A Origem das Espécies
1 Aristóteles. nas suas « Phy sicae…
1 Aristóteles. nas suas « Phy sicae Auscultationes» (lib. II, cap. VIII, 2), depois de ter notado que a chuva não cai para fazer crescer o trigo com o não cai para o deteriorar quando o rendeiro o bate nas eiras, aplica o m esm o argum ento aos organism os e acrescenta (foi M. Clair Grece que m e notou esta passagem ): « Qual a razão por que as diferentes partes (do corpo) não teriam na natureza estas relações puram ente acidentais? Os dentes, por exem plo, crescem necessariam ente incisivos na parte anterior da boca, para dividir os alim entos; os m aiores, planos, servem para m astigar; portanto não foram feitos para este fim , e esta form a é o resultado de um acidente. O m esm o se diz para os outros órgãos que parecem adaptados a determ inado ato. Por toda a parte, pois, todas as coisas reunidas (isto é, o conj unto das partes de um todo) são constituídas com o se tivessem sido feitas com vista em algum desiderato; estas form as de um a m aneira apropriada, por um a espontaneidade interna, são conservadas, enquanto que, no caso contrário, têm desaparecido e desaparecem ainda» . Encontra-se aqui um esboço dos princípios da seleção natural; m as as observações sobre a conform ação dos dentes indicam quão pouco Aristóteles com preendia estes princípios.
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Philosophie Zoologique, e subseqüentem ente em 1815, na introdução à sua His-toire Naturelle des Animaux sans Vertèbres. Sustenta nas suas obras a doutrina de que todas as espécies, com preendendo o próprio hom em , derivam de outras espécies. Foi ele o prim eiro que prestou à ciência o grande serviço de declarar que toda a alteração no m undo orgânico, bem com o no m undo inorgânico, é o resultado de um a lei, e não um a intervenção m iraculosa. A im possibilidade de estabelecer um a distinção entre as espécies e as variedades, a gradação tão perfeita em certos grupos, e a analogia das produções dom ésticas, parece terem conduzido Lam ark às suas conclusões a respeito das transform ações graduais das espécies. Quanto às causas da m odificação, procurou-as ele em parte na ação direta das condições físicas da existência, no cruzam ento das form as j á existentes, e sobretudo no uso e não uso, isto é, nos efeitos do hábito. É a esta últim a causa que parece ligar todas as adm iráveis adaptações da natureza, tais com o o longo pescoço da girafa, que lhe perm ite pascer as folhas das árvores. Adm ite igualm ente um a lei de desenvolvim ento progressivo; ora, com o todas as form as da vida tendem tam bém ao aperfeiçoam ento, ele explica a existência atual dos organism os m uito sim ples pela geração espontânea.2
Geoffroy Saint-Hilaire, com o pode ver-se na sua biografia, escrita por seu filho, j á em 1795, tinha suposto que o que cham am os espécies não são m ais que desvios variados do m esm o tipo. Foi som ente em 1828 que se declarou convencido que as m esm as form as se não perpetuam desde a origem de todas as coisas; parece ter considerado as condições de existência ou m eio am biente com o a causa prim ordial de cada transform ação,