A virtude laureada

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Capítulo 4 de 30

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A virtude laureada

*Scena Ii.*

 

O Genio da Nação, e as mesmas.

 

O Genio da Nação.

 

Os Ceos o ordenão, sim, vai, guia, oh Deosa, Essa illustre Infeliz, e a mesma Prole

Ao Magistrado eximio, ao Grande, ao Justo; Cessem queixumes, esperanças folguem.

Ide, o Genio de Lysia, eu que dos Deoses Tive alta commissão de olhar por ella,

De engrandecer-lhe, de affinar-lhe a Gloria, E honralla de opulencia incorruptivel;

Eu, que espontaneo dera o gráo de Nume Por este, que exercito, augusto emprêgo

De escudar Lysia co' pavêz dos Fados,

Oh Penuria! oh Sciencia! Eu vos abono

Do Ministro sem par, favor, e asylo.

 

Sciencia.

O Ceo por ti se exprime: o Ceo não mente;

Oraculo de Jove, eu te obedeço:

Vejo sorrir-se ao longe amigos Fados;

Guia-me, ó Deosa.

 

Hospitalidade.

 

Guío-te á ventura. (vão-se.)