Argo

Antonio Mendez e Matt Baglio · Apêndice

Páginas do PDF

Argo

Agradecimentos

AG RADECIMENTOS

Tenho contado a história do resgate dos seis “hóspedes” do Irã revolucionário, ocorrido em 1980, dezenas se não centenas de vezes ao longo dos anos. Os detalhes do papel do governo canadense mais o envolvimento significativo de Hollywood e da CIA no planejamento e na execução da operação foram mantidos em completo segredo até 1997. Então, a pedido da CIA, comecei a relatar abertamente como forma de comemorar o quinquagésimo aniversário da Agência. A história entrou como um capítulo no meu primeiro livro, The Master of Disguise [O mestre do disfarce], depois ganhou uma reportagem na revista Wired, virou um roteiro de cinema intitulado Argo e agora se transformou em livro.

A história de Argo parece ter capturado a imaginação do público. Aqueles em Hollywood envolvidos na realização do filme manifestaram enorme entusiasmo por ela, e plateias nos Estados Unidos afora ficavam extasiadas quando eu lhes contava como a CIA entrou no Irã no meio de uma revolução e resgatou seis inocentes diplomatas americanos, escondidos sob os cuidados dos canadenses.

Neste livro, apresento o relato real de como o resgate foi planejado e executado. É uma honra poder contar esta história. Com essa finalidade, eu gostaria de expressar meu reconhecimento aos que desempenharam algum papel nessa operação.

Primeiro, quero agradecer à minha atual esposa, Jonna, que não é apenas a minha musa, minha companheira de armas e minha inspiração, mas também uma fonte de ideias e minha mais perceptiva e obstinada conselheira. Eu não teria conseguido fazer isso sem ela.

Igualmente importante, preciso homenagear um bom amigo e verdadeiro patriota, “Jerome Calloway”, responsável por contribuir com o elemento hollywoodiano desses eventos e muitas outras boas ideias. Infelizmente, mesmo depois de sua morte, não podemos mencionar seu verdadeiro nome, mas ele foi um autêntico gênio.

Devo agradecer ao meu filho Jesse Lee Mendez pelos fins de semana de que ele abriu mão quando vinha da faculdade para casa. Nós finalizamos este livro num prazo rígido, e, embora eu lhe desse um olá quando chegava e um tchau quando ele ia embora, todos nós sentimos falta de sair um pouco para nos divertirmos. O mesmo vale para seus irmãos mais velhos, Toby e Amanda. Prometemos melhorar.

Tive a sorte de poder trabalhar com Matt Baglio neste projeto. Jornalista e escritor experiente, ele agora divide seu tempo entre Roma e a Califórnia, com a esposa, Sara, e o filho pequeno. Matt foi incansável como repórter investigativo, pesquisando a história do Irã que serviu de pano de fundo da narrativa desse resgate, entrevistando os hóspedes e adquirindo uma visão de fora do relato, não contaminada pela proverbial parcialidade dos espelhos, dos detalhes confidenciais. Foi um prazer trabalhar com ele. Durante a elaboração deste livro, Matt perdeu o sogro, Fernando Di Bari, e meu coração esteve e está com o casal.

Este livro não teria sido possível sem a participação muito direta de Christy Fletcher, da Fletcher and Company, em Nova York. Ela foi parte vital na elaboração de cada etapa e, junto com sua assistente, Alyssa Wolff, fez com que cada passo se tornasse um prazer. Da mesma forma, Joshua Kendall na Viking, assistido por Maggie Riggs, foi um editor entusiasmado que cuidou com carinho do material e lhe deu todo cuidado e atenção durante o processo de edição. Dá para perceber. Ele pegou algo que era bom e o tornou ainda melhor. Meus agradecimentos a ambos.

Meus ex-colegas da CIA permanecerão, obviamente, anônimos. Há detalhes de sobra no livro para que funcionários da CIA de uma certa faixa etária possam identificar antigos colegas e, às vezes, a si mesmos. Outros receberam nomes genéricos, vagos, como “Bob” (desculpe, Bob), mas eles sabem quem são. Heróis anônimos, todos eles. Espero que o leitor possa ter um apreço melhor e maior pelo trabalho da CIA e pelas pessoas que fazem esse trabalho.

Os hóspedes foram, possivelmente, a maior fonte de novas informações para este livro. Suas percepções, seus pontos de vista e suas experiências dão a dimensão humana de uma operação que desde então ficou conhecida apenas por “A travessura canadense” ou “O resgate de seis diplomatas”. Registrar no papel seus sentimentos e suas experiências foi algo que o grupo conseguiu com grande sensibilidade.

E, como não poderia deixar de ser, temos os canadenses. Nós entramos em contato com muitos dos envolvidos nessa operação de resgate para revisitar sua história. Foi uma experiência maravilhosa trabalhar com eles rumo a um objetivo comum. De Ken Taylor e sua secretária Laverna, recentemente falecida, a Roger Lucy e funcionários de todos os escalões, foi um prazer trabalhar com nossos vizinhos do norte. Se, por um lado, gostamos de dizer que “O negócio é ser pequeno”, na verdade é muito mais. O Canadá é um amigo verdadeiro dos Estados Unidos, e eu nunca vou me esquecer do prazer que foi trabalhar com um governo estrangeiro que se parecia tanto com o meu.

Obrigado, Canadá!

Antonio J. Mendez