Trabalhe 4 Horas por Semana

Timothy Ferriss · Capítulo 17 de 26

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Trabalhe 4 Horas por Semana

PASSO 4 L de Liberação

PASSO 4

L de Liberação

 

“É muito melhor para um homem dar

 

errado em

 

liberdade do que dar certo

 

acorrentado.”

 

THOMAS H. HUXLEY, biólogo inglês;

 

conhecido como “o buldogue de

 

Darwin”

Ato de desaparecimento

 

Como escapar do escritório

 

“Trabalhando com fé e dedicação durante oito horas por dia,

eventualmente você poderá se tornar chefe e trabalhar doze horas

por dia.”

ROBERT FROST , poeta americano, quatro vezes vencedor do Prêmio

Pulitzer

“Neste caminho, o que conta é o primeiro passo.”

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY, Santo Cura D´Ars, Patrono dos Párocos

 

PALO ALTO, CALIFÓRNIA

 

“N ão vamos ficar gastando telefone.”

“Não estou pedindo isso.”

Silêncio. Então ouviu-se um murmúrio de aceitação,

uma risada e um suspiro de resignação.

“Ok, então – está bem.”

E foi dessa maneira, simples assim. Dave Camarillo,

44 anos, funcionário de carreira, quebrou o código e

começou sua segunda vida.

Ele não tinha sido demitido; também não havia

levado uma bronca. Seu chefe parecia lidar muito bem

com a situação toda. Garantidamente, Dave cumpriu o

prometido no trabalho, e não foi como se estivesse

fazendo anjos nus de neve em reuniões com clientes,

mas ainda assim ele tinha acabado de passar 30 dias na

China sem falar para ninguém.

 

“A dificuldade não foi nem metade da que eu

imaginava.”

Dave trabalha entre os mais de 10 mil funcionários

na Hewlett-Packard (HP), e – contrariando todas as

expectativas – ele realmente gosta. Não tem vontade

nenhuma de fundar sua própria empresa e passou os

últimos sete anos dando suporte técnico para clientes

em 45 estados americanos e 22 países. Seis meses

atrás, no entanto, ele teve um pequeno problema.

Ela tinha 1,58 m e 50 kg.

Seria ele, como a maior parte dos homens, temeroso

de um relacionamento, ou pouco disposto a parar de

correr ao redor da casa vestindo fantasias de Homem-

Aranha, ou inseparável do último refúgio de qualquer

homem que se respeita, o Playstation? Não, ele já tinha

superado tudo isso. Na verdade, Dave estava absolutamente pronto, à beira de fazer a grande

pergunta, mas tinha poucos dias de férias e sua

namorada morava longe da cidade. Beeeeeem longe da

cidade – a 9460 quilômetros dali.

Ele a tinha conhecido ao visitar um cliente em

Shenzen, na China, e agora era hora de conhecer os

pais dela, a logística que se danasse.

Apenas recentemente Dave tinha começado a

receber ligações técnicas em casa, e, bem, “casa” não é

onde está o coração? Uma passagem de avião e um

celular GSM tribanda depois, ele estava em algum lugar

sobre o oceano Pacífico, a caminho de sua primeira

experiência de sete dias. Doze fusos horários depois,

ele pediu, ela aceitou e ninguém foi o lado mais sábio.

A segunda viagem foi um tour de 30 dias de família e

culinária chinesa (bochechas de porco, servidos?),

terminando com Shumei Wu tornando-se Shumei

Camarillo. De volta a Palo Alto, a HP continuava sua

missão de dominar o mundo, sem saber nem se

importar onde Dave estava. Suas chamadas eram

encaminhadas automaticamente para o celular de sua

nova mulher e tudo estava dando certo no mundo.

Quando voltou aos Estados Unidos, esperando pelo

melhor e preparando-se para o pior, Dave tinha ganhado a medalha Eagle Scout de mobilidade. O futuro

parecia flexível, mesmo. Ele vai tentar passar dois

meses na China a cada verão e então mudar o destino

para Austrália e Europa, em busca do tempo perdido,

com o apoio total de seu chefe.

A chave para cortar as correntes foi simples – ele

pediu perdão em vez de pedir permissão.

“Eu não viajei durante 30 anos da minha vida –

então por que não?”

 

. . .

 

E É PRECISAMENTE isso o que todo mundo deveria se

perguntar – por que diabos não?

 

De patrícios e párias

 

O s velhos ricaços, a classe alta de outrora, com castelos, mordomos e pequenos cães irritantes,

foram caracterizados por estarem bem estabelecidos

em um lugar. Os Scharzes de Nantucket e os

McDonnells de Charlottesville. Eca. Passar os verões

em Hamptons é tãããããão “década de 90”.

Mudanças estão ocorrendo. Estar ligado a um lugar

será a característica que definirá a classe média. Os

Novos Ricos são definidos por um poder mais

misterioso do que o dinheiro – mobilidade irrestrita.

Esse jet-setting não se limita aos proprietários de

negócios ou aos freelancers. Funcionários também

podem dispor disso.[1]

Não só podem dispor, como cada vez mais e mais

empresas querem que eles disponham. BestBuy, o

gigante dos eletrodomésticos, manda atualmente

milhares de funcionários para casa, em vez de ficarem

em seu quartel-general em Minesotta, alegando não

apenas custos menores, mas também um aumento de

10-20% nos resultados. O novo mantra é: trabalhe

onde e quando você quiser, mas faça seu trabalho.

No Japão, um zumbi de três peças que entra na

engrenagem do sistema de 9 às 5 é chamado de sarari-

man – homem-salário – e, nos últimos anos, um novo

verbo tem surgido: datsu-sara suru, escapar (datsu) do

estilo de vida do homem-salário (sara).

É hora de você aprender a dança datsu-sara.[2] Trocando o chefe por cerveja: um

estudo de caso da Oktoberfest

 

P ara criar a alavanca necessária para se libertar, faremos duas coisas: demonstrar os benefícios

financeiros do trabalho remoto e tornar muito caro ou

difícil recusar um pedido.

Lembra-se do Sherwood?

Suas camisetas francesas estão começando a dar

certo e ele está sentindo um comichão para percorrer o

mundo. Já tem dinheiro mais do que suficiente para

isso, mas precisa escapar da constante supervisão no

escritório antes que possa implementar todas as

ferramentas de economia de tempo da Liberação e

viajar. Ele é engenheiro mecânico e anda produzindo o

dobro de projetos em metade do tempo desde que

começou a eliminar 90% das inutilidades e das

interrupções. O salto em seu desempenho foi percebido

por seus superiores e seu valor para a empresa

aumentou, tornando mais caro perdê-lo. Mais valor

significa mais peso nas negociações. Sherwood

assegurou-se de guardar um pouco de sua

produtividade e eficiência, de modo que possa aumentar ainda mais, em um salto súbito, durante um

período de testes de trabalho remoto.

Depois de eliminar suas reuniões e discussões, ele

naturalmente moveu 80% de seu contato com chefes e

colegas para o e-mail e os 20% restantes para o

telefone. Não apenas isso, mas usou dicas do capítulo 7,

“Interrompendo a interrupção e a arte da recusa”, para

cortar o volume de e-mails desimportantes e

repetitivos pela metade. Isso fará com que sua ida para

um sistema de trabalho remoto seja menos perceptível,

se perceptível, sob um ponto de vista gerencial.

Sherwood está melhorando cada vez mais com menos

supervisão.

Sherwood implementa sua libertação em cinco

passos, começando em 12 de julho, durante a

temporada de baixos negócios e durando dois meses,

terminando com uma viagem para a Oktoberfest, em

Munique, Alemanha, por duas semanas, como um teste

final antes de planos maiores e mais grandiosos de

vagabundagem.

 

Passo 1: Aumentar o investimento

Em primeiro lugar, ele fala com seu chefe no dia 12

de julho sobre um treinamento adicional eventualmente disponível para funcionários. Propõe

que a empresa pague por um curso de quatro semanas

de design industrial para ajudá-lo a ter um melhor

contato com clientes, assegurando-se de mencionar os

benefícios para o chefe e para a empresa (por exemplo,

fará reduzir as idas e vindas intradepartamentais e

aumentará tanto os resultados do cliente quanto o

tempo a ser cobrado). Sherwood quer fazer a empresa

investir nele tanto quanto for possível de modo que a

perda seja maior caso ele saia.

 

Passo 2: Provar o aumento dos resultados remotos

Segundo, ele liga na terça e na quarta-feira

seguintes alegando estar doente, 18 e 19 de julho, para

poder demonstrar sua produtividade remota.[3] Decidiu

“adoentar-se” entre terça e quinta por duas razões:

parece menos uma mentira para um fim de semana

prolongado e também porque lhe permite ver como ele

funciona em isolamento social sem o adiamento

iminente do fim de semana. Ele garante dobrar seus

resultados de trabalho em ambos os dias, manda um e-

mail com algum tipo de satisfação para seu chefe e

mantém um registro do que fez nesses dias para usar como referência em negociações futuras. Uma vez que

usa um programa de CAD caro, cuja licença vale apenas

para seu computador no escritório, Sherwood instala

uma versão gratuita do GoToMyPC, um programa de

acesso remoto a computadores, de modo que possa

operar seu computador do escritório a partir de casa.

 

Passo 3: Prepare os benefícios empresariais quantificáveis

Em seguida, Sherwood cria uma lista mostrando o

quanto mais ele produziu fora do escritório, com

explicações. Entende que precisa apresentar o trabalho

remoto como uma boa decisão gerencial, e não como

uma vontade pessoal. O resultado final quantificável foi

de três projetos por dia a mais do que sua média

normal, e três horas a mais que poderiam ser cobradas

do cliente. Para explicar, ele identifica como causa a

eliminação da ida até a empresa e menos distrações

provocadas pelo barulho no escritório.

 

Passo 4: Propor um período revogável de testes

Em quarto lugar, tendo completado os desafios do

conforto dos capítulos anteriores, Sherwood propõe

confidencialmente um inocente período de testes de duas semanas de trabalho remoto uma vez por semana.

Tem todo um roteiro planejado com antecedência, mas

não faz disso uma apresentação do PowerPoint nem dá

a isso um ar de algo sério e irreversível.[4]

Sherwood bate à porta de seu chefe por volta de 3 da

tarde em uma quinta-feira relativamente relaxada, 27

de julho, na semana seguinte após a sua falta e seu

roteiro é mais ou menos o seguinte, com as frases-

chave destacadas e as notas explicando os pontos de

negociação.

 

Sherwood: Ei, Bill. Tem um minuto?

Bill: Claro, o que há?

Sherwood: Eu apenas queria lhe dar uma ideia que tem

estado em minha cabeça. Dois minutos devem bastar.

Bill: Ok, manda.

Sherwood: Semana passada, como você sabe, eu fiquei

doente. Para encurtar uma história comprida, decidi

trabalhar em casa apesar de me sentir mal. Eis a

parte curiosa. Pensei que não ia render nada, mas

acabei concluindo três projetos a mais do que faço

em dias normais. Além disso, consegui três horas a

mais a serem cobradas do cliente sem ter que perder

o tempo da viagem até aqui, sem me distrair com os

barulhos do escritório e com outras distrações, etc.

Ok, eis o que quero dizer. Apenas como um teste,

gostaria de propor que eu trabalhasse em casa às

segundas e terças por apenas duas semanas. Você

pode vetar isso quando quiser, e eu virei para cá se

preciso, para reuniões, mas eu gostaria de tentar

isso por duas semanas para ver os resultados. Estou

100% certo de que vou render o dobro. Parece

razoável?

Bill: Hmmm… e se precisarmos trocar ideias sobre um

projeto?

Sherwood: Há um programa chamado GoToMyPC,

que usei para acessar o meu computador do

escritório quando estava doente. Posso ver tudo de

casa, e tem o meu celular ligado 24 horas por dia.

Entããããão... O que você acha? Vamos testar na próxima

segunda e ver o que eu consigo fazer?[5]

Bill: Hmmm... Ok, tudo bem. Mas é só um teste.

Tenho uma reunião em cinco minutos e tenho que

correr, mas vamos continuar esse assunto depois.

Sherwood: Ótimo, obrigado pelo tempo. Vou mantê-lo

a par de tudo. Tenho certeza de que você terá uma

ótima surpresa.

Sherwood não esperava ter dois dias por semana

aprovados. Pediu dois dias exatamente para que, caso

seu chefe recusasse, ele pudesse pedir um só, como

uma posição de retirada. Por que Sherwood não pediu

logo cinco dias por semana? Por duas razões: a

primeira, porque é bem difícil para os gerentes

aceitarem o fato. É preciso pedir um centímetro e

transformá-lo em um metro, sem disparar os

mecanismos de alarme. Segundo, é uma boa ideia afiar

suas habilidades de trabalho remoto – ensaiar um

pouco – antes de trabalhar remotamente a maior parte

do tempo, já que isso diminui a probabilidade das

crises e situações que poderão fazer o acordo de

trabalho remoto ser revogado.

 

Passo 5: Aumentar o tempo remoto

Sherwood garante que seus dias longe do escritório

sejam os mais produtivos até hoje, até mesmo

reduzindo minimamente a produtividade no escritório

para aumentar o contraste. Marca uma reunião para 15

de agosto com seu chefe e prepara um relatório

detalhando o aumento de resultado e dos itens

realizados, comparando-os com o tempo passado no

escritório. Sugere aumentar o tempo de trabalho remoto para quatro dias por semana, durante novo

período de testes de duas semanas, totalmente

preparado para ceder para três dias se fosse preciso.

 

Sherwood: Realmente funcionou melhor do que eu

esperava. Se você olhar os números com atenção,

faz muito sentido do ponto de vista empresarial, e

eu me sinto muito mais feliz com o trabalho. Bem,

estamos aqui. Gostaria de sugerir, se você achar que

faz sentido, que eu tente quatro dias por semana em

outro teste de duas semanas. Acho que, se eu viesse

ao escritório às sextas,[6] isso faria mais sentido

porque prepararia a semana seguinte, mas podemos

fazer isso no dia que você preferir.

Bill: Sherwood, não tenho certeza se podemos fazer

isso.

Sherwood: Qual o problema que você vê?[7]

Bill: Parece que você está a caminho da saída. Quero

dizer, você está pensando em pedir demissão? Além

disso, e se todo mundo quiser fazer o mesmo?

Sherwood: Justo. Boas perguntas.[8] Em primeiro lugar,

para ser honesto, antes eu estava bem perto de pedir

demissão, com todas as interrupções, as trocas, e sei lá

mais o quê, mas atualmente estou me sentindo muito

bem com essa mudança na rotina.[9] Estou muito mais

produtivo e me sentindo muito mais relaxado com a

mudança. Em segundo lugar, ninguém deve ter

autorização para trabalhar remotamente a menos

que demonstre aumento de produtividade, e eu sou

a prova disso. Se demonstrarem, no entanto, por

que não deixá-los trabalhar remotamente em

caráter experimental? Isso diminui os custos do

escritório, aumenta a produtividade e deixa o

funcionário mais feliz. Então, o que me diz? Posso

testar por duas semanas e vir às sextas para cuidar

dos assuntos do escritório? Eu ainda documento

tudo, e você, é claro, tem o direito de mudar de ideia

quando quiser.

Bill: Cara, você é insistente. Ok, vamos tentar, mas

não fique espalhando isso.

Sherwood: É claro. Obrigado, Bill. Agradeço a

confiança. A gente se fala em breve.

 

Sherwood continua a ser produtivo em casa e

mantém seu desempenho inferior no escritório. Ele

repassa os resultados com seu chefe depois de duas

semanas e continua com quatro dias por semana de

trabalho remoto por mais duas semanas, até terça-feira, 19 de setembro, quando pede um período de

testes de duas semanas em trabalho remoto em tempo

integral, quando vai visitar alguns parentes fora do

estado.[10] A equipe de Sherwood está no meio de um

projeto que precisa de sua experiência, e ele está

preparado para pedir demissão se seu chefe recusar.

Percebeu que, assim como a negociação do preço de

anúncios perto dos prazos das revistas, conseguir o que

você quer normalmente depende mais de quando pede

do que como pede. Ainda que preferisse não pedir

demissão, sua renda proveniente das camisetas era

mais do que suficiente para financiar seu sonho de ir

para a Oktoberfest.

Seu chefe concorda e Sherwood não precisa usar a

ameaça da demissão. Ele vai para Munique naquela

mesma noite e compra um pacote de Munique para a

Oktoberfest por 524 dólares, menos do que a renda

semanal da venda de camisetas.

Agora pode implementar todos os mecanismos de

economia de tempo possíveis e eliminar o que não é

essencial. Em algum lugar entre beber cerveja de trigo

e dançar, Sherwood fará o seu trabalho todo de maneira

excelente, fazendo com que a companhia tenha um resultado melhor do que antes do 80/20 e ele tenha

todo o tempo do mundo.

Mas espere aí... e se seu chefe recusar? Hmmm...

então eles forçam a sua mão. Se seus superiores não

virem a luz, você terá que usar o próximo capítulo para

iluminar seus traseiros.

 

Uma altenativa: O método da

 

ampulheta

Pode ser eficaz para conseguir um período de ausência maior

utilizar o que alguns NR chamaram de método da “ampulheta”,

apelidado assim porque você usa uma extensa prova de conceito

para conseguir um curto acordo de trabalho remoto e só depois

negocia ficar o tempo integral longe do escritório. É mais ou menos

assim

 

1. Use um projeto ou uma emergência previamente planejado (um

problema familiar ou pessoal, uma mudança, reformas em casa,

qualquer coisa) que requeira que você fique uma ou duas

semanas fora do escritório.

2. Diga que reconhece que não pode ficar sem trabalhar e que

preferiria trabalhar em vez de tirar esses dias de férias.

3. Proponha uma forma de trabalhar remotamente e ofereça, se

necessário, algum desconto em seu pagamento por aquele

período (e apenas por aquele período) se seu desempenho for

prejudicado.

4. Permita que o chefe colabore no método de trabalho remoto,

para que ele se integre ao projeto.

5. Faça dessas duas semanas “fora” o período mais produtivo que

você já teve no trabalho.

6. Mostre a seu chefe os resultados quantificáveis assim que

retornar, e diga a ele que – sem as distrações, interrupções, etc.

– você pode render o dobro. Sugira dois ou três dias em casa

por semana, numa experiência de duas semanas.

7. Seja ultraprodutivo nos dias de trabalho remoto.

8. Sugira apenas um ou dois dias no escritório por semana.

9. Seja menos produtivo nesses dias.

10. Sugira uma mobilidade completa – o chefe aceitará.

 

• Perguntas e ações •

 

“Recentemente, me perguntaram se eu demitiria um funcionário

que

cometeu um erro que custou à empresa 600 mil dólares. Não,

respondi,

acabei de gastar 600 mil dólares para treiná-lo.”

THOMAS J. WATSON , fundador da IBM

“Liberdade significa responsabilidade.

É por isso que a maior parte dos homens a teme.”

GEORGE BERNARD SHAW

 

E nquanto a maior parte dos empreendedores tem vários problemas com a Automação, porque temem

perder o controle, os empregados ficam presos na

Liberação, porque temem tomar o controle. Decida

tomar as rédeas – o resto de sua vida depende disso. As

perguntas e ações a seguir o ajudarão a substituir o

trabalho baseado na presença pela liberdade baseada no

desempenho.

 

1. Se você tivesse um ataque cardíaco, e assumindo

que seu chefe fosse um sujeito simpático, como

poderia trabalhar remotamente por quatro semanas?

Se você chegar a uma tarefa que não pareça ser

compatível com o trabalho remoto ou se você previr

alguma resistência da parte de seu chefe, pergunte-se

o seguinte:

 

O que você realiza com essa tarefa – qual é o

objetivo?

Se você tivesse que encontrar outras formas de

realizar a mesma coisa – se sua vida dependesse

disso –, como você a faria? Videoconferência?

Teleconferência? GoToMeeting, GoToMyPC, ou

alguma outra coisa do gênero?

Por que o seu chefe resiste ao trabalho remoto?

Qual é o efeito negativo imediato que ele teria na

empresa e o que você pode fazer para preveni-lo

ou minimizá-lo?

 

2. Coloque-se no lugar de seu chefe. Baseado em

sua história de trabalho, você acreditaria se você

pedisse para trabalhar fora do escritório?

Se não, releia Eliminação para aumentar a

produtividade e considere a alternativa da ampulheta.

 

3. Pratique a produtividade independentemente do

meio.

Tente trabalhar por duas ou três horas em um café

ou em casa durante dois sábados antes de propor um

período de testes de trabalho remoto. Se você malha em

uma academia, tente se exercitar em casa, ou de

qualquer outro modo fora do ambiente da academia,

durante duas semanas. O objetivo é separar suas atividades de um único ambiente e garantir que você

tenha a disciplina para trabalhar sozinho.

 

4. Quantifique a sua produtividade atual.

Se você aplicou o Princípio de 80/20, estabeleceu

regras para interromper a interrupção e completou o

trabalho de base, seu desempenho deve estar no ponto

mais alto de todos os tempos, em termos

quantificáveis, sejam clientes atendidos, renda gerada,

páginas produzidas, etc. Documente isso.

 

5. Crie uma oportunidade de demonstrar

produtividade em trabalho remoto antes de pedir que

isso vire uma política.

Isto é para testar sua habilidade de trabalhar fora do

ambiente de escritório e levantar algumas provas de

que você pode se dar bem sem constante supervisão.

 

6. Pratique a arte de passar pelo “não” antes de

propor.

Vá a uma feira para negociar preços, peça upgrades

gratuitos, peça compensações se o serviço em um

restaurante não foi adequado, e peça coisas a todo o

mundo de várias formas, e pratique as frases mágicas a

seguir quando as pessoas recusarem seus pedidos.

“O que preciso fazer para conseguir [o resultado

almejado]?”

“Sob quais circunstâncias você [resultado

desejado]?”

“Alguma vez você já abriu uma exceção?”

“Tenho certeza que você já abriu exceção antes,

não?”

(Se responderem “não” nas duas últimas,

pergunte: “Por que não?”. Se responderem sim,

pergunte: “Por quê?”.)

 

7. Coloque seu patrão em um treinamento de

trabalho remoto – proponha segunda-feira ou sexta-

feira em casa.

Pense em fazer isto, ou o próximo passo, durante

um período em que seria muito danoso demiti-lo,

mesmo se você for menos produtivo enquanto estiver

trabalhando remotamente.

Se seu patrão negar, é hora de arrumar um novo

patrão ou se tornar um empresário ou autônomo. O

emprego nunca lhe dará a liberdade de tempo

necessária. Se você decidir abandonar o navio, pense

em fazer com que eles o façam caminhar na prancha –

pedir demissão é menos interessante do que ser inteligentemente demitido e usar a indenização ou o

seguro-desemprego para fazer uma viagem.

 

8. Aumente cada período de teste bem-sucedido até

conseguir o trabalho remoto em tempo integral ou ao

nível de mobilidade que você deseja.

Não subestime o quanto a sua empresa precisa de

você. Trabalhe bem e peça o que você quer. Se não

conseguir, peça demissão. O mundo é grande demais

para você passar a maior parte da sua vida num

cubículo.

 

PROJETO DE VIDA NA PRÁTICA

 

Considere experimentar o Earth Class Mail, um serviço para o

qual você pode redirecionar toda a sua correspondência; eles

escaneiam e enviam tudo por e-mail dando-lhe a opção de ler o

conteúdo, reciclar/destruir o lixo, receber determinados itens ou

enviá-los a quem você designar. Eu ainda não usei (mas pretendo

testá-lo este mês, como parte dos preparativos para uma viagem que

farei em maio), mas um amigo de Portland que é escritor e conhece o

CEO jura que eles são muito bons. Tudo indica que foram elogiados

pela imprensa e a ideia parece bem melhor do que confiar em amigos/família que, se forem como os meus amigos/família...

certamente deixarão a peteca cair em algum momento :-).

− Nathalie

 

. . .

 

Também uso o GreenByPhone para processar eletronicamente

os cheques que chegam pela conta do Earth Class Mail – eles cobram

5 dólares por cheque, mas eu moro em San Diego, meu endereço no

Earth Class Mail fica em Seattle e meu banco em Ohio. Funciona

maravilhosamente!

− Andrew

 

. . .

 

Fazendo um acréscimo à sua ótima lista (viajamos assim por

vários anos!), gostaria de mostrar as modificações que fiz como

mulher e mãe de primeira viagem (tenho um bebê de 16 meses).

Favoritos para uso pessoal: (1) A Athleta oferece roupas excelentes,

leves, fáceis de secar, muito boas para a prática de esportes, mas

com um ar bem moderno. Os skorts são obrigatórios para fazer

caminhadas e escaladas mantendo uma aparência feminina. Uma

pequena observação: em muitos países é bom que sejam mais

compridos, assim como as regatas e os maiôs com sainha. (2) A escova de dentes Fresh & Go é simples de usar. (3) O aparelho de som

Marsona para abafar ruídos estranhos é obrigatório (também deve

ser usado regularmente em casas com bebês pois ao ouvirem o som

eles saberão que está na hora de dormir!) Esse aparelho salvou

nossas vidas em muitas viagens e agora usamos em casa para dormir

melhor. Já não precisamos mais mudar de hotel no meio da viagem

por causa do barulho. Sei que devemos levar pouca bagagem nas

viagens, mas quando se tem um bebê algumas coisas são

imprescindíveis. Para uma viagem de barco mais tranquila: (1) Porta-

bebê sling de lã preto – é mais confortável que o de algodão e você

pode tirar e colocar o bebê onde estiver, do nascimento até 15

quilos. Nunca tiro o meu, já faz parte do meu visual. (2) Tenda portátil

Peapod Plus – é aí que o bebê dorme em casa e quando viajamos,

assim ele dorme sempre no mesmo lugar e as abas proporcionam

total privacidade. É ótimo para desde bebês pequenos até crianças

de 5 anos. Além disso, posso colocar a tenda em um carrinho e enfiar

algumas roupinhas em volta. (3) Go Go Kidz TravelMate (ótimo para

carregar o bebê no embarque e usar como assento no avião). (4) O

assento de carro Britax Diplomat é pequeno, mas pode ser usado

desde o nascimento até aproximadamente 4 anos.

Verifique se a mala de rodinhas é menor do que o espaço para

bagagem de mão do avião para não ter problemas caso o voo esteja

lotado. Você sempre pode argumentar que colocará a mala debaixo

dos pés. Além disso, é bom dar alguma coisa para o bebê tomar ou comer durante a decolagem e o pouso para ele não chorar e

incomodar os tímpanos alheios. Boas viagens!

− Karyl

 

. . .

 

Pré-esvaziando o chefe: preocupações comuns em relação ao

trabalho remoto

Neste artigo, a Cisco reconhece que o trabalho remoto “veio para

ficar”, mas relaciona uma série de problemas de segurança.

Sugerimos pesquisar soluções preventivamente para estar armado e

preparado caso seu empregador manifeste estas preocupações.

http://newsroom.cisco.com/dlls/2008/prod_020508.html.

− Contribuição de Raina