Scrum: Um Guia de Bolso
3. Táticas para um propósito
Desde a primeira descrição formal em 1995, a definição do Scrum evoluiu gradualmente através de pequenas atualizações funcionais. Os elementos básicos ainda são os mesmos, assim como os princípios e regras que os unem. Mas as prescrições obrigatórias do Scrum se tornaram... mais leves, como a evolução do Guia do Scrum [Schwaber & Sutherland, 2017] mostra.
A evolução serve para descrever “o que” é esperado, ou seja, o propósito das regras a partir de uma compreensão do seu “porquê”, ao contrário de instruir “como” aplicar exatamente as regras.
O capítulo anterior descreve as regras para jogar o jogo do Scrum. Aquelas regras do Scrum Framework deixam espaço para diferentes táticas para jogar o jogo, táticas que são do tamanho correto a qualquer momento e podem ser implementadas em diferentes contextos e circunstâncias. É como em todos os jogos e esportes, todos jogam pelo mesmo conjunto de regras, mas alguns são mais bem-sucedidos do que outros. O sucesso depende de muitos fatores e nem todos são igualmente controláveis pelos próprios jogadores, mas o sucesso é certamente influenciado pelas táticas escolhidas para jogar o jogo.
É como selecionar boas práticas de uma coleção de práticas muito boas e transformá-las em melhores práticas, aplicando-as e ajustando-as a um contexto específico. Quando referido como um “processo”, Scrum é um processo-servente, não um processo-comandante. O Scrum não diz quais práticas devem ser aplicadas ou não. O Scrum ajuda a descobrir se elas funcionam, mas deixa aos jogadores a escolha de continuar fazendo-as ou alterá-las.
Há muitas táticas para usar no Scrum. Boas táticas servem o objetivo do Scrum. Boas táticas reforçam os valores do Scrum ao invés de diminuí-los. Quando bem aplicado, o sistema resultante ainda é reconhecível como... Scrum.
Vamos dar uma olhada mais detalhada em alguns exemplos para esclarecer a diferença entre táticas e regras:
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