Baía de Todos os Santos: aspectos humanos
Festas na Baía de Todos os Santos
Célia Sacramento
Quando navegam os mestres no azul do mar, surgem os
encantos deixando fluir ondas de aventuras, onde não se
consegue separar a fantasia da realidade. Os saveiristas,
homens sensíveis, não se esquecem de sonhar extasiados as
histórias contadas pelas espumas das esteiras dos seus
saveiros, que o mar vai apagando para outros sonhos e outras
histórias.
(Lev Smarcevski)
A importância histórica e cultural das manifestações tradicionais da
Baía de Todos os Santos é inegável. Essa baía de águas mansas,
terras férteis e pescado abundante abriga várias ilhas ricas nessas
tradições. Suas distintas práticas culturais aludem a maneiras de
apreensão do mundo e se situam numa encruzilhada entre ficção e
realidade.
O real é um movimento, um tempo cuja teia de significados contém
os códigos do grupo, um repertório de narrativas e rituais que são
formas de interpretação da realidade. O imaginário alimenta o real,
traduzindo as representações da história e dos ritos, um processo
criativo no qual a memória acentua ou ameniza os acontecimentos.
As festas são lugares de memórias coletivas, do jogo, do lúdico,
abrangendo dimensões socioculturais e religiosas. São fatores de
desenvolvimento humano na medida em que lidam com o simbólico,
os mitos, a afetividade e as emoções.
Nas ilhas da Baía de Todos os Santos, as crenças nas divindades
possuem raízes em saberes ancestrais, originados da herança dos
povos africanos transplantados como escravos, dos indígenas e dos
europeus.
A história dessa baía reescreve-se com resistência e superação de
situações adversas, engendrando um modo de ser de seus
habitantes que abrange o bem-viver, o respeito à natureza e às
tradições.
A ilha de Itaparica, a maior da Baía de Todos os Santos, nos três
primeiros séculos do Brasil Colônia abrigou intensa atividade
produtiva do Recôncavo da Bahia: os engenhos de cana-de-açúcar
produziram boa parte dessa riqueza, mantendo-se esse apogeu
econômico até meados do século XIX.
Figura 1 – Procissão no mar.
Foto: Carlos Maguari
A religiosidade é um fator de integração de seus habitantes. Os
presentes às águas, os cortejos, como a Santa Mazorra, cortejos
fúnebres, o batizado do menino morto, procissões católicas e
peditórios, como o de Santa Luzia, constituem-se formas de
preservação dos costumes e da identidade cultural.
Os rituais são aliados a ensinamentos ancestrais que atuam como
princípios organizadores do viver cotidiano.
O conceito de festa varia segundo o momento e a visão de quem a
organiza, considerando os objetivos, a história e as tradições de
cada grupo.
Este trabalho pretende ser um exercício poético de abordagem das
festas na ilha de Itaparica, representações da vitalidade,
versatilidade e hedonismo que caracterizam o estilo de vida de seus
habitantes.
A festa possui uma dimensão oficial e outra oficiosa. Se por um lado
existem normas, formas de organização e planejamento a serem
seguidos para o êxito do evento, por outro lado, há situações que
fogem a essa estrutura, revelando demandas que escapam às
convenções e acessam um mundo de liberdade e afirmação da
identidade.
Figuras 2 e 3 – Devoção religiosa no mar.
Fotos: Carlos Maguari.
A multiplicidade de fenômenos do contexto da festa admite o
poético, o imaginário, a transgressão. As festas e suas
representações permitem colocar em evidência o significado das
tradições, o papel da memória na preservação do patrimônio cultural
e seus desdobramentos.
Interagindo com as mudanças do mundo contemporâneo, com os
meios de comunicação e outros avanços tecnológicos revelam, "[...]
através da potência criadora, a capacidade humana de transfigurar a realidade, de desconstruí-la e reelaborá-la como uma brincadeira
na qual tudo é permitido". (OLIVEIRA, 2006, p. 37)
No cenário da Baía de Todos os Santos, a diversidade cultural reúne
elementos geográficos, sociais, religiosos e políticos, revelando
complexidades que caracterizam identificações com um ideal de
homem livre, traços de uma identidade negra e de uma estética
ancestral. A visão de mundo de seus habitantes está impregnada de
memórias.
Figura 4 – Presente para as águas.
Foto: Carlos Maguari
O tempo é regulado por meio da natureza, a despeito de outra
ordem de exigências sobre sua observância. Ele orienta ações do
cotidiano das atividades de pesca, corridas de saveiros, festas
religiosas e de uma pequena agricultura familiar. A conexão com o
passado alia-se ao imaginário de um lugar onde se vivia uma
filosofia de vida simples, relacionada ao mar e à natureza. Referindo-se à condição humana, como aspecto central da
educação do futuro, Morin (2002, p. 47) acentua que o homem deve
"[...] reconhecer-se em sua humanidade comum e ao mesmo tempo
reconhecer a diversidade cultural inerente a tudo que é humano".
Os grupos culturais possuem uma dinâmica própria na sua
organização para levar à rua as manifestações tradicionais. A festa
cumpre uma função social e educativa, refletindo processos de
interação, dissidências, negociações e nesse contexto o
conhecimento é construído coletivamente, numa perspectiva lúdica
e criativa.
Os rituais têm a função de ajudar as pessoas a retomarem suas
lembranças; sem eles a festa perde o sentido e a ligação da
comunidade com suas concepções místicas e cosmológicas.
Nas festas e folguedos os brincantes1 ocupam o espaço de forma
apropriada com suas danças e cânticos. Aliam a arte aos
movimentos corporais da rotina diária, criando performances e
outras ações de caráter efêmero no ato da brincadeira. 2
A relação com o mar apresenta nuanças distintas: da poesia e do
romantismo das noites de lua, da luta dos pescadores e
marisqueiras para garantir seu sustento e o de suas famílias e do
lazer, das corridas de saveiro.
Esta é uma embarcação típica do Recôncavo baiano feita de
madeira, de casco afilado e comprido, de fundo chato, com mastros
e velas, que possui categorias distintas (de carga, barra-fora, de
passagem, de pesca, de vela de içar, entre outras). Alguns
modelos atualmente fazem parte da tradição.
As corridas de saveiro são modalidades esportivas que congregam
dezenas de embarcações em torno da Baía de Todos os Santos.
Possuem importância fundamental na permanência das tradições,
uma vez que fomentam nos participantes, crianças, adolescentes e
adultos, a prática do esporte náutico visando o fortalecimento da
memória.
Essas práticas são recriadas gerando um equilíbrio entre a tradição
e a contemporaneidade. O sentido de coletividade fortalece a
inclusividade, a identidade cultural e a preservação dos saberes
ligados às águas.
Os festejos em louvor a Nossa Senhora da Penha e a São Benedito,
na Penha, acontecem após o domingo de Páscoa, na Igreja de
Nossa Senhora da Penha, que se localiza a beira-mar, na ponta
oeste da entrada da Baía de Todos os Santos.
Figura 5 – Festa no Porto da Barra, Salvador.
Foto: Carlos Maguari
A festa possui uma vinculação com as tradições e a religiosidade
dos participantes.
A herança africana desempenha papel importante nesse enredo. De
acordo com Mattoso (1992, p. 429)
[...] Quando os bantos reinterpretaram a fé católica, alguns
santos como São Benedito ou Santa Efigênia, que passam por
ser santos negros, tornaram-se antepassados familiares ou
nacionais.
As práticas culturais refletem o cotidiano das atividades de pesca,
puxada de rede, colheita do coco e feitura do azeite de dendê,
festas religiosas católicas e manifestações religiosas de matriz
africana. Nestas práticas, o lúdico, a religiosidade e o trabalho
constituem-se dimensões interdependentes e representativas.
A comunidade da Gamboa (localidade próxima à Penha) organiza
os festejos há várias décadas. Segundo os participantes mais
antigos, que eram levados, na época, pelos pais, tios e tias, para a
festa, há mais de oitenta anos o povo da ilha de Itaparica reúne-se
no adro da Igreja de Nossa Senhora da Penha. O acesso ao local
era feito a pé pela praia, a cavalo pelas matas, ou por meio de
embarcações como saveiros e canoas.
Entoando cânticos religiosos, os moradores da Gamboa conduzem
nos andores, as imagens dos santos homenageados, pelas ruas
enladeiradas, de chão batido, da localidade.
A preparação da festa tem início semanas antes da data de sua
realização. Escolhe-se um membro da comunidade para liderar e
organizar os festejos, com a finalidade de levantar fundos
destinados à realização da missa e da procissão, à contratação dos
músicos e à compra dos aviamentos da típica feijoada baiana.
Os antigos participantes relatam que, no tempo das grandes
tempestades, quando as frentes frias e o vento sul sopravam na
entrada da Baía de Todos os Santos, os comandantes e a tripulação
das embarcações recorriam à santa para livrá-los dos naufrágios.
Nos festejos de Pascoela, eles pagavam as promessas
reverenciando Nossa Senhora pelas graças alcançadas.
O evento tem início com as homenagens em louvor a Nossa
Senhora da Penha, no primeiro dia, com a queima de fogos ao amanhecer para anunciar a festa.
As imagens dos santos saem da Igreja de Bom Jesus dos
Navegantes, na Gamboa, e são conduzidas em procissão em
direção à Igreja de Nossa Senhora da Penha, onde é rezada a
missa. Durante o cortejo, os fiéis entoam cânticos acompanhados
por um grupo de músicos, com seus instrumentos de sopro e
percussão, que apresenta um repertório bastante eclético.
O segundo dia da festa, dedicado a São Benedito, era considerado
"a data maior"; ele era o santo de devoção do proprietário da antiga
fazenda e os brincantes nesse dia tinham livre acesso à casa
grande, localizada na lateral do adro da Igreja. O dono da casa "[...]
mandava matar bois, carneiros e a gente podia fazer o que
quisesse; até a Banda do Corpo de Bombeiros [de Salvador] vinha
tocar nessa festa".
Segundo os participantes, naquela época, as barracas eram
construídas no adro da Igreja, com palha de dendezeiro, sendo
denominadas de "botequins". O parque de diversões era uma roda
gigante feita de bambu e movida à mão; comportava seis crianças.
Na missa rezada na Igreja de Nossa Senhora da Penha (uma
construção do século XIX), os fiéis manifestam sua devoção
cantando, tocando foguetes e reverenciando os santos. Encerradas
as obrigações religiosas, todos vão saborear a feijoada, preparada
no dia anterior pelas mulheres e em seguida iniciam o samba de
roda.
A esse respeito, a festa de São Simão em Parapatingas (ou
Pirapitingas), instituída em 1746, é relatada por Osório (1979, p.
255), que destaca: "Acabada a missa, celebrada pelo vigário da
Freguezia de Vera Cruz, missa barulhenta, com música e foguetões
[...]", os devotos espalhavam-se pelo Largo do Castelo para assistir
"[...] ao cair da viração, as corridas de saco e de argolinhas, o
samba de roda, o corta-jaca, a chegança e o afoxé".
O samba de roda, nas suas diversas modalidades, é uma dança
popular tradicional do Recôncavo da Bahia.
A brincadeira pode começar com um círculo ou semicírculo no qual
os brincantes cantam, dançam e batem palmas, seguindo regras
para a movimentação no centro da roda. Por outro lado, seu início
pode acontecer com um cortejo que sai dos arredores da Igreja em
direção ao adro.
O solista puxa as músicas, pois conhece os enredos e norteia a
dinâmica da roda. Ele canta as músicas tradicionais, a música do
grupo, composta pelos próprios brincantes e improvisa versos com
situações do cotidiano. À medida que o tempo vai passando, o
samba esquenta; as músicas tornam-se mais picantes e os
movimentos corporais mais sensuais e sedutores.
A base instrumental do samba formada por pandeiros, surdos,
caixas, caxixis e outros instrumentos percussivos inclui adultos e
crianças, que tocam os instrumentos.
O corpo é presença viva do contexto social que o gestual da dança
evoca. Os participantes protagonizam cenas de seu cotidiano,
tensões, conquistas, que apresentam de forma jocosa e bem-
humorada.
Na perspectiva de Maffesoli (1996, p. 160),
[...] o estilo de vida não é uma coisa inútil, pois é [...] o que
determina a relação com a alteridade: da simples sociabilidade
(rituais, civilidade, vizinhanças) à socialidade mais complexa
(memória coletiva, simbólica, imaginário social).
O corpo promove essa troca com o coletivo; na festa ele se prepara
para ser visto pelo outro, num jogo de papéis que o complementa e
transforma.
Nos meus estudos sobre festejos e folguedos na ilha de Itaparica,
tenho feito referência ao 'corpo lúdico' da festa, da brincadeira, que improvisa e cria seu repertório de coreografias como se fosse uma
representação artística. No 'corpo ritual', sacralizado, que conhece o
repertório das liturgias religiosas, os movimentos não são uma
imitação das danças rituais, transmitem no gestual a estética da
vinculação religiosa.
A esse respeito, Jeudy (2002, p. 20) refere que "[...] todas as formas
de representar o corpo, para nós e sobre o olhar do Outro, traduzem
nossa maneira de ser no mundo [...]".
No contexto da festa, o corpo encarna um jogo de possibilidades
compartilhadas pelos participantes, que fazem uma espécie de
catarse coletiva na brincadeira. Os enredos estão relacionados às
matrizes ancestrais reinterpretadas; essa releitura comporta o
divertimento, a sátira e cultiva a religiosidade, sem ferir os princípios
da liturgia religiosa.
Os distintos grupos étnicos que chegaram à Bahia impregnaram
com sua cultura nosso território. Os saberes e tradições
intercambiaram-se com os ensinamentos dos povos nativos (alguns
desses intercâmbios ocorreram à custa de sofrimento para muitos),
construindo outras formas de apreensão do mundo, distintas das
representações matriciais.
A condição de se organizar para o olhar do outro,
contemporaneamente, incorpora uma preocupação com as
novidades da mídia, que é uma forma de renovação do público, sem
perder os referenciais coletivos.
A festa representa uma versão da realidade, um jogo no qual a
memória do grupo é reinventada e atualizada com base nas suas
matrizes culturais. Os versos de uma das músicas cantadas pelos
brincantes ilustram acontecimentos testemunhados pela
comunidade, a exemplo do naufrágio de uma embarcação
estrangeira, ocorrido nos arrecifes próximos à Igreja de Nossa
Senhora da Penha.
Este episódio foi incorporado ao imaginário da comunidade da
Gamboa, que tempos depois criou um grupo de samba de roda o
qual faz uso de uma pequena embarcação como signo que o
identifica. Eles compuseram a letra da música:
"Que navio é esse que entrou de proa?
É o 'La Plata' que deu na Gamboa".
Uma característica importante dessas manifestações é que elas
apresentam modelos distintos que indicam singularidades:
condições geográficas, formas de liderança, visão de mundo,
concepção de religiosidade, musicalidade, sensibilidade estética.
Marinho considera a alegria e o prazer de viver elementos
intrínsecos às religiões de matriz africana:
[...] a vida é para ser vivida com plenitude, harmonia e alegria, o
que explica tanta festa, comidas e bebidas. [...] A alegria é a
maior contribuição dos povos africanos e afro-descendentes
para a cultura contemporânea mundial. (MARINHO, 2007, p.
181)
Ao longo do tempo, a história tem concedido maior legitimidade aos
fatos registrados nos documentos; nas manifestações tradicionais, é
a oralidade que legitima os acontecimentos. O lúdico é um indicador
para colocar em cena a interpretação da realidade.
As figuras representativas dos folguedos confirmam esta condição.
Referem-se a personagens emblemáticos, criados pelos brincantes,
que atuam espontaneamente, envolvendo o público com
encenações sérias e ao mesmo tempo provocativas e bem-
humoradas. São os legítimos guardiões da memória do grupo,
explicitando as representações do passado e as atualizações do
presente.
Essas práticas revelam o dinamismo da cultura. São registros que
preservam a memória do corpo, narram circunstâncias da história, vivências coletivas reescritas pela memória performática,
explicitando o que o texto escrito não revela. Por serem transmitidos
de forma poética, permanecem como função social e
transformadora.
A etnocenologia 3 lança um olhar sensível sobre esses eventos e
tradições no sentido de identificá-las como parte de um "processo
de trocas entre pólos interculturais" para
[...] estabelecer padrões de análise que lhe permitam observar
os processos de interatividade presentes nas manifestações
enfocadas, adotando a perspectiva da transculturalidade.
(GUINSBURG; FARIA; LIMA, 2006, p. 139)
Desta forma amplia-se o conceito de intercâmbio cultural para
valorizar os saberes específicos manifestados pelos praticantes de
cultura.
Entre as reminiscências africanas na ilha de Itaparica, vale ressaltar
a forma de convivência dos nativos, especialmente no que se refere
à cooperação, à solidariedade e no significado que atribuem ao
papel da família. A esse respeito, Braga (1995, p. 25) afirma:
[...] o parentesco religioso desempenha importante papel nas
relações sociais, mantendo-se como força dinâmica geradora e
restauradora de determinadas tramas parentais [...].
Figura 6 – Festa na ilha. Gamboa.
Foto: Carlos Maguari
Na organização das festas, as famílias fornecem o apoio logístico,
antes, durante e depois da brincadeira; disponibilizam o espaço das
casas, executam todo tipo de atividade e até refeições e lanches
para os participantes. Os grupos familiares assumem esse
compromisso como uma "obrigação" que é passada de uma
geração a outra.
O corpo brincante/brincador/jogador dos participantes das práticas
culturais na ilha de Itaparica vincula-se à religiosidade, às
estratégias de resistência, às crenças e mitos originários de suas
matrizes culturais.
Expressa dimensões do sensorial, do cognitivo, do real, da arte,
como soluções simbólicas relacionadas ao compromisso com a
alteridade, a liberdade e a memória do grupo.
Tecer a trama dessas manifestações é um constante desafio. Na
perspectiva da etnocenologia é dar voz aos praticantes da cultura,
para que eles falem do lugar onde seus saberes e fazeres são
produzidos, possibilitando reconhecimento e inserção na sociedade.
Referências
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Organizado por Lúcia Lobato e Érico José Oliveira.
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2009, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: UFMG, 2009. p. 406-
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_____. O ritual e o lúdico nas tradições culturais: poéticas e
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_____. Teatralidade e performance ritual dos folguedos da Ilha de
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GUINSBURG, J.; FARIA, J. R.; LIMA, M. A. (Coord.). Dicionário do
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SMARCEVSKI, L. Graminho: a alma do saveiro. Salvador:
Odebrecht, 1996.
1 Termo adotado pela autora para denominar os participantes de
folguedos e outras tradições, por ter uso corrente na literatura,
quando se trata dos praticantes de cultura.
2 Expressão à qual os praticantes de cultura se reportam para
identificar suas manifestações.
3 Área de conhecimento que estuda as práticas, a diversidade
cultural e os comportamentos espetaculares dos grupos étnicos.