Via Láctea

Olavo Bilac · Capítulo 11 de 19

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Via Láctea

Capítulo XXI

Fala-m e! Em grupos doudej antes, quando

Falas, por noites cálidas de estio,

As estrelas acendem -se, radiando,

Altas, sem eadas pelo céu som brio.

Olha-m e assim ! Fala-m e assim ! De pranto

Agora, agora de ternura cheia,

Abre em chispas de fogo essa pupila...

E enquanto eu ardo em sua luz, enquanto

Em seu fulgor m e abraso, um a sereia

Soluce e cante nessa voz tranqüila!

 

XXI

 

A

minha mãe

Sei que um dia não há (e isso é bastante

A esta saudade, m ãe!) em que a teu lado

Sentir não j ulgues m inha som bra errante,

Passo a passo a seguir teu vulto am ado.

- Minha m ãe! m inha m ãe! – a cada instante

Ouves. Volves, em lágrim as banhado,

O rosto, conhecendo soluçante

Minha voz e m eu passo costum ado.

E sentes alta noite no teu leito

Minh’alm a na tua alm a repousando,

Repousando m eu peito no teu peito...

E encho os teus sonhos, em teus sonhos brilho,

E abres os braços trêm ulos, chorando,

Para nos braços apertar teu filho!