O Beijo

Danielle Steel · Capítulo 9 de 17

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O Beijo

Capítulo Onze

Para ela, era um a insensatez da parte dele chegar a esse ponto por causa de um a tentativa fracassada de fazer am or com ela. Bill sentia-se aterrorizado com o fato de aquilo poder significar o fim da estrada para am bos, em bora a sua incapacidade de realizar o ato sexual não significasse nada para ela. Continuava a am á-lo cada vez m ais e a sentir um a infinita ternura por ele

CAPÍTULO ONZE

 

O estado de espírito de Bill sofreu um duro golpe depois da tentativa fracassada de fazer am or E em bora continuassem dorm indo no m esm o quarto, m antinha-se inflexível quanto à idéia de não voltar a fazer nova tentativa. Isabelle tentava anim á-lo, m as não queria pressioná-lo. Dizia-lhe que, com tem po e paciência, acabaria por recuperar as suas capacidades sexuais. Mas Bill recusava-se a aceitar que houvesse a m ínim a esperança de recuperação. A porta para a vida com o hom em encontrava-se fechada. Continuavam a m anter um a relação íntim a e a confortarem -se m utuam ente, m as Bill não estava disposto a voltar a tentar fazer am or com Isabelle.

À m edida que os laços em ocionais entre os dois iam ficando m ais fortes, o tem po parecia escoar-se a um ritm o cada vez m ais veloz. Os fisioterapeutas iriam iniciar o trabalho de reabilitação com Bill, e Isabelle subm etera-se a um sem -núm ero de exam es, de todo o gênero, de eletroencefalogram as a ecografias do coração. A pouco e pouco, o processo de recuperação de am bos ia avançando, e tanto Bill com o Isabelle estavam cada vez m ais cientes de que os dias j untos não tardariam a chegar ao fim . O acidente fora um preço dem asiado elevado a pagar por alguns m eses viverendo ao lado um do outro. Porém , à m edida que o tem po avançava, com eçavam a sentir-se com o se fossem casados.

Passavam o dia sentados no quarto, no dele ou no dela. Bill acom panhava-a aos exam es, liam o j ornal, tom avam o café da m anhã j untos e, à noite, dorm iam em duas cam as de hospital colocadas lado a lado. A única coisa que faltava na sua vida conj ugal era o sexo, que continuava a ser um assunto doloroso para Bill. Apesar da ausência do lado físico da relação, Isabelle nunca fora tão feliz na vida.

— Isto parece m ais um a estância balneária do que um hospital — gracej ou um a das enferm eiras, quando os dois entraram no quarto, depois de terem estado ao sol. Isabelle tivera dores de cabeça nesse dia e haviam -lhe feito um eletroencefalogram a depois de alm oço, m as o m édico disse que não havia qualquer problem a. O seu estado clínico continuava a evoluir satisfatoriam ente. O regresso a Paris estava j á a poucas sem anas de distância. Sentia um pavor trem endo de deixar Bill e não sabia quando voltaria a vê-lo.

Falava com os filhos todos os dias e achava que Sophie andava debaixo de um enorm e stresse, o que a preocupava. Toda a responsabilidade por Teddy repousava nos seus om bros, e, em bora Isabelle falasse com ele com frequência, Teddy não se encontrava nas m elhores condições. Sentia-se culpada por estar há tanto tem po longe deles, m as, de m om ento, não tinha alternativa que não fosse ir para um hospital de Paris. Mas sabia que se, por um lado, seria um a trem enda alegria rever os filhos, por outro, seria um a dor excruciante deixar Bill.

Às vezes, falavam do assunto, e Isabelle dizia que talvez pudessem continuar a encontrar-se num lugar qualquer, com o acontecera em j unho. Não sabia com o é que iria conseguir sair de casa, m as arranj aria um j eito de o fazer. Aquilo que agora partilhava com Bill era algo de que não abriria m ão facilm ente, m esm o que só se encontrassem duas ou três vezes por ano. Bill quase não falou quando ela se referiu a estarem um com o outro de vez em quando. Não queria pensar nesse assunto agora. Em bora j á sentisse algum as m elhoras, a recuperação estava sendo m ais lenta do que a de Isabelle e o estado de espírito não era o m elhor. Não queria com prom eter-se a encontrar-se com ela antes de saber com o é que a sua reabilitação iria correr. Continuava não querendo ser um fardo. Mas tam bém não queria deixar de ver Isabelle. Depois daquilo que haviam partilhado no hospital e do tem po aí passado, não era difícil im aginar que os telefonem as não seriam suficientes para qualquer um deles.

Não sei se está sendo realista relativam ente à hipótese de nos encontrarm os em Paris — disse Bill, um dia. — O Gordon não sabe o que aconteceu aqui em Londres, m as sabe que estávam os j untos naquela noite. — Disse-m e para sair do su quarto, com m aus m odos, quando eu estava aqui ao seu pé. Não creio que fique im pávido e sereno, quando você sair para passear. Acho que vai andar sem pre desconfiado. — E lem brou-se de que até podia m andar pôr escuta nos telefones. Ficara furioso quando descobrira que Isabelle fizera am izade com um hom em sem que ele soubesse.

Não disse nada a Isabelle, m as Bill tom ara a decisão, sem anas antes, de que, se ficasse confinado a um a cadeira de rodas até ao fim da vida, se recusava a ser um fardo para ela, ou para quem quer que fosse. Fora um dos fatores, se bem que não o m ais im portante, para se divorciar de Cindy. Além disso, se não conseguisse ser um hom em com Isabelle, em todos os sentidos, iria pôr fim à relação.

Se voltasse a andar, encontrar-se-ia com Isabelle um a hora, na França, quando ela conseguisse sair de casa. Mas a questão sexual perm anecia um ponto de interrogação. Se o centro de reabilitação nos Estados Unidos não tivesse m ais êxito em pô-lo a andar do que os m édicos em Inglaterra, não voltaria a ver Isabelle. A questão sexual nem sequer se poria. Não estava disposto a sobrecarregá-la com as suas lim itações, com o aconteceria se ficasse confinado a um a cadeira de rodas para sem pre. Vivia os seus últim os dias no hospital atorm entado por am bas as questões: a da eventual paralisia das pernas e a possível perda da virilidade. E não estava disposto a que qualquer um desses problem as fizesse sofrer Isabelle, que não fazia a m ínim a idéia do estado de desespero em que ele vivia. Tinha o cuidado de não dar qualquer sinal de pessim ism o, se bem que ela, por vezes, o sentisse.

Adm itiu ao m édico que tentara fazer am or com Isabelle e que fora um trem endo fracasso. O m édico tentou então anim á-lo o m elhor que pôde.

— Não estou surpreendido. Depois dos extensos traum atism os que sofreu, era de esperar que isso acontecesse da prim eira vez. Tem de dar tem po ao tem po. É norm al a dificuldade de ereção e de atingir o orgasm o no prim eiro ano. Ainda é m uito cedo para tanto entusiasm o e tanto otim ism o.

Porém , apesar das palavras encoraj adoras do m édico, Bill não acreditava nele. Continuava apegado à idéia de que a situação era irreversível e que nunca m ais iria recuperar a função sexual. Estava determ inado a não voltar a tentar ter relações sexuais com Isabelle no futuro próxim o, apesar de ela estar m ais do que disposta a ser criativa com ele. Abandonara toda e qualquer idéia de um a relação física com Isabelle de m om ento e talvez para sem pre. E não fazia idéia de quando é que voltariam a ter a oportunidade de tentar, se é que viria a acontecer.

No entanto, apesar da situação torturante em que se deixara cair, continuava a partilhar o quarto com Isabelle, que m editava no que fazer com a sua vida. Sabia que nunca acabaria com o casam ento, por causa de Teddy e de Sophie, m as tam bém não estava disposta a abdicar de Bill. Ser sua am ante era algo que nunca lhe passara pela cabeça, m as agora era isso que queria e a única coisa que poderia ter. Com ele partilhava aquilo que j ulgara não existir. Tinha, m uitas vezes, a sensação de serem dois corpos num a só alm a e nada conseguiria fazê-la desistir disso.

Falava com Gordon de vez em quando. Este m andava a secretária telefonar para o hospital todos os dias para saber do estado de saúde da m ulher. Isabelle, geralm ente, telefonava-lhe para o escritório, por um a questão de respeito e única e exclusivam ente para saber de Teddy, se bem que Sophie a m antivesse inform ada a esse respeito. Ela própria telefonava a Teddy todos os dias. Quando falava com Gordon, este respondia-lhe, deixando-a sem pre com a sensação de que interrom pera qualquer coisa ou que telefonara num a m á hora. Além disso, era parco em palavras. Dava a im pressão de que j á não confiava nela, se bem que nunca o tivesse referido isso expressam ente. Isabelle achava que Gordon iria puni-la e sabia que, logo que chegasse a Paris, haveria um a conversa m uito séria entre am bos. O fato de ter estado com Bill no Annabel’s e no Harry ’s Bar, além de estarem j untos em um a hora im própria quando do acidente, falava por si.

— Você não é a m ulher com quem casei. Na verdade, j á não sei quem você é, — dissera ele em um dos telefonem as.

Por vezes, Isabelle sentia-se culpada e sabia que não era correto prosseguir a sua relação com Bill. Porém , esta era com o um a droga, toda a sua vida fependia dela e não queria desistir.

Isabelle falava com Bill sobre o assunto, certa noite, enquanto lhe m assageava as pernas paralisadas, que j á haviam recuperado um a m uito ligeira sensibilidade. Ia contar-lhe a conversa que tivera com Gordon nesse dia. Este fora extrem am ente seco e ela soltara um suspiro de alívio quando desligou o telefone.

— Não creio que volte a confiar em m im . E tem razão. Nem quero im aginar qual vai ser a recepção quando chegar em casa. E você? A Cindy ficou m uito irritada? — Reparara que Bill nunca falava na m ulher, só nas filhas. Mas a relação entre Bill e Cindy fora sem pre m uito diferente da sua com Gordon. Levavam vidas m uito m ais independentes e praticam ente nem se podia falar em relação. Bill ainda não lhe falara do divórcio. Era o único segredo que não lhe revelara. Não queria que Isabelle soubesse que, em breve, seria um hom em livre. Não pretendia pressioná-la. Sabia que não estava disposta a acabar com o casam ento, por isso achava m elhor que pensasse que ele tam bém continuava casado.

— Acho que a Cindy não ficou m uito contente quando foi em bora. Fui franco quanto aos m eus sentim entos em relação a você e não tinha de o ser. Mas ela conhece-m e bem e percebeu a m inha preocupação por você.

—Isso não a aborreceu? —indagou Isabelle, algo surpreendida.

—Estou certo que sim , m as não fez grandes protestos. Tam bém teve uns quantos casos no seu passado. Além disso, não se pode prender um hom em por estar apaixonado. E há m uito tem po que ela faz a sua própria vida. Não é pessoa para se preocupar com futilidades.

—Acho que o Gordon nunca m e traiu com outra m ulher. É extrem am ente conservador para fazer um a coisa dessas.

No entanto, Bill não estava tão certo disso, m as não queria dizer-lhe. Era estranho que um hom em que era tão frio e tão cruel com o Gordon não fosse à procura de conforto em outras paragens. Desde o prim eiro dia em que se conheceram que o achava o tipo de hom em que não era fiel ou leal com quem quer que fosse. Um a am ante escondida em algum lugar explicava o seu com portam ento rude com a m ulher.

— O que te leva a pensar isso? — perguntou Bill, cautelosam ente. Não queria lançar m ais lenha na fogueira. Só desej ava que Isabelle tivesse um a vida tranquila, não a queria incitar a um a guerra contra um hom em tão cruel e de tão baixo caráter.

—O afeto não é im portante para ele, nem o sexo. Há anos que não dorm im os no m esm o quarto. —Bill percebeu o que Isabelle queria dizer e sorriu. Era um a m ulher tím ida, pelo m enos verbalm ente, e de extrem a franqueza com ele. Mas de algum a ingenuidade no que dizia respeito ao m arido.

Na sem ana seguinte, Bill e Isabelle com eçaram a ficar um pouco m ais tensos. Ela tinha um a grande quantidade de exam es m arcados, e, se os m édicos ficassem satisfeitos com os resultados, iria para casa. Encontravam -se internados há dois m eses. Gordon andava cada vez m ais irritado com os m édicos, acusando-os de excesso de zelo para não darem alta a Isabelle. E o centro de reabilitação onde Bill iria passar os m eses seguintes aguardava-o a qualquer m om ento. O estranho idílio estava prestes a acabar. Não era fácil para qualquer um deles encarar esse fato de ânim o leve.

— Prom ete telefonar-m e todos os dias? — perguntou Isabelle, certa noite, com ar triste, deitada ao lado de Bill. Ia fazer o últim o eletroencefalogram a no dia seguinte. O fígado aparentava m elhoras, o coração parecera norm al na últim a ecografia e os pulm ões encontravam -se lim pos.

— Telefonar-te-ei dez vezes por dia — prom eteu Bill, puxando-a para si. — Tam bém pode telefonar-m e.

— Claro. Levantar-m e-ei bem cedo para poder ligar-te antes de ir para a cam a. — Mas Isabelle sabia que, se o fizesse com m uita frequência, Gordon ou a secretária descobririam o núm ero nas faturas. Não tinha a m esm a liberdade que Bill para telefonar. Tam bém estava ciente da am biguidade que era continuarem a relação por telefone, m as não conseguia suportar a idéia de não falar com ele. Viviam j untos há dois m eses.

Estava aterrada com a idéia de irem cada um para seu lado. Não sabia quando voltariam a encontrar-se. Os m édicos haviam dito a Bill que ele iria ficarar no centro de reabilitação de seis m eses a um ano. Era com o se am bos estivessem prestes a serem condenados a prisão perpétua.

— Você tem de ficar bom depressa — disse Isabelle, ao m esm o tem po que o beij ava no peito. — Quero que venha a Paris logo que possa. — Não teria qualquer chance de ir a Nova Iorque. Sophie suportara o fardo de cuidar de Teddy durante tem po suficiente e estava prestes a recom eçar as aulas. Sabia que tão cedo não teria qualquer oportunidade de sair de Paris. Sentia-se desesperada por rever o filho. Tinha a im pressão de que ele estava cada vez m ais fraco.

Bill não fez qualquer com entário relativam ente a vir a Paris, m as ela não reparou. Prom etera a si próprio ir se afastando dela a pouco e pouco, caso ficasse paralítico ou, pior, perdesse a sua virilidade. Tratava-se de um acordo consigo m esm o. Nunca falara dos seus prognósticos som brios com Isabelle. Prim eiro, queria saber o que diriam os m édicos quando regressasse aos Estados Unidos. Ainda não acreditava na idéia de ficar preso a um a cadeira de rodas, m as, se ficasse, não iria perm itir que ela suportasse dois deficientes na sua vida. Já lhe bastava um .

Não conseguia tolerar a idéia de Isabelle estar com ele por pena, ou que cuidasse dele tal com o fazia com o filho. Passara catorze anos cuidando de um filho com um a doença fatal. Porém , m esm o que nunca m ais a visse, não conseguia encarar a hipótese de não falar com ela ao telefone. Já nem sequer se im aginava acordando de m anhã sem a ter a seu lado. Sentia um a angústia trem enda só de pensar que ela estaria tão longe e que não poderia vê-la, nem cuidar dela, nem sorrir-lhe quando entrasse no quarto. Os dias que passara na sua com panhia eram os m ais felizes da sua vida. O seu único desej o era que a vida tivesse tom ado outro rum o, que Teddy fosse m ais saudável e que Gordon exercesse m enos ascendente sobre ela. Possuía um a m iríade de desej os e receava que nenhum deles se concretizasse.

Os últim os dias no hospital pareciam passar à velocidade do som . Todos os exam es de Isabelle se revelaram bons e esta j á recuperara algum a força. Estava pronta para sair e encontrava-se j á tudo tratado relativam ente à alta. Em princípio, Gordon devia vir buscá-la, porém , à últim a hora, pediu que um a enferm eira a acom panhasse na viagem até Paris. Desculpou-se com o fato de estar m uito atarefado com os negócios. Mas Isabelle preferiu assim . Não queria que ninguém nem nada a afastasse de Bill na sua últim a noite no hospital. As enferm eiras deixaram -os a sós. Só queriam estar calm am ente ao pé um do outro. Isabelle partiria de m anhã, Bill na sem ana seguinte. Ainda tinha de fazer m ais alguns exam s.

— Não acredito que vou deixar-te am anhã — proferiu Isabelle, com ar triste, ao lado de Bill, abraçados um ao outro. Tinha vontade de fazer am or com ele, m as não queria deixá-lo desiludido, caso não fosse capaz de realizar o ato, especialm ente na últim a noite que passavam j untos. Não conseguia im aginar que ia voltar para j unto de Gordon. Porém , tinha o consolo de praticam ente não haver qualquer relação entre os dois. Mal se lem brava de com o era viver com ele. Sentia-se m uito m ais casada com Bill.

— Quero que tom e conta de você, m eu am or — disse Bill, apertando-a contra si. Haviam substituído o enorm e colar cervical por um m enor e j á conseguia m over a cabeça um pouco m ais. Já lhe perm itia voltá-la e olhar para Isabelle com m aior facilidade. Nenhum dos dois precisava de palavras para exprim ir o que sentiam . Agora tinham de aprender a viver sem se verem todos os dias, sem se tocarem . Isabelle não conseguia im aginar essa situação, m as sabia que seria bem real quando transpusesse a porta de casa, na Rue de Crenelle. Sentia o coração destroçado só de pensar que ia deixar Bill.

— Não posso continuar assim — m urm urou Isabelle, enquanto as lágrim as lhe corriam pelas faces. — Não posso continuar sem você.

— Claro que pode. Não m e afastarei um m ilím etro do telefone.

Am bos sabiam que as coisas agora seriam diferentes. Isabelle sentia algo de estranho no seu íntim o, face ao regresso a casa. Gordon fora tão frio com ela ao telefone que estava certa de que ele iria castigá-la pelas transgressões com etidas, com o era o caso de estar com Bill na hora do acidente. Com o se o sucedido nessa noite não tivesse sido punição suficiente

Ficaram um longo instante em silêncio, olhando para a lua cheia. A m anhã não tardou. Perm aneceram m ais alguns m inutos abraçados um ao outro. Entretanto, um a enferm eira veio lem brar Isabelle que tinha que se levantar. Tom ou um banho e vestiu-se. Levaram -lhes o desj ej um , m as nenhum dos dois conseguiu com er fosse o que fosse. Ficaram de olhos pregados um no outro. Conteve um soluço e tom ou Bill nos braços, enquanto este a confortava.

— Vai correr tudo bem . Telefono-te esta noite. Não chore, m eu am or.

Isabelle parecia um a criança de coração destroçado. Deixar Bill era pior do que abandonar o lar. Era a única fonte de conforto e am or que possuía.