
Ora Bolas: O Humor de Mario Quintana
Juarez Fonseca começou a juntar estas historinhas em 1994, quando preparava para o suplemento “Cultura” de Zero Hora uma edição sobre os 88 anos que Mario Quintana completaria em 30 de julho daquele ano. Foram 113 na primeira reunião e são 130 aqui, quase todas vindas de relato oral de amigos e colegas de redação do Correio do Povo. O pintor Waldeny Elias lhe oferece um quadro grande e ouve que ele não tem paredes, só horizontes. Atropelado na Rua Caldas Júnior em 6 de maio de 1985, Quintana pede o número da placa para jogar na loto, e ao saber que a prótese do fêmur seria de platina conclui que agora sim vai ser um poeta de valor. Nas oficinas do Correio, um homem que chega com um grupo de seguranças o cumprimenta e ouve “o senhor, quem é?”: era o governador Leonel Brizola. A apresentação é de Luis Fernando Verissimo e o ensaio bio-bibliográfico do fim, de Ernani Ssó.
