Trabalhe 4 Horas por Semana

Timothy Ferriss · Capítulo 6 de 26

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Trabalhe 4 Horas por Semana

2 Regras que mudam as regras

Regras que mudam as

 

regras

 

Tudo o que é popular é errado

 

“Não posso oferecer a você uma fórmula infalível para o sucesso,

mas posso oferecer uma fórmula para o fracasso:

tentar agradar a todos o tempo todo.”

HERBERT BAYARD SWOPE, editor e jornalista americano;

primeiro vencedor do Prêmio Pulitzer

“Tudo o que é popular é errado.”

OSCAR WILDE , A importância de ser prudente

 

Ganhar o jogo, em vez de jogar o

jogo

 

E m 1999, algum tempo depois de ter saído de meu segundo emprego medíocre e de ficar comendo

sanduíches de manteiga de amendoim para me

consolar, eu ganhei a medalha de ouro no Campeonato

Nacional Chinês de Kick boxing.

Não foi porque eu era bom em socar e chutar. Deus

proíbe. Parecia um pouco perigoso, considerando-se

que eu fiz isso por pura ousadia e que tive apenas

quatro semanas de preparação. Além disso, eu tenho

uma cabeça de melancia – que é um grande alvo.

Ganhei lendo as regras e procurando brechas, duas

das quais são:

 

1. A pesagem é no dia anterior à competição: usando

técnicas de desidratação, agora ensino para

levantadores de peso de elite, perdi 12 quilos em 18

horas, pesei 74 quilos e então me hiper-hidratei de

volta aos meus 87 quilos.[1] É muito difícil lutar contra

alguém três categorias acima de você. Pobres

pequeninos.

 

2. Havia uma tecnicidade no regulamento: Se um

combatente cair da plataforma elevada três vezes em

um único round, seu oponente vence. Eu decidi usar

essa tecnicidade como minha única técnica e apenas

derrubar meus oponentes do ringue. Como você pode

imaginar, isso não deixou os juízes chineses muito

felizes.

O resultado? Venci todas as minhas lutas por

nocaute técnico e me sagrei campeão nacional, algo

que 99% das pessoas com algo entre 5 e 10 anos de

treinamento são incapazes de conseguir.

Mas empurrar pessoas para fora do ringue não

significa ultrapassar os limites da ética? De maneira

nenhuma – isso nada mais é do que fazer o incomum

dentro das regras. A diferença importante é aquela

entre as regras oficiais e as regras autoimpostas.

Considere este exemplo do site oficial do Comitê

Olímpico Internacional (www.olympic.org).

 

A Olimpíada de 1968 na Cidade do México marcou

a estreia internacional de Dick Fosbury e seu

celebrado salto de costas, conhecido como Salto

Fosbury, que revolucionaria o salto em altura. Na

época, os atletas jogavam o pé para cima e depois

por cima da barra (fazendo um movimento

conhecido como straddle – perna aberta, em

inglês), caindo de pé. A técnica de Fosbury

empregava uma corrida em alta velocidade até a

barra, com uma aproximação em diagonal antes

de girar o corpo e passar por cima da barra de

costas, jogando primeiro a cabeça. Enquanto

treinadores de todo o mundo balançavam a

cabeça incrédulos, o público da Cidade do México,

absolutamente fascinado, gritava “Olé!”. Fosbury

saltou 2,22 metros sem derrubar a barra até

atingir o recorde de 2,24 metros e conquistar a

medalha de ouro.

Em 1980, 13 dos 18 finalistas olímpicos usavam a

técnica Fosbury.

 

As técnicas de perda de peso e empurrão do ringue

que eu usei agora são padrão na competição Sanshou.

Eu não inventei nada, só previ o que seria inevitável,

assim como outros que testaram essa abordagem.

Agora faz parte da luta.

Os esportes evoluem quando se matam as vacas

sagradas, quando pressupostos básicos são testados.

O mesmo vale para a vida e o estilo de vida.

 

Desafiar o status quo vs. ser

estúpido

 

A maior parte das pessoas anda pela rua com as pernas. E se eu andasse pela rua apoiado em minhas mãos? E se eu vestisse a cueca por cima das

calças para ser diferente? Não, não faço essas coisas.

Andar com as pernas e manter a cueca por dentro têm

funcionado muito bem até agora. Não preciso consertar

isso se está funcionando bem.

O diferente é melhor quando é mais eficiente ou

mais divertido.

Se todo mundo define um problema ou o soluciona

de determinada forma e os resultados são

insatisfatórios, é hora de perguntar “e se eu fizesse o

contrário?”. Não siga um modelo que não funciona. Se

a receita não funciona, não importa o quão bom

cozinheiro você é.

Quando trabalhava com vendas de armazenamento

de dados, meu primeiro trabalho depois da faculdade,

percebi que a maior parte das ligações não chegava às

pessoas desejadas por uma razão: pessoas que

impediam os contatos. Se eu simplesmente fizesse

todas as minhas ligações entre 8h e 8h30 e depois entre

18h e 18h30, conseguia evitar as secretárias e agendar

mais do dobro das reuniões do que conseguiam os

executivos seniores de vendas que ligavam entre 9h e

17h. Em outras palavras, eu conseguia o dobro dos

resultados em 1/8 do tempo.

Do Japão a Mônaco, de mães solteiras que percorrem

o mundo com seus filhos a pilotos multimilionários de

automobilismo, as regras básicas dos NR bem-

sucedidos são surpreendentemente uniformes e

previsivelmente divergentes do que o resto do mundo

pratica.

As regras a seguir são as diferenças fundamentais

que devemos ter em mente ao longo deste livro.

 

1. Aposentadoria é o seguro para o caso de acontecer a

pior das hipóteses.

Planejar a aposentadoria é como um seguro de vida.

Deve ser encarado como nada mais do que uma

previdência contra o caso de acontecer a pior hipótese:

nesse caso, tornar-se fisicamente incapaz de trabalhar

e precisar de uma reserva financeira para sobreviver.

A aposentadoria como objetivo ou como redenção

final é um equívoco por pelo menos três razões sólidas:

a. Está subentendido na aposentadoria que você não

gosta do que está fazendo durante os anos de maior

vigor físico em sua vida. Isso é um erro

fundamental: nada pode justificar esse sacrifício.

b. A maior parte das pessoas nunca será capaz de se

aposentar e manter um padrão razoável de vida.

Mesmo um milhão é apenas um trocado num

mundo em que a aposentadoria tradicional leva 30

anos e a inflação reduz seu poder de compra de 2%

a 4% por ano. A conta não fecha.[2] Os anos

dourados da aposentadoria tornam-se uma vida de

classe média-baixa revisitada. Isso é um final

amargo.

c. Se tiver juntado dinheiro suficiente para a conta

fechar, isso significa que você é uma ambiciosa

máquina de trabalhar. Se esse for o caso, quer

saber? Basta uma semana de aposentadoria e você

estará tão entediado que vai querer furar seus

olhos. Provavelmente optará por procurar um novo

emprego ou fundar uma nova empresa. E não é que

isso derrota a ideia de esperar?

Não estou dizendo para você não planejar para caso

o pior aconteça – eu reservei alguma quantia em um

fundo de pensão, que uso principalmente para abater

impostos –, mas não confunda isso com a

aposentadoria como objetivo.

 

2. Interesse e energia são cíclicos.

Se eu lhe oferecesse 10 milhões de dólares para

trabalhar 24 horas por dia durante 15 anos e então se aposentar, você aceitaria? É claro que não – você não

aguentaria. Não é uma situação sustentável,

exatamente como aquilo que mais define uma carreira:

fazer a mesma coisa por 8 ou mais horas por dia até

você ter um colapso ou ter dinheiro bastante para parar

de trabalhar definitivamente.

De que outra forma meus amigos de 30 anos de

idade estariam todos parecendo uma mistura de Donald

Trump com Joan Rivers? É um horrível envelhecimento

precoce acelerado por frappuccinos triplos e cargas de

trabalho inexequíveis.

Alternar períodos de descanso e de atividade é

fundamental para sobreviver, para não falar em

prosperar. Capacidade, interesse e resistência mental,

tudo isso vai e vem. Planeje de acordo.

Os NR objetivam distribuir “miniaposentadorias” ao

longo da vida, em vez de postergar o descanso e o

prazer para o ouro dos tolos que é a aposentadoria.

Trabalhando apenas quando você está mais

eficiente, a vida é mais produtiva e mais divertida. É o

exemplo perfeito de ter a faca e o queijo na mão, parti-

lo e comê-lo.

Pessoalmente, eu agora planejo um mês de passeio

em algum lugar do mundo ou treinamento de alta intensidade (em tango, luta ou alguma outra coisa)

para cada dois meses de trabalho.

 

3. Menos trabalho não significa preguiça.

Fazer menos trabalho inútil, de modo que possa

focar em coisas de importância maior para você NÃO é

preguiça. Isso é difícil para a maioria das pessoas

aceitar, porque nossa cultura tende a recompensar o

sacrifício pessoal em vez da produtividade pessoal.

Poucas pessoas optam (ou estão aptas a optar) por

medir os resultados de suas ações e, a partir daí, medir

em tempo o valor de suas contribuições. Mais tempo

significa mais valor próprio e mais apoio daqueles

acima e ao redor delas. Os NR, a despeito de menos

horas no escritório, produzem resultados mais

significativos do que uma dúzia de não NR juntos.

Definamos “preguiça” novamente – suportar uma

existência não ideal para deixar as circunstâncias ou

que os outros decidam sua vida por você, ou amealhar

uma fortuna enquanto passa pela vida como um

espectador, vendo-a da janela de um escritório. O

tamanho de sua conta bancária não afeta isto, bem

como o número de horas que você passa checando e-

mails inúteis ou detalhes desimportantes.

Foque-se em ser produtivo em vez de focar-se em

estar ocupado.

 

4. A noção que se tem do tempo nunca está correta.

Uma vez, perguntei a minha mãe como ela tinha

decidido quando ter o primeiro filho, eu, no caso. A

resposta foi simples: “Isso era algo que queríamos, e

decidimos que não havia por que postergá-lo. Nunca se

sabe a hora certa de ter um filho”. E assim aconteceu.

Para as coisas mais importantes, nunca temos

certeza se é a hora certa. Esperar a hora certa para sair

de seu emprego? As estrelas nunca estarão

suficientemente alinhadas e os semáforos da vida

nunca estarão todos verdes ao mesmo tempo. O

universo não conspira contra, mas também não sai de

seu fluxo normal para ajeitar tudo para você. As

condições nunca são perfeitas. “Algum dia” é uma

doença que levará seus sonhos para o túmulo junto

com você. Listas de prós e contras são igualmente

ruins. Se é importante para você, e se você quer fazer

“finalmente”, vá e faça, depois corrija os rumos ao

longo do caminho.

 

5. Peça perdão, não permissão.

Se o que você quer fazer não for devastar todos ao

seu redor, tente e depois se justifique. As pessoas –

sejam pais, parceiros ou patrões – proíbem que se

façam determinadas coisas, com base em uma noção de

que eles podem aprender a aceitar o fato depois de

consumado. Se o potencial de dano é moderado ou de

alguma forma irreversível, não dê às pessoas a chance

de dizer não. A maior parte das pessoas é rápida o

bastante para interrompê-lo antes que você comece,

mas é hesitante para entrar em seu caminho se você já

estiver em movimento. Você faz melhor em virar um

criador de problemas e pedir desculpas quando

realmente errar.

 

6. Enfatize os pontos fortes, em vez de corrigir as

fraquezas.

A maioria das pessoas é ótima em um punhado de

coisas e medíocre no resto. Eu sou ótimo em criação de

produtos e em marketing, mas terrível na maior parte

das coisas a seguir.

Meu corpo é talhado para levantar objetos pesados e

arremessá-los, simples assim. Ignorei isso por um

longo tempo. Tentei praticar natação, mas parecia um

macaco se afogando. Tentei jogar basquete, mas parecia um homem das cavernas. Aí resolvi começar a

lutar e me encontrei.

É muito mais lucrativo e divertido alavancar seus

pontos fortes em vez de tentar consertar todas as

rachaduras na sua armadura. A escolha é entre

multiplicação de resultados utilizando-se dos pontos

fortes ou desenvolvimento de melhorias retificando as

fraquezas que se tornarão, na melhor das hipóteses,

medíocres.

Foque-se num uso melhor de suas melhores armas,

em vez de focar-se em reparos constantes.

 

7. Coisas em excesso tornam-se o oposto.

É possível ter grandes quantidades de uma coisa

boa. Em excesso, a maior parte dos esforços e das

posses toma características de seus opostos:

 

Pacifistas se tornam militantes.

Ativistas pela liberdade se tornam tiranos.

Bênçãos se tornam maldições.

Ajudas se tornam estorvos.

Mais se torna menos.[3]

 

Muita quantidade e muita frequência tornam aquilo

de que você gosta no que você não gosta. Isso é verdade para posses e até mesmo para o tempo.

O Projeto de Vida não é, portanto, voltado para criar

um excesso de tempo livre, que é venenoso, mas sim

para um uso positivo do tempo livre, definido

simplesmente como fazer aquilo que você quer, em

oposição a fazer aquilo a que você se sente obrigado.

 

8. Dinheiro somente não é a solução.

Há muito a ser dito sobre o poder do dinheiro como

moeda (eu, particularmente, sou fã), mas apenas

ganhar mais dinheiro não é sempre a resposta, como

gostamos de acreditar. Em parte, isso é preguiça. “Ah,

mas se eu tivesse mais dinheiro” é o jeito mais fácil de

adiar o auto-exame profundo e a tomada de decisões

necessários para criar uma vida de prazer – agora, não

depois. Ao utilizar o dinheiro como bode expiatório e o

trabalho como uma rotina exaustiva, conseguimos

evitar que usemos nosso tempo para fazer as coisas de

outra maneira: “John, eu adoraria falar com você sobre

o vazio que sinto em minha vida, a desesperança que se

abate sobre mim como uma porrada todas as manhãs,

quando ligo meu computador, mas tenho muito

trabalho a fazer! Tenho pelo menos três horas de e-

mails desimportantes para responder antes de ligar para todos os possíveis clientes que disseram ‘não’

ontem. Preciso correr!”.

Ocupe-se com a rotina da roda do dinheiro, finja

que é a solução de todos os problemas e você

ardilosamente cria uma distração constante que evita

que você enxergue o quão inútil é isso tudo.

Aprofunde-se, você sabe que é tudo uma ilusão, mas,

como todo mundo participa do mesmo jogo de

acreditar, é fácil esquecer.

O problema é mais do que simplesmente dinheiro.

 

9. Renda relativa é mais importante do que renda

absoluta.

Entre nutricionistas e pessoas que fazem dieta, há

algum debate sobre o valor de uma caloria. Será uma

caloria uma caloria tal qual uma rosa é uma rosa? A

perda de gordura é simples como gastar mais calorias

do que se consome ou a fonte das calorias importa?

Baseado no meu trabalho com atletas de ponta, eu sei a

resposta para essa última pergunta.

E sobre renda? Um dólar é somente um dólar? Os

Novos Ricos não pensam assim.

Analisemos isso como se fosse um problema de

matemática da quinta série. Dois amigos trabalhadores estão lado a lado numa reta. O amigo A se move a 80

horas por semana e o amigo B se move a 10 horas por

semana. Ambos ganham 50 mil dólares por ano. Quem

estará mais rico quando chegarem ao ponto final? Se

disse B, você estará correto, e essa é a diferença entre

renda absoluta e relativa.

A renda absoluta é medida usando uma variável

universal e inalterável: o todo-poderoso dólar. Fulana

ganha 100 mil dólares por ano e é duas vezes mais rica

do que Beltrano, que ganha 50 mil por ano.

A renda relativa usa duas variáveis: o dólar e o

tempo, normalmente horas. O conceito de “por ano” é

arbitrário e engana facilmente. Observemos a realidade

das coisas. Fulana ganha 100 mil dólares por ano, 2 mil

por cada uma das 50 semanas por ano, e trabalha 80

horas por semana. Fulana ganha, portanto, 25 dólares

por hora. Beltrano ganha 50 mil dólares por ano, mil

por cada uma das 50 semanas, mas trabalha somente

10 horas por semana e ganha portanto 100 dólares por

hora. Em termos de renda relativa, John é quatro vezes

mais rico.

É claro que a renda relativa precisa gerar a quantia

mínima necessária para atingir seus objetivos. Se

ganho 100 dólares por hora mas só trabalho uma hora por semana, vai ser difícil viver como um superstar.

Assumindo-se que a renda absoluta total é onde

preciso chegar para realizar meus sonhos, a renda

relativa é a medida real da riqueza para os Novos Ricos.

Os melhores Novos Ricos ganham pelo menos 5 mil

dólares por hora. Quando saí da faculdade, eu comecei

ganhando em torno de 5 por hora. Vou levá-lo mais

perto dos primeiros.

 

10. Estresse é ruim, eustresse é bom.

Apesar de a maioria dos bípedes hedonistas não

saberem, nem todo estresse é ruim. Na verdade, os

Novos Ricos não procuram eliminar todo o estresse.

Não totalmente. Há dois tipos distintos de estresse,

ambos tão diferentes quanto a euforia e seu oposto

auto-explicativo, disforia.

Estresse (distress, em inglês) refere-se a estímulos

prejudiciais que deixam você mais enfraquecido, menos

confiante e menos capaz. Críticas destrutivas, chefes

abusivos e enfiar a sua cara no meio-fio são exemplos

disso. São essas coisas que devemos evitar.

Eustresse (eustress, em inglês), por outro lado, é

uma palavra que você provavelmente nunca ouviu. Eu,

um prefixo grego para “saudável”, é usado no mesmo sentido na palavra “euforia”. Modelos de

comportamento que nos levam a exceder nossos

limites, treinamento físico que tira nossa barriga gorda

e riscos que aumentam nossa esfera de ação

confortável são exemplos de eustresses – estresses que

são saudáveis e também são estímulos para nosso

crescimento.

Pessoas que evitam críticas falham. São as críticas

destrutivas que precisamos evitar, não todas as formas

de críticas. Da mesma forma, não há progresso sem o

eustresse, e quanto mais eustresse pudermos criar ou

aplicar em nossas vidas, mais cedo conseguiremos

realizar nossos sonhos. O segredo é jogar nos dois

times.

Os Novos Ricos são igualmente agressivos ao

remover o estresse e buscar o eustresse.

 

• Perguntas e ações •

 

1. O quanto estar sendo “realista” ou “responsável” o

tem afastado da vida que você deseja?

2. O quanto ter feito o que você “deveria” resultou em

experiências inferiores ou arrependimento de não

ter feito algo mais?

3. Olhe para o que vem fazendo atualmente e se

pergunte: “E se eu fizesse o oposto das pessoas ao

meu redor? O que sacrificarei se continuar nesse

caminho por 5, 10 ou 20 anos?”.