A virtude laureada

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Capítulo 29 de 30

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A virtude laureada

*Soneto.*

 

Nesta horrivel morada da saudade,

Onde chóro, e lamento o teu Destino,

Dirijo preces mil ao Ser Divino,

Que dicta o coração, dicta a amizade.

 

Fiel inclinação, pura verdade

Repete ardentes votos de contino:

Tranquillo supportára o mal ferino,

Se podésse escusar-te a Enfermidade.

 

Quanto fôra feliz, meu caro Elmano,

Se a vida, que te offerto, vida escura,

En teu lugar soffrêra o cruel dano;

 

Então com gosto olhára a sepultura;

E resgatando o Heróe, alegre, e ufano,

Meus dias entregára á Morte dura.[1]

 

Por Felisberto Ignacio Januario Cordeiro.