Via Láctea
Capítulo XXIV
Não torna a ser o que j á tinha sido.
Não lhe creias no olhos nem na boca,
Inda m esm o que os vej as, com o pensas,
Mentir carícias, desm entir tristezas...
Porque finezas sobre arrufos, louca,
Finezas podem ser; m as, sobre ofensas,
Mais parecem vinganças que finezas.
XXIV
A Luís
Guimarães
Vej o-a, contem plo-a com ovido... Aquela
Que am aste, e, de teus braços arrancada,
Desceu da m orte a tenebrosa escada,
Calm a e pura aos m eus olhos se revela.
Vej o-lhe o riso plácido, a singela
Feição, aquela graça delicada,
Que um a divina m ão deixou vazada
No eterno bronze, eternam ente bela.
Só lhe não vej o o olhar sereno e triste:
- Céu, poeta, onde as asas, suspirando,
Das liras de ouro as gem edouras cordas...
XXV
A
Bocage
Tu, que no pego im puro das orgias