Baía de Todos os Santos: aspectos humanos

Carlos Caroso · Capítulo 19 de 23

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Baía de Todos os Santos: aspectos humanos

Festas na Baía de Todos os Santos

 

Célia Sacramento

 

Quando navegam os mestres no azul do mar, surgem os

encantos deixando fluir ondas de aventuras, onde não se

consegue separar a fantasia da realidade. Os saveiristas,

homens sensíveis, não se esquecem de sonhar extasiados as

histórias contadas pelas espumas das esteiras dos seus

saveiros, que o mar vai apagando para outros sonhos e outras

histórias.

(Lev Smarcevski)

 

A importância histórica e cultural das manifestações tradicionais da

Baía de Todos os Santos é inegável. Essa baía de águas mansas,

terras férteis e pescado abundante abriga várias ilhas ricas nessas

tradições. Suas distintas práticas culturais aludem a maneiras de

apreensão do mundo e se situam numa encruzilhada entre ficção e

realidade.

 

O real é um movimento, um tempo cuja teia de significados contém

os códigos do grupo, um repertório de narrativas e rituais que são

formas de interpretação da realidade. O imaginário alimenta o real,

traduzindo as representações da história e dos ritos, um processo

criativo no qual a memória acentua ou ameniza os acontecimentos.

 

As festas são lugares de memórias coletivas, do jogo, do lúdico,

abrangendo dimensões socioculturais e religiosas. São fatores de

desenvolvimento humano na medida em que lidam com o simbólico,

os mitos, a afetividade e as emoções.

 

Nas ilhas da Baía de Todos os Santos, as crenças nas divindades

possuem raízes em saberes ancestrais, originados da herança dos

povos africanos transplantados como escravos, dos indígenas e dos

europeus.

A história dessa baía reescreve-se com resistência e superação de

situações adversas, engendrando um modo de ser de seus

habitantes que abrange o bem-viver, o respeito à natureza e às

tradições.

 

A ilha de Itaparica, a maior da Baía de Todos os Santos, nos três

primeiros séculos do Brasil Colônia abrigou intensa atividade

produtiva do Recôncavo da Bahia: os engenhos de cana-de-açúcar

produziram boa parte dessa riqueza, mantendo-se esse apogeu

econômico até meados do século XIX.

 

Figura 1 – Procissão no mar.

 

Foto: Carlos Maguari

 

A religiosidade é um fator de integração de seus habitantes. Os

presentes às águas, os cortejos, como a Santa Mazorra, cortejos

fúnebres, o batizado do menino morto, procissões católicas e

peditórios, como o de Santa Luzia, constituem-se formas de

preservação dos costumes e da identidade cultural.

Os rituais são aliados a ensinamentos ancestrais que atuam como

princípios organizadores do viver cotidiano.

 

O conceito de festa varia segundo o momento e a visão de quem a

organiza, considerando os objetivos, a história e as tradições de

cada grupo.

 

Este trabalho pretende ser um exercício poético de abordagem das

festas na ilha de Itaparica, representações da vitalidade,

versatilidade e hedonismo que caracterizam o estilo de vida de seus

habitantes.

 

A festa possui uma dimensão oficial e outra oficiosa. Se por um lado

existem normas, formas de organização e planejamento a serem

seguidos para o êxito do evento, por outro lado, há situações que

fogem a essa estrutura, revelando demandas que escapam às

convenções e acessam um mundo de liberdade e afirmação da

identidade.

Figuras 2 e 3 – Devoção religiosa no mar.

 

Fotos: Carlos Maguari.

 

A multiplicidade de fenômenos do contexto da festa admite o

poético, o imaginário, a transgressão. As festas e suas

representações permitem colocar em evidência o significado das

tradições, o papel da memória na preservação do patrimônio cultural

e seus desdobramentos.

 

Interagindo com as mudanças do mundo contemporâneo, com os

meios de comunicação e outros avanços tecnológicos revelam, "[...]

através da potência criadora, a capacidade humana de transfigurar a realidade, de desconstruí-la e reelaborá-la como uma brincadeira

na qual tudo é permitido". (OLIVEIRA, 2006, p. 37)

 

No cenário da Baía de Todos os Santos, a diversidade cultural reúne

elementos geográficos, sociais, religiosos e políticos, revelando

complexidades que caracterizam identificações com um ideal de

homem livre, traços de uma identidade negra e de uma estética

ancestral. A visão de mundo de seus habitantes está impregnada de

memórias.

Figura 4 – Presente para as águas.

 

Foto: Carlos Maguari

 

O tempo é regulado por meio da natureza, a despeito de outra

ordem de exigências sobre sua observância. Ele orienta ações do

cotidiano das atividades de pesca, corridas de saveiros, festas

religiosas e de uma pequena agricultura familiar. A conexão com o

passado alia-se ao imaginário de um lugar onde se vivia uma

filosofia de vida simples, relacionada ao mar e à natureza. Referindo-se à condição humana, como aspecto central da

educação do futuro, Morin (2002, p. 47) acentua que o homem deve

"[...] reconhecer-se em sua humanidade comum e ao mesmo tempo

reconhecer a diversidade cultural inerente a tudo que é humano".

 

Os grupos culturais possuem uma dinâmica própria na sua

organização para levar à rua as manifestações tradicionais. A festa

cumpre uma função social e educativa, refletindo processos de

interação, dissidências, negociações e nesse contexto o

conhecimento é construído coletivamente, numa perspectiva lúdica

e criativa.

 

Os rituais têm a função de ajudar as pessoas a retomarem suas

lembranças; sem eles a festa perde o sentido e a ligação da

comunidade com suas concepções místicas e cosmológicas.

 

Nas festas e folguedos os brincantes1 ocupam o espaço de forma

apropriada com suas danças e cânticos. Aliam a arte aos

movimentos corporais da rotina diária, criando performances e

outras ações de caráter efêmero no ato da brincadeira. 2

 

A relação com o mar apresenta nuanças distintas: da poesia e do

romantismo das noites de lua, da luta dos pescadores e

marisqueiras para garantir seu sustento e o de suas famílias e do

lazer, das corridas de saveiro.

 

Esta é uma embarcação típica do Recôncavo baiano feita de

madeira, de casco afilado e comprido, de fundo chato, com mastros

e velas, que possui categorias distintas (de carga, barra-fora, de

passagem, de pesca, de vela de içar, entre outras). Alguns

modelos atualmente fazem parte da tradição.

 

As corridas de saveiro são modalidades esportivas que congregam

dezenas de embarcações em torno da Baía de Todos os Santos.

Possuem importância fundamental na permanência das tradições,

uma vez que fomentam nos participantes, crianças, adolescentes e

adultos, a prática do esporte náutico visando o fortalecimento da

memória.

Essas práticas são recriadas gerando um equilíbrio entre a tradição

e a contemporaneidade. O sentido de coletividade fortalece a

inclusividade, a identidade cultural e a preservação dos saberes

ligados às águas.

 

Os festejos em louvor a Nossa Senhora da Penha e a São Benedito,

na Penha, acontecem após o domingo de Páscoa, na Igreja de

Nossa Senhora da Penha, que se localiza a beira-mar, na ponta

oeste da entrada da Baía de Todos os Santos.

 

Figura 5 – Festa no Porto da Barra, Salvador.

 

Foto: Carlos Maguari

 

A festa possui uma vinculação com as tradições e a religiosidade

dos participantes.

 

A herança africana desempenha papel importante nesse enredo. De

acordo com Mattoso (1992, p. 429)

[...] Quando os bantos reinterpretaram a fé católica, alguns

santos como São Benedito ou Santa Efigênia, que passam por

ser santos negros, tornaram-se antepassados familiares ou

nacionais.

 

As práticas culturais refletem o cotidiano das atividades de pesca,

puxada de rede, colheita do coco e feitura do azeite de dendê,

festas religiosas católicas e manifestações religiosas de matriz

africana. Nestas práticas, o lúdico, a religiosidade e o trabalho

constituem-se dimensões interdependentes e representativas.

 

A comunidade da Gamboa (localidade próxima à Penha) organiza

os festejos há várias décadas. Segundo os participantes mais

antigos, que eram levados, na época, pelos pais, tios e tias, para a

festa, há mais de oitenta anos o povo da ilha de Itaparica reúne-se

no adro da Igreja de Nossa Senhora da Penha. O acesso ao local

era feito a pé pela praia, a cavalo pelas matas, ou por meio de

embarcações como saveiros e canoas.

 

Entoando cânticos religiosos, os moradores da Gamboa conduzem

nos andores, as imagens dos santos homenageados, pelas ruas

enladeiradas, de chão batido, da localidade.

 

A preparação da festa tem início semanas antes da data de sua

realização. Escolhe-se um membro da comunidade para liderar e

organizar os festejos, com a finalidade de levantar fundos

destinados à realização da missa e da procissão, à contratação dos

músicos e à compra dos aviamentos da típica feijoada baiana.

 

Os antigos participantes relatam que, no tempo das grandes

tempestades, quando as frentes frias e o vento sul sopravam na

entrada da Baía de Todos os Santos, os comandantes e a tripulação

das embarcações recorriam à santa para livrá-los dos naufrágios.

Nos festejos de Pascoela, eles pagavam as promessas

reverenciando Nossa Senhora pelas graças alcançadas.

 

O evento tem início com as homenagens em louvor a Nossa

Senhora da Penha, no primeiro dia, com a queima de fogos ao amanhecer para anunciar a festa.

 

As imagens dos santos saem da Igreja de Bom Jesus dos

Navegantes, na Gamboa, e são conduzidas em procissão em

direção à Igreja de Nossa Senhora da Penha, onde é rezada a

missa. Durante o cortejo, os fiéis entoam cânticos acompanhados

por um grupo de músicos, com seus instrumentos de sopro e

percussão, que apresenta um repertório bastante eclético.

 

O segundo dia da festa, dedicado a São Benedito, era considerado

"a data maior"; ele era o santo de devoção do proprietário da antiga

fazenda e os brincantes nesse dia tinham livre acesso à casa

grande, localizada na lateral do adro da Igreja. O dono da casa "[...]

mandava matar bois, carneiros e a gente podia fazer o que

quisesse; até a Banda do Corpo de Bombeiros [de Salvador] vinha

tocar nessa festa".

 

Segundo os participantes, naquela época, as barracas eram

construídas no adro da Igreja, com palha de dendezeiro, sendo

denominadas de "botequins". O parque de diversões era uma roda

gigante feita de bambu e movida à mão; comportava seis crianças.

 

Na missa rezada na Igreja de Nossa Senhora da Penha (uma

construção do século XIX), os fiéis manifestam sua devoção

cantando, tocando foguetes e reverenciando os santos. Encerradas

as obrigações religiosas, todos vão saborear a feijoada, preparada

no dia anterior pelas mulheres e em seguida iniciam o samba de

roda.

 

A esse respeito, a festa de São Simão em Parapatingas (ou

Pirapitingas), instituída em 1746, é relatada por Osório (1979, p.

255), que destaca: "Acabada a missa, celebrada pelo vigário da

Freguezia de Vera Cruz, missa barulhenta, com música e foguetões

[...]", os devotos espalhavam-se pelo Largo do Castelo para assistir

"[...] ao cair da viração, as corridas de saco e de argolinhas, o

samba de roda, o corta-jaca, a chegança e o afoxé".

O samba de roda, nas suas diversas modalidades, é uma dança

popular tradicional do Recôncavo da Bahia.

 

A brincadeira pode começar com um círculo ou semicírculo no qual

os brincantes cantam, dançam e batem palmas, seguindo regras

para a movimentação no centro da roda. Por outro lado, seu início

pode acontecer com um cortejo que sai dos arredores da Igreja em

direção ao adro.

 

O solista puxa as músicas, pois conhece os enredos e norteia a

dinâmica da roda. Ele canta as músicas tradicionais, a música do

grupo, composta pelos próprios brincantes e improvisa versos com

situações do cotidiano. À medida que o tempo vai passando, o

samba esquenta; as músicas tornam-se mais picantes e os

movimentos corporais mais sensuais e sedutores.

 

A base instrumental do samba formada por pandeiros, surdos,

caixas, caxixis e outros instrumentos percussivos inclui adultos e

crianças, que tocam os instrumentos.

 

O corpo é presença viva do contexto social que o gestual da dança

evoca. Os participantes protagonizam cenas de seu cotidiano,

tensões, conquistas, que apresentam de forma jocosa e bem-

humorada.

 

Na perspectiva de Maffesoli (1996, p. 160),

 

[...] o estilo de vida não é uma coisa inútil, pois é [...] o que

determina a relação com a alteridade: da simples sociabilidade

(rituais, civilidade, vizinhanças) à socialidade mais complexa

(memória coletiva, simbólica, imaginário social).

 

O corpo promove essa troca com o coletivo; na festa ele se prepara

para ser visto pelo outro, num jogo de papéis que o complementa e

transforma.

 

Nos meus estudos sobre festejos e folguedos na ilha de Itaparica,

tenho feito referência ao 'corpo lúdico' da festa, da brincadeira, que improvisa e cria seu repertório de coreografias como se fosse uma

representação artística. No 'corpo ritual', sacralizado, que conhece o

repertório das liturgias religiosas, os movimentos não são uma

imitação das danças rituais, transmitem no gestual a estética da

vinculação religiosa.

 

A esse respeito, Jeudy (2002, p. 20) refere que "[...] todas as formas

de representar o corpo, para nós e sobre o olhar do Outro, traduzem

nossa maneira de ser no mundo [...]".

 

No contexto da festa, o corpo encarna um jogo de possibilidades

compartilhadas pelos participantes, que fazem uma espécie de

catarse coletiva na brincadeira. Os enredos estão relacionados às

matrizes ancestrais reinterpretadas; essa releitura comporta o

divertimento, a sátira e cultiva a religiosidade, sem ferir os princípios

da liturgia religiosa.

 

Os distintos grupos étnicos que chegaram à Bahia impregnaram

com sua cultura nosso território. Os saberes e tradições

intercambiaram-se com os ensinamentos dos povos nativos (alguns

desses intercâmbios ocorreram à custa de sofrimento para muitos),

construindo outras formas de apreensão do mundo, distintas das

representações matriciais.

 

A condição de se organizar para o olhar do outro,

contemporaneamente, incorpora uma preocupação com as

novidades da mídia, que é uma forma de renovação do público, sem

perder os referenciais coletivos.

 

A festa representa uma versão da realidade, um jogo no qual a

memória do grupo é reinventada e atualizada com base nas suas

matrizes culturais. Os versos de uma das músicas cantadas pelos

brincantes ilustram acontecimentos testemunhados pela

comunidade, a exemplo do naufrágio de uma embarcação

estrangeira, ocorrido nos arrecifes próximos à Igreja de Nossa

Senhora da Penha.

Este episódio foi incorporado ao imaginário da comunidade da

Gamboa, que tempos depois criou um grupo de samba de roda o

qual faz uso de uma pequena embarcação como signo que o

identifica. Eles compuseram a letra da música:

 

"Que navio é esse que entrou de proa?

 

É o 'La Plata' que deu na Gamboa".

 

Uma característica importante dessas manifestações é que elas

apresentam modelos distintos que indicam singularidades:

condições geográficas, formas de liderança, visão de mundo,

concepção de religiosidade, musicalidade, sensibilidade estética.

 

Marinho considera a alegria e o prazer de viver elementos

intrínsecos às religiões de matriz africana:

 

[...] a vida é para ser vivida com plenitude, harmonia e alegria, o

que explica tanta festa, comidas e bebidas. [...] A alegria é a

maior contribuição dos povos africanos e afro-descendentes

para a cultura contemporânea mundial. (MARINHO, 2007, p.

181)

 

Ao longo do tempo, a história tem concedido maior legitimidade aos

fatos registrados nos documentos; nas manifestações tradicionais, é

a oralidade que legitima os acontecimentos. O lúdico é um indicador

para colocar em cena a interpretação da realidade.

 

As figuras representativas dos folguedos confirmam esta condição.

Referem-se a personagens emblemáticos, criados pelos brincantes,

que atuam espontaneamente, envolvendo o público com

encenações sérias e ao mesmo tempo provocativas e bem-

humoradas. São os legítimos guardiões da memória do grupo,

explicitando as representações do passado e as atualizações do

presente.

 

Essas práticas revelam o dinamismo da cultura. São registros que

preservam a memória do corpo, narram circunstâncias da história, vivências coletivas reescritas pela memória performática,

explicitando o que o texto escrito não revela. Por serem transmitidos

de forma poética, permanecem como função social e

transformadora.

 

A etnocenologia 3 lança um olhar sensível sobre esses eventos e

tradições no sentido de identificá-las como parte de um "processo

de trocas entre pólos interculturais" para

 

[...] estabelecer padrões de análise que lhe permitam observar

os processos de interatividade presentes nas manifestações

enfocadas, adotando a perspectiva da transculturalidade.

(GUINSBURG; FARIA; LIMA, 2006, p. 139)

 

Desta forma amplia-se o conceito de intercâmbio cultural para

valorizar os saberes específicos manifestados pelos praticantes de

cultura.

 

Entre as reminiscências africanas na ilha de Itaparica, vale ressaltar

a forma de convivência dos nativos, especialmente no que se refere

à cooperação, à solidariedade e no significado que atribuem ao

papel da família. A esse respeito, Braga (1995, p. 25) afirma:

 

[...] o parentesco religioso desempenha importante papel nas

relações sociais, mantendo-se como força dinâmica geradora e

restauradora de determinadas tramas parentais [...].

Figura 6 – Festa na ilha. Gamboa.

 

Foto: Carlos Maguari

 

Na organização das festas, as famílias fornecem o apoio logístico,

antes, durante e depois da brincadeira; disponibilizam o espaço das

casas, executam todo tipo de atividade e até refeições e lanches

para os participantes. Os grupos familiares assumem esse

compromisso como uma "obrigação" que é passada de uma

geração a outra.

 

O corpo brincante/brincador/jogador dos participantes das práticas

culturais na ilha de Itaparica vincula-se à religiosidade, às

estratégias de resistência, às crenças e mitos originários de suas

matrizes culturais.

 

Expressa dimensões do sensorial, do cognitivo, do real, da arte,

como soluções simbólicas relacionadas ao compromisso com a

alteridade, a liberdade e a memória do grupo.

Tecer a trama dessas manifestações é um constante desafio. Na

perspectiva da etnocenologia é dar voz aos praticantes da cultura,

para que eles falem do lugar onde seus saberes e fazeres são

produzidos, possibilitando reconhecimento e inserção na sociedade.

 

Referências

 

BRAGA, Júlio. Ancestralidade afro-brasileira: o culto de babá egum.

2. ed. Salvador: Edufba: Ianamá, 1995.

 

GOMES, C. C. S. Festas, memórias e representações. Cadernos do

GIPE-CIT, Salvador: PPGAC/UFBA, n. 20, p. 44-51, maio 2008.

Organizado por Lúcia Lobato e Érico José Oliveira.

 

_____. Um olhar etnocenológico dos festejos de Pascoela na Baía

de Todos os Santos. In: COLÓQUIO DE ETNOCENOLOGIA, 6.,

2009, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: UFMG, 2009. p. 406-

410.

 

_____. O ritual e o lúdico nas tradições culturais: poéticas e

performances. In: COLÓQUIO DE ETNOCENOLOGIA, 5., 2007,

Salvador. Anais... Salvador: Fast Design: PPGAC/UFBA, 2007. p.

61-68. Organizado por Armindo Jorge Bião.

 

_____. Teatralidade e performance ritual dos folguedos da Ilha de

Itaparica. Salvador: Carlos Maguari, 2004.

 

GUINSBURG, J.; FARIA, J. R.; LIMA, M. A. (Coord.). Dicionário do

teatro brasileiro: temas, formas e conceitos. São Paulo: Perspectiva:

SESC/SP, 2006.

 

JEUDY, H. O corpo como objeto de arte. Tradução de Tereza

Lourenço. São Paulo: Estação Liberdade, 2002.

 

MAFFESOLI, M. No fundo das aparências. Tradução de Bertha

Gurovitz. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.

MARINHO, R. F. Comunicação: a tradição do "fuxico" nas casas

religiosas afro-brasileiras. 2007.

 

MATTOSO, K. M. de Q. Bahia século XIX: uma província no império.

Tradução de Yedda de Macedo Soares. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova

Fronteira, 1992.

 

MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro.

Tradução de Catarina E. F. da Silva e Jeanne Sawaya. 6. ed. São

Paulo: Cortez; Brasília, DF: Unesco, 2002.

 

OLIVEIRA, E. J. S. de. A roda do mundo gira: um olhar sobre o

Cavalo Marinho Estrela de Ouro (Condado – PE). Recife: Sesc,

2006.

 

OSÓRIO, U. A Ilha de Itaparica: história e tradição. 4. ed. Salvador:

Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1979.

 

SMARCEVSKI, L. Graminho: a alma do saveiro. Salvador:

Odebrecht, 1996.

 

1 Termo adotado pela autora para denominar os participantes de

folguedos e outras tradições, por ter uso corrente na literatura,

quando se trata dos praticantes de cultura.

 

2 Expressão à qual os praticantes de cultura se reportam para

identificar suas manifestações.

 

3 Área de conhecimento que estuda as práticas, a diversidade

cultural e os comportamentos espetaculares dos grupos étnicos.