O Homem da Máfia (Família Carbone Livro 1)

Brenda Ripardo · Capítulo 9 de 19

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O Homem da Máfia (Família Carbone Livro 1)

Capítulo 13

Ouvir o nome da Rebecca me deixa com um gosto azedo na garganta. É

estranho, agora, o peito não dói tanto ao pensar nela, mas ao mesmo tempo, não

sei se é certo seguir em frente.

Será que é a culpa?

Eu nunca fui sincero com Rebecca sobre quem eu sou ou o que minha

família é, mas sei que ela tinha uma leve ideia das coisas que nós fazíamos, mas

ela preferiu fechar os olhos e não questionar nada sobre a minha vida.

E eu estava feliz assim.

Até fui idiota o suficiente para fazer planos futuros com Rebecca, que

foram interrompidos quando ela contraiu de um dos seus pacientes da UTI um

vírus contagioso e não conseguiu ficar saudável de novo.

— Eu acho ótimo. Não tive tempo de conhecê-la ontem à noite — vovó

fala, me fazendo suspirar.

— Nonna, é minha vida. E ela não sabe o que somos e... — começo a

dizer, mas faço uma breve pausa. O pensamento de que Lina deve desconfiar de

alguma coisa preenche a minha cabeça. Eu acabei com o Mason e ela sabe disso.

— Não criem tantas expectativas, não vou casar com aquela garota.

Mamãe volta a sentar na bola e dessa vez, me encara com afinco.

— Está na hora de você casar também, Julian. E parar de brincar com as

mulheres. Eu não criei você assim.

— Eu não brinco com as mulheres, mamma. Eu curto a minha vida, sem

compromisso.

Ela ergue o queixo e volta a deslizar sobre a bola. A professora de pilates e

vovó apenas nos observam de rabo de olho.

— Pois bem, está na hora de mudar isso. Logo se tornará o [13] sottocapo da

família Carbone, você terá que casar.

Penso em argumentar que Noah não era casado quando se tornou o

subchefe da família, mas fico quieto. Sempre que tenho esse tipo de discussão

com a minha mãe, me sinto a porra de uma criança.

Sem dizer mais nada, dou as costas e subo as escadas, saindo da sala da

academia subterrânea.

Mamma é a única mulher no mundo que consegue me fazer abaixar a

cabeça. De qualquer forma, tenho a leve impressão de que se não abaixasse, ela

forçaria o ato sem problema nenhum.

 

Depois da reunião sobre como será distribuído o carregamento de armas e

quais os soldados ficarão responsáveis por cada operação, o resto do dia passa

num piscar de olhos, infelizmente.

Não estava nem um pouco ansioso com o jantar. Minha mãe, às vezes,

pode ser bem inconveniente, e eu não posso fazer muito a respeito.

Ela é minha mãe e não é sempre que posso contrariá-la. O papà pode ser o

dono da máfia, mas quase sempre, a mamma assume o papel de chefe da família,

e o pior, tem sempre o apoio da matriarca, então, não tenho como fugir dessas

situações problemáticas.

Lina não estava tão animada para o jantar em família quando mandou

mensagem mais cedo, mas também não desistiu de vir.

Na realidade, a garota não tem escolha. Quando a mamma quer uma coisa,

ela vai lá e faz acontecer.

Talvez, ser do jeito que sou, impaciente, controlador e querer sempre que o

mundo aja do jeito que eu desejo, tenha sido por causa da minha mãe e não da

máfia, afinal.

Saio do quarto dezenove e quarenta e vou até a cozinha, conferir se a chef

tinha lembrado de não fazer nada com lactose para o jantar.