Não Conta Lá em Casa
Manual do nerd na estrada
Este m anual foi desenvolvido em parceria com m eu com panheiro de viagens Leondre Cam pos. Não que Pesca ou UFO sej am m enos nerds. Acho que os diferentes tipos e perfis de nerd estão bem representados pelos quatro apresentadores do program a. Cada um ao seu estilo.
Felipe UFO seria o “nerd sufocador”, quando acha um a conexão à internet não a deixa nem que a sobrevivência de um am igo dependa disso. Na situação inversa, quando é ele quem depende de um de seus colegas para ingressar na grande rede, pode ficar até violento se o acesso a m esm a
não lhe for garantido prontam ente. Bruno Pesca seria o nerd intelectual, que pode navegar com calm a e disciplina por horas e horas pelos recantos m ais nobres do m undo virtual. O nerd que passa batido por Twitters, Facebooks ou Instagram s, priorizando fóruns políticos, discussões
sem ânticas ou estudos econôm icos. Cada vírgula de seus interm ináveis e-m ails é analisada com o um tratado teológico antes de ser finalm ente digitada. Pesca redige esses e-m ails com toda a
calm a do m undo, enquanto sorve um refinado cappuccino com a postura de um filósofo sofista em um café parisiense.
Já eu e Leondre som os os nerds típicos. Adoram os novos gadgets, j oguinhos virtuais, redes
sociais e qualquer tipo de parafernália eletrônica. Sintetizam os as características tradicionais de todos os tipos e m odalidades de nerd j á catalogados. E, com o bons discípulos desse inconfundível secto, a internet para nós é a raiz de tudo. A m ãe de todas as invenções. Um a fonte de
inform ação, educação, entretenim ento e, em um passado distante (felizm ente), até de sexo (virtual, é claro). Viaj am os m unidos de iPad, iPod, iPhone, laptop, BlackBerry, headphone... Verdadeiros ciborgues: em parte hom ens, em parte m áquinas. Um sinal de Wi-Fi, um cabo de
rede ou m esm o um a conexão discada representam para nós a diferença entre um hotel bom e um hotel ruim , um a viagem agradável ou um a provação, o céu ou o inferno. Desde o início deste
proj eto de viagens, fom os percebendo alguns detalhes fundam entais para a m anutenção da sanidade de um nerd viaj ando por recantos nada m odernos do planeta e m antidos (às vezes por m eses) longe de um a conexão segura à World Wide Web. Um a de nossas grandes tristezas foi
constatar que, assim com o acontece com as estradas de rodagem , em term os de internet o Brasil tam bém está atrás de alguns dos países m ais subdesenvolvidos que visitam os.
Para efeito de pesquisa e autoaj uda, fom os com pilando m etodicam ente (com o bons nerds)
um conj unto de dicas, explicações e alertas vitais para o com panheiro nerd viaj ando por este m undão. Pequenas pílulas de sabedoria internética, aprendidas à custa de m uito sofrim ento no duro m undo desconectado. Assim nasceu o Manual do nerd na estrada.
Seguem alguns exem plos pinçados aleatoriam ente deste nosso guia:
WI-FI
GRÁTIS
“Quem procura, acha!” Estej a onde estiver, tente sem pre buscar um
sinal de Wi-Fi com seu gadget favorito. Já encontram os sinal gratuito de
internet nos locais m ais im prováveis, com o: aeroporto da Albânia, sala
de em barque em Banda Aceh, restaurante em Pequim , e por aí vai. Não
custa nada tentar.
LEITURA DE SINAIS
O Lonely Planet é um guia e tanto para qualquer tipo de situação com que um viaj ante possa vir a se deparar. Mas, no quesito hospedagem , siga o nosso conselho que até um analfabeto se dá bem . Localização, preço, segurança... Esqueça toda essa baboseira que consta do guia! Verifique apenas se em baixo do nom e do hotel há um iconezinho com o desenho de um com putador. Ele representa que a hospedaria em questão possui internet. Pode desfazer as m alas feliz!
iPHONE
“O analisador de qualidade de hotel.” Ao adentrar pela prim eira vez o lobby de qualquer hotel em qualquer parte do m undo, não pergunte pela lim peza dos quartos ou se o café da m anhã está incluído na diária. Saque de im ediato seu iPhone e com ele verifique a qualidade do sinal de Wi-Fi. No resto você se vira.
ONDE HÁ FUMAÇA,
HÁ FOGO
Cruzando o lobby do hotel de um país sem a m enor infraestrutura ou passeando pela sala de em barque de um a cidadezinha perdida no m apa, se você perceber alguém com um laptop aberto no colo: faça o m esm o! São grandes as chances de haver um a conexão Wi-Fi na área. Quem se dá ao trabalho de abrir o laptop se não há internet disponível? Um laptop sem internet é com o um corpo sem alm a.
SEMPRE CARREGADO
Ande sem pre com um a nécessaire, essas bolsas para itens de higiene pessoal. Xam pu, sabonete, escova de dente? Pra quê? Jogue tudo fora! A real serventia dessas m alinhas é carregar todo e qualquer tipo de plugue de tom ada. Três pinos na Ásia, pino invertido na Oceania... Ou seria o contrário? Enfim , tenha sem pre
todos os tipos de adaptador à m ão, de m odo a m anter seus gadgets sem pre carregados! Pois, com o vim os anteriorm ente, você nunca sabe quando vai encontrar um sinal de internet.
FICANDO ON-LINE MESMO OFF-LINE!
Pode parecer confuso ou até m esm o im possível para o nerd de prim eira viagem . Acessar a internet de qualquer lugar, e a qualquer hora, afigura ser um lendário Eldorado, a Terra Prom etida, o Paraíso Perdido do nerd na estrada. Mas essa dica nada m ais é do que um j eitinho brasileiro que desenvolvem os para m atar o desej o por conexão dos m ais fissurados. Seguinte: se estiver em um a situação im inente de perda de conexão (p. ex.: um voo m uito longo), atualize todas as suas m ídias sociais de um a vez. Sej a no laptop, tablet ou sm artphone: baixe todos os e-m ails, dê o refresh no Facebook, carregue o Twitter, atualize o Instagram e pronto. Desse m odo, você ganha algum as horas de conteúdo on-line para os aflitivos m om entos sem acesso a um cabo de rede ou conexão Wi-Fi. O Ministério da Nerdice adverte: esta é apenas um a solução paliativa para as crises m ais graves de abstinência e não deve ser encarada com o solução para os dependentes.
POR FIM, LEMBRE-SE: EM QUALQUER SITUACAO, WI-FI SEMPRE VALE MAIS DO QUE PAPEL HIGIÊNICO.