A virtude laureada

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Capítulo 18 de 30

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A virtude laureada

*Soneto.*

 

Entre as flores, que as Graças bafejárão,

Curvas d'Elmano á prepotente Lyra,

Venus brincando com Adonis gyra,

Dando-se beijos, que em rosaes cevárão.

 

Assim contentes horas deslizárão,

Ao som canoro, que o prazer inspira:

O Ceo pendente extasiado admira!..

Té que os Numes d'inveja ao som raivárão.

 

Dedos torpecem!.. arrebentão cordas!..

Cumprio-se a voz de hum Deos, cumprio-se a Sorte, Em quanto, Eco chorosa, os tons recordas.

 

C'roai-o, ó Ninfas, pranteai-lhe a morte:

E ao menos, Jove, que em prazer transbordas, Deixa vêllo de cá na etherea Corte.

 

Do mesmo.

 

* * * * *