Desejo Proibido
Prólogo
Este capítulo é longo, por isso está dividido em 17 partes.
– Com o isso faz você se sentir, m ãe? Com o se sente ao pensar que um dia o hom em que está lá dentro, que você trata com tanto ódio, vai ser m eu m arido, o pai dos seus netos?
Eva enfiou as m ãos debaixo dos braços e ficou olhando para os j ardins, im aginando seus netos correndo em torno das árvores e das flores. Ela viu Katherine em um vestido branco sim ples, com flores silvestres no cabelo, andando com Harrison por um cam inho de m agnólias brancas na direção de Wes, que sem dúvida estaria devastadoram ente bonito de terno preto e cam isa branca desabotoada no pescoço.
Parecia tão sim ples, tão natural. E, naquele m om ento, Eva sabia que era inevitável.
– Apavorada.
A confissão escapou de seus lábios em um sussurro.
– Por quê? – quis saber Katherine. – Por que o pensam ento de m e ver feliz a assusta tanto assim ?
Eva fitou sua filha linda, forte e determ inada.
– Me assusta porque você não é m ais a m inha m enininha.
Ela se aproxim ou de Katherine e tirou seu cabelo do om bro, de m odo que ele se espalhou m aravilhosam ente por suas costas.
– Eu tom ei algum as decisões m uito ruins na m inha vida, sobretudo quando tive que lidar com suas escolhas na carreira e na sua vida am orosa; e por isso lam ento de verdade. Mas, por favor, acredite que, quando tiver seus filhos, vai entender tudo com clareza. Eu iria até o inferno e lutaria com o próprio satanás se qualquer pessoa am eaçasse m achucar você. Um a m ãe protege os filhos não im portam as consequências, tenham eles 5 ou 25 anos. – Ela segurou o rosto de Katherine entre as m ãos. – Depois que seu pai m orreu, a consciência de que você era m inha única conexão com ele m e deixava apavorada. Eu queria m antê-la ainda m ais protegida, longe de tudo e de todos que pudessem tirá-la de m im .
Os olhos dela se encheram de lágrim as quando Katherine acom odou o rosto em sua m ão.
– Não é um a desculpa pelo m eu com portam ento. Eu nunca quis m achucá-la nem reprim i-la. Você é tão m ais forte que eu, e não lhe dou crédito suficiente por isso. Me desculpe. Sei que vai levar tem po até que confie em m im de novo. Só espero que consiga. É difícil m e desapegar por um a série de razões, m as quero que você estej a em segurança e feliz, Katherine. Isso é tudo o que seu pai e eu sem pre quisem os.
– Eu sei, m ãe – disse ela. – E estou. Estou feliz com Carter.
Eva beij ou com suavidade a testa da filha.
– Sim , querida. Eu sei.
Deixando toda a sua esperança nas m ãos de Katherine, Eva se levantou.
– Vou m andar Carter aqui para fora de novo para você não ficar sozinha.
– Mãe?
Ela se virou lentam ente, a m ão na porta.
– Sim , m eu am or?
– Me desculpe... E eu tam bém te am o.
34
Duas sem anas depois, Austin Ford foi convocado aos escritórios da WCS.
A diretoria queria trocar um a ideia.
Depois da visita de Ben Thom as, ele havia passado dias e noites fazendo contato com cada um dos filhos da puta que possuíam dívidas gigantescas com ele. Mas parecia que nada poderia livrá-lo do fosso cavernoso que Carter e seu advogado tinham arranj ado para ele.
Austin se aproxim ou da sala de reuniões de cabeça erguida, ignorando o olhar desconfiado de Helen, sua secretária, quando parou na m esa dela.
– A diretoria deve chegar às...
– Eles j á estão lá dentro – disse ela, evitando os olhos dele.
Austin arqueou um a sobrancelha.
– Estão?
– Sim , senhor.
Bem , aquilo era... esquisito.
Ele respirou fundo, em purrou a pesada porta de m ogno e logo desej ou não tê-lo feito.
Eu. Estou. Fodido.
Ele ficou olhando incrédulo para seu prim o, de pé j unto à ponta da m esa da diretoria, usando um terno de alfaiataria Dior de quatro m il dólares. De costas eretas e sorrindo com o se soubesse o segredo da vida, ele parecia infinitam ente diferente daquele ex-presidiário suj ism undo que Austin tinha visto poucos m eses antes. Austin sentiu vontade de apagar aquele sorriso torto do rosto dele com um gancho rápido de direita.
– Bom dia. – Carter apontou para a cadeira vazia à sua esquerda. – Gostaria de se sentar?
– Prefiro ficar de pé – respondeu Austin, dando um a olhada para as quinze pessoas em torno da m esa, inclusive Adam . – Acolhedor pra caralho aqui dentro. – Austin abaixou a cabeça em um a tentativa de acalm ar os nervos. – Acho que é isso que eles querem dizer quando usam a expressão “aquisição hostil”.
– Talvez – replicou Carter. – Mas isso não é hostil, nem um a aquisição; estou apenas reivindicando o que j á era m eu. Os m em bros da diretoria concordaram , por unanim idade, que os contratos assinados por nossos avós m ostram que sou o CEO legítim o e sócio m aj oritário da WCS
Com m unications.
– Concordaram , é? – grunhiu Austin.
– Sim , concordaram – respondeu Adam . Ele se levantou e deu um passo na direção de Austin. – E
eles o teriam feito bem antes, se você não tivesse escondido deles. Precisam os que você assine a cedência dos seus direitos. Já assinei a m inha. Legalm ente, precisam os fazer isso na frente da diretoria.
Austin estreitou os olhos para Adam . Onde estava a porra da lealdade?
– Eu sei – sibilou ele entre os dentes.
– Não se preocupe – interrom peu Carter. – Eu m e certifiquei de que vocês ainda tenham ações. E
o pagam ento que receberão por elas é m ais do que suficiente para m anter vocês e suas fam ílias em um a boa situação por duas vidas inteiras.
– Não se trata de dinheiro.
– Exatam ente – censurou Carter. A voz dele se tornou um sussurro severo. – Nunca se tratou de dinheiro, Austin. Tratava-se da porra de um princípio, um a palavra que continua fugindo de você todos os dias.
Austin fitou o prim o e o irm ão, os dedos gelados da derrota segurando seu peito.
– Onde está o contrato?
– Aqui, Sr. Ford – disse um dos advogados da WCS.
A natureza astuta e sarcástica da situação com eçou a rodear Austin com o um a nuvem tóxica.
Passando com o um a tem pestade por Carter e Adam , ele pegou um a caneta na m esa e assinou seu nom e. Todo o seu trabalho duro, todos os seus sonhos, ele abriu m ão de tudo com um a assinatura rápida. O gosto do vôm ito se tornou forte no fundo de sua garganta.
– Há, tam bém , um a ordem de silêncio para você assinar – disse o advogado. – Ela declara que se você m acular o nom e do Sr. Carter ou o da em presa, todo o acordo será invalidado e você não terá direito a nada. Ações legais tam bém serão rápidas e indiscrim inadas.
– Ok, eu entendi – retrucou Austin. Jogando a caneta com força na m esa, ele deu um a olhada para os m em bros da diretoria. – Boa sorte – zom bou ele, apontando para Carter com o polegar. – Vocês vão precisar, com esse palhaço com andando o espetáculo. – Ele se virou para Carter e deu um sorriso de boca fechada. – Muito bem , Carter. Parece que você se deu bem .
Carter balançou a cabeça.
– Não, eu só recebi o que m erecia. Assim com o você.
– Que sej a – censurou Austin, em purrando o prim o para fora do cam inho.
Ele precisava sair dali, encontrar um a garrafa de Jack Daniel’s e um a m ulher e se perder nos dois por um a sem ana.
– Ah – lem brou-se Carter de repente, fazendo Austin parar no m eio do cam inho. – Kat m andou um “oi”.
O som do m axilar de Austin se fechando com raiva ecoou pela sala. Ele quase podia ouvir a porra do sorriso presunçoso de Carter. Com um a fúria contida, atravessou as portas e saiu da WCS
pela últim a vez.
– É só chupar!
– Não consigo!
– Claro que consegue! Chupe!
Kat tossiu o m acarrão que Carter estava colocando em sua boca e com eçou a rir. Carter riu j unto.
O m acarrão escorreu pelo rosto dela e caiu em seus seios nus. Rápido com o um raio, Carter m ergulhou no corpo de Kat e com eçou a chupar o m acarrão. Talvez ele tenha chupado os m am ilos dela tam bém , porque com er com ida chinesa pelado tinha essas vantagens.
Sua boca aventureira subiu até o queixo de Kat, e depois até os lábios, onde a beij ou, cobrindo-a de m olho agridoce.
Ela gritou, tentando debilm ente em purrá-lo.
– Você é um babaca.
Ela riu.
– Eu sei – adm itiu ele, erguendo e abaixando as sobrancelhas.
Ele se recostou nos travesseiros ao lado dela, pegou a caixa de frango xadrez e seus hashi na m esa de cabeceira e voltou a se em panturrar. A m oça tinha aj udado a abrir seu apetite na últim a hora e ele precisava se reabastecer. Kat, ainda nua e com o cheiro do am or que eles tinham feito, m ordiscou um cam arão ao alho enquanto assistia a algum film e de Natal previsível na TV de tela plana.
Carter deixou que a sim plicidade dom éstica da situação tom asse conta dele. A tranquilidade do relacionam ento dos dois e o silêncio fácil que desfrutavam o envolviam com o um casulo. Ele nunca havia se sentido m ais confortável, m ais feliz ou m ais am ado em toda a vida. Todos os problem as que tinham vindo e ido pareciam insignificantes e, Deus era testem unha, ele passaria por tudo de novo se isso significasse ficar com ela.
Ele engoliu a com ida e lam beu os lábios.
– Então, você vai passar a noite aqui, né?
Em geral ele não perguntava – deixando Kat decidir quando ficaria –, m as, estranham ente, esta noite precisava ouvi-la dizer que não ia em bora.
Ele nunca queria que ela fosse em bora.
O pensam ento fez Carter se sentar um pouco m ais ereto. Perplexo, sua m ente tentou assim ilar o que aquilo significava.
Com o assim , para sem pre?
Tipo... m orar j unto?
Ele m eio que gostava da ideia – bastante. Definitivam ente. Ele deu um a olhada para as pernas nuas dela, esticadas em sua cam a. Mas era m ais que aquilo. Queria que Kat fosse m orar com ele porque a am ava.
O cérebro de Carter estava a m il. Caram ba, eles estavam j untos havia tão pouco tem po. E, m esm o assim , j á tinham passado por tanta coisa. Não queria que ela se sentisse pressionada; talvez ela não quisesse m orar com ele ainda. Ele era chato com relação à lim peza e era um baita rabugento pela m anhã. Não que ela j á não soubesse disso...
– ... porque vou encontrar Beth para tom ar um café, se estiver tudo bem para você.
Ele piscou lentam ente, retornando ao quarto, e viu Kat olhando para ele com certa ansiedade.
– Me desculpe, o quê? – perguntou ele, zonzo.
Kat riu e colocou a m ão no rosto dele.
– Você está bem ? Onde você estava?
– Em lugar nenhum .
Ele colocou a com ida de lado e fechou os punhos sobre o colo.
Kat percebeu e seu rosto ficou sério.
– Quer conversar sobre isso?
Ele queria conversar sobre aquilo? Olhou para ela.
– Hum ... Eu só estava pensando.
Kat se contorceu ao lado dele. Carter percebeu que, em seu nervosism o, ela havia puxado os lençóis para encobrir sua nudez. Ele apertou o m axilar e, aos poucos, puxou os lençóis de volta para baixo. Ela nunca tinha sido tím ida com relação ao próprio corpo. Ele não ia deixar que com eçasse agora. Carter se inclinou sobre o peito nu de Kat e a beij ou carinhosam ente entre os seios.
– Não é nada ruim – prom eteu ele. E então riu, incerto. – Bem , eu com toda a certeza espero que não sej a.
As m ãos de Kat seguraram as dele.
– O que quer que sej a – disse ela –, você pode m e contar.
Ele passou as m ãos pelos cabelos. Bom , aquela seria a prim eira vez que faria isso.
Após um instante, ele falou:
– Então, eu estava pensando que talvez... sabe, se você quiser. Porque eu quero – enrolou-se ele.
– Não espero que se sinta obrigada, m as acho que seria... O que quero dizer é que estava pensando se você...
O celular de Carter vibrou na m esa de cabeceira e ele soltou um palavrão. Max. Merda.
– Aguente um pouco – enraiveceu-se ele antes de atender. – E aí, cara?
– Carter, preciso de um favor.
Os olhos de Carter se voltaram para Kat.
– Estou um pouco ocupado agora, cara. Dá para esperar?
– Não, não dá – censurou Max. – Puta m erda, cara, você não pode m e dar um bolo por causa da sua m ulher de novo!
As antenas de Carter se ativaram . Algo não cheirava bem .
– O que foi? O que está acontecendo?
– Explico quando você chegar aqui – respondeu Max. – Preciso de você na oficina em vinte m inutos, tá?
Carter m assageou a testa. Aquilo não era bom .
– Claro – concordou. E desligou o telefone.
Ele se levantou para pegar a cueca e a calça j eans no chão.
A boca de Kat se apertou em um a linha bem fina.
– Você vai sair?
– Vou. – Ele com eçou a apertar o cinto. – Mas não devo dem orar. Max
precisa de m im para
algum a coisa.
A apreensão passou pelo rosto de Kat.
– Algum a coisa – repetiu ela baixinho. – Algum a coisa... ilegal?
– Não – respondeu ele, indo até ela. – Já volto.
Ela envolveu o pulso dele com a m ão.
– Por favor... Ele não... O que vocês... Quer saber? Não im porta. – Kat tentou sorrir. – Mas tom e cuidado, tá?
Desde que Carter adm itira que tinha cum prido pena em Arthur Kill no lugar do m elhor am igo, com entando ainda que o vício de Max só piorava, Kat sem pre ficava ansiosa quando o nom e dele era m encionado ou quando ele ligava. Carter sabia que ela tem ia que Max o colocasse de volta na prisão. E, para falar a verdade, ele tinha a m esm a preocupação.
De vez em quando Kat sugeria, de form a sutil, que Carter trabalhasse em outra oficina m ecânica ou que parasse de trabalhar de vez, j á que seu nom e tinha voltado para valer para a lista de acionistas da WCS, e assim ele ficaria longe de qualquer am eaça à sua condicional. No com eço, a preocupação dela o irritava e provocava várias discussões acaloradas. Agora? Ele a entendia. Ela m orria de m edo de perdê-lo, assim com o ele tam bém tem ia perdê-la. Ela o am ava e queria protegê-
lo, m antê-lo a salvo.
Carter colocou um a m echa de cabelo atrás da orelha dela.
– Eu j am ais colocaria o que nós tem os em risco, gata. – Ele a beij ou. – Mando um a m ensagem quando chegar lá, tá?
Beij ou-a de novo, sua boca se dem orando na dela.
– Está bem .
Carter estacionou Kala perto da porta da oficina, m andou um a m ensagem para Kat e então acendeu um cigarro. Ele deu um a olhada em volta instintivam ente, procurando qualquer pessoa que parecesse suspeita. Assim que teve certeza de que não havia ninguém por perto, desapareceu oficina adentro.
A cada passo, suas m ãos ficavam m ais suadas e sua consciência gritava m ais alto. Péssima ideia, dizia ela. É. Não brinca.
Ele encontrou Max em seu escritório, todo desgrenhado e com cara de quem não tinha dorm ido.
Estava com as roupas am arrotadas e a barba por fazer, e seus olhos escuros tinham olheiras profundas. Ele tam bém estava fum ando. O cigarro pendia de seus lábios enquanto ele separava um a fileira de cocaína na m esa com um cartão de crédito que com certeza estava estourado. Desanim ado, Carter enfiou as m ãos nos bolsos da j aqueta enquanto Max cheirava a fileira com um a nota de vinte enrolada. Ele se recostou, tossiu e esfregou as narinas antes de se levantar e fechar o punho para que Carter o cum prim entasse, batendo nele com o seu.
– Obrigado por ter vindo, cara – disse ele quando seus dedos finalm ente se tocaram . – Fiquei pensando se podia afastar você da m eteção com a sua preciosa professora.
A m esm a m erda, de novo.
– Já disse antes – advertiu Carter severam ente. – Não estam os “m etendo”.
Max deu um a risada sarcástica.
– Ah, sim . Vocês se amam. Essa m erda parece fazer parte da sua vida agora.
Carter ignorou a provocação e o am argor de suas palavras.
– Que diabos estou fazendo aqui?
– Recebi um a dica de um cara que conheço – explicou Max. – Os filhos da puta que m e atacaram na boate: eles vão fazer um esquem a hoj e à noite.
Carter ergueu os om bros.
– E daí?
Os olhos de Max brilharam com fúria.
– Aquele esquem a devia ter vindo para mim. Trinta m il em dinheiro. Aquela m erda quitaria m inhas dívidas. Liguei para o Paul; ele vai nos encontrar lá.
– Lá, onde?
– No lugar do esquem a. – A expressão de Max se tornou m aliciosa. – Vam os m ostrar a eles para não foder com igo.
O sangue de Carter gelou.
– E com o é que “nós” vam os fazer isso?
Max deu um sorriso arrepiante.
– Não vou ser j ogado para escanteio. Eu costum ava com andar essa porra. Quero ou ganhar um a parte dos esquem as deles ou eles precisam aprender um pouco de respeito.
Carter ficou branco.
– O que você está pensando? Porra, Max. É a ideia m ais idiota que j á ouvi. E se eles disserem “não” para a sua proposta, hein? O que você vai fazer? Forçá-los?
Max bufou.
– Não venha com essa porra de virtuosism o para cim a de m im , Carter. Mal estou conseguindo m anter a oficina aberta. Devo dem ais! Não posso fazer m ais nada, cara.
– Já falei para você – respondeu Carter, exasperado. – Me deixe aj udar. Eu dou o dinheiro que precisa.
Max balançou a cabeça
– Não.
– Tem que haver um j eito m elhor que esse – suplicou Carter. – De quem foi essa dica? Com o sabe que esse cara não vai dedurar a gente? Podem os aparecer no ponto de encontro e dar de cara com quinze filhos da puta com sede de sangue. Vej a o que aconteceu na últim a vez em que você fodeu com esses cuzões.
– O cara é legal. Não vai caguetar – acalm ou-o Max. – Está tudo bem . Confie em m im .
Carter abriu a boca para argum entar, m as percebeu que não ia adiantar. A confiança dele no am igo estava totalm ente em baixa, e Max era tão teim oso quanto ele. Acrescente a cocaína e o idiota torna-se im possível de ser dissuadido. Não havia razão, não havia coerção. Ele tinha tom ado sua decisão e fodam -se as consequências.
O celular de Carter vibrou e ele sabia quem era antes m esm o de olhar para a tela.
Me acorde quando você voltar. Cuide-se. Bj o
Com o m edo apertando seu coração, ele colocou o celular de volta no bolso da calça.
– Então, para que estou aqui? – questionou ele em voz baixa.
– Você é a única pessoa em quem confio para cobrir m inha retaguarda.
Carter bufou.
– Que sorte a m inha. Isso é um a droga, cara. Tem certeza de que não tem outro j eito?
Ignorando a pergunta de Carter, Max deu a volta nele e se aproxim ou do cofre de parede atrás da fotografia de um Shelby GT.
Depois de abri-lo, Max pegou duas Glocks lá de dentro. Entregou a prim eira a Carter.
A hesitação de Carter fez Max enrugar a sobrancelha.
– Estou em condicional – disse Carter lentam ente. – Se eu for pego... O que acha que posso fazer com isso, porra?
– Você nem precisa usar esta m erda – ralhou Max. – Pegue.
Respirando fundo, Carter pegou a arm a, grato por estar usando luvas. Em outros tem pos, aquilo teria passado um a sensação boa. Arm as sem pre fizeram Carter se sentir forte e invencível. Agora, o m etal parecia estranho e perigoso em sua m ão.
Ele engoliu em seco.
Agora, ele percebia, tinha Kat para aj udá-lo a se sentir forte. Ela o fazia se sentir m elhor que qualquer arm a, qualquer droga, qualquer bebida, qualquer esquem a. Ela lhe dava m ais força do que ele pensava ser possível. Ao seu lado, Carter era verdadeiram ente invulnerável.
Segurando a Glock na m ão e com a im agem de Kat quentinha em sua cam a, aguardando que retornasse em segurança, ele de repente entendeu a encruzilhada que tinha à sua frente. Um cam inho o levava para casa, para sua Pêssegos, seu tudo. O outro o levava de volta para onde estivera por tantos m iseráveis anos. Era um lugar escuro, repleto de lem branças ruins, desesperança e m edo. Com Max chapado de cocaína e segurando um a arm a na m ão, aquele cam inho o levava diretam ente para Arthur Kill, um regresso à vida de um crim inoso que não vale nada, sem perspectivas, sem respeito e sem futuro, todas as prom essas quebradas, toda a fé despedaçada.
Não era um lugar para o qual quisesse voltar. Tinha trabalhado duro dem ais para chegar onde estava agora e não podia desistir de tudo. Ele não podia desistir de sua Pêssegos. Ela era tudo o que im portava.
Max largou um a sacola grande e pesada sobre a m esa e com eçou a tirar todos os tipos de arm as de dentro dela.
– Não posso – falou Carter baixinho, fazendo Max erguer a cabeça de supetão, parando de olhar para a faca enorm e que segurava.
– Com o?
Carter balançou a cabeça e colocou a arm a ao lado da sacola.
– Não posso fazer isso.
O rosto de Max ficou desconcertado.
– Do que você está falando?
Carter apontou para a arm a.
– Esse não sou m ais eu, cara.
Os olhos de Max brilharam , incrédulos.
– Mas que porra! Preciso de você aqui.
– Não precisa, Max – im plorou Carter. – Olha, posso dar o dinheiro a você.
Não precisa fazer essa m erda. Não precisa de arm as e de cocaína. Eu disse a você...
– Não sou a porra de um centro de caridade! Não quero seu dinheiro! – berrou Max. – Por que você não entende?
Incrédulo, Carter rangeu os dentes.
– Ok. Por que você não m e explica? Vam os colocar tudo para fora.
– Sim . Vamos colocar tudo para fora, Carter. – Com om bros tensos, Max deu a volta na m esa.
Seus passos eram pesados, raivosos, m as Carter perm aneceu firm e. – Você acha que porque tem um a m ulher que acredita nas m erdas que fala para ela sobre ser um bom hom em você está acim a disso tudo. – Ele gesticulou para o entorno da sala com os braços abertos. – Pois não está. Ainda é o Wesley Carter que sem pre foi. Você nunca vai m udar. Não pode.
Apesar de Carter saber que era, em sua m aior parte, a cocaína falando, a vontade de dar um soco na boca de seu m elhor am igo trovej ou dentro dele.
Max deu um sorriso torto com o silêncio de Carter.
– Se considera perfeito dem ais por causa do porquinho de econom ias da sua avó. Nem todos tem os a porra de um fundo fiduciário com o você, Carter. Alguns de nós precisam se virar.
A raiva cortou o peito de Carter.
– É sério; você está falando essa idiotice toda m esm o? Sabe o que aquele dinheiro significa, o que passei por causa dele? Significa porra nenhum a. Sem pre foi assim ! Meu Deus! Você sabe o que está dizendo, ou a cocaína finalm ente m atou os seus poucos neurônios?
– Respeito é m ais im portante que dinheiro, Carter. – Max ergueu a Glock, as pupilas negras e am eaçadoras. – Isto é m ais poderoso do que deter 60% de ações. Isto é m ais im portante do que um a vadia do Upper East Side que chupa o seu pinto...
O indicador de Carter apontou im ediatam ente para o nariz de Max.
– Não ouse, caralho! – gritou ele. – Não sabe nada sobre ela.
Max desdenhou.
– Você disse que eu podia contar com você. Porra nenhum a!
– Seu filho da puta egoísta – m urm urou Carter, balançando a cabeça lentam ente. Ele respirou, seu tem peram ento com eçando a esquentar. – Já nem sei m ais quem você é. – Ele engoliu em seco. – Você se lem bra da noite em que salvou m inha vida?
– É claro que m e lem bro. Com o poderia não lem brar? Levei um tiro por você.
– Fico feliz que se lem bre. – Carter sentiu um aperto no peito. – Porque estam os quites agora, Max. Paguei m inha dívida. Cum pri a pena por você. Não lhe devo nada.
– Carter...
– Não – censurou Carter. – Para m im , chega. Tenho tudo o que quero na m inha vida.
Ele se virou para ir em bora.
Os olhos de Max se arregalaram , incrédulos, parando-o.
– Está indo em bora para voltar para quê? Para um a m ulher?
– Eu a am o, Max. Você não entende? Ela é tudo para m im . Ela m e fez perceber que sou m elhor que isso.
– Não acredito! Ela vai largar você, cara – disse ele. – Assim que não quiser m ais, vai em bora, com o todas vão. Elas tiram de você o que querem e depois vão em bora sem dizer um a palavra, sem nenhum a consideração, porra! Não consegue ver? Aquela vadia está se rebaixando só por curtição por um tem po, que nem sua m ãe fez...
O punho de Carter atingiu com força o rosto de Max. O nariz dele explodiu com um estalo e o fez cam balear para trás, os braços abanando, enquanto Carter perm anecia em cim a dele, tom ado por um a fúria tão grande que m al conseguia respirar.
Encontrando o equilíbrio, com o rosto coberto de sangue, Max agarrou com selvageria a Glock que Carter tinha deixado na m esa e a apontou para a cabeça do am igo. Os olhos dele eram ferozes.
– Vai atirar em m im , Max? – perguntou Carter, fitando-o com um olhar desafiador.
– Encoste em m im de novo e você vai ver – grunhiu Max, engatilhando a arm a. – Você m e deve um a bala. – Ele cuspiu sangue no chão.
O pesar se contorceu no estôm ago de Carter. Era trágico que tudo tivesse chegado àquele ponto.
Seu m elhor am igo estava se perdendo para a droga. Ela o estava deixando louco aos poucos, insano por causa de seu coração partido, m as teim oso dem ais para pedir aj uda. Eles tinham viaj ado pela m esm a estrada por tantos anos, irm ãos de coração, m as agora seguiam em direções com pletam ente diferentes.
Carter com eçou a se virar na direção da porta do escritório, a sensação da arm a carregada em polando sua pele sob a j aqueta de couro.
– Está indo em bora? – questionou Max sem entonação algum a. – Assim , sim plesm ente? Você...
não pode. Preciso de você aqui! Carter! CARTER!
Carter esticou o braço para pegar na m açaneta.
– Eu te am o, m eu irm ão, m as preciso pensar em Kat agora. – Ele m eneou a cabeça. – Você é m elhor que essa m erda. – Abriu a porta. – Quando é que vai perceber isso?
– Carter, eu...
Quando Max ficou em silêncio, Carter se virou. Ficou adm irado ao ver um a lágrim a escorrer pelo rosto do am igo. A Glock em sua m ão trem ia.
Ele ofegava.
– Você não pode ir em bora. Todo m undo m e abandona. Não você. Estou... É... Não. Porra, cara.
O sangue do nariz quebrado de Max pingava em sua cam iseta e Carter ficou im ediatam ente arrependido.
– Preciso de aj uda. Dói.
Eles j á tinham brigado antes, m as nunca a ponto de haver sangue derram ado.
– Desculpe ter dado um soco em você, m as...
– Não. – Max deu um respiro fundo e trêm ulo. – É a porra do m eu coração que dói. – Ele fechou os olhos. – Estou... Ela não estar aqui m e m ata.
Carter deu um passo hesitante na direção do hom em desm oronando, com m edo de dizer qualquer coisa.
– Todos os dias acordo e ela não está lá – continuou Max. – Me sinto com o se estivesse m orrendo; de novo. – A arm a em sua m ão caiu no chão. – Meu bebê, m eu filho – ele ofegou –, ele teria... quase 2 anos. Se ele estivesse... E ela... E m inha m ãe se foi, m eu pai se foi e você está com a sua garota. E o que eu tenho? – Ele olhou em volta, desam parado. – Tenho ressacas e pesadelos que...
m e apavoram , e não consigo dorm ir. A cocaína... m e m antém acordado. Me faz esquecer por um tem po; e aí consigo enfim respirar. – Ele agarrou os próprios cabelos e soluçou. – E então m e lem bro de novo e fico sufocando sem ela. – Ele grunhiu. – Deus, sinto falta dela pra caralho.
O peito de Carter se abriu com pletam ente.
– Eu sei.
Ele m orreria sem sua Pêssegos. Ela era dona de seu coração. Se o deixasse ou o devolvesse, aquilo com certeza o destruiria.
– Oh, Deus – choram ingou Max no próprio braço. – O que foi que aconteceu com igo? Achei que fosse esquecer, m as não consigo. Não consigo m e encontrar. Estou perdido... Olhe para m im . Faça isso parar, Carter. Por favor, faça parar.
Carter se aproxim ou e o puxou, abraçando-o apertado enquanto Max soluçava em sua j aqueta.
– Não m e deixe com o ela fez. Me aj ude – im plorou Max. – Você é tudo o que ainda tenho. Por favor. Pelo am or de Deus, m e aj ude.
– Vou aj udar – prom eteu Carter. – Juro que vou, irm ão.
EPÍLOG O
Um ano depois...
Trem endo de frio, Kat fechou a porta da casa de praia com o bum bum e m archou até a cozinha, onde largou duas enorm es sacolas de com pras no balcão. Ela tirou o gorro e as luvas, abriu o zíper da j aqueta e seguiu até a sala de estar, onde Carter estava encolhido no sofá, vendo TV e m ascando, com gosto, um palito de dente.
Kat sorriu, observando-o. Ele tinha parado de fum ar em seu aniversário, em m arço, e até agora, nove m eses depois, ainda não havia sucum bido. Estava tão orgulhosa dele.
Percebendo que ela estava ali quando os com erciais com eçaram , Carter ergueu os olhos e sorriu.
– Oi, linda. Com o foi seu dia?
– Longo, m as ótim o – respondeu ela. – Os m eninos são m uito especiais. Estão com eçando a m e ouvir. Olhe. – Ela ergueu um pequeno chaveiro prateado com o form ato de um gato. – Eles m e deram isto de Natal.
Ela teve dificuldade para conter a em oção quando sua turm a de doze alunos do Instituto de Jovens Infratores do Brookly n lhe entregou o presente lindam ente em brulhado.
– Vou sentir falta deles esta sem ana.
Carter apoiou o queixo no encosto do sofá, ficando insanam ente adorável.
– Você tem a m im .
Kat se aproxim ou e o beij ou.
– Que sorte a m inha.
– Beth ligou – sussurrou Carter contra os lábios dela. – Ela queria saber se ainda vam os ao evento beneficente no ano-novo. Eu disse que sim . Tudo bem ?
– Claro. Com o foi o seu dia? Max ligou?
O rosto de Carter ficou triste.
– Sim , ligou. – Ele suspirou. – Porra, pensar que ele tem que passar o Natal naquele lugar acaba com igo, m as sei que é o m elhor para ele.
Menos de doze m eses depois da confissão de partir o coração que Max fez a Carter, ele foi internado em um a clínica de reabilitação, concordando, enfim , que precisava de aj uda profissional.
Sua batalha individual contra o vício em cocaína tinha sido valente, m as curta. Ele ficou lim po por 73 dias antes de sucum bir ao ver, em um a rua m ovim entada do Brookly n, um a m ulher que pensou ser Lizzie.
Carter e os m eninos da oficina haviam feito de tudo para colocar o am igo no cam inho certo, m antendo-o ocupado, m as suas cicatrizes em ocionais eram profundas dem ais. Assim que Max adm itiu a derrota, após Carter tê-lo encontrado inconsciente no chão do banheiro de casa, Carter pagou um tratam ento na clínica de reabilitação, quitando tam bém as dívidas da oficina geradas em decorrência do vício de Max.
Kat segurou o rosto de Carter enquanto o beij ava.
– Sej a forte. Ele precisa de você.
Carter expirou.
– Eu sei.
– Ei, adivinhe só! – Kat sorriu. – Parei no m ercado no cam inho para cá.
Os olhos de Carter brilharam .
– Com prou algo gostoso para m im ?
Ela sorriu.
– Biscoito Oreo, leite e doze latas de Coca.
Ele largou a cabeça no sofá e suspirou.
– Céus, eu am o você.
Kat riu e voltou para a cozinha a fim de guardar as com pras. A deliciosa sensação de vida dom éstica que a envolveu era tanto fam iliar quanto bem -vinda. Morar com Carter tinha sido com plicado no com eço, m as quase um ano depois eles tinham enfim alcançado um patam ar de conforto que Kat adorava. É claro que a lim peza obsessiva e o TOC dele ainda a deixavam louca, m as com certeza tudo valia a pena.
Eles dividiam o tem po entre a casa da praia e o apartam ento em TriBeCa, que usavam basicam ente durante a sem ana e sem pre que Carter era requisitado na WCS. A casa da praia, no entanto, sem pre seria especial para eles: um refúgio que am bos consideravam precioso.
Assim que term inou de guardar as com pras, Kat serviu dois copos grandes de leite e enfiou o pacote de Oreo debaixo do braço. Ela entregou um copo a Carter e se sentou ao seu lado, colocando os biscoitos entre eles. Carter levou dois segundos para rasgar o pacote e com eçar a devorá-los.
– Olhe só, enquanto você estava no trabalho eu fiquei pensando... – m urm urou ele, antes de engolir o recheio do biscoito. – Acho que devem os trocar presentes hoj e. Você sabe, para com em orar as suas férias.
Kat olhou para ele desconfiada.
– Mas o Natal é só daqui a quatro dias. Você não consegue esperar?
Tinha pegado Carter, um a m eia dúzia de vezes, sacudindo e tocando os pacotes debaixo da árvore que am bos haviam decorado duas sem anas antes.
– Além disso, Nana Boo, m inha m ãe e Harrison estarão aqui. Eu gostaria de ter alguns presentes para abrir com eles.
Carter olhou dem oradam ente para a linda árvore de Natal.
– Mas...
Kat riu.
– Meu Deus, você parece um a criança.
Ele sorriu, os olhos azuis brilhando.
– Isso quer dizer que podem os?
– Ok. Tudo bem – cedeu Kat. – Mas você só pode abrir um .
– Sim , chefe.
Ele se levantou rápido e correu até os presentes.
Carter se aj oelhou ao lado da árvore, fingindo fuçar entre os diversos pacotes debaixo dela. Ele sacudiu, cutucou e rem exeu, e, quando se deu por satisfeito, achando que seu show tinha sido suficiente, pegou um pacote pequeno e pediu a Kat que se aproxim asse. Quando ela se sentou ao seu lado, parecendo um tanto irritada, ele o entregou a ela.
– Feliz Natal, Pêssegos.
– Feliz Natal.
Ela sorriu, a anim ação se instalando, e com eçou a rasgar o papel.
– Oh, Carter – ofegou ela quando viu a m iniatura da estátua de Alice no País das Maravilhas, um a réplica exata daquela do Central Park. – É perfeita.
– Mesm o?
– Mesm o – respondeu ela, aproxim ando-se para beij á-lo.
– Eu queria dar isso a você porque Alice nos viu passar por tanta coisa...
Kat em itiu um ruído de concordância.
– É, acho que viu m esm o.
– E – continuou Carter – pensei que ela deveria estar aqui para isso tam bém .
Kat pareceu confusa.
O coração de Carter quase explodiu por entre as costelas quando ele tirou a m ão do bolso e entregou um a caixinha da Tiffany a ela.
Os olhos de Kat se arregalaram e foram ao encontro dos dele.
– Carter, eu...
– Pegue.
Ela pegou e, m ais devagar do que Carter podia suportar, ela a abriu e arfou. Um a aliança de platina com um diam ante de três quilates brilhava sob as luzes de Natal.
Respirando fundo, Carter pegou sua m ão trêm ula, deixando que seu polegar contornasse o C que ela havia tatuado na parte de dentro do pulso com o um presente de aniversário para ele. Era a coisa m ais sexy que j á tinha visto.
Ele segurou a estátua de Alice.
– Quero que você olhe para isto e se lem bre de quão longe nós viem os. Alice estava lá quando tivem os nosso prim eiro “não encontro” e eu roubei o m elhor beij o da m inha vida. Ela estava lá quando dançam os na chuva e cantarolei Otis Redding no seu ouvido. Foi naquele dia que contei a você quem eu era e você m e deixou fazer am or com você a noite toda.
Ele largou a estátua.
– Eu estava todo despedaçado quando você m e encontrou de novo. Você m e reconstruiu e m e fez perceber que os erros que com eti não definem quem sou. Acreditou em m im quando ninguém m ais acreditava. – Ele deu um beij o na m ão de Kat. – Sei que sou um pé no saco. Estou longe de ser perfeito. Nós dois estam os. Seus dotes culinários deixam m uito a desej ar e você larga sua roupa suj a no chão do banheiro todas as m anhãs e isso m e deixa louco!
Ele riu quando ela o em purrou de brincadeira.
– Mas eu am o m orar com você, Kat. Am o acordar com você todos os dias e vê-la sorrir, pegar no sono com você em m eus braços, sabendo que nunca m e senti m ais seguro. Am o nossos dias preguiçosos. Am o rir e brigar com você porque sei que isso significa que vam os poder fazer as pazes. Am o andar na Kala com você. Quero m ontar um a árvore de Natal com você todo ano pelo resto da m inha vida. – A garganta dele ficou áspera e ele apertou as m ãos dela. – Am ei você todos os dias, desde que tinha 11 anos. Quer casar com igo?
Kat riu em m eio às lágrim as.
– Claro que quero casar com você!
Carter riu com ela e a puxou para seus braços, beij ando-a intensam ente.
Os lábios e o corpo dela se uniram aos dele com total perfeição e beleza, com o sem pre tinha acontecido. Afastando-se, Carter tirou a aliança da caixa e a colocou no dedo de Kat. Olhando para o anel, Carter soube que ele estava no lugar ao qual sem pre pertencera. Olhando para ele, Carter soube que finalm ente estava em casa.
Ele segurou o rosto dela e a beij ou novam ente.
Devia tudo àquela m ulher em seus braços. Ele tinha se tornado o hom em que queria ser, o hom em que gostava de ser, por ela. E à m edida que as roupas dos dois iam sendo rem ovidas e a paixão deles com eçava a arder em cham as, Carter j urou a si m esm o que continuaria a retribuir a ela todos os dias de sua vida.
Era sua obrigação m ais profundam ente desej ada.
Sua dívida preciosa.
Sua am ada libra de carne.
AG RADECIMENTOS
Este livro j am ais teria existido sem o am or, o apoio e o encoraj am ento de m uitas pessoas.
Em prim eiro lugar, obrigada à m inha fam ília, em especial à m inha m ãe, que, apesar de revirar os olhos com as m inhas obsessões em constante m utação, se tornou m inha incentivadora ao longo de todo esse processo. Do m om ento em que tudo deu errado e achei que este livro nunca sairia até quando finalm ente deu certo e eu estava até o pescoço de edições sem fim , ela sem pre esteve lá, m e acalm ando, m e m otivando, m e assegurando de que eu conseguiria. Você é, e sem pre será, m inha heroína. Eu te am o.
Sally, Rhian, Babs, Irene, Nicki, Caro, Sash e Lisa, as “Princesas PAW”. Quem poderia im aginar? Seu apoio contínuo durante toda esta j ornada – desde sua paciência com m eus capítulos postados a cada três m eses (às vezes, até m ais), nossas longas sessões de leitura conj unta pelo Sky pe, nosso encontro em Manchester para o anúncio de que Desejo proibido seria publicado – tem sido inestim ável. Vocês são todas m ulheres e am igas m aravilhosas, e eu sou realm ente abençoada por tê-las em m inha vida.
Aos m eus am igos fantásticos e m inha incrível fam ília virtual: Steph, m inha rainha dos exercícios físicos; Kim , m eu am or eterno; Afiy ah, m inha gêm ea Minion; Lauren, m inha querida fã do Capitão América; Tara Sue Me, por seus conselhos e seu apoio inestim áveis; J. M. Darhower, por suas palavras inspiradoras; Liv; Laura; Rose – eu poderia continuar sem parar. Tenho um a sorte im ensa de poder dizer que há m uitos de vocês para m encionar. Seu entusiasm o inigualável tornou os m om entos difíceis tão m ais suportáveis e os m om entos bons tão incrivelm ente agradáveis. A todos os leitores, revisores, blogueiros, aos responsáveis pela m ontagem de fotos e banners, a cada um que votou em cada prêm io de fandom, a cada pessoa que abraçou, m andou m ensagem , ligou, tuitou – vocês são incríveis e m eu am or por vocês é im ensurável. Vocês são a razão disso estar acontecendo. Obrigada por aceitarem m inhas fixações m alucas e por terem tanta confiança nisto e em m im . Obrigada por tolerarem m eus conflitos. Sinto-m e orgulhosa e privilegiada por conhecer cada um de vocês. Aquele abraço!
À m inha linda alm a gêm ea da Pensilvânia, Rachel. Meu querubim original. Parece que foi ontem que eu estava sentada em frente ao seu com putador escrevendo o prólogo de Desejo proibido. Quem diria, hein? Percorrem os um longo cam inho, m inha querida, e m eu am or por você ainda é tão forte quanto na época em que você m e m andou aquela prim eira revisão on-line. Seu talento criativo e sua personalidade lum inosa são m uito preciosos para m im . Você é um a am iga m aravilhosa, sua fam ília é fantástica e m al posso esperar para passar m ais verões repletos de risadas com todos vocês.
À m inha agente superstar, Lorella Belli, a pessoa m ais em penhada do universo literário! Que j ornada tivem os. Você não m e deixou desanim ar quando as coisas pareciam desoladoras, nem perdeu as esperanças quando eu estava pronta para j ogar a toalha. A m ais inspiradora de todas as pessoas.
Fico im pressionada com sua fé e sua força, e sei que sem isso este livro ainda seria apenas um sonho. Muito obrigada por tudo o que fez e continua fazendo por esta obra e por m im . E à m inha coagente am ericana, Louise Fury. Seu am or pelos personagens destas páginas sem pre m e fará sorrir.
Você arrasa. Obrigada por ser a m ais incrível e fiel escudeira.
À m inha fabulosam ente fabulosa editora, Micki Nuding, que m e aturou tanto! Você tem a paciência de um a santa. E a toda a equipe da S& S e da Gallery Books: obrigada por apostarem em m im e na m inha história e por transform arem m eu sonho em realidade.
E, finalm ente, a você, por ter chegado ao final destes agradecim entos longos pra caram ba. Pegue um Oreo e um a Coca-Cola. Você com certeza m erece.
SOBRE A AUTORA
SOPHIE JACKSON é um a professora do noroeste da Inglaterra que adora ler, assistir a film es e é assum idam ente fã de quadrinhos. Ela gosta de praticar exercícios, m as só porque adora com er e beber vinho. Desejo proibido é seu prim eiro rom ance – o volum e 1 de um a trilogia que j á foi vendida para diversos países, entre eles Alem anha, Espanha, Estados Unidos, França, Itália e Turquia.
Para m ais inform ações, visite www.sophiej acksonauthor.com.
CONHEÇA OUTRO TÍTULO DA EDITORA ARQUEIRO
O inferno de Gabriel
SYLVAIN REYNARD
A salvação de um hom em . O despertar da sexualidade de um a m ulher.
Enigm ático e sedutor, Gabriel Em erson é um renom ado especialista em Dante. Durante o dia assum e a fachada de um rigoroso professor universitário, m as à noite se entrega a um a desinibida vida de prazeres sem lim ites.
O que ninguém sabe é que tanto sua m áscara de frieza quanto sua extrem a sensualidade na verdade escondem um a alm a atorm entada pelas feridas do passado. Gabriel se tortura pelos erros que com eteu e acredita que para ele não há m ais nenhum a esperança ou chance de se redim ir dos pecados.
Julia Mitchell é um a j ovem doce e inocente que luta para superar os traum as de um a infância difícil, m arcada pela negligência dos pais. Quando vai fazer m estrado na Universidade de Toronto, ela sabe que reencontrará alguém im portante – um hom em que viu apenas um a vez, m as que nunca conseguiu esquecer.
Assim que põe os olhos em Julia, Gabriel é tom ado por um a estranha sensação de fam iliaridade, em bora não saiba dizer por quê. A inexplicável e profunda conexão que existe entre eles deixa o professor num a situação delicada, que colocará sua carreira em risco e o obrigará a enfrentar os fantasm as dos quais sem pre tentou fugir.
CONHEÇA OS CLÁSSICOS DA EDITORA ARQUEIRO
Queda de gigantes, Inverno do mundo e Eternidade por um fio, de Ken Follett Não conte a ninguém, Desaparecido para sempre, Confie em mim, Cilada, Fique comigo e Seis anos depois, de Harlan Coben
A cabana e A travessia, de William P. Young A farsa, A vingança e A traição, de Christopher Reich Água para elefantes, de Sara Gruen
Inferno, O símbolo perdido, O Código Da Vinci, Anjos e demônios, Ponto de impacto e Fortaleza digital, de Dan Brown
Uma longa jornada, O melhor de mim, O guardião, Uma curva na estrada, O casamento, À
primeira vista e O resgate, de Nicholas Sparks Julieta, de Anne Fortier
As regras da sedução, de Madeline Hunter
O guardião de memórias, de Kim Edwards
O guia do mochileiro das galáxias; O restaurante no fim do universo; A vida, o universo e tudo mais; Até mais, e obrigado pelos peixes! , Praticamente inofensiva; Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently e O salmão da dúvida, de Douglas Adam s O nome do vento e O temor do sábio, de Patrick Rothfuss A passagem e Os Doze, de Justin Cronin A revolta de Atlas e A nascente, de Ay n Rand A conspiração franciscana, de John Sack
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Epílogo
Agradecim entos
Sobre a autora
Conheça outro título da Editora Arqueiro
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Inform ações sobre a Arqueiro
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Créditos
Prólogo
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Epílogo
Agradecim entos
Sobre a autora
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Créditos
Prólogo
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Epílogo
Agradecim entos
Sobre a autora
Conheça outro título da Editora Arqueiro
Conheça os clássicos da Editora Arqueiro
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Você terminou Desejo Proibido
Sophie Jackson
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