Lendas dos Vegetais

Eduardo Sequeira · Capítulo 51 de 54

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Lendas dos Vegetais

Loureiro.

O mitho hellenico sintethisa a vinha n'um companheiro e amigo de

Baccho, no pastor Staphylo. Staphylo era um pastor do rei da Grecia Oenêo, que reparando que uma cabra do rebanho, a mais gorda e bem tratada de todas, recolhia sempre mais tarde que as outras, e não comia nunca do alimento fornecido ao resto do rebanho, a seguiu, indo ter a um bosque espesso, onde a viu a comer soffregamente uvas, fructo até então completamente desconhecido. Staphylo colheu grande porção de cachos com que brindou o rei Oenêo o qual fez d'elles vinho. Em recordação d'este facto, deram depois os gregos o nome de Oinos, ao saboroso licôr das uvas.

 

LOUREIRO.

 

Apollo apaixonando-se doidamente por Daphne, filha do rei

Penêo, moveu-lhe uma tão intensa perseguição, que esta, para lhe poder fugir, conseguiu que os deuses a transformassem em loureiro.

Apollo quiz que o loureiro lhe fosse consagrado tecendo com elle

uma corôa, que, depois, sempre trouxe comsigo; significava a referida corôa, que se a donzella não lhe pertenceu em vida, possuia porém o vegetal em que fôra transformada.

Baccho, em seguida ás gloriosas victorias na India adornou-se

com o louro, e Esculapio fez o mesmo depois das maravilhosas curas que realisou e que lhe deram fama eterna.

Os romanos adoptaram o louro como simbolo da victoria.