O Homem da Máfia (Família Carbone Livro 1)
Capítulo 8
Ele é um homem poderoso e que inspira autoridade, respeito. É firme nas
palavras, mas antes de ser o Don, é o meu pai. Minha família. É claro que eu o
respeito, mas no momento, ele não é o chefe da máfia, parece apenas um pai,
preocupado com o casamento depois de o filho do meio ter saído de casa.
— Sim, [8] papà. Jantar em família hoje à noite — digo, fazendo meu pai
assentir.
Ele passa por mim, mas antes me dá uma tapinha no ombro e caminha até
a mesa em tora de madeira com formato retângulo e se acomoda na cadeira de
couro acolchoada da ponta. O subchefe senta ao seu lado esquerdo e o
conselheiro, do lado direito, enquanto nós nos distribuímos nos restantes das
cadeiras.
Antes de começar a falar, o Don abre a caixa personalizada onde guarda os
seus charutos preferidos, que está em cima da mesa. Com paciência e sem
pressa, escolhe um, depois pega a guilhotina de uma lâmina fixa e faz o corte
perfeito do charuto. Pega o isqueiro maçarico e com delicadeza, acende, depois
dá uma assoprada para eliminar qualquer componente que possa afetar o sabor e
só então, dá o [9] primeiro tiro.
— Fique de olho na sua irmã. Ela anda entrando em encrenca de novo —
fala para mim, e a única coisa que posso fazer é assentir, segurando a vontade de
revirar os olhos.
É verdade que quando eu era apenas um soldado, fazia muito mais nas ruas
que agora. Hoje em dia, ou eu fico de babá, ou resolvo coisas que não tem ação
nenhuma ou casos de cachorros roubados. Parece brincadeira, mas é isso que
venho fazendo nos últimos dois anos.
Meu pai e Noah andam fazendo um esforço muito grande para que eu não
arrisque minha vida. Tudo bem, eles têm seus motivos para tentar me manter na
linha. Depois da Rebecca, eu fiquei acabado e descontrolado, qualquer coisa era
motivo para resolver os problemas com agressão física.