O Homem da Máfia (Família Carbone Livro 1)
Capítulo 22
— Ah, sim, entendo. — Olha para mim. — Obrigada por me ajudar. Não
sei o que precisou fazer para me trazer aqui, mas tem minha gratidão.
Sorrio de lado.
— Não por isso.
O celular no meu terno vibra. Pego o aparelho e vejo uma mensagem de
Jolina.
“Minha mãe já está chegando. Obrigada, Julian. Isso é importante para
mim. Espero que você esteja bem.”
Antes que possa responder o sinal de bateria fraca pisca na tela do
smartphone e o aparelho desliga.
— Queria que Jolina fosse comigo para Los Angeles — ela fala, pensativa.
Tento não demonstrar como isso me deixa inquieto. Lina morando em
outro país, tão longe de mim. Não sei se consigo. É demais para mim.
— Mas eu conheço a minha filha, ela não largaria a faculdade para me
seguir. Eu não fiz isso quando ela me pediu, não posso pedir que faça o que eu
não fiz, certo? — Solta uma risada triste. — E ela sempre quis morar aqui.
Ergo uma sobrancelha, levemente curioso.
— Sério?
Ela faz que sim com a cabeça.
— Há uns oito anos, meu falecido irmão viajou para Georgian Bay.[22] Foi
a última viagem que ele fez antes de... antes de morrer.
— Eu sinto muito — sussurro.
— Está tudo bem. — Dá um sorriso fraco. — Ele gostava desse negócio de
mergulho, e quando veio para cá, foi ao [23] Fathom Five National Marine Park e
observou os barcos naufragados no fundo do mar. Ele deu um cartão-postal para
Jolina. — Manilyn abre um sorriso meigo. — Ele falou que aqui era um lugar incrível e que tinha conhecido pessoas maravilhosas, que levaria para vida