A virtude laureada

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Capítulo 10 de 30

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A virtude laureada

(Coro.)

Heróe, sacro aos Mortaes, acceito aos Numes,

Olympico Fulgor compõe teus dias;

Os Ceos na minha voz mil dons te abonão,

Com meus olhos teu Povo os Ceos vigião, O Commercio por ti de fé se nutre;

As Artes, a Virtude, as Leis triunfão;

No Solio, no Poder tens base eterna;

Tua alma sobresahe aos teus Destinos;

E de teu puro arbitrio esse orgão puro,

He digna escolha tua, aos Astros vea

No rasto de oiro, com que o Pólo esmaltas.

Subditos de JOÃO, rendei mil cultos

Ao grão Regente, ao inclyto Carácter,

Que nelle diviniza a especie humana:

A voz da Gratidão se alongue em Vivas,

E cordeal ternura os labios honre.

 

(CORO.)

 

Oh Luso Heróe! Baixaste

Da Estancia divinal!

Tu és hum Deos visivel,

Oh Principe immortal!

 

FIM.

 

* * * * *