
– Bom , eu... – Ela lim pou a garganta e com eçou a fazer pequenos círculos no om bro dele com a ponta do dedo. – Eu estou protegida, digo, você sabe. E sou sadia.
– Protegida? – repetiu ele.
– Sim . E você tem feito os seus check-ups, certo? – perguntou ela, ao que ele concordou com a cabeça com o um retardado m udo. – Então, nós sabem os que você é sadio. E eu confio em você. Isto é, se você confia em m im ?
Ela estava adoravelm ente irrequieta quando term inou a frase e seus olhos estavam em todos os lugares, m enos no rosto de Carter. Ele ergueu o queixo dela e a beij ou.
– Eu sou sadio – disse ele, os olhos fixos nos olhos dela. – E confio, sim , em você. – Ele deu um beij o nos dois lados de seu rosto. – Confio m inha vida – acrescentou ele baixinho. – Mas só vou fazer isso se você tiver certeza.
Ela pareceu dar um suspiro de alívio e apertou os calcanhares na bunda dele m ais um a vez, erguendo os quadris até os dele.
– Tenho m uita, m uita certeza.
Carter gem eu e retornou à sua posição original. A ponta de seu pau deslizou por ela.
Kat choram ingou na boca dele.
– Quero sentir cada centím etro seu.
Com um grunhido alto, Carter colocou os braços debaixo dela, agarrando seus om bros, ancorando-se, esm agando-a contra ele. Ele precisava se agarrar a algo por m edo de perder a cabeça quando a penetrasse.
– Está pronta para m im ? – perguntou ele, acariciando o rosto dela.
– Sem pre estive pronta.
Ela pressionou os lábios contra os dele.
– Caram ba, você é linda – ofegou Carter quando suas testas se encontraram .
Ele sabia que devia ter dito algo m ais profundo, m as as palavras lhe faltavam . Mantendo os olhos nos dela, Carter esperou. A m ão de Kat o segurou, guiando-o na direção de seu calor. Quando ela o soltou e sorriu, Carter em purrou lentam ente e a cabeça de seu pau deslizou para dentro dela.
Am bos ofegaram com a sensação e Kat ergueu os quadris. Carter segurou os om bros dela com força, abriu a boca na dela, respirando e ofegando, tudo era respiração quente e lábios m olhados. Kat m iou e fechou os olhos. Carter penetrou um pouco m ais e grunhiu no rosto dela.
Kat se curvou debaixo dele quando – incapaz de se controlar – ele a penetrou com m ais força, deslizando m ais fundo, até que seus quadris estavam alinhados com os dela e ele a encobria plenam ente. Kat gritou alto, apertou as coxas na cintura dele e colocou os braços em torno de seu pescoço.
– Carter – gem eu ela, beij ando o pescoço dele quando ele j ogou a cabeça para trás, em êxtase.
Ele revirou os olhos.
– Você é... Isto é...
– Perfeito.
Sim , era perfeito, e Carter não podia fazer m ais nada além de se deliciar em ter Kat toda enrolada nele.
– Se m exa dentro de m im .
Aproxim ando a cabeça da dela, observando seu rosto à m edida que ele se contorcia e se contraía m aravilhosam ente, Carter recuou os quadris aos pouquinhos antes de investir m ais um a vez. Um gem ido trêm ulo rim bom bou pelo corpo dele com o esforço da concentração para não m over os quadris com vigor. Ele recuou novam ente, o corpo dela envolvendo e acariciando o dele. Aquilo era m agnífico.
Deslizando a m ão do om bro ao quadril dela, Carter continuou com as investidas longas, deliberadas e pacientes enquanto sua boca com eçava a devorar a m ulher em seus braços. Kat estava igualm ente fam inta pela boca de Carter. Ela chupava os lábios dele enquanto ele se m ovia dentro dela. Kat choram ingou, em purrando os seios para cim a, roçando os m am ilos no peito dele. Seu rosto era espetacular enquanto ele a penetrava fundo. Suas sobrancelhas se enrugaram sobre olhos som brios, cheios de luxúria, e ela apertou os lábios. Carter podia ver pequenas gotinhas de suor no rosto dela, que brilhavam quando a luz do corredor as atingia.
Carter ofegou. Ele lam beu o pescoço dela até a orelha e deu outra investida. Kat m ordeu o lábio antes de erguer os quadris, fazendo Carter gem er. Ele nunca tinha sido tão vocal durante o sexo antes, m as caram ba, nenhum sexo tinha sido tão bom assim .
A cabeça de Kat despencou para trás e suas m ãos puxaram a cintura dele, cheias de urgência.
– Você é tão gostoso dentro de m im , Carter.
– Puta m erda. – Carter cobriu a boca de Kat com a sua. – Não – m urm urou ele, balançando a cabeça.
As palavras safadas dela o enlouqueciam .
– Você pode ir m ais rápido?
Ele respondeu com um a investida rápida que fez Kat ficar sem ar e erguer o corpo.
– Mas se eu for, não vou conseguir parar.
Ele deu um a olhada para baixo, para seus corpos, para se observar penetrando-a.
Ele se contraiu com a visão.
– Você é gostosa dem ais.
Ele tirou a m ão de seu quadril e agarrou sua coxa, em purrando a perna dela m ais para cim a, de m odo que o j oelho dela estava perto de seu om bro. O ângulo deve ter sido bom , porque o grunhido que saiu dela foi deslum brante.
– Aqui? – perguntou Carter entre ofegos profundos e altos. – É bem aqui que você quer?
Ele penetrou com tanta intensidade que pegou Kat de surpresa. Deslizou ainda m ais fundo. Seus quadris com eçaram a se m exer m ais rápido.
Kat gritou.
– Não pare!
Carter estava certo de que nem um a m anada de cavalos selvagens conseguiria fazê-lo parar.
– Está gostoso?
A boca dele grudou no pescoço dela, onde ele com eçou a chupar e lam ber.
– Sim . Sim .
Ele gem eu e deu duas investidas, precisas e fortes, fazendo as costas de Kat se erguerem da cam a. Ela o abraçou forte, suas unhas cravando grandes arranhões na pele das costas dele. Ele queria que ela o m arcasse. Queria a m arca dela em si.
Os quadris dele com eçaram a bater na parte posterior das coxas dela, forte.
– Eu quero...
A sensação dela em torno dele, seus ruídos e os cheiros eram dem ais. Ele estava com eçando a se perder e não sabia se deveria se sentir extasiado ou apavorado.
– Qualquer coisa. – Ela m ordeu o lóbulo da orelha dele, sentindo seu pânico. – Você pode ter qualquer coisa.
– Preciso m ais forte. – Ele largou o outro om bro dela e colocou a m ão no colchão, ao lado de sua cabeça. – Quero você com m ais força.
Kat passou os dedos pelos cabelos dele.
– Você quer m e foder, Carter?
Tudo o que ele conseguiu fazer foi gritar um palavrão com o resposta. Ele queria m ais. Girou os quadris e a penetrou com tudo. Kat berrou e Carter sentiu seu corpo com eçar a aquecer de dentro para fora, à m edida que suas investidas se tornaram firm es e precisas. Os olhos dele se fecharam por conta própria.
Seu corpo não era m ais seu. Pertencia a ela. Ele estava sugando o ar por entre os dentes, cada m úsculo de seu corpo berrando pelo clím ax. Os lençóis estavam prestes a rasgar, tam anha a força com a qual ele os estava agarrando, e a cabeceira da cam a com eçou a bater com força na parede.
– Por favor. – Kat segurou o rosto dele e trouxe a orelha até seus lábios m acios. – Eu quero que você m e foda.
Carter se aj oelhou de im ediato, puxando Kat consigo e esm agando o corpo dela no seu, esprem endo seus seios entre eles, segurando-a pelo quadril e pelo om bro, ele com eçou a dar investidas profundas e poderosas, que fizeram Kat gritar. Ela o agarrou com as unhas enquanto a boca dele m ordia o quanto ele conseguia dela, enquanto gritos de “caralho”, “m ais forte” e “Kat”
preenchiam o quarto, até que as paredes m al conseguiam contê-los.
Carter sim plesm ente não conseguia parar de foder aquela m ulher linda em seus braços. Ele não queria parar. Queria aquilo para sem pre. Queria Kat para sem pre. Ele queria aquele m om ento se repetindo sem parar pelo resto de sua vida. O gosto dela. O cheiro dela. Os gritinhos de prazer que ela estava ofegando em seu ouvido. Os gritos por m ais e os ruídos de seus corpos se unindo.
Ele ofegou quando as bocas deles se encontraram de novo, dentes e línguas em todo lugar.
E, então, Carter sentiu.
No fundo de seu estôm ago, à m edida que suas bolas se contraíam de novo e suas coxas ganhavam vida própria.
Ele estava gozando.
Ele tentou contar a ela. Mas Kat sim plesm ente o abraçou e foi ao encontro de cada investida.
Carter enterrou o rosto no cabelo dela e grunhiu em sincronia com o som delicioso dos corpos batendo um no outro. Mas, repentinam ente, o corpo de Kat m udou. Ela ficou rígida em seus braços.
Os olhos dela se arregalaram de surpresa.
– Oh, Deus. É... É bem aí.
Carter cerrou os dentes, querendo que o orgasm o se contivesse. Era com aquilo que ele tinha sonhado: Kat, em seus braços, gozando nele. E ele não podia, de j eito nenhum , perder um segundo daquilo.
Ela j ogou a cabeça para trás e girou os quadris, buscando qualquer tipo de atrito. O polegar de Carter estava im ediatam ente nela, dando batidinhas, beliscando e esfregando, buscando o prazer dela. Ela estava tão m olhada. Carter ofegou o nom e dela.
– Por favor – im plorou ele, m ordendo o om bro dela. – Por favor? O que eu posso fazer? – As investidas de Carter com eçaram a ficar desleixadas e fora de ritm o. – Puta m erda, Kat, m e diga.
Ela ergueu a cabeça. Seus olhos sem iabertos, som brios e cheios de paixão.
– Me beij e.
E foi o que ele fez. Com o nariz esprem ido no rosto dela, Carter esm agou a boca na dela, deslizando a língua para dentro e para fora, possuindo-a de todas as m aneiras possíveis. Ela respondeu quase instantaneam ente. Seus braços apertaram o pescoço dele com m ais avidez e suas pernas trem eram ao lado do corpo dele, enquanto suas coxas apertavam a cintura dele com um a força de quebrar os ossos.
– Isso. Isso – rosnou Carter, tentando ao m áxim o m anter o ritm o irregular.
A cabeça de Kat despencou para trás e Carter a observou respirar fundo e gritar com todas as forças quando o orgasm o a atingiu.
– WES!
Ao som de seu nom e saindo aos berros da garganta dela, a espinha de Carter estalou e ele explodiu dentro dela com tanta força que caiu, aterrissando sobre o corpo de Kat. Ondas de um alívio eufórico se espalharam por ele, deixando-o sem ar, grunhindo e gritando por sua Pêssegos enquanto ela m urm urava palavras ininteligíveis em seu pescoço e om bro, cobertos de suor.
Nunca algo tinha sido tão bom . Nada j am ais se aproxim aria daquilo. Nenhum a m ulher j am ais chegaria perto. Com um a sensação estranha de contentam ento, enquanto experim entava o m elhor orgasm o de sua vida, Carter percebeu que estava arruinado. Kat o tinha arruinado. E ele não poderia estar m ais feliz.
– Céus. Céus. Não consigo.
Carter estava voltando lentam ente à Terra, sem saber ao certo se seus m em bros estavam todos no lugar e funcionando adequadam ente. Ele percebeu, contudo, que todo o peso de se corpo estava pressionando Kat na cam a, e isso era inaceitável. Ele com eçou a sair de cim a dela com braços e j oelhos trêm ulos, m as ela o segurou apertado, esprem endo-o contra si.
– Ainda não – m urm urou ela. – Não saia de m im ainda. Fique só m ais um pouquinho.
Carter estava sem energia para argum entar. “Tá bem ” foi o que ele conseguiu dizer com a cara no travesseiro ao lado da cabeça dela, ao que Kat riu, um som alto e delicioso.
As m ãos e os dedos dela dançavam felizes pelas costas dele. Ele lutou contra a vontade de cair no sono. Com um suspiro e um beij o rápido no om bro dela, Carter afastou seu corpo, que com eçava a am olecer, do dela. Apesar de ainda estar em cim a dela, ele se sentiu instantaneam ente carente.