O Homem da Máfia (Família Carbone Livro 1)
Capítulo 5
Com cuidado, me afasto da vovó e vou na direção dela, que ainda nem
notou a minha presença.
— [5] Mamma, a senhora vai pegar um resfriado — digo e depois lanço
uma olhadela para a moça que estava ajudando a cuidar das plantas, faço um
gesto com a cabeça, que ela entende no mesmo segundo. A mulher entra em
passos rápidos e vai buscar um casaco. — Ainda brava com seu filho? —
pergunto, sugestivo.
De cara fechada, ela deixa o regador de lado, retira as luvas, colocando-as
em cima da mesa de madeira próxima. Segura meu rosto com as duas mãos
quando estou próximo o suficiente, em seguida, deposita um beijo caloroso em
cada bochecha.
— Como posso não estar brava com você? — resmunga, me roubando um
quase sorriso.
Ela ainda não se conforma com o fato de eu ter saído de casa. Eu sempre
prezei pela minha privacidade e mamãe sempre gostou de me ter debaixo das
asas, colocando juízo na minha cabeça e me dizendo o que não fazer. E claro, o
que fazer.
Por sorte, a vovó não ficou tão ressentida com a minha decisão, mas às
vezes, as duas dão uma bela dupla quando o assunto é família.
Antes que possa conduzi-la até dentro de casa, a moça surge com um
casaco grande e acolchoado, que passo pelos braços da mamãe e fecho o zíper na
frente, protegendo-a do frio cortante. Mesmo que ainda esteja brava comigo, ela
me dá um sorriso doce.
— Vem jantar em casa hoje ou tem compromisso com as suas...
— Mamma — interrompo em um tom de repreensão antes que ela vá
longe demais.
A mulher é ciumenta e não gosta do fato de eu estar aproveitando minha
solteirice. Para mamãe e a matriarca, é claro, eu já devia estar bem-casado como o meu irmão e pensando em pequenos herdeiros.