Via Láctea

Olavo Bilac · Capítulo 17 de 19

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Via Láctea

Capítulo XXXI

E as j ustas am bições que m e consom em

Não m e envergonham : pois m aior baixeza

Não há que a terra pelo céu trocar;

E m ais eleva o coração de um hom em

Ser de hom em sem pre e, na m aior pureza,

Ficar na terra e hum anam ente am ar.

 

XXXI

 

Longe de ti, se escuto, porventura,

Teu nom e, que um a boca indiferente

Entre outros nom es de m ulher m urm ura,

Sobe-m e o pranto aos olhos, de repente...

Tal aquele, que, m ísero, a tortura

Sofre de am argo exílio, e tristem ente

A linguagem natal, m aviosa e pura,

Ouve falada por estranha gente...

Porque teu nom e é para m im o nom e

De um a pátria distante e idolatrada,

Cuj a saudade ardente m e consom e:

E ouvi-lo é ver a eterna prim avera

E a eterna luz da terra abençoada,

Onde, entre flores, teu am or m e espera.

 

XXXII

 

A um

poeta

Leio-te: - o pranto dos m eus olhos rola: