Via Láctea
Capítulo XXXI
E as j ustas am bições que m e consom em
Não m e envergonham : pois m aior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
E m ais eleva o coração de um hom em
Ser de hom em sem pre e, na m aior pureza,
Ficar na terra e hum anam ente am ar.
XXXI
Longe de ti, se escuto, porventura,
Teu nom e, que um a boca indiferente
Entre outros nom es de m ulher m urm ura,
Sobe-m e o pranto aos olhos, de repente...
Tal aquele, que, m ísero, a tortura
Sofre de am argo exílio, e tristem ente
A linguagem natal, m aviosa e pura,
Ouve falada por estranha gente...
Porque teu nom e é para m im o nom e
De um a pátria distante e idolatrada,
Cuj a saudade ardente m e consom e:
E ouvi-lo é ver a eterna prim avera
E a eterna luz da terra abençoada,
Onde, entre flores, teu am or m e espera.
XXXII
A um
poeta
Leio-te: - o pranto dos m eus olhos rola: