A Infância de Jesus

Joseph Ratzinger · Capítulo 3 de 18

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A Infância de Jesus

Capítulo 1

“De onde és Tu ?” (Jo 19, 9)

A pergunta sobre a origem de Jesus como questão acerca do seu ser e da sua

missão

 

No decurso do interrogatório de Jesus, de im proviso Pilatos põe ao acusado esta pergunta: “De onde és Tu?”. Os acusadores dram atizaram o seu clam or pela condenação à m orte de Jesus, declarando que Ele Se teria feito Filho de Deus; delito este para o qual a Lei previa a pena de m orte. O j uiz rom ano racionalista, que antes m anifestara o seu ceticism o diante da questão a respeito da verdade (cf. Jo 18, 38), poderia avaliar com o ridícula essa pretensão do acusado. Mas não! Ficou assustado. Anteriorm ente, o acusado declarara que era um rei, m as especificando que o seu reino não era “deste m undo” (Jo 18, 36). Depois aludira a um m isterioso “de onde” e “para quê”, ao dizer: “Para isso nasci e para isto vim ao m undo: para dar testem unho da Verdade” (Jo 18, 37).

Para o j uiz rom ano, tudo aquilo devia parecer um desvario; e todavia não conseguia subtrair-se à m isteriosa im pressão deixada por aquele hom em , diferente dos outros que ele conhecia e que com batiam contra a dom inação rom ana e pela restauração do reino de Israel. O j uiz rom ano interroga sobre a origem de Jesus, para com preender quem era Ele verdadeiram ente e o que queria.

A pergunta sobre o “de onde” é Jesus, com o questão sobre a sua origem íntim a e, consequentem ente, sobre a sua verdadeira natureza, surge tam bém em outros pontos decisivos do Evangelho de João e é im portante tam bém nos evangelhos sinóticos. Tanto em João com o nos sinóticos, a questão aparece envolvida em um estranho paradoxo. Por um lado, contra Jesus e a sua alegada m issão, está a inform ação precisa de que dispõem sobre a sua origem : não vem de m odo algum do céu, do “Pai”, de “lá de cim a”, com o Ele sustenta (Jo 8, 23). Não! Porventura não é Ele “cuj o pai e a m ãe conhecem os? Com o diz agora: ‘Eu desci do céu’? (Jo 6, 42).

Os sinóticos narram um a discussão m uito sem elhante na sinagoga de Nazaré, a terra de Jesus. Ele interpretara as palavras da Sagrada Escritura não na form a habitual, m as com um a autoridade que ultrapassava os lim ites de toda interpretação; tinha-as referido a Si m esm o e à sua m issão (cf. Lc 4, 21). Com preensivelm ente, os ouvintes ficam alvoroçados com essa relação com a Escritura, com a pretensão de ser Ele próprio o ponto intrínseco de referência e a chave de interpretação das palavras sagradas. E o alvoroço transform a-se em protesto: “Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irm ão de Tiago, Joset, Judas e Sim ão? E as suas irm ãs não estão aqui entre nós? E isto parecia-lhes escandaloso” (Mc 6, 3).

De fato, eles sabem m uito bem quem é Jesus e de onde vem : é um entre outros; é um com o nós. A sua pretensão não pode ser senão presunção. A isso vem j untar-se o fato de que Nazaré não era um lugar indicado para a realização de tal prom essa. João conta que Filipe disse a Natanael: “Encontram os aquele de quem escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho de José, de Nazaré”. A resposta de Natanael é bem conhecida: “De Nazaré pode vir algo de bom ?” (Jo 1, 45-46). A vida norm al de Jesus, o operário provinciano, não parece esconder qualquer m istério; a sua proveniência revela-O com o um igual a todos os outros.

Mas contra a autoridade de Jesus há tam bém o argum ento oposto, referido concretam ente na discussão em torno da cura do “cego de nascença”, que adquiriu a vista: “Sabem os que Deus falou a Moisés; m as esse [Jesus] não sabem os de onde é!” (Jo 9, 29).

Algo de m uito sem elhante disseram tam bém os habitantes de Nazaré depois da pregação de Jesus na sinagoga e antes de O desqualificarem com o bem conhecido e igual a eles: “De onde lhe vem tudo isto? E que sabedoria é esta que lhe foi dada? E com o se fazem tais m ilagres por suas m ãos?” (Mc 6, 2). Tam bém aqui a pergunta é “de onde…?”, em bora depois a elim inem invocando a parentela d’Ele.

A origem de Jesus é sim ultaneam ente conhecida e desconhecida: aparentem ente fácil de explicar e, todavia, não possui um a explicação exaustiva. Em Cesareia de Filipe, Jesus interrogará os seus discípulos nestes term os: “Quem dizem os hom ens que Eu sou? (...) E vós, quem dizeis que Eu sou?” (Mc 8, 27.29). Quem é Jesus e de onde vem : as duas perguntas estão inseparavelm ente unidas.

O obj etivo dos quatro Evangelhos é responder a essas perguntas; foram escritos precisam ente para lhes dar resposta. Ao abrir o seu Evangelho com a genealogia de Jesus, Mateus quer, logo de início, colocar na j usta perspectiva a questão sobre a origem de Jesus; a genealogia é com o um a espécie de título para o Evangelho inteiro. Diversam ente, Lucas colocou a genealogia de Jesus no início da sua vida pública, quase com o um a apresentação pública de Jesus, para dar resposta – em bora com ênfase diferente – à m esm a pergunta, antecipando aquilo que depois o Evangelho inteiro desenvolverá. Procurem os agora entender m elhor a intenção essencial das duas genealogias.

Em Mateus, há dois nom es que são determ inantes para com preender “de onde” é Jesus: Abraão e Davi.

Depois da dispersão da hum anidade na sequência da construção da Torre de Babel, é com Abraão que com eça a história da prom essa. Abraão alude, antecipadam ente, àquilo que deve vir; ele é peregrino não só saindo do país das suas origens para a terra prom etida, m as tam bém enquanto sai do presente para se encam inhar rum o ao futuro. Toda a sua vida aponta para a frente, possui um a dinâm ica que o faz cam inhar pela estrada do que deve acontecer. Por isso, j ustam ente a Carta aos Hebreus o apresenta com o peregrino da fé apoiada na prom essa: ele “esperava a cidade que tem fundam entos, cuj o arquiteto e construtor é o próprio Deus” (Heb 11, 10). Para Abraão, a prom essa refere-se prim ariam ente ao seu descendente, m as vai m ais longe: “Por ele serão benditas todas as nações da terra” (Gn 18, 18). Assim , em toda a história que com eça com Abraão e se dirige para Jesus, o olhar fixa-se no conj unto: através de Abraão, deve vir um a bênção para todos.

Por isso, j á desde o início da genealogia, o olhar volta-se para a conclusão do Evangelho, onde o Ressuscitado diz aos discípulos: “Fazei que todas as nações se tornem discípulos” (Mt 28, 19). Em todo caso, na história particular apresentada pela genealogia, está presente, desde o início, a tensão para a totalidade; a universalidade da m issão de Jesus está incluída neste “de onde” é Ele.

Mas a estrutura da genealogia e da história por ela narrada está determ inada totalm ente pela figura de Davi, do rei a quem fora feita a prom essa de um reino eterno: “O teu trono se estabelecerá para sem pre” (2 Sm 7, 16). A genealogia, que Mateus apresenta, está m odelada com base nessa prom essa. Está estruturada em três grupos de 14 gerações: prim eiro subindo de Abraão até Davi, depois descendo de Salom ão até o exílio da Babilônia, para em seguida subir de novo até Jesus, em quem a prom essa alcança a sua realização. Aparece o rei que perm anecerá para sem pre, m as com pletam ente diferente daquilo que se poderia im aginar com base no m odelo de Davi.

Essa estruturação torna-se ainda m ais clara se tiverm os em m ente que as letras hebraicas do nom e de Davi totalizam o valor num érico de 14, e assim , a partir do sim bolism o dos núm eros, Davi, o seu nom e e a sua prom essa caracterizam o cam inho de Abraão até Jesus. Com base nisso, poder-se-ia dizer que a genealogia com os seus três grupos de 14 gerações é um verdadeiro Evangelho de Cristo Rei: a história inteira aponta para Ele, cuj o trono estará firm e para sem pre.

A genealogia, em Mateus, é um a genealogia de hom ens; nela, porém , antes de Maria – com quem term ina a genealogia – m encionam -se quatro m ulheres: Tam ar, Raab, Rute e “a m ulher de Urias”. Por que m otivo aparecem essas m ulheres na genealogia? Com qual critério foram escolhidas?

Porque – foi dito – as quatro m ulheres teriam sido pecadoras. Assim , com a sua m enção, estaria subj acente a indicação de que Jesus teria tom ado sobre Si os pecados e, com estes, o pecado do m undo, e que a sua m issão haveria de ser a j ustificação dos pecadores. Mas isso não pode ter sido o aspecto determ inante na escolha, sobretudo porque não se aplica às quatro m ulheres. Mais im portante é o fato de nenhum a das quatro ser j udia; assim , por interm édio delas, entra na genealogia de Jesus o m undo dos gentios: torna-se visível que a sua m issão se destina a j udeus e pagãos.

Mas, acim a de tudo, a genealogia term ina com um a m ulher – Maria – que, na realidade, constitui um novo início e relativiza a genealogia inteira. Através de todas as gerações, tal genealogia avançara seguindo o esquem a: “Abraão gerou Isaac...”; no final, porém , aparece um a coisa m uito diversa. Relativam ente a Jesus, j á não se fala de geração, m as afirm a-se: “Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, cham ado Cristo” (Mt 1, 16). Na narrativa seguinte do nascim ento de Jesus, Mateus nos diz que José não era o pai de Jesus, tendo ele a intenção de repudiar Maria em segredo por causa do suposto adultério; e então lhe foi dito: “O que nela foi gerado vem do Espírito Santo” (Mt 1, 20). Assim , a últim a frase dá um a nova orientação para toda a genealogia. Maria é um novo início; o seu filho não provém de um hom em , m as é um a nova criação: foi concebido por obra do Espírito Santo.

A genealogia m antém a sua im portância: José é j uridicam ente o pai de Jesus. Por m eio dele, Jesus pertence segundo a Lei, “legalm ente”, à tribo de Davi. E, todavia, vem de outro lugar, “do alto”: do próprio Deus. O m istério sobre “de onde” Ele é, da sua origem dupla, nos é colocado de form a m uito concreta: a sua origem é determ inável e, todavia, perm anece um m istério. Só Deus é o seu “Pai” em sentido próprio. A genealogia dos hom ens tem a sua im portância no que diz respeito à história do m undo. E, apesar disso, no fim das contas é em Maria, a Virgem hum ilde de Nazaré, que acontece um novo início: recom eça de m odo novo o ser hum ano.

Lancem os agora um olhar sobre a genealogia que encontram os no Evangelho de Lucas (cf. 3, 23-38). Com parada com a sucessão dos antepassados em São Mateus, há nela várias diferenças que cham am a atenção.

Já se observou que, em Lucas, a genealogia introduz a vida pública de Jesus: por assim dizer lhe dá credibilidade na sua m issão pública; diversam ente, Mateus apresenta a genealogia com o início verdadeiro e próprio do Evangelho, passando dela à narrativa da concepção e do nascim ento de Jesus e desenvolvendo a questão “de onde” Ele é no seu duplo sentido.

Surpreende ainda que sej am tão poucos os nom es em que concordam Mateus e Lucas, não tendo em com um sequer o nom e do pai de José. Com o se explica isso? Prescindindo dos elem entos extraídos do Antigo Testam ento, os dois autores serviram -se de tradições cuj as fontes não som os capazes de reconstruir; a esse respeito, considero sim plesm ente inútil avançar hipóteses. Para am bos os evangelistas, não são os nom es individuais que contam , m as a estrutura sim bólica em que Jesus aparece colocado na história: o seu entrelaçar-se nos cam inhos históricos da prom essa e paradoxalm ente o novo início, que, j untam ente com a continuidade da ação histórica de Deus, caracteriza a origem de Jesus.

Outra diferença consiste no fato de Lucas não subir, com o Mateus, a partir dos prim órdios – da raiz – até o presente, até o cum e da “árvore”, m as desce do “cum e”, que é Jesus, para as raízes, tendo em vista, no entanto, m ostrar no final que a raiz últim a não se encontra nas profundezas, m as no “alto”, em Deus que está na origem do ser hum ano: “…Enós [era filho] de Set, [filho] de Adão, [filho] de Deus” (Lc 3, 38).

Com um a Mateus e Lucas é o fato de a genealogia se interrom per e insinuar um a m udança com José: “Ao iniciar o m inistério, Jesus tinha m ais ou m enos trinta anos e era, conform e se supunha, filho de José” (Lc 3, 23). Legalm ente, era filho de José: diz-nos Lucas; entretanto, a sua verdadeira origem , tinha-a descrito, j á antes, nos prim eiros dois capítulos do seu Evangelho.

Enquanto Mateus, com três séries de 14 gerações, confere à sua genealogia um a clara estrutura teológico-sim bólica, Lucas apresenta os seus 76 nom es sem qualquer articulação reconhecível externam ente. No entanto, tam bém aqui se pode individuar um a estrutura sim bólica do tem po histórico: a genealogia contém 11 vezes sete elem entos. Talvez Lucas conhecesse o esquem a apocalíptico que articula a história universal em 12 períodos e que, no final das contas, é com posto por 11 vezes sete gerações. Dessa form a, haveria aqui um a alusão m uito discreta ao fato de que chegou “a plenitude dos tem pos” com Jesus; com Ele com eça a hora decisiva da história universal: Ele é o novo Adão, que tam bém agora vem “de Deus” e de m aneira m ais radical que o prim eiro, pois não existe graças apenas a um sopro de Deus, m as é verdadeiram ente o seu “Filho”. Se, em Mateus, é a prom essa a Davi que caracteriza a estruturação sim bólica do tem po, Lucas – rem ontando até Adão – pretende m ostrar que, em Jesus, tem os um novo com eço da hum anidade. A genealogia é expressão de um a prom essa que diz respeito a toda a hum anidade.

Nesse contexto, é digna de m enção outra interpretação da genealogia segundo Lucas; encontram o-la em Santo Irineu. No texto evangélico lia não 76, m as 72 nom es. Ora 72 (ou 70) era o núm ero – deduzido de Êxodo 1, 5 – dos povos do m undo; núm ero esse que aparece na tradição de Lucas sobre os 72 (ou 70) discípulos que Jesus colocou ao lado dos 12 Apóstolos. Irineu escreve: “Por isso, Lucas m ostra com o a genealogia, que recua desde a concepção do Senhor até Adão, engloba 72 gerações. Ele une o fim com o início, dando a entender que Jesus recapitula em Si, a partir de Adão, todos os povos, que andavam dispersos desde Adão, e todas as línguas, antes, a hum anidade inteira enquanto tal. Por isso, Adão foi designado por Paulo com o o ‘tipo’ d’Aquele que devia vir” (Adversus haereses, III, 22, 3).

Em bora nesse ponto do texto original de Lucas não apareça o sim bolism o do núm ero 70, no qual se baseia a exegese de Santo Irineu, nessas palavras está corretam ente individuada a verdadeira intenção da genealogia de Lucas. Jesus assum e em Si a hum anidade inteira, toda a história da hum anidade, e im prim e-lhe um a guinada nova, decisiva, rum o a um novo ser pessoa hum ana.

O evangelista João, que várias vezes deixa aflorar a pergunta sobre a origem de Jesus, não fez preceder de um a genealogia o seu Evangelho, m as, no Prólogo do m esm o, apresentou de form a explícita e grandiosa a resposta à pergunta “de onde” é Ele. Ao m esm o tem po am pliou a resposta à pergunta sobre a origem de Jesus, fazendo dela um a definição da existência cristã; a partir do “de onde” é Jesus, definiu a identidade dos seus.

“No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. (...) E o Verbo Se fez carne, e arm ou a sua tenda no m eio de nós” (1, 1-14). O hom em Jesus é a “tenda arm ada” do Verbo, do eterno Logos divino, neste m undo. A “carne” de Jesus, a sua existência hum ana, é a “tenda” do Verbo: a alusão à tenda sagrada de Israel na sua peregrinação é evidente. Jesus é, por assim dizer, a tenda da reunião: é de m odo plenam ente real aquilo de que a tenda e, depois, o Tem plo podiam ser apenas um a prefiguração. A origem de Jesus, o seu “de onde”, é o próprio “princípio”: a causa prim eira, da qual tudo provém ; a “luz” que faz do m undo um cosm os. Jesus vem de Deus; Ele é Deus. Vindo até nós, esse “princípio” inaugura, enquanto princípio, um novo m odo de ser hom ens. “A quantos O receberam , deu-lhes poder de se tornarem filhos de Deus, a eles que acreditaram no seu nom e. E estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do hom em , m as nasceram de Deus” (1, 12-13).

Um a parte da tradição m anuscrita lê essa frase não no plural, m as no singular: “aquele que não nasceu do sangue...”. Dessa form a, a frase tornar-se-ia um a clara referência à concepção e ao nascim ento virginais de Jesus; seria sublinhado, concretam ente e um a vez m ais, o fato de Jesus ser de Deus, no sentido da tradição docum entada em Mateus e Lucas. Mas essa é apenas um a interpretação secundária; o texto autêntico do Evangelho fala aqui, de form a m uito clara, daqueles que creem no nom e de Cristo e, por isso, recebem um a nova origem . Entretanto, a ligação com a confissão do nascim ento de Jesus da Virgem Maria está inegavelm ente presente: quem acredita em Jesus entra por m eio da fé na origem pessoal e nova de Jesus, recebe essa origem com o própria. Por si m esm os, todos esses crentes, em prim eiro lugar, “nasceram do sangue e da vontade do hom em ”; m as a fé lhes dá um novo nascim ento: entram na origem de Jesus Cristo, que agora se torna a sua própria origem . Em virtude de Cristo, através da fé n’Ele, agora nasceram de Deus.

Assim João resum iu o significado m ais profundo das genealogias e ensinou-nos a com preendê-las tam bém com o explicação da nossa própria origem , da nossa verdadeira “genealogia”. Assim com o no fim se interrom pem as genealogias, porque Jesus não foi gerado por José, m as realm ente nasceu da Virgem Maria por obra do Espírito Santo, tam bém isso vale agora para nós: a nossa verdadeira “genealogia” é a fé em Jesus, que nos dá um a nova proveniência, faz-nos nascer “de Deus”.