O Começo do Adeus: Aprendendo a se Despedir
— Ah, então você deve estar com fom e!
Essa possibilidade j á é m ais aceitável. Na verdade, j á passa de m eio-dia e estou preocupado, pois Peggy deve estar nos esperando para o alm oço. Mas não. Ao dobrarm os a esquina de nossa rua, nós a avistam os em frente a casa, tirando um a últim a sacola de com pras do porta-m alas. — Mam ãe! — Maeve grita e sai correndo.
— Com o foi a m anhã de vocês? — Peggy pergunta, quando ela está perto o bastante. Maeve só lhe dá um abraço à altura dos j oelhos e corre em direção à casa. Peggy fecha o porta-m alas e espera por m im . — Francam ente, Aaron, você está ensopado! — ela diz, porque m eus sapatos estão encharcados e a barra da m inha calça tam bém . Eu dou um beij o rápido na bochecha dela e vam os atrás de Maeve, que parece estar usando botas de pescador. A j ardineira dela está escura e m olhada da água do lago das coxas para baixo.
Um a vez, m eu am igo Luke m e disse que tinha pensado em m inha pergunta, se os m ortos voltam ou não para nos visitar. Era verdade que eu tinha perguntado a ele na m esm a época em que perguntei a Nate, m as isso aconteceu sem anas depois. Aparentem ente, ele vinha m atutando a questão desde então. — Decidi — ele disse — que eles não vêm nos visitar. Mas acho que se você os conhece bem o bastante, e se prestou atenção ao que diziam quando ainda estavam vivos, pode im aginar o que eles diriam a você hoj e. Então, a coisa m ais inteligente a fazer é prestar atenção enquanto ainda estão vivos. Mas é só a m inha opinião.
Bem , não tenho a m enor ideia se a opinião dele estava certa. Mesm o assim , estou m e esforçando para prestar atenção. Noto com o Peggy gira a saia de leve, quando vira em nossa calçada, e com o Maeve, de repente e do nada, aprendeu sozinha a escalar, com o adulta, pé ante pé. Faço um a anotação m ental bem forte, enquanto as sigo até em casa. — O que foi? — Peggy pergunta no hall de entrada. — Por que você está sorrindo?
— Não foi nada.
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Não estaria sendo sincero se dissesse que nunca m ais pensei em Dorothy . Eu penso nas duas Dorothy s — aquela com quem m e casei e aquela que voltou para m e visitar. Vej o a Dorothy com quem m e casei de pé, em seu consultório, ao lado da estante de livros, em seu j aleco branco engom ado, exigindo saber o que havia de errado com m eu braço, ou apertando os olhos ao olhar dentro de um a m angueira de aspirador de pó, ou enfiando hastes de aipo com força no único peru de Ação de Graças que ela tentou fazer. Então, penso em com o as pessoas reagiram à Dorothy que voltou — algum as quase assustadas e outras quase envergonhadas, com o se ela tivesse com etido um a gafe, e outras não dem onstrando surpresa algum a. Mas não tenho m ais tanta certeza de que aquelas que não pareceram surpresas haviam se esquecido de que ela tinha m orrido. Talvez elas se lem brassem perfeitam ente bem . Talvez estivessem apenas pensando: “É claro. O m undo é feito de ciclos, e aqui vam os nós de novo”.
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