Parapsicologia: Hoje e Amanhã
Vocabulário
(Explicação de termos técnicos usados neste volume)
Aporte — Introdução de objetos em locais fechados, ou retirada de objetos desses locais, por meio
de uma possível lei de interpenetração da matéria, ou por outro processo desconhecido.
Animismo — Fenômenos produzidos pelo próprio médium ou sensitivo, ou pela sua própria alma.
Ver a obra de Ernesto Bozzano, Animismo ou Espiritismo, ou a de Alexandre Aksakof, Animismo e Espiritismo.
Aqui e Agora — Categorias da Filosofia da Existência, ou Existencialismo, que significam: o
momento presente, o mundo.
Ambidestrismo — Capacidade de utilizar-se das duas mãos, com a mesma agilidade. Catalepsia — Estado de rigidez muscular, determinado pela hipnose ou por processos histéricos,
com paralisação dos movimentos.
Clarividência — Na Parapsicologia, visão à distância ou através de obstáculos; no Espiritismo,
visão de entidades espirituais ou de objetos, episódios e cenários espirituais, tendo também o significado parapsicológico.
Clariaudiência — Percepção de vozes estranhas, exclusivamente pelo sensitivo. No Espiritismo,
percepção das vozes dos Espíritos, músicas e outros sons do mundo espiritual.
Controle — Processo de verificação dos fenômenos, evitando-se a ocorrência de fraudes; espírito-
guia do médium.
Criptestesia — Percepção de objetos ocultos; clarividência.
Cumberlandismo — Falsa telepatia, praticada no teatro, pela primeira vez, pelo prestidigitador
inglês Cumberland, através da percepção dos movimentos inconscientes das pessoas.
Desdobramento — Projeção do Eu; bilocação; fenômeno de materialização, de natureza anímica,
em que o próprio espírita do médium se torna visível e palpável, fora do corpo.
Dupla vista — Percepção de cenas em forma de projeção cinematográfica, como a morte de uma
pessoa ainda viva, ou o acidente com uma pessoa ausente, sem que se perca a visão de. realidade concreta.
Ectoplasma — Substância esbranquiçada e gelatinosa que sal do corpo do médium, pelos orifícios
naturais ou pelos poros, e que, segundo Richet, que criou a palavra, tem irresistível tendência a formar membros ou corpos humanos; o elemento orgânico do fenômeno de materialização, que se exterioriza também na forma de um fluido visível ou invisível, às vezes sensível ao tacto.
Escrita automática — Escrita produzida sem domínio consciente do sujeito. Na Psicologia, escrita
produzida pelo inconsciente do sujeito; no Espiritismo, o mesmo sentido, e mais a psicografia, escrita dos Espíritos através dos médiuns.
Entidades psicônicas — Formações ou estruturas de "psicons", ou átomos psíquicos, segundo a
teoria de Whately Carington, que constituem a sobrevivência da mente à morte do corpo.
Existencial — Referente ao Existencialismo ou Filosofia da Existência que encara o homem e os
seus problemas durante a vida material, no processo histórico.
Gestalt — Palavra alemã (forma) usada para designar a Psicologia da Forma, que trata dos
processos da percepção.
ideoplastia — Formações mentais objetivas; imagens formadas com modelagem do ectoplasma
pelo pensamento; segundo Richet, Imoda e outros, fantasmas espirituais artificialmente criados pelo pensamento; modelagens mentais, que podem ser fotografadas.
Materializações — Formação de objetos, membros humanos ou corpos inteiros, por meio de
ectoplasma; no Espiritismo, tem ainda o sentido de corporificação transitória de Espíritos, nas sessões, por meio do ectoplasma.
Médium — Intermediário, sensitivo que serve para a comunicação de Espíritos; termo usado tanto
no Espiritismo quanto na Parapsicologia.
Metergia — Produção de fenômenos objetivos (do grego: ergon, trabalho) por ação à distância:
movimento de objetos, ideoplastias, pancadas ou ruídos, formações ectoplásmicas, voz-
direta.
Palingenesia — Gerar de novo; reconstrução de um objeto ou de um ser desaparecido;
reencarnação.
Poltergeist — Manifestação de Espíritos-batedores, através de pancadas ou ruídos diversos;
infestação de Espíritos; casas assombradas. (Do alemão: polter, perturbador; geist, espírito).
Sincronicidade — Principio que rege os fenômenos psíquicos, como o de causalidade rege os
fenômenos físicas. Teoria de Karl Jung, para explicar os fenômenos paranormais, que não se produziriam por causa e efeito, mas por coincidência significativa, de maneira sincrônica ou simultânea.
Transe — Estado de dissociação psíquica, de dormência ou inconsciência, em que se verificam
fenômenos paranormais, comunicações mediúnicas, produções ectoplásmicas, etc.
Vidência — Capacidade de ver Espíritos; clarividência.