A virtude laureada
*Soneto.*
Mas alta Lei dos Penetraes Sagrados
Baixou, que o fatal impeto reporte:
Fervendo em raios no Oceano a morte,
Te obedece, ó Britania, ao mando, aos Fados.
No Continente o Gallo he Deus da guerra; O Anglo audaz sobre o pelago iracundo
Da victoria os pendões, troando, afferra…
Ah! nutrão sempre assim rancor profundo. Hum triunfa no mar, outro na terra:
Se as mãos se derem, que será do Mundo!
Bocage.
* * * * *
*SONETO.*
C'hum Diadema de luz no Elysio entrava
Envolto Nelson em sanguineo manto!
Lavrou nos Manes desusado espanto,
E a turba dos Heróes o rodeava.
Grita Alexandre (e nelle os olhos crava)
Quem hes, que entre immortaes fulguras tanto?
Sou (lhes diz) quem remio de vil quebranto Europa curva, oppressa, e quasi escrava.
Deixei de sangue o pégo rubicundo;
Troféos em meu sepulcro a Patria arvora;
Raio ardi sobre o Gallo furibundo…
Nisto de novo o Macedonio chora:
O que immensa extensão venceo do Mundo, Quem vencêra hum só povo inveja agora.
Bocage.
* * * * *
Á Memoria de Ulmia.