Inocência
A José Antonio de Azevedo Castro AMIGO DE INFANCIA
Azevedo Castro,
Se nos antigos tempos da Grecia, me fora possivel erigir custoso templo, dedicava-o á Amizade para no frontispicio gravar o teu querido nome.
Daquelle vivo sentimento permitte-me hoje, amigo, dentro do circulo de fracos e limitados meios, qualquer demonstração.
Não é em valioso monumento que vou inscrever a tua lembrança; simplesmente na primeira pagina de uma narrativa campestre e despretenciosa, de um livro singelo e sem futuro.
Aceita-o como um dos mais espontaneos movimentos da minha alma, que n'esta declaração sincera julga assentar direitos a completo indulto.
A. D'ESCRAGNOLLE—Taunay.
Rio de Janeiro, 8 de Julho de 1872.