O Homem da Máfia (Família Carbone Livro 1)
Capítulo 7
giro a maçaneta e entro na sala onde acontece as nossas principais reuniões.
Meu irmão e o conselheiro [7] estão perto da mesa de sinuca, acertando
algumas bolas enquanto esperam pelo meu pai e conversam com os outros
capitães. Um deles parece aflito com alguma coisa.
— Não se preocupe — o subchefe da família diz. — Julian cuidará disso
— acrescenta sem olhar para mim.
Ergo uma sobrancelha enquanto enfio as mãos no sobretudo.
— O que aconteceu? — quero saber.
— É Laila... ela foi roubada das mãos de Mary na saída de um petshop
ontem à noite por um idiota armado — Gabriel fala.
Ele é apenas uns sete anos mais velho que eu, mas acho que viver muito no
submundo do crime lhe rendeu queda de cabelos e os fios que resolveram ficar,
começaram a branquear.
— Resolva isso, Julian — Noah ordena ao deixar o taco de lado. Caminha
até mim e puxa a gola do meu sobretudo, em seguida, finge tirar poeira da lã
com mais força que o necessário. — Resolva de forma passiva. É apenas um
moleque. Pode quebrar um nariz ou um braço, tanto faz. Apenas isso, ok?
— Sim — respondo com a mandíbula contraída.
Noah leva uma mão até meu rosto e dá uma batidinha de leve, sorrindo
com satisfação. Depois que ele e o meu pai se juntaram na missão de me manter
longe de confusão, a única ação na minha vida é durante à noite, na cama.
O Don chega acompanhado de Nicholas, meu melhor amigo e soldado
mais próximo do meu pai. Ele está com a família há sete anos, depois que fugiu
de Toronto desolado com a morte do próprio pai, que era um magnata do ramo
da tecnologia, o Don Carbone o acolheu e fez dele uma arma mortal para nossa
família. É o único saldado que acompanha o Don até nas reuniões mais
importantes. É como um irmão para nós e um filho para o papai.
— Espero que tenha falado com a sua mãe antes de ter colocado os pés nesta sala, Julian Lorenzo — é a primeira coisa que meu pai diz ao me ver.