Epígrafes e diálogos na poesia de Machado de Assis

Audrey Ludmilla do Nascimento Miasso · Capítulo 23 de 23

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Epígrafes e diálogos na poesia de Machado de Assis

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Notas

 

O Poeta Machado de Assis

1. O livro é fruto da dissertação de mestrado homônima

desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura (PPGLit) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

↩

2. Genette (2009), Compagnon (1996).

↩

3. Disponível em: <http://machadodeassis.net/dtb_index.asp>.

Acesso em: 30 jun. 2015.

↩

 

1.1 Machado de Assis: versos e

epígrafes

4. Lembramos que o poema “Embirração”, que está na página 71

do livro, é de autoria de Faustino Xavier de Novaes.

↩

5. Marques (2016).

↩

6. Bandeira (1962, p. 11).

↩

7. No original: “and Arthur came, and labouring up the pass”

(TENNYSON, 1860, p. 111, tradução nossa). N’A biblioteca de Machado de Assis há uma coleção dos poetical works de Tennyson publicada em 1860 na Alemanha e composta de sete livros e há, ainda, outros dois livros do poeta inglês: Queen Mary (1876) e Harold (1877).

↩

8. Assis (1875, s/p).

↩

9. Dias (1857, p. 48).

↩

10. A professora Marta de Senna, pesquisadora da Casa Rui

Barbosa, desenvolveu um importante estudo acerca das fontes de leitura contidas nos contos e romances machadianos. O fruto desse trabalho está disponível no site

<www.machadodeassis.net>. No portal, é possível consultar todas as citações contidas nos contos e romances de Machado de Assis. Para a pesquisadora, dentre outros, citar era um mérito de Machado de Assis: “irônico, culto, conciso discreto, ‘clássico’, Machado de Assis teve, entre outros inúmeros méritos como escritor, este de incorporar na sua ficção os textos dos escritores que leu” (SENNA, 2014b, p. 1).

↩

11. Zilberman (2012).

↩

12. Brandão ([2010] 2014, p. 17).

↩

13. Barbieri (apud JOBIM, 2001, p. 345).

↩

14. Compagnon (1996, p. 120). O lugar de destaque que

Compagnon dá para esse tipo de citação que é a epígrafe pode ser observado mesmo no título do capítulo dedicado a ela: “O posto avançado”.

↩

15. Trabalhamos exclusivamente com as epígrafes que compõem

textos de menor fôlego e poemas; são excluídas, nesse caso, epígrafes que abrem, por exemplo, todo um livro.

↩

16. Outeirinho (1991, p. 123).

↩

17. A nomenclatura é adotada pela primeira vez por Gerárd

Genette em 1981 nos seus Palimpsestes. O autor retoma o termo e o define na “Introdução” dos Paratextos editoriais:

“paratexto é aquilo que por meio de que um texto se torna livro” (GENETTE, 2009, p. 9).

↩

18. Moisés (2004, p. 158).

↩

19. Id. ibid.

↩

20. Marta de Senna apontou o modo lacunar de Machado ao citar e

como essas lacunas dificultam o trabalho do pesquisador, em artigo de 2008: “mas nem sempre as coisas são tão claras. Às vezes, a maneira de Machado citar é terrivelmente lacunar, levando o pesquisador à beira do desespero” (SENNA, 2014a, p. 71).

↩

21. Genette (2009, p. 131).

↩

22. Erasmo (apud GENETTE, 2009, p. 132).

↩

23. La Rochefoucauld (apud GENETTE, 2009, p. 132).

↩

24. The misteries of Udolpho (1794), The monk (1795) e Melmoth

(1820), este último já do século XIX, trazem uma epígrafe por capítulo.

↩

25. Hugo (apud GENETTE, 2009, p. 134).

↩

26. Genette (2009).

↩

27. Scott (apud GENETTE, 2009, p. 133).

↩

28. Candido (1996).

↩

29. Id. ibid., p. 212.

↩

30. Id. ibid., p. 212.

↩

31. É interessante notar que nas Poesias completas alguns poemas

que antes tinham epígrafes, em 1901, sofrem um recorte e acabam por perdê-la. É o caso de “Stella”, “Elegia”, cada uma das seis partes dos “Versos a Corina” na sua singularidade e “Última folha”, para citar apenas os poemas das Crisálidas.

↩

32. É dessa profundidade que Outeirinho (1991) fala em sua

“contaminação”, no trecho que citamos acima, quando abrimos a discussão sobre a epígrafe.

↩

33. Pinto (2003, p. 118).

↩

34. Compagnon (1996).

↩

35. Genette (2009). Balzac e Machado compartilham ainda de outra

característica: a edição de suas epígrafes de uma para outra publicação. Mesmo que, em geral, as epígrafes sejam originais, isto é, nasçam com as obras às quais pertencem, há casos, como o desses autores, em que a epígrafe é suprimida de uma para outra publicação, ou, ainda, adicionada (id. ibid.).

↩

36. Compagnon (1996, p. 44).

↩

37. Pinto (2003, p. 118).

↩

38. Compagnon (1996).

↩

39. Mallarmé (apud COMPAGNON, 1996, p. 26).

↩

40. Genette (2009).

↩

41. Id. ibid.

↩

42. Vigny (apud GENETTE, 2009, p. 139).

↩

43. Stendhal (apud GENETTE, 2009, p. 142).

↩

44. Genette (2009, p. 144).

↩

45. Como exemplo, podemos citar a dissertação de mestrado

defendida pela professora Maria Cláudia R. Alves (1999), acerca das epígrafes hugoanas na obra de Álvares de Azevedo.

↩

46. Outeirinho (1991, p. 123).

↩

47. Supomos que se trate do autor de Segredos da minha alma,

Carlos Augusto de Sá, conforme noticiado na “Crônica da quinzena” do Novo Correio das Modas na primeira edição publicada no ano de 1852 (na versão disponível na hemeroteca digital da Biblioteca Nacional não é possível consultar a data específica da publicação).

↩

48. Compagnon (1996).

↩

49. Quintiliano (apud COMPAGNON, 1996, p. 14).

↩

50. Jakobson (1970).

↩

51. Em sua grande maioria, as epígrafes aparecem no início de um

texto ou de uma obra. Todavia, há o registro de epígrafes que fecham a obra; nesse caso, a epígrafe é denominada matagrafa. Um exemplo é Les choses (1965), de Georges Perec, que traz no seu encerramento uma epígrafe de Marx. Evidentemente, a mudança de lugar da epígrafe alterará a interpretação que se faz dela em diálogo com a obra a que serve (GENETTE, 2009).

↩

 

1.2 Primeiros poemas e o lugar da

epígrafe

52. Assis (1854, p. 4).

↩

53. 80% dos imigrantes que aportavam no Rio no século XIX eram

portugueses (NUNES, 2000).

↩

54. Em 3 de julho de 1857, a Marmota Fluminense passa a se

chamar apenas A Marmota. Em 1855, foram publicados nesse periódico: “Ela”, “A palmeira”, “A saudade”, “Saudades”, “Júlia”, “Lembrança de amor”, “Teu canto”, “A lua”, “Meu anjo”, “Um sorriso”, “Como te amo”, “Paródia”, “A saudade”, “No álbum do Sr. F. G. Braga”, “A uma menina”, “O gênio adormecido”, “O profeta”, “O pão d’açúcar” e “Soneto a S. M. o Imperador, o Senhor D. Pedro II”. Para o ano seguinte, temos os seguintes poemas: “Dormir no campo”, “Minha musa”, “Consummatum est!”, “Um anjo”, “Cognac!…” e “Minha mãe”. No ano de 1857, serão publicados: “Vai-te”, “Não”, “Resignação”, “Amanhã”, “A***”, “Deus em ti” e “O sofá” (desses, apenas o primeiro foi publicado quando o periódico ainda recebia o nome de Marmota Fluminense). Teremos, em 1858: “Álvares de Azevedo”, “Esta noite”, “Reflexo” e “A morte no calvário”. Machado volta a imprimir versos n’A Marmota somente em 1860, quando é anunciado como um de seus colaboradores, contudo, o único poema é “Ao carnaval de 1860”.

↩

55. Massa (1971).

↩

56. Em 1856, Machado publicou no Correio Mercantil o patriótico

poema “O grito do Ipiranga”. No ano de 1858, são publicados os poemas “Esperança” e “O progresso”. No ano seguinte, Machado publicaria os poemas: “À Itália”, “A partida”, “A um poeta” (transcrito de O Paraíba), “Condão”, “A redenção”, “A Ch. F., filho de um proscrito”, “Odélia” e “A Madame de Lagrange”. E em 1860 seria publicado “Ícaro” (impresso um dia antes n’O Espelho).

↩

57. Marques (2015). Em 1858, o jornal recebe os versos de “Vem!”

e em 1859: “A uma donzela árabe”, “A um poeta”, “Santa Helena” e “Nunca mais”.

↩

58. Publicam-se n’O Espelho, em 1859, os poemas: “A estrela da

tarde”, “A um proscrito”, “Sonhos”, “Um nome”, “Travessa” e “A Dona Gabriela da Cunha”.

↩

59. No inventário levantado por Massa (in JOBIM, 2001) não há

nenhum livro de Lamartine na biblioteca machadiana.

↩

60. No original: “qu’est-ce, in effet, que la poésie?” (LAMARTINE,

1922, p. 387, tradução nossa).

↩

61. Azevedo, Dusilek e Callipo (2013, p. 53).

↩

62. Id. ibid., p. 56.

↩

63. Pouco mais de seis meses antes, Machado publicara na

Marmota Fluminense o poema “O profeta”, que claramente imprime o poeta tal qual o profeta que recebia as visões divinas: “e o profeta ergue a fronte, a fronte altiva / Cheio de inspiração, de vida cheio; / Revolvem-se na mente escandescida / Inspiradas ideias que Deus cria” (ASSIS, 1855f, p. 3).

↩

64. Azevedo, Dusilek e Callipo (2013, p. 55).

↩

65. Id. ibid.

↩

66. Id. ibid.

↩

67. Leal (2008).

↩

68. Reis (2009).

↩

69. Mais esclarecimentos acerca da nacionalidade romântica na

poesia de Machado de Assis serão dados no capítulo dedicado às Americanas.

↩

70. Nas coletâneas organizadas por Leal (2008) e Reis (2009),

“Júlia” aparece sem epígrafe, de modo que os dois primeiros versos (que no original na Marmota Fluminense de 18 de maio de 1855 estão deslocados do corpo do poema, alinhados à direita e em itálico, numa formatação que se assemelha às epígrafes) estão incorporados em estrofe única ao corpo do texto. É possível que os pesquisadores tenham optado por essa incorporação pelo fato de esses versos, apesar de estarem na sua formatação próximos à epígrafe, não apresentarem uma fonte para os versos (indicação do autor ou da obra). Buscamos uma possível autoria desses versos, mas não encontramos outra que não seja Machado de Assis. É possível ainda que o engano tenha sido dos tipógrafos que imprimiam a Marmota Fluminense, que poderiam erroneamente ter formatado os primeiros versos do poema tal qual uma epígrafe. Optamos por manter esse poema dentro da listagem daqueles que contam com epígrafe pelo fato de julgarmos ser a impressão de 1855 aquela que poderia melhor se assemelhar ao que teria sido originalmente escrito por Machado.

↩

71. Assis (1864, p. 7-8).

↩

72. Id. (1855a, p. 3).

↩

73. Braga (1854, p. 2).

↩

74. Assis (1855d, p. 3).

↩

75. Massa (1971).

↩

76. Id. ibid., p. 109.

↩

77. Nessa mesma data eram publicados na Marmota Fluminense

trechos do Caramuru e da Marília de Dirceu, de Santa Rita Durão e Tomás Antônio Gonzaga, respectivamente.

↩

78. Braga (1855, p. 4).

↩

79. Assis (1855e, p. 3).

↩

80. Angélica Catalani (1780-1849), cantora de ópera italiana do tipo

soprano.

↩

81. Monteiro (1848, p. 163).

↩

82. O próprio Phellippe alude à “belíssima produção” de Jubim na

dedicatória de seu poema e encontramos versos assinados por Jubim em Espontaneidades da minha alma: às senhoras africanas, organizado por José da Silva Maia Ferreira e publicado em 1849, em Luanda. No livro, há versos de Jubim dedicados a Maia Ferreira e de Maia Ferreira dedicados a Jubim, o que revela uma possível amizade entre os poetas.

↩

83. Monteiro (1848, p. 161).

↩

84. Massa (1971, p. 110).

↩

85. Reis (2009, p. 434, nota de rodapé n. 47). No original: “Oh!

Laisse-moi t’aimer pour que j’aime l avie, / Pour ne point ao bonheur dire um dernier adieu!” (ASSIS, 1858, p. 2).

↩

86. Azevedo (1853, p. 63).

↩

87. Assis (1858, p. 2).

↩

88. Compagnon (1996, p. 48).

↩

89. Assis (1855b, p. 4).

↩

90. Massa (1971).

↩

91. Assis (1855b, p. 4).

↩

92. Reis (2009).

↩

93. Esses não são os únicos nomes que assinam as epígrafes

machadianas, optamos por dar ênfase a eles por serem autores de maior peso para o romantismo. Além desses, também temos os seguintes nomes no desfile das epígrafes: E. D. Vilas Boas (fugindo do que geralmente acontecia nas epígrafes dos poemas dispersos, Machado nos dá, para epígrafe assinada por Vilas Boas, o nome da obra, a saber, “A lua”), C. A. de Sá, Quintana (poeta espanhol Manuel José Quintana), João de Lemos, E. Zaluar, Porto Alegre, Lacretelle, Metastásio, Deschamps, Homero (Odisseia), A. de Vigny e Mme. Desbordes-Valmore.

↩

94. Assis (1855c, p. 4).

↩

95. Jobim (2001).

↩

96. Manuel Antônio de Almeida (1831-1861), autor do romance

Memórias de um sargento de milícias (1852).

↩

97. Era publicada na capa do periódico naquela sexta-feira

dedicada ao luto uma meditação sobre “Vida e Morte”, assinada pelo amigo de Machado, Francisco Gonçalves Braga. No miolo do jornal estavam ainda um trecho do Caramuru, de Santa Rita Durão; o poema “Oremos aos mortos”, de Paula Brito; e vários motes sobre “A morte” (a Marmota Fluminense costumava trazer ao lado de seus versos “motes” ou “anedotas” sobre determinados assuntos) assinados pelo Conselheiro Bastos.

↩

98. Assis (1855f, p. 3).

↩

99. Azevedo (1853, p. 124).

↩

100. Victor Hugo (1802-1885), escritor do romantismo francês. Autor

de, entre outras obras, Cromwell (1827), Notre-Dame de Paris (ou O corcunda de Notre-Dame, 1831), Os miseráveis (1862) e

Os trabalhadores do mar (1866), o qual fora traduzido por Machado de Assis.

↩

101. Lembremo-nos que a epígrafe do primeiro texto de crítica de

Machado também era de um autor francês – Lamartine –, mas Machado empregara o trecho já traduzido.

↩

102. Reis (2009, p. 426, nota de rodapé n. 39). Na epígrafe

machadiana: “viens, je suis dans la nuit, mas je puis voir le jour” (ASSIS, 1857, p. 2).

↩

103. Jobim (2001).

↩

104. Massa (1971).

↩

105. Id. ibid., p. 128.

↩

106. Id. ibid.

↩

107. Id. ibid., p. 135.

↩

108. Id. ibid.

↩

109. Id. ibid., p. 126.

↩

110. Assis (1855b, p. 4).

↩

111. Id. ibid., p. 4.

↩

112. Id. ibid., p. 4.

↩

113. Michaelis (2015a, s/p).

↩

114. Assis (1855b, p. 4).

↩

115. Reis (2009, p. 426, nota de rodapé n. 39). No original: “viens, je

suis dans la nuit, mais je ouis voir le jour” (HUGO, 1834, p. 269).

↩

116. Salmos 16, 8. No original: “sub umbra alarum tuarum protege

me” (HUGO, 1834, p. 268).

↩

117. Assis (1857, p. 2).

↩

118. Id. (1855b, p. 4).

↩

119. No original: “le songe d’un enfant (…)” (HUGO, 1834, p. 269,

tradução nossa).

↩

120. Assis (1857, p. 2).

↩

121. Id. ibid., p. 2.

↩

122. Hugo (1834, p. 269, tradução nossa). No original: “daigne vivre

pour moi, pour toi laisse-moi vivre”.

↩

 

2.1 O primogênito livro de poemas

123. Massa (1971).

↩

124. Como dissemos, desses 29 poemas, um deles é assinado por

Faustino Xavier de Novaes, “Embirração”. Os poemas figuram no livro na seguinte ordem: “Musa Consolatrix”, “Stella”, “Lúcia” (traduzido de Alfred Musset), “O dilúvio”, “Visio”, “Fé”, “A caridade”, “A jovem cativa” (traduzido de André Chenier), “No limiar”, “Quinze anos”, “Sinhá”, “Erro”, “Ludovina Moutinho”, “Aspiração”, “Embirração”, “Cleópatra” (traduzido de Emile de Girardin), “Os arlequins”, “Epitáfio do México”, “Polônia”, “As ondinas” (traduzido de Henrique Heine), “Maria Duplessis” (traduzido de Alexandre Dumas Filho), “Horas vivas”, “As

rosas”, “Os dois horizontes”, “Monte Alverne”, “As ventoninhas”, “Alpujarra” (traduzido de Adam Mickiewicz), “Versos a Corina” e “Última folha”.

↩

125. Seu “Hino Patriótico”, de 1863, escrito quando o país vivia a

Questão Christie, também foi impresso e vendido, todavia, Machado e Henrique Fleiuss, que fez os desenhos que ornavam o poema, doaram seus rendimentos à pátria, a fim de garantir o armamento dos soldados e voluntários (REIS, 2009, p. 491, nota de rodapé n. 86).

↩

126. Massa (1971).

↩

127. A maior parte dos poemas das Crisálidas que já tinha sido

publicada antes do livro está no Diário do Rio de Janeiro: “Maria Duplessis” (15 de abril de 1860), “Ludovina Moutinho” (17 de junho de 1861), “Os arlequins” (6 de abril de 1864) e as partes IV e V dos “Versos a Corina” (16 de abril de 1864). O Futuro também recebera alguns versos: “Aspiração” (1º de outubro de 1862, dedicado a F. X. de Novaes, um dos fundadores desse periódico de vida breve), “Stella” (1º de dezembro de 1862, publicado sob o título “A estrela do poeta”), “Sinhá” (15 de abril de 1863) e “Polônia” (15 de março de 1863). Ainda receberam versos machadianos a Semana Ilustrada, “Quinze anos” (16 de dezembro de 1860); a Biblioteca Brasileira, “Cleópatra e o escravo” (1862) e “As ondinas” (agosto de 1863); e o Correio Mercantil, partes I, II e III dos “Versos a Corina” (21 e 26 de março e 2 de abril de 1864, respectivamente).

↩

128. Massa (1971).

↩

129. A esse respeito, consultar Miasso (2011).

↩

2.2 Um prefácio laudatório, algumas

palavras da crítica e o aniversário das

Crisálidas

130. Assis (1864, p. 163).

↩

131. Id. ibid., p. 10.

↩

132. Id. ibid., p. 12.

↩

133. Id. ibid., p. 15.

↩

134. Id. ibid., p. 16.

↩

135. Id. ibid., p. 19.

↩

136. Reis (2009, p. 636).

↩

137. Id. ibid., p. 637.

↩

138. Id. ibid., p. 640.

↩

139. Id. ibid., p. 641.

↩

140. Id. ibid., p. 648.

↩

141. Id. ibid., p. 651.

↩

142. Id. ibid., p. 656.

↩

143. Id. ibid.

↩

144. Id. ibid., p. 659.

↩

145. Id. ibid., p. 663.

↩

146. Id. ibid., p. 667.

↩

147. Massa (1971, p. 379).

↩

148. Machado (2003, p. 7).

↩

 

2.3 Os poemas e as epígrafes

149. Assis (1864, p. 23).

↩

150. Além dessa ausência da epígrafe, a publicação de 1862 difere

da de 1864 em alguns versos. Em 1862, o quarto verso da segunda estrofe era “debruça-se alva aurora”, e o primeiro e o terceiro versos da quinta estrofe eram, respectivamente, “a ti, que o devaneio / (…) / A vaga azul e inquieta”. Não bastasse, após essa quinta estrofe há, em 1862, duas outras estrofes que não foram impressas nas publicações seguintes: Decoras, astro amigo.

Águas do mar, tomai-a

A estrela que desmaia

E volta ao sono antigo.

Vai, loura enamorada,

Vive de uma outra vida,

Na vaga adormecida

Da brisa acalantada.

(MASSA, 1971, p. 394)

O poema “A estrela do poeta” se encerra com esses dois versos, enquanto suas demais publicações, apesar de não contarem com essas duas estrofes, têm outras cinco.

↩

151. No original: “Ô nations! je suis la poésie ardente. / J’ai brillé sur

Moïse et j’ai brillé sur Dante” (Hugo, 2001, p. 154, tradução nossa).

↩

152. Assis (1864, p. 24).

↩

153. No original: “un vent frais m’éveilla, je sortis de mon rêve”

(HUGO, 2001, p. 152, tradução nossa).

↩

154. Assis (1864, p. 24).

↩

155. Na Bíblia, a expressão “estrela da manhã” se refere a Jesus no

Apocalipse: “eu Jesus enviei o meu anjo, para vos dar testemunho destas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz, e a geração de Davi, a estrela resplandecente, e da manhã” (APOCALISPSE 22, 16).

↩

156. No original: “il faisait nuit encor, l’ombre régnait en vain, / Le ciel

s’illuminait d’un sourire divin. / La lueur argentait le haut du mât qui penche; / Le navire était noir, mais la voile était blanche” (HUGO, 2001, p. 152, tradução nossa).

↩

157. Assis (1864, p. 23).

↩

158. Id. ibid., p. 25.

↩

159. Reis (2009, p. 38, nota de rodapé n. 5). No original: “ouvre ton

aile et pars…” (ASSIS, 1864, p. 23).

↩

160. No original: “ouvre tes ailes, va” (HUGO, 2001, p. 546, tradução

nossa).

↩

161. Jobim (2001).

↩

162. A uma menina crioula.

↩

163. No original: “notre soleil est froid, notre ciel en courroux”

(GAUTIER, 1870, p. 106, tradução nossa).

↩

164. Pobre estrangeiro.

↩

165. No original: “Ouvre ton aile et pars, retourne-t’en là-bas”

(GAUTIER, 1870, p. 107, tradução nossa).

↩

166. Assis (1864, p. 23).

↩

167. Id. ibid., p. 24.

↩

168. Id. ibid., p. 24-25.

↩

169. Id. ibid., p. 25.

↩

170. Taças de ouro.

↩

171. Assis (1864, p. 31).

↩

172. Disponível em: <www.machadodeassis.net>. Acesso em: 01 jul.

2015.

↩

173. Consultando o volume organizado pela pesquisadora Rutzkaya

Queiroz dos Reis (2009), Machado de Assis: a poesia completa, não encontramos poemas dispersos que também tivessem como epígrafes textos bíblicos.

↩

174. A esse respeito, valemo-nos da rica pesquisa empenhada por

Proença (2011).

↩

175. Assis (1878, s/p).

↩

176. Id. (1992, s/p).

↩

177. Id. ibid., s/p.

↩

178. Id. ibid., s/p.

↩

179. Id. ibid., s/p.

↩

180. Id. ibid., s/p.

↩

181. Id. ibid., s/p.

↩

182. Id. ibid., s/p.

↩

183. Id. ibid., s/p.

↩

184. Id. (1864, p. 167).

↩

185. Id. ibid., p. 31.

↩

186. Gênesis 8, 13-14.

↩

187. Assis (1864, p. 32-33).

↩

188. Gênesis 7, 18-19.

↩

189. Gênesis 7, 22.

↩

190. Gênesis 7, 23.

↩

191. Assis (1864, p. 33).

↩

192. Gênesis 8, 1.

↩

193. Assis (1864, p. 33-34).

↩

194. Gênesis 8, 10-11.

↩

195. Gênesis 9, 13.

↩

196. Assis (1864, p. 34). Em nota tecida para o poema, Machado

troca a preposição “de” do quinto verso pela preposição “dos”. Essa pequena troca nos dá uma amostra da atenção do poeta

para com seus versos, apesar de a troca não influenciar na métrica, ela colabora para a sonoridade.

↩

197. Gênesis 8, 20.

↩

198. A Cristo crucificado

No me mueve, mi Dios, para quererte

el cielo que me tienes prometido;

ni me mueve el infierno tan temido

para dejar por eso de ofenderte.

Tú me mueves, señor; muéveme el verte clavado en una cruz y escarnecido;

muéveme ver tu cuerpo tan herido;

muévenme tus afrentas y tu muerte.

Muéveme, en fin, tu amor, y en tal manera que aunque no hubiera cielo, yo te amara, y aunque no hubiera infierno, te temiera.

No tienes que me dar porque te quiera,

pues aunque cuanto espero no esperara, lo mismo que te quiero te quisiera.

(IGLESIAS, 1958, p. 229)

Apesar de optarmos por não transcrever as obras de onde as epígrafes possam ter sido retiradas, optamos pela transcrição desse poema pela sua curta extensão, a fim de colaborar para o entendimento geral da análise.

↩

199. Assis (1864, p. 39).

↩

200. “Fé” também foi impresso no Jornal das Famílias de julho de

1869, sob o título “Hino do cristão”. Para a publicação de 1869, o poema ganha nova estrofe entre a segunda e a terceira estrofes do original de 1863, os novos versos são: “nunca a lição tremenda / Dos teus martírios e da morte tua / Nos dias calmos, nos infaustos dias, / Esqueça a humanidade”. Além disso, o vocábulo “palavra”, do último verso da segunda estrofe, na publicação do Jornal muda para “memória”. A mudança do título acentua o caráter de salmo do poema e a troca do

vocábulo “palavra” por “memória”, e pode nos levar a entender que a memória de Deus é o mesmo que sua Palavra, que encontramos na Bíblia; é como se por meio da Palavra fizéssemos memória a Ele. As três últimas diferenças entre as publicações serão o termo “fúlgido”, de 1863, que é, seis anos depois, trocado por “plácido”; o termo “vaidade”, do terceiro verso da quarta estrofe em 1863, que passa para o plural em 1869; e a pontuação no último verso do soneto, que terminava com um ponto-final na publicação em livro e, no Jornal, termina com exclamação seguida por reticências. Essa mudança na pontuação colabora para o novo título do poema “Hino do cristão”, haja vista que os hinos tendem a ser mais expressivos, mais fortes.

↩

201. Santa Teresa Sanchez Cepada d’Ávila y Ahumada (1515-1585),

santa espanhola canonizada em 1622 pelo papa Gregório XV, é conhecida especialmente pela busca da intimidade com Deus pela oração mental.

↩

202. Frei Miguel de Guevara (1585-1646), ordenado sacerdote em

1610, foi, além de frei agostiniano, poeta e filólogo.

↩

203. Em pesquisa aos arquivos disponíveis no site da hemeroteca

da Biblioteca Nacional, não encontramos registros do poema nos periódicos oitocentistas do Rio de Janeiro. Essa busca foi realizada no intuito de verificar o que teria levado Machado a atribuir os versos de sua epígrafe à Santa.

↩

204. Reis (2009, p. 297, nota de rodapé n. 4). No original: “muéve-

me, en fin, tu amor, y en tal manera / Que aunque no hubiera cielo, yo te amara” (IGLESIAS, 1958, p. 229).

↩

205. Assis (1864, p. 39).

↩

206. Id. ibid., p. 39-40.

↩

207. Id. ibid., p. 39.

↩

208. Id. ibid., p. 40.

↩

209. Mateus 5, 3-12.

↩

210. O termo “bem-aventurado” aparece, ainda, no Salmo 127, o que

atesta nossa afirmativa de o poema carregar certo tom salmístico. Todavia, escolhemos explanar o trecho do Sermão da Montanha por ser mais popular. Além disso, é comum que algumas traduções da Bíblia substituam a sentença “bem-aventurados os que”, por “felizes os que”, revelando alguma sinonímia entre os termos.

↩

211. Assis (1864, p. 51).

↩

212. Magalhães Júnior (2008a).

↩

213. Miranda (2010, p. 34).

↩

214. Lemos o artigo reproduzido por Reis (2009), uma vez que na

hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional estão digitalizados apenas alguns volumes d’A Saudade publicados entre 1855 e 1857. A busca pelo artigo em sua fonte primeira poderia nos dar pistas acerca de quem seria o “Roceiro na Corte”. Podemos supor que essa assinatura pertença ao autor de Cartas de um Roceiro (1867), Faustino Xavier de Novaes, não só pela sua relação amistosa com Machado de Assis, mas pelo roceiro da assinatura que também está no título do livro.

↩

215. Reis (2009, p. 632).

↩

216. Id. ibid., p. 632.

↩

217. Magalhães Júnior (2008a).

↩

218. Na prosa machadiana também é possível encontrar referências

ao escritor francês tanto no conto quanto no romance. Em Esaú

e Jacó (1904), o capítulo 95 se refere à peça À quoi rêvent les jeunes-filles (Com que sonham as donzelas, 1832) para aludir ao nome Flora. Essa mesma peça, por meio de sua personagem Ninon, estará citada no conto “Tempo de Crise” (1873). Por fim, uma última referência ao trabalho de Musset será feita no conto “Dona Mônica” (1876), pela citação do quarto verso da primeira estrofe e do primeiro canto de “Namouna”, poema que compõe o volume Spectacle dans un fauteuil (1832): “et tout le monde sait qu’elle a le pied charmant” (e todo mundo sabe que ela tem o pé encantador; SENNA, 2015, s/p). No inventário levantado por Massa (2001), está na biblioteca machadiana o volume de poesias Poésies nouvelles (1867).

↩

219. Reis (2009, p. 36, nota de rodapé n. 4). No original: “Oh! La

fleur de l’Eden, pourquoi pas-tu fannée, / Insouciant enfant, belle Eve aux blonds cheveux?” (ASSIS, 1864, p. 51).

↩

220. No original: “vous ne la plaignez pas, vous, femmes de ce

monde! / Vous qui vivez gaiement dans une horreur profonde / De tout ce qui n’est pas riche et gai comme vous! / Vous ne la plaignez pas, vous, mères de familles!” (CIBRÃO, 1861, p. 187, tradução nossa).

↩

221. No original: “où donc est le Sauveur pour entr’ouvrir nos

tombes?” (MUSSET, 1867, p. 3, tradução nossa).

↩

222. No original: “le Terre est aussi vielle, aussi dégénérée” (id. ibid.,

p. 4, tradução nossa).

↩

223. No original: “son nom était Marie, et non pas Marion” (id. ibid., p.

14, tradução nossa).

↩

224. Assis (1864, p. 51).

↩

225. No original: “quinze ans! L’âge où la femme, au jour de as

naissance” (MUSSET, 1867, p. 12, tradução nossa).

↩

226. No original: “quinze ans! Ô Romeo! L’âge de Julliette!” (id. ibid.,

p. 11, tradução nossa).

↩

227. Assis (1864, p. 52).

↩

228. No original: “pauvreté! Pauvreté! C’est la courtisane” (MUSSET,

1867, p. 13, tradução nossa).

↩

229. No original: “Ô chaos êterne! Prostituer l’enfance!” (id. ibid., p.

13, tradução nossa).

↩

230. Assis (1864, p. 52-53).

↩

231. No original: “dans cet infame lit, elle donne à sa mère / En

rentrant au logis, ce qu’elle a gagné lá” (MUSSET, 1867, p. 14, tradução nossa).

↩

232. Assis (1864, p. 53).

↩

233. Id. ibid., p. 53-54.

↩

234. No original: “ruiné? Ruiné? Vous n’avez pas de mère? / Pas

d’amis? De parents? Personne sur la Terre?” (MUSSET, 1867, p. 26, tradução nossa).

↩

235. Assis (1864, p. 54).

↩

236. Id. ibid., p. 55.

↩

237. Miranda (2013, p. 10).

↩

238. Para os estudos litúrgicos católicos, esse livro, junto ao

Eclesiastes e ao livro da Sabedoria, constitui o agrupamento dos livros Sapienciais.

↩

239. Cântico dos Cânticos 1, 2.

↩

240. Assis (1864, p. 55-56).

↩

241. Miranda (2013), apoiado na pista dada por Bandeira (1994),

aponta a proximidade do verso machadiano “Nas brandas cordas da lira” com o verso “Nas débeis cordas da lira”, do poema “Minha terra”, de Casimiro de Abreu. A semelhança entre os versos nos revela alguma possibilidade de leitura e influência de Casimiro na poética machadiana da juventude.

↩

242. Michaelis (2015b, s/p).

↩

243. Cântico dos Cânticos 2, 24.

↩

244. Cântico dos Cânticos 4, 3.

↩

245. Cântico dos Cânticos 4, 1.

↩

246. Tendo em vista que o anseio principal deste trabalho se

debruça na relação entre o poema e a epígrafe, dedicamo-nos um pouco menos à relação desse poema com outras composições. Recomendamos, entretanto, a esse respeito, a leitura de Miranda (2013), que apresenta a influência azevediana e queiroguiana sobre esse poema de Machado.

↩

247. Assis (1864, p. 57).

↩

248. Id. (1976, p. 57).

↩

249. No original: “vous que vos seuls dédains ont su trouver fidèle”

(FARCY, 1831, p. 26, tradução nossa).

↩

250. Reis (2009, p. 44, nota rodapé n. 4). No original: “vous… / Qui

des combatis du coeur n’aimez que la victoire / Et qui revêz d’amour, comme on rève de glore, / L’oiel fier et non voilé des pleurs…” (ASSIS, 1864, p. 57).

↩

251. Assis (1864, p. 57-58).

↩

252. No original: “Thérèse, pour longtemps adieu!…” (FARCY, 1831,

p. 26, tradução nossa).

↩

253. Assis (1864, p. 58).

↩

254. No original: “Dont l’esprit s’éblouit à ses seules lueurs” (FARCY,

1831, p. 26, tradução nossa).

↩

255. Assis (1864, p. 59-60).

↩

256. Diário do Rio de Janeiro (1861a, s/p).

↩

257. Id. ibid.

↩

258. Poema intitulado “Gabriela da Cunha”, presente na seção

“Poemas dispersos” da organização feita por Rutzkaya Queiroz dos Reis em Machado de Assis: a poesia completa (2009).

↩

259. Id. ibid.

↩

260. Massa (1971, p. 315).

↩

261. Assis (1976, p. 58).

↩

262. Massa (1971).

↩

263. Id. ibid., p. 395.

↩

264. Assis (1976, p. 57).

↩

265. Id. (1864, p. 59-60).

↩

266. Id. ibid., p. 60.

↩

267. Reis (1867, p. 74). A título de curiosidade, lembramos que essa

obra de Reis fora comentada por Machado em sua coluna “Semanas literárias” no ano de 1866, no Diário do Rio de Janeiro.

↩

268. Id. ibid.

↩

269. Camões (1912, p. 239).

↩

270. Id. ibid., p. 240.

↩

271. Sandmann (2008a, s/p).

↩

272. Camões (1912, p. 240).

↩

273. Assis (1864, p. 60-61).

↩

274. Id. ibid., p. 61-62.

↩

275. Id. ibid., p. 62.

↩

276. Id. ibid.

↩

277. Id. ibid., p. 62-63.

↩

278. Id. ibid., p. 63.

↩

279. Camões (1912, p. 245).

↩

280. Id. ibid.

↩

281. Assis (1864, p. 65).

↩

282. Mais à frente, o poema “As Rosas” será dedicado ao

prefaciador do volume, Caetano Filgueiras.

↩

283. Reis (2009, p. 302, nota de rodapé n. 7). No original:

“qu’aperçois-tu, mon âme? Au fond, n’est-ce-pas Dieu? / Tu vais à lui…” (ASSIS, 1864, p. 65).

↩

284. Assis (1864, p. 65).

↩

285. Moisés (1998, p. 52). Não pretendemos de modo algum indicar

qualquer influência de um poeta no outro, de Machado em Pessoa, apenas nos servimos da composição pessoana para ilustrar como a imagem do poeta que sofre, mas que finge não sofrer, se constitui num lugar-comum do fazer poético.

↩

286. Assis (1864, p. 66).

↩

287. Id. ibid., p. 66.

↩

288. Id. ibid., p. 67.

↩

289. Parece-nos que essa composição machadiana é ainda

influenciada pela visão romântica do poeta expressa no seu primeiro texto de crítica, do qual já tratamos brevemente, “A poesia” (1856).

↩

290. No original: “suis l’instinct qui t’invite à sortir de toi-même, / Si tu

veux croître en force, en sagesse, en beauté” (LAPRADE, 1843, p. 170, tradução nossa).

↩

291. Lucas 52, 2.

↩

292. Assis (1864, p. 67).

↩

293. Id. ibid., p. 67-68.

↩

294. Id. ibid., p. 67.

↩

295. Id. ibid., p. 67.

↩

296. Id. ibid., p. 65.

↩

297. João 14, 6.

↩

298. Assis (1864, p. 81).

↩

299. Id. ibid., p. 169.

↩

300. Anne-Louise Germaine Necker, baronesa de Staël-Holstein

(1766-1817), romancista francesa iluminista, autora de obras como Lettres sur les ouvrages et le caractère de J.-J. Rousseau (1788), Delphine (1802), Corinne ou l’Italie (1807) e outros. Mme. de Staël é citada ainda no conto “Questão de vaidade” (1864-1865) e no romance Ressurreição (1872), e nessas duas referências são atribuídas à romancista francesa frases não encontradas em suas obras. Por fim, em Esaú e Jacó (1904), Mme. de Staël é retomada pelo retrato de Corina, sua personagem em Corinne ou l’Italie.

↩

301. Reis (2009, p. 310, nota de rodapé n. 10). No original: “que

deviendras dans l’éternité l’âme d’um homme qui a fait Polichinelle toute sa vie?” (ASSIS, 1864, p. 81).

↩

302. No original: “quelle sera dans l’éternité, [dit elle], la part d’un

homme qui a fait Polichinelle durant soixante années de as carrière?” (BONIFACE; JANIN, 1839, p. 40, tradução nossa).

↩

303. Assis (1864, p. 81-82).

↩

304. Id. ibid., p. 82.

↩

305. Id. ibid., p. 82-83.

↩

306. Id. ibid., p. 83.

↩

307. Id. ibid., p. 84.

↩

308. Id. ibid., p. 84.

↩

309. Id. ibid., p. 84-85.

↩

310. Id. ibid., p. 85.

↩

311. Id. ibid., p. 87.

↩

312. Castilho e Cordeiro (1862, p. 88).

↩

313. Assis (1976, p. 36).

↩

314. Observemos que é interessante que Machado tenha optado por

incluir esse poema nas Crisálidas, uma vez que o livro foi publicado dois anos após a composição do poema e justamente no ano que Maximiliano assume o trono do México.

↩

315. Assis (1864, p. 87).

↩

316. Id. ibid., p. 88.

↩

317. Id. ibid., p. 88.

↩

318. Machado não poderia supor quando compôs o poema, mas, de

certa maneira, o México reviveu em 1867, com o fim do império de Maximiliano. Essa ressurreição do México não se deu como a de Cristo, três dias depois, porém, deu-se também em três, longos três anos.

↩

319. Assis (1864, p. 89).

↩

320. Id. ibid., p. 89.

↩

321. Adam Bernard Mickiewicz (1798-1855), um dos mais afamados

poetas polacos, autor de Sonetos da Crimeia (1825-26), Konrad

Wallenrod (1828), Livro da nação polaca (1832) e outros. No volume O pontífice da poesia poloneza, o Pe. Antônio Wasik imprime a citação do Dr. Burgiel, que compara Mickiewicz a Homero: “como Homero soube na história da ira de Achiles ostentar todos os fatos das batalhas, dos combates na vida em campanha de uma multidão humana, como Homero, soube florescer mil sentimentos e resplandecer milhares de belezas descritivas, assim Mickiewicz soube retratar no seu poema um quadro infinitamente variado da vida polona…” (BURGIEL apud WASIK, 1943, p. 17).

↩

322. Assis (1864, p. 171, grifos do autor).

↩

323. Id. ibid., p. 89.

↩

324. Id. ibid., p. 89-90.

↩

325. Id. ibid., p. 169.

↩

326. Id. ibid., p. 90-91.

↩

327. Id. ibid., p. 91.

↩

328. Id. ibid., p. 91-92.

↩

329. João 3, 17.

↩

330. Assis (1864, p. 92-93).

↩

331. Id. ibid., p. 93.

↩

332. Id. ibid., p. 170.

↩

333. Id. ibid., p. 93-94.

↩

334. Id. ibid., p. 115.

↩

335. Francisco de Sá de Miranda (1481-1558), poeta português

estudado como um dos primeiros a usar em sua poesia o soneto e o dolce stil nuovo. O português também arriscou algumas linhas no teatro, sendo uma das obras mais conhecidas a comédia dos Vilhalpandos (1560). Em Ressurreição (1872), Machado se utiliza de um trecho da segunda cena do segundo ato da comédia Estrangeiros (1559) para caracterizar seu personagem Viana: “boa cara, bom barrete, boas palavras” (ASSIS, 1872, p. 12).

↩

336. Assis (1864, p. 115).

↩

337. Miranda (1784, p. 195).

↩

338. Assis (1864, p. 116).

↩

339. Id. ibid., p. 116.

↩

340. Id. ibid. No original, os últimos versos são: “como a areia, /

Como a areia confundir” (id. ibid.). Machado tece uma errata ao final das Crisálidas, corrigindo os versos: “com a areia, / Com a areia confundir” (id. ibid., p. 176). Possivelmente o deslize tenha sido uma gralha tipográfica, já que na publicação d’O Futuro os versos constam como na errata.

↩

341. Id. ibid., p. 116.

↩

342. Id. ibid., p. 102.

↩

343. Id. ibid., p. 117.

↩

344. Reis (2009, p. 50, nota de rodapé n. 13). No original: “tacendo il

nome di questa gentilissima” (ASSIS, 1864, p. 123).

↩

345. Consultamos a publicação editada pela Successori Le Monier

em 1868.

↩

346. Fracchiola (2011).

↩

347. Jobim (2001, p. 86).

↩

348. Assis (1904, p. 78).

↩

349. Id. (1864, p. 125).

↩

350. Id. (1976, p. 61).

↩

351. O sobrenome do autor é grafado com “s” nas Crisálidas.

↩

352. Reis (2009, p. 50, nota de rodapé n. 14). No original: “car la

beuté tue / Qui l’a vue, / Elle enivre et tue” (Assis, 1864, p. 125).

↩

353. ASSIS (1976, p. 61).

↩

354. Id. ibid.

↩

355. Id. ibid., p. 59-60.

↩

356. Guimarães (2013).

↩

357. Pinheiro (apud GUIMARÃES, 2013, s/p).

↩

358. Assis (1864, p. 125).

↩

359. Id. ibid., p. 125-126.

↩

360. Id. ibid., p. 126.

↩

361. No original: “(…) tes grands yeux / Sérieux” (BRIZEUX, 1860, p.

157, tradução nossa).

↩

362. Id. ibid., p. 126.

↩

363. Id. ibid., p. 127.

↩

364. Id. ibid., p. 127-128.

↩

365. Reis (2009, p. 50, nota de rodapé n. 14).

↩

366. Assis (1864, p. 128).

↩

367. Id. ibid., p. 129.

↩

368. Notemos no título a referência ao Paraíso perdido (1667), de

John Milton (1608-1674).

↩

369. Reis (2009, p. 52, nota de rodapé n. 15). No original: “mon

pauvre coeur, reprends ton sublime courage / Et me chantes ta joie et ton déchirement” (ASSIS, 1864, p. 129).

↩

370. Assis (1864, p. 129).

↩

371. Id. ibid., p. 130.

↩

372. Id. ibid., p. 130.

↩

373. Id. ibid., p. 130-131.

↩

374. No original: “mon coeur, mon pauvre coeur, plus fier après

l’orage / Où le poëte lit les hymnes de l’amant” (HOUSSAYE, 1852, p. 34, tradução nossa).

↩

375. Assis (1864, p. 131).

↩

376. Eclesiastes 12, 7.

↩

377. Assis (1864, p. 131).

↩

378. No original: “nature féconde” (HOUSSAYE, 1852, p. 89,

tradução nossa).

↩

379. No original: “notre mère fecónde” (id., 1857, p. 214, tradução

nossa).

↩

380. Assis (1864, p. 131-132).

↩

381. Id. ibid., p. 132-133.

↩

382. Id. ibid., p. 135.

↩

383. Consultamos a tradução feita por Chirstiano Ostrowski nas

Oeuvres poétiques complètes, edição de 1859, volume I.

↩

384. Consultamos a versão digital disponível em:

<www.prus.pl/krym/sonetykrymskie.html>. Acesso em: 24 jun. 2015.

↩

385. No original: “gdybyś ty na dzień jeden była w mojej duszy! / Na

dzień cały? – Nie – takiej nie życzę katuszy. / Gdyby godzinę tylko – szczęśliwe stworzenie, / Poznałabyś natenczas, co to jest cierpienie” (MICKIEWICZ, 2015, s/p). Na tradução para o francês: “Oh! Si tu demeurais un seul jour dans mon âme! / Tout un jour? Non… Je ne souhaite pas un pareil tourment; / Mais une heure, une seule!… Heureuse créature, oh! / Tu saurais alors ce que c’est que souffrir” (id., 1859, p. 98). Machado utilizou esses mesmos versos na epígrafe da sexta parte dos “Versos a Corina” quando a publicou no Diário Oficial de 18 de setembro de 1864: “se tu pudesses viver um dia na minh’alma… um dia inteiro… Não… Não te desejo esse tormento… Mas, uma hora só… Feliz criatura, então, sim, tu saberias o que é sofrer!” (ASSIS, 1976, p. 64). Contudo, para publicação em livro, mudou a epígrafe da sexta parte para um trecho de Homero. Na parte III, como é possível observar, Machado suprime alguns versos intermediários.

↩

386. Assis (1864, p. 135-136).

↩

387. Id. ibid., p. 136.

↩

388. Id. ibid., p. 136.

↩

389. Id. ibid., p. 137.

↩

390. Entre os versos dessa estrofe podemos destacar o décimo

terceiro, impresso no busto de Machado de Assis em frente à Academia Brasileira de Letras: “esta é a glória que fica, eleva, honra e consola” (id. ibid., p. 137).

↩

391. Id. ibid., p. 138.

↩

392. Id. ibid., p. 139.

↩

393. Reis (2009, p. 56, nota de rodapé n. 18). No original: “ne vois-tu

pas?” (ASSIS, 1864, p. 139).

↩

394. No original: “et ne vois-tu pas que changer sans cesse, / C’est

perdre en désirs le temps du bonheur?” (MUSSET, 1840, p. 375, tradução nossa).

↩

395. No original: “ne vois-tu pas qu’il est environné de traîtres?” (LA

MOTTE, 1780, p. 99, tradução nossa).

↩

396. Ann Radcliffe (1764-1823), romancista inglesa, uma das

primeiras a escrever romances góticos. Entre suas obras estão A Sicilian romance (1790), The mysteries of Udolpho (1794) e outros.

↩

397. No original: “et ne vois-tu pas que changer sans cesse, / C’est

perdre en désirs le temps du bonheur?” (MUSSET, 1840, p. 1840, tradução nossa).

↩

398. No original: “ne vois-tu pas alors, aux rayons de la lune, / Plier

comme autrefois un beau corps dans tes bras, / Et si dans le sentier tu trouvais la Fortune, / Derrière elle, en chantant, ne marcherais-tu pas?” (id. ibid., p. 375, tradução nossa).

↩

399. Levantamos diversas hipóteses sobre a possível autoria da

epígrafe. Pensamos também na possibilidade de ser o próprio Machado seu autor, todavia, os estudos machadianos não elencam “A. M.” como uma de suas assinaturas. Ainda assim buscamos as composições em francês de Machado, mas não encontramos nada semelhante naquelas linhas. Rastreamos então os escritores que constam no inventário organizado n’A biblioteca de Machado de Assis (2001) pelos estudiosos Jean-Michel Massa e Glória Vianna e não encontramos iniciais que pudessem corresponder à assinatura da epígrafe.

↩

400. A única alteração que se deu nos versos está no primeiro verso

da terceira estrofe, no qual a vírgula aparece após o pronome relativo “que” em todas as publicações que antecedem as Poesias completas, publicação na qual a vírgula vem logo após o pronome pessoal “tu”. Não é possível afirmar se teria sido essa uma alteração solicitada pelo autor dos versos ou se se trata apenas de uma gralha tipográfica.

↩

401. Assis (1864, p. 139-140).

↩

402. Id. ibid., p. 140.

↩

403. Id. ibid., p. 140-141.

↩

404. “E disse Deus: faça-se a luz; e a luz foi feita” (GÊNESIS 1, 3).

↩

405. Assis (1864, p. 141).

↩

406. Id. ibid., p. 142.

↩

407. Id. ibid., p. 142-143.

↩

408. Reis (2009, p. 56, nota de rodapé n. 18). No original: “ne vois-tu

pas?” (ASSIS, 1864, p. 139).

↩

409. Assis (1864, p. 145).

↩

410. Id. ibid., p. 147.

↩

411. Reis (2009).

↩

412. Assis (1976, p. 64).

↩

413. Nessas estrofes, o primeiro e o último versos somente não são

iguais pela troca de um vocábulo: “guarda” do primeiro verso será trocado por “beija” no último. Assim: “guarda estes versos que escrevi chorando / (…) / (…) / (…) / Beija estes versos que escrevi chorando” (id., 1864, p. 145).

↩

414. Reis (2009, p. 59, nota de rodapé n. 19). No original: “povero

mio c[u]ore! Ecco uma separazione di più nella mia scigurata vita!” (ASSIS, 1864, p. 145).

↩

415. No original: “poveiro mio cuore” e “vano desiderio” (PELLICO,

1832, p. 45, tradução nossa).

↩

416. Assis (1864, p. 129, tradução nossa).

↩

417. Id. ibid., p. 145.

↩

418. Id. ibid., p. 145-146.

↩

419. Id. ibid., p. 146-147.

↩

420. Id. ibid., p. 147.

↩

421. É esse o verso apontado pela Comissão Machado de Assis

com um pequeno erro de conjugação.

↩

422. Assis (1864, p. 149).

↩

423. Jobim (2001).

↩

424. Trata-se do mesmo endereço usado para buscar a epígrafe da

IV parte.

↩

425. Assis (1976, p. 64).

↩

426. Id. ibid., p. 65.

↩

427. Id. (1864, p. 149).

↩

428. Id. ibid., p. 149-150.

↩

429. Id. ibid., p. 150-151.

↩

430. Id. ibid., p. 151-152.

↩

431. Id. ibid., p. 152.

↩

432. Id. ibid., p. 152.

↩

433. Id. ibid., p. 153-154.

↩

434. Id. ibid., p. 155.

↩

435. Massa (1971, p. 389).

↩

436. Com relação à estrutura do poema, são doze quadras com

esquema rímico ABCB. Da sétima à décima estrofe, a métrica adotada será a redondilha maior, enquanto no restante do

poema as quadras são compostas de três versos decassílabos e um hexassílabo, respectivamente.

↩

437. A literatura francesa exerceu forte influência sobre a brasileira,

especialmente durante o romantismo, período em que a política do país estava centrada nos anseios de independência e os movimentos artísticos tentam se afastar dos modelos da metrópole.

↩

438. Pinto (2003, p. 119).

↩

439. Id. ibid.

↩

440. No original: “tout fuit / Tout passe” (HUGO, 1844, p. 239-240,

tradução nossa).

↩

441. Reis (2009, p. 63, nota de rodapé n. 21). No original: “tout

passe, / Tout fuit” (ASSIS, 1864, p. 155).

↩

442. Brandão ([2010] 2014, p. 29).

↩

443. Assis (1864, p. 21).

↩

444. Id. ibid., p. 156.

↩

445. Id. ibid., p. 21.

↩

446. Id. ibid., p. 155.

↩

447. Id. ibid., p. 22.

↩

448. Id. ibid., p. 22.

↩

449. Id. ibid., p. 156.

↩

450. Id. ibid., p. 156-157.

↩

451. Id. ibid., p. 157-158.

↩

 

2.4 As Epígrafes no primeiro livro de

poemas: falta de regularidade e apoio

temático

452. Id. ibid., p. 59.

↩

453. Id. ibid., p. 89.

↩

454. Id. ibid., p. 31.

↩

455. Id. ibid., p. 55.

↩

456. Id. ibid., p. 87.

↩

457. Manuel Odorico Mendes (1799-1864), poeta conhecido

especialmente pelas traduções que empenhou em língua portuguesa dos versos de Virgílio, Eneida (1854), e Homero, Ilíada (1874) e Odisseia (1928). A tradução dessas duas últimas obras fora iniciada por Odorico nos anos de 1854 e 1863, respectivamente.

↩

 

3.1 O segundo livro

458. Carolina Augusta Xavier de Novais (1835-1904), irmã de

Faustino Xavier de Novais, poeta português e amigo de Machado, ao qual o brasileiro dedica um poema nas suas Crisálidas. Carolina vem ao Brasil para cuidar do irmão em

1866 e três anos depois, em 12 de novembro de 1869, contrai matrimônio com o cantor de Corina.

↩

459. Machado de Assis recebia, em maio de 1869, duzentos réis

pelas Falenas e pelos Contos Fluminenses.

↩

460. Diário do Rio de Janeiro (1870, p. 1).

↩

461. Assis (1870, p. 216).

↩

462. Os poemas nas Falenas obedecem à seguinte ordem:

“Prelúdio”, “Ruínas”, “Musa dos olhos verdes”, “La Marchesa de Miramar”, “Sombras”, “Quando ela fala”, “Visão”, “Manhã de inverno”, “Ite, missa est”, “Flor da mocidade”, “Noivado”, “Menina e moça”, “A Elvira” (tradução de Lamartine), “Lágrimas de cera”, “No espaço”, “Os deuses da Grécia” (tradução de Schiller), “Livros de flores”, “Pássaros”, “Cegonhas e rodovalhos” (tradução de Bouillet), “A um legista”, “O verme”, “Estâncias a Ema” (tradução de Dumas Filho), “Un vieux pays”, “A morte de Ofélia” (paráfrase), “Luz entre sombras”, “Lira Chinesa” (imitação de poetas chineses traduzidos em prosa por Judith Walther), “Uma ode a Anacreonte” (baseada na tradução de Antônio Feliciano de Castilho) e “Pálida Elvira”.

↩

 

3.2 Assertividade métrica, mas ainda

pouca cor local

463. Machado (2003).

↩

464. Assis (1870, p. 214).

↩

465. “Não são conhecidas as circunstâncias em que Machado de

Assis confiou esse poema a seu amigo Joaquim Serra. Provavelmente se viram na redação da Semana Ilustrada, ou

do Diário do Rio de Janeiro, ou da folha oficial. À vista dos versos em francês, Joaquim Serra decerto manifestou o desejo de traduzi-los, com o que o autor concordou” (MAGALHÃES JÚNIOR, 2008b, p. 142).

↩

466. Na ocasião, princípios de 1858, Serra e Machado discutiam

sobre o tema proposto por Paula Brito: “qual dos dois cegos mais sente / O penoso estado seu: / O que cegou por desgraça, / O que cego já nasceu?” (BRITO apud MASSA, 1971, p. 190)

↩

467. Reis (2009, p. 677, grifos do autor).

↩

468. Id. ibid., p. 675-676.

↩

469. Id. ibid., p. 680.

↩

470. Id. ibid., p. 681.

↩

471. Id. ibid., p. 687.

↩

472. Id. ibid., p. 689.

↩

473. Pseudônimo do cearense Tristão de Alencar Araripe Júnior

(1848-1911), um dos mais renomados críticos daquele século.

↩

474. Reis (2009, p. 691).

↩

475. Id. ibid., p. 693.

↩

476. Id. ibid., p. 692.

↩

477. Id. ibid., p. 693.

↩

478. Id. ibid., p. 694.

↩

479. Id. ibid., p. 695.

↩

480. Magalhães Júnior (2008b).

↩

481. Reis (2009, p. 697).

↩

482. Id. ibid., p. 700.

↩

 

3.3 Os poemas e as epígrafes

483. Tennyson (1860, p. 111). Optamos por manter o texto em sua

língua original para que melhor se visualize o recorte efetuado por Machado. Traduzindo: “e veio Arthur, movendo vagarosamente a passagem” (id. ibid., p. 111, tradução nossa).

↩

484. Assis (1870, s/p).

↩

485. O poema tennysoniano está no primeiro volume do The poetical

works of Alfred Tennyson de 1860, impresso pela Bernhard Tauchnitz. Esse e outros seis volumes da mesma coleção estão no inventário da biblioteca machadiana levantado por Massa (in JOBIM, 2001) ao lado de mais duas obras do autor, a saber, Harold (1877) e Queen Mary (1876).

↩

486. Assis (1870, p. 11-12).

↩

487. Jobim (2001).

↩

488. Longfellow (1866, p. 10, tradução nossa). No original: “water the

green land of dreams, / The holy land of song” (id. ibid., p. 10).

↩

489. Reis (2009, p. 335, nota de rodapé n. 1). No original: “… land of

dreams. / … land of song” (ASSIS, 1870, p. 11).

↩

490. Assis (1870, p. 13).

↩

491. Id. ibid., p. 11-12.

↩

492. Machado escreve uma crítica à peça no Diário do Rio de

Janeiro em 18 de junho de 1860.

↩

493. Assis (1870, p. 11).

↩

494. Id. ibid., p. 12-13.

↩

495. Id. ibid., p. 13.

↩

496. Id. ibid., p. 11, tradução nossa.

↩

497. Id. ibid., p. 15-16.

↩

498. Id. ibid., p. 17.

↩

499. Reis (2009, p. 76, nota de rodapé n. 3). No original: “no hay

pájaros em los nidos de antaño” (ASSIS, 1870, p. 15).

↩

500. Cervantes (1841b, p. 672, grifo nosso). Não encontramos a

mesma versão que está na biblioteca machadiana, porém, tentamos consultar uma publicação que também se desse em língua espanhola e que também pertencesse ao século XIX. Além disso, optamos por deixar o texto em espanhol para uma melhor visualização de sua semelhança com a epígrafe machadiana. O trecho traduzido seria: “deixemo-nos dessas coisas; o que foi já não é: fui louco e estou hoje em meu juízo; fui D. Quixote de la Mancha, e sou agora, como disse, Alonso Quijano” (CERVANTES, [2005] 2017, s/p).

↩

501. Na revista Veredas de número 3, a professora da Universidade

Complutense de Madri, Maria Josefa Postigo (2000), dirige um estudo acerca dos provérbios espanhóis presentes em Dom Quixote.

↩

502. Os estudos de Massa e Viana estão em Jobim (2001).

↩

503. “Provérbio espanhol” (LONGFELLOW, 1866, p. 152, tradução

nossa).

↩

504. Id. ibid., p. 152. “Não há pássaros no ninho do ano passado” (id.

ibid., p. 152, tradução nossa).

↩

505. Em inglês, no poema, “maiden” (id. ibid., p. 153).

↩

506. Assis (1870, p. 15-17).

↩

507. Id. ibid., p. 17.

↩

508. Id. ibid., p. 21-22.

↩

509. Podemos, nesse momento, observar que tanto esse quanto os

dois poemas anteriormente estudados guardam para sua última estrofe uma revelação. Em “Prelúdio”, era o lugar da poesia; em “Ruínas”, a identidade da moça; e em “La Marchesa de Miramar”, o nome da marchesa. Não bastasse, no caso dos dois primeiros poemas essa revelação se dá somente no último verso.

↩

510. Assis (1870, p. 22).

↩

511. Id. ibid., p. 22-23.

↩

512. Id. ibid., p. 23-24.

↩

513. Essa mesma imagem da efusão dos amantes já teria sido

explorada por Machado na primeira parte dos “Versos a Corina”.

↩

514. Assis (1870, p. 24-26).

↩

515. Id. ibid., p. 27-28.

↩

516. Jobim (2001).

↩

517. Reis (2009, p. 74, nota de rodapé n. 2). No original: “Que

tienes? Que estás pensando / Gloria de mi pensamiento” (ASSIS, 1870, p. 27).

↩

518. Assis (1870, p. 27-28).

↩

519. Id. ibid., p. 28.

↩

520. Id. ibid., p. 28.

↩

521. Fome.

↩

522. Assis (1870, p. 29-30).

↩

523. Reis (2009, p. 69, nota de rodapé n. 1). No original: “she

speaks! / O speake again, bright angel!” (ASSIS, 1870, p. 29).

↩

524. Jobim (2001).

↩

525. Assis (1870, p. 29-30).

↩

526. Atos 7, 55.

↩

527. Assis (1870, p. 59-60).

↩

528. Jobim (2001).

↩

529. Assis (1870, p. 59). Optamos por manter os versos na sua

língua original para ficar mais evidente o pequeno deslize no pronome. Traduzindo: “não há mais que um tipo de amor, mas / há mil diferentes cópias” (REIS, 2009, p. 341, nota de rodapé n. 3).

↩

530. Assis (1870, p. 59-60).

↩

531. Id. ibid., p. 60-61.

↩

532. Id. ibid., p. 61-62.

↩

533. Id. ibid., p. 62.

↩

534. Id. ibid., p. 63.

↩

535. Id. ibid., p. 63.

↩

536. Id. ibid., p. 75-76.

↩

537. Id. ibid., p. 75. Optamos por deixar os versos no corpo do texto

em sua língua original para que a correção ficasse mais clara. Traduzindo: “eu quero mudar meus pensamentos em pássaros” (REIS, 2009, p. 83, nota de rodapé n. 7).

↩

538. Jobim (2001).

↩

539. Assis (1870, p. 75-76).

↩

540. Id. ibid., p. 76.

↩

541. Id. ibid., p. 76.

↩

542. Id. ibid., p. 101-102.

↩

543. Id. ibid., p. 214.

↩

544. Id. ibid., p. 101.

↩

545. Camões (1861, p. 5).

↩

546. Assis (1870, p. 214).

↩

547. Id. ibid., p. 215.

↩

548. Id. ibid., p. 171.

↩

549. Jobim (2001).

↩

550. Reis (2009, p. 11, nota de rodapé n. 15). No original: “Ulysse,

jeté sur les rives d’Ithaque, ne les reconnaît pas et pleure sa patrie. Ainsi l’homme dans le bonheur possédé ne reconnait pas son rêve et soupier” (ASSIS, 1870, p. 171).

↩

551. Amparo (2008).

↩

552. Id. ibid.

↩

553. Musset (1859, p. 176, tradução nossa).

↩

554. Sandmann (2008b).

↩

555. Assis (1870, p. 172).

↩

556. Id. ibid., p. 172.

↩

557. Id. ibid., p. 191.

↩

558. Salmos 83, 7.

↩

559. Assis (1870, p. 173).

↩

560. Id. ibid., p. 183.

↩

561. Id. ibid., p. 179.

↩

562. Id. ibid., p. 179.

↩

563. Id. ibid., p. 179.

↩

564. Id. ibid., p. 181.

↩

565. Id. ibid., p. 181.

↩

566. Amparo (2008).

↩

567. Assis (1870, p. 124).

↩

568. Id. ibid., p. 196.

↩

569. Id. ibid., p. 182.

↩

570. Id. ibid., p. 175.

↩

571. Id. ibid., p. 179.

↩

572. Id. ibid., p. 184.

↩

573. Id. ibid., p. 177, grifos do autor.

↩

574. Id. ibid., p. 177.

↩

575. Amparo (2008).

↩

576. Assis (1870, p. 175).

↩

577. Id. ibid., p. 183.

↩

578. Id. ibid., p. 184-185.

↩

579. Id. ibid., p. 185.

↩

580. Elísio ([s/d] 2015, p. 158).

↩

581. Assis (1870, p. 192).

↩

582. Id. ibid., p. 192.

↩

583. Id. ibid., p. 188.

↩

 

4.1 O livro fora da curva

584. A disposição dos poemas no livro obedece à seguinte ordem:

“Potira”, “Niâni”, “A cristã nova”, “José Bonifácio”, “A visão de Jaciúca”, “Cantiga do rosto branco”, “A Gonçalves Dias”, “Os semeadores”, “A flor do embiruçu”, “Lua Nova”, “Sabina”, Última jornada” e “Os Orizes”.

↩

585. Magalhães Júnior (2008b, p. 232).

↩

586. Marques (2014, p. 104).

↩

587. Id. ibid., p. 106.

↩

588. Id. ibid.

↩

589. Id. ibid., p. 107.

↩

590. Azevedo, Dusilek e Callipo (2013, p. 62).

↩

591. Id. ibid., p. 431.

↩

592. Id. ibid.

↩

593. Assis (1875, p. 6).

↩

594. Id. ibid. A coletânea organizada por Leal (2008) e a

disponibilizada no site do Ministério da Educação

(<http://machado.mec.gov.br/images/stories/pdf/poesia/maps03.

pdf>) excluem das Americanas a “Advertência”.

↩

595. Assis (1875, p. 5-7).

↩

596. No original: “mais quoi! Ils ne portent point de hault de

chausses!” (id. ibid., p. 7). O trecho francês está no primeiro livro dos Essais (1833), capítulo XXI.

↩

 

4.2 A busca pela “alma americana”

nos versos de 1875

597. Machado (2003, p. 99).

↩

598. Reis (2009, p. 702).

↩

599. Id. ibid., p. 702-703.

↩

600. Id. ibid., p. 705.

↩

601. Id. ibid., p. 706.

↩

602. Id. ibid., p. 707, grifo do autor.

↩

603. Id. ibid., p. 711.

↩

604. Id. ibid., p. 712.

↩

605. Id. ibid., p. 718.

↩

606. Id. ibid., p. 719.

↩

607. Id. ibid.

↩

608. O Globo (1876, p. 2).

↩

 

4.3 Os poemas e as epígrafes

609. Assis (1875, s/p).

↩

610. Em carta de Araújo Porto-Alegre a Machado de Assis, datada

de 4 de agosto de 1870, o brasileiro que vivia em Lisboa felicita o poeta fluminense pelas Falenas e estende o talento de seus versos ao do poeta maranhense: “Dou-lhe parabéns, e dou-os ao Brasil. Gonçalves Dias deixou um digno sucessor!” (ASSIS, 2009, p. 19).

↩

611. Dias (1857, p. 48).

↩

612. Assis (1875, p. 4-6).

↩

613. Vasconcelos (1865, v. 2, p. 60).

↩

614. Jobim (2001).

↩

615. Reis (2009, p. 147, nota de rodapé n. 2). No original: “se, poi

ch’a morte il corpo le percossse, / Desse almen vita alla memoria d’ella” (ASSIS, 1875, p. 5).

↩

616. Todos os oito poemas das Americanas que tinham epígrafe no

original foram reproduzidos nas Poesias completas acompanhados de suas epígrafes, apenas “Potira” perde uma delas. Ainda assim, se é que podemos atribuir algum juízo de valor às epígrafes, permanece a principal, aquela que antecipa a história do poema, a que lhe serviu de inspiração. “Potira” também foi publicado nas páginas do Jornal do Comércio em 26 de junho e 28 de agosto de 1870, o que nos indica que a sua composição é pelo menos cinco anos anterior à publicação nas Americanas. As alterações de uma para outra publicação não

interferem muito no entendimento geral do poema. A maior delas estaria nos 251 a 258 e pode ser consultada no detalhado volume da Comissão Machado de Assis (ASSIS, 1976, p. 69-70).

↩

617. Id. (1875, p. 44).

↩

618. Id. ibid., p. 8.

↩

619. Id. ibid., p. 8.

↩

620. Caim e Abel são filhos de Adão e Eva. Caim mata o irmão por

ciúme da oferenda que fizera a Deus.

↩

621. Assis (1875, p. 28-29).

↩

622. Id. ibid., p. 9-10.

↩

623. Id. ibid., p. 11-12.

↩

624. Id. ibid., p. 12.

↩

625. Id. ibid., p. 15.

↩

626. Id. ibid., p. 15.

↩

627. Id. ibid., p. 21.

↩

628. Id. ibid., p. 22.

↩

629. Id. ibid., p. 22.

↩

630. Mateus 4, 4.

↩

631. Assis (1875, p. 35).

↩

632. Id. ibid., p. 39.

↩

633. Id. ibid., p. 41.

↩

634. Lucas 23, 34.

↩

635. Assis (1875, p. 50).

↩

636. Viúva.

↩

637. Na epígrafe, temos “desde então cobriu-se (…)” (ASSIS, 1875,

p. 47), esse “então” é, no texto original, “aquela hora”. Além disso, a primeira frase do trecho não termina em “chorosos”, depois do adjetivo há uma vírgula e o seguinte trecho “(…) procurava encobri-los até às mais íntimas amigas” (PRADO, 1856, p. 32).

↩

638. Reis (2009, p. 165, nota de rodapé n. 4). No original: “… che

piagne / Vedova, sola” (ASSIS, 1875, p. 49). Houve um equívoco, ou possivelmente uma gralha tipográfica, na palavra italiana piagne, que deveria ser grafada piange.

↩

639. Prado (1856, p. 31).

↩

640. Assis (1875, p. 54).

↩

641. Prado (1856, p. 32).

↩

642. Assis (1864, p. 54).

↩

643. Id. ibid., p. 57.

↩

644. Id. ibid., p. 60.

↩

645. Id. ibid., p. 60.

↩

646. Id. ibid., p. 60.

↩

647. Prado (1856, p. 32).

↩

648. Assis (1875, p. 61).

↩

649. Id. ibid., p. 62.

↩

650. Id. ibid., p. 63-64.

↩

651. Novinsky (2008).

↩

652. Machado, a acreditar na hipótese levantada por Arnaldo Niskier

(2015), poderia ter se solidarizado à dor da perseguição dos judeus por sua própria condição de mulato em meio a uma sociedade escravocrata. Além disso, na obra poética machadiana, podemos citar, ainda, o poema “Antônio José”, que compõe as Ocidentais, uma cara homenagem ao dramaturgo Antônio José da Silva, chamado O Judeu. A respeito da relação entre Machado e Antônio José, consultar Pereira (2011).

↩

653. Naum 3, 10.

↩

654. Assis (1875, p. 65).

↩

655. Id. ibid., p. 68.

↩

656. A fim de dar mais clareza à análise, vale lembrar que o Santo

Ofício perseguiu durante o século XVIII os judeus e cristãos novos (como eram chamados os judeus recém-convertidos ao cristianismo ou aqueles cujos antepassados eram judeus). Esse é um capítulo ainda inacabado da história brasileira, como assinala Novinsky (2008).

↩

657. Assis (1875, p. 69).

↩

658. Cântico 2, 1. Lembremo-nos que o “Cântico dos Cânticos” já

serviu de epígrafe à poesia machadiana nas Crisálidas, em “Sinhá”.

↩

659. Novinsky (2008, p. 55).

↩

660. Para esse estudo usamos a tradução de Figueiredo, na

tentativa de nos aproximarmos do que fora lido por Machado, haja vista que era essa a versão que constava em sua biblioteca (JOBIM, 2001).

↩

661. Jeremias 41, 8.

↩

662. Assis (1875, p. 77).

↩

663. Id. ibid., p. 78.

↩

664. Em hebraico, Torah significa Lei, daí a “palavra da Lei” a que o

eu poético se refere no quinto verso dessa oitava estrofe.

↩

665. Salmo 136: “Salmo de David, para Jeremais. 1 JUNTO dos rios

de Babilônia, ali nos o assentámos e pusemos a chorar: lembrando-nos de Sião. 2 Nos salgueiros que há no meio d’ela, penduramos nossas harpas. 3 Porque ali nos pediram os que nos levaram cativos, palavras de canções: e os que por força nos levarão, disseram: Cantai-nos um Hino dos Cânticos de Sião. 4 Como cantaremos o Cântico do Senhor em terra alheia? 5 Se me esquecer de ti, Jerusalém, a esquecimento seja entregue a minha direita. 6 Fique pegada a minha língua às minhas faces, se eu me não lembrar de ti. Se não me propuser a Jerusalém, como principal objeto da minha alegria. 7 Lembra-te, Senhor, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém: os que dizem: Arruinai, arruinai nela até os fundamentos. 8 Filha desastrada de Babilônia : bem-aventurado o que te der o pago que tu deste a nós-outros. 9 Bem-aventurado o que apanhar às mãos, e fizer em pedaços numa pedra teus tenros filhos” (SALMO 136, 1-9).

↩

666. Assis (1875, p. 81).

↩

667. Salmo 136, 5.

↩

668. Assis (1875, p. 81).

↩

669. Salmo 136, 6.

↩

670. Assis (1875, p. 92).

↩

671. Id. ibid., p. 104.

↩

672. Id. ibid., p. 113.

↩

673. Id. ibid., p. 113.

↩

674. Id. ibid., p. 121.

↩

675. Id. ibid., p. 127-128.

↩

676. Segundo os estudos de Massa (in Jobim, 2001), não havia no

inventário da biblioteca machadiana obras de Bossuet. Machado pode ter consultado o volume n’alguma biblioteca do Rio de Janeiro dos oitocentos, ou o volume pode ter se perdido junto de outras mais de trezentas obras daquela biblioteca que se perderam. Para esse estudo, tivemos por princípio a consulta de um volume publicado durante o século XIX.

↩

677. Reis (2009, p. 193, nota de rodapé n. 6). No original: “où sont

ces âmes guerrières… et ces arcs qu’on ne vit jamais tendus en vain?” (ASSIS, 1875, p. 127).

↩

678. No original: “ces marteaux d’armes tant vantés (…)” (BOSSUET,

1855, p. 162, tradução nossa).

↩

679. Assis (1875, p. 128).

↩

680. Id. ibid., p. 128-129.

↩

681. Id. ibid., p. 133.

↩

682. Id. ibid., p. 134-135.

↩

683. Id. ibid., p. 141-142.

↩

684. Marques (2014).

↩

685. Id. ibid., p. 113.

↩

686. Assis (1875, p. 141).

↩

687. Dias (1851, p. 262).

↩

688. Assis (1875, p. 141-143).

↩

689. Marques (2014, p. 114).

↩

690. Assis (1875, p. 143-145).

↩

691. Id. ibid., p. 145-146.

↩

692. Marques (2014, p. 115-116).

↩

693. Assis (1875, p. 146-148).

↩

694. Id. ibid., p. 149-150.

↩

695. “Haveria uma grande injustiça para julgar os jesuítas do século

XVI e as suas obras, de acordo com as ideias que podem inspirar o sistema seguido nas missões. Aqui você pode ver planos ambiciosos para se aliar com vistas habilidosas: desde o

primeiro trabalho realizado pelos padres da companhia, no Brasil, tudo era altruísta; e, se necessário, a história de seu sofrimento poderia prová-lo” (id. ibid., p. 206, nota de fim Y, tradução nossa).

↩

696. Id. ibid., p. 149-150.

↩

697. Mateus 13, 8.

↩

698. Mateus 13, 5.

↩

699. Mateus 13, 6.

↩

700. Mateus 13, 8.

↩

701. Assis (1875, p. 149-150).

↩

702. O nome científico da flor do embiruçu é pseudobombax

grandflorum.

↩

703. Pseudônimo de Francisco Manuel do Nascimento. O escritor

também adotou o pseudônimo Niceno.

↩

704. Jobim (2001).

↩

705. Dias (1848, p. 112).

↩

706. Assis (1875, p. 151-152).

↩

707. Id. ibid., p. 151.

↩

708. Id. ibid., p. 152-153.

↩

709. Id. ibid., p. 173-175.

↩

710. Id. ibid., p. 173.

↩

711. Reis (2009, p. 213, nota de rodapé n. 7). No original: “ils croyent

les âmes eternelles, et celles qui ont bien merité des dieux estre logees à l’endroict du ciel où le soleil se leve; les mauldictes, du costé de l’occident” (ASSIS, 1875, p. 174).

↩

712. “Dos canibais”, tradução nossa.

↩

713. Assis (1875, p. 208).

↩

714. Id. ibid., p. 176.

↩

715. Id. ibid., p. 180.

↩

716. Id. ibid., p. 180.

↩

717. Id. ibid., p. 181.

↩

 

5.1 O essencial sobrevive nas

epígrafes

718. Nestrovski (1992, p. 223).

↩

719. Compagnon (1996, p. 120).

↩

720. Genette (2009, p. 131).

↩

721. Reis (2009, p. 34, nota de rodapé n. 2).

↩

722. Incluímos as epígrafes de Mickiewicz na contagem das

epígrafes em francês, já que Machado o lia nesse idioma.

↩

723. Assis (1901, p. 317).

↩

724. Eclesiastes 3, 4.

↩

725. Genette (2009).

↩

726. Assis (1875, p. 5).

↩

727. Id. ibid., p. 6.

↩

 

Apêndice

728. Assis (1855b, p. 4).

↩

729. Id. (1857, p. 2).

↩

 

Crisálidas

Os poemas desta seção foram extraídos da edição das Crisálidas publicada em 1864. Fizemos a correção nos versos em conformidade com o Novo Acordo Ortográfico de 2009.

↩

 

Falenas

Os poemas desta seção foram extraídos da edição das Falenas publicada em 1870. Fizemos a correção nos versos em conformidade com o Novo Acordo Ortográfico de 2009.

↩

 

Americanas

Os poemas desta seção foram extraídos da edição das Americanas publicada em 1875. Fizemos a correção nos versos em conformidade com o Novo Acordo Ortográfico de 2009.

↩

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Audrey Ludmilla do Nascimento Miasso

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