Bilionário Desmascarado: Jason

J. S. Scott · Capítulo 11 de 18

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Bilionário Desmascarado: Jason

Capítulo 10

Hope suspirou. As palavras dele foram tão doces que ela queria guardá-las no coração para sempre. Mas sabia que não podia. O tempo deles era limitado, cada momento era roubado.

— Vou levar você para andar de barco comigo e vamos batizar as duas cabines. Nunca fiz sexo lá. O barco é totalmente virgem. — Ele mordeu de leve o pescoço dela em uma atitude possessiva.

Hope gemeu de desejo, invadida pelas emoções. Era tão bom ouvir Jason falar do futuro, mas doía saber que aquelas coisas nunca aconteceriam.

Mas posso ser feliz por enquanto.

Afastando os pensamentos deprimentes, Hope passou as pernas em volta de Jason e rendeu-se à sedução persuasiva dele.

 

Dois dias depois, ele fez uma careta para a camiseta sobre a cama, que Hope comprara para ele quando fora às compras. Ele adorou as botas que ela comprara e a mulher tivera consideração suficiente para tratá-las com um spray resistente a água, mas Jason não pretendia vestir uma camiseta dos Broncos. Ele segurou a camiseta laranja e azul com a ponta dos dedos, como se fosse uma serpente peçonhenta. — Não vou usar esta camiseta. — Hope estava na cozinha preparando o café da manhã antes que saíssem para uma trilha. Ele gritou alto o suficiente para que ela o escutasse.

Ela chegou à porta do banheiro alguns segundos depois. Jason imediatamente ficou de pau duro quando ela o estudou de cima abaixo.

Os olhos dela passearam lentamente pelo peito nu. — Hmm... que pena. Pessoalmente, acho que não existe coisa mais sexy do que um homem com uma camiseta dos Broncos. Você pareceria muito gostoso.

Não sei se eu conseguiria manter as mãos longe. — Ela suspirou, parecendo desapontada, e voltou para a cozinha.

Puta merda, ele certamente usaria a camiseta depois daquele comentário.

Colocando a camiseta sobre a cabeça, ele a puxou até cobrir a cintura da calça. Se Hope achava que ele ficava mais atraente, Jason provavelmente faria qualquer coisa. Sim, ele sabia que ela o estava manipulando, mas não se importava. Fazer Hope feliz e mantê-la excitada se tornara a principal missão da vida dele.

Eles raramente tinham saído da cama nos dias anteriores e saíram da casa apenas uma vez para que ele a levasse para jantar no resort. A comida fora excelente, mas a única coisa em que Jason conseguira pensar era no decote fundo do vestido vermelho sensual que ela usava, na quantidade de pele exposta que ele queria explorar com as mãos e a boca. Ele até mesmo desistira da sobremesa de chocolate quando Hope recusara a sobremesa. Levá-la de volta para a casa e para a cama demorara mais do que ele gostaria.

Ele fez uma careta para o cartão de crédito que Hope deixara sobre a cômoda do quarto sem ser usado. Ela pagara as compras que fizera com o próprio cartão, um fato que o deixou tocado e irritado ao mesmo tempo. Ele queria cuidar dela, dar-lhe qualquer coisa que ela quisesse. A maioria das mulheres teria levado o cartão e gastado o limite inteiro, o que talvez levasse algum tempo. O limite do cartão de Jason não estava exatamente na média. Mas não Hope. Ela não usara o cartão e deixara-o sobre a cômoda. Claro, ela tinha dinheiro, mas ele tinha muito mais. Além disso, ela não fazia nada para aumentar a receita da herança. Ele tirou a carteira do bolso de trás da calça e enfiou o cartão dentro dela com força um pouco exagerada. Recibos e cartões de visita se espalharam pelo chão. Recolhendo-os, ele guardou tudo na carteira e foi para a cozinha. Seu estômago roncou quando ele sentiu o cheiro de bacon.

Meu Deus. Hope sabe cozinhar.

Devia ser uma habilidade que ela desenvolvera depois de sair de casa. Certamente não aprendera com a mãe inútil. Jason sentiu as entranhas se contraírem ao pensar em Hope durante a adolescência com uma mãe que não a queria. A maior parte da vida dela deveria ter sido solitária, apesar de ter os irmãos.

Como a minha.

Ele era um idiota, esperando para ir atrás da única mulher na vida que realmente queria. E, agora que a tinha, Jason estava com muito medo de perdê-la novamente. Aquilo não poderia acontecer, não aconteceria. Ele precisava ser sincero sobre o plano de se casar com ela.

Precisava contar a ela que mentira.

Ela me odiará.

Depois que ela contara todo o passado a ele, a culpa o incomodara por não ter contado a Hope toda a verdade. A única coisa que o impedia era o medo, um silenciador poderoso. Se Hope soubesse, ele tinha medo de que não conseguiria mantê-la para sempre, o que era exatamente o que planejava fazer. Aquele acordo de duas semanas era uma farsa completa e ele sabia disso. Esperara Hope pelo que parecia uma eternidade. Ele estava fazendo o possível para que ela se viciasse nele, na convivência entre os dois. Deus sabia que ele era totalmente viciado em Hope. Não conseguia deixá-la fora de suas vistas por muito tempo sem ter sérios problemas.

Como vou lidar com a carreira dela?

Se quisesse que Hope abandonasse a carreira, ela ficaria infeliz.

No entanto, ele também não poderia deixá-la se jogar no caminho do perigo. Talvez pudessem chegar a um acordo. Ele a acompanharia aonde fosse necessário para garantir que estivesse segura.

Se ela me perdoar. Se ela ficar mesmo comigo.

Ela ficaria, nem que ele tivesse que sequestrá-la de novo. Não viveria mais sem ela. A recusa dela em continuar casada com ele não era algo aceitável.

Minha. Ela é Hope Sutherland agora e pertence a mim.

Ao entrar na cozinha, Jason a viu perto do fogão e ficou atordoado, como sempre acontecia quando a via na mesma casa que ele. Os cabelos vermelhos estavam presos em um rabo de cavalo e balançavam enquanto ela se movia graciosamente de forma eficiente.

Jason ficou hipnotizado, fascinado com cada movimento dela.

Os olhos dele estudaram o traseiro perfeito quando ela se abaixou para pegar algo do chão.

Ah, nem pensar. Ela não vai a lugar algum. Não sem mim.

O coração dele bateu com força no peito e ele sentiu o suor na palma das mãos só de pensar em Hope abandonando-o.

Não vai acontecer.

— Bom dia — disse Hope em tom alegre ao se virar e vê-lo. —

Você está usando a camiseta. Certamente parece o homem mais sexy do planeta — disse ela ao se aproximar e beijá-lo ternamente nos lábios.

Jason sorriu. Não conseguiu evitar. Hope estava manipulando-o e ele estava totalmente ciente. Mas ela era tão adorável que ele não pretendia dizer nada sobre isso. Queria ouvi-la dizer que ele era sexy.

Faria qualquer coisa para ouvir aquilo. Sim... ele era ridículo em se tratando de Hope.

Ele a teria agarrado se ela não tivesse uma colher quente na mão e contentou-se com o que podia ter. — O que teremos para o café da manhã? — Ele estava sendo mimado e provavelmente precisaria de uma longa caminhada depois de comer.

— Bacon, ovos e panquecas duplas de chocolate com calda de chocolate. — Ela acenou com a colher para que ele se sentasse enquanto preparava seu prato.

Jason salivou. — Panquecas duplas de chocolate? — Ele torceu para que ela não estivesse brincando.

— É uma receita que peguei na internet. É decadente, mas, conhecendo a sua relação com o chocolate, acho que você gostará —

brincou ela ao colocar um prato de bacon com ovos à frente dele. —

Coma enquanto termino as panquecas.

— Você está acabando comigo — disse ele com sinceridade ao atacar faminto o bacon e os ovos.

Ele sabia que ela não estava brincando sobre as panquecas, pois sentiu o aroma do chocolate.

— É bom — respondeu ela, de costas para ele. — Eu gosto de cozinhar, mas é mais divertido quando tenho alguém com quem dividir.

O comentário o atingiu como um soco no estômago. Não conseguia ver nada além das costas dela, mas percebeu a vulnerabilidade em sua voz. Ela certamente não o queria da mesma

forma como ele precisava dela, mas o coração de Jason ficou feliz por saber que Hope queria estar perto dele, que gostava de sua companhia fora do quarto. Ele queria que ela dividisse todos os espaços da vida dele. — Querida, divirta-se o quanto quiser, estarei aqui — respondeu ele ao perceber como queria ser tudo para ela. A vida dele fora tão solitária quanto a de Hope, talvez mais, e somente ela eliminara a inquietude e o vazio que o consumiam. Ele precisava dela mais do que precisava respirar.

Ela tirou o prato vazio e colocou outro à frente dele. O estômago dele roncou de novo quando ele viu a pilha de panquecas de chocolate e a calda que escorria. Depois de colocar duas xícaras de café sobre a mesa, ela se sentou à frente dele com uma pilha muito menor.

— Puta merda, elas são de verdade? — Jason sentiu o aroma provocante de chocolate e manteiga de amendoim, e ficou com a boca cheia d’água.

— Depois me diga se gostou — disse ela com um sorriso. — É

a primeira vez que faço essas panquecas.

Jason não hesitou e pegou um garfo, enterrando na fantasia de chocolate e gemendo ao dar a primeira mordida. — Incrível — disse ele entre uma garfada e outra, quase inalando a pilha de panquecas.

Hope comeu devagar, parecendo saborear cada garfada. —

Mmm... quase melhor que sexo — disse ela ao lamber o garfo.

Jason a olhou friamente. — Querida, as panquecas estão maravilhosas, mas nada é melhor do que sexo com você. — Certo, ela dissera “ quase”, mas ele ainda não gostou. Jason fez uma pausa, com o garfo a meio caminho da boca, para observar a língua dela lambendo o chocolate do garfo.

Meu Deus, quando foi que observá-la lamber chocolate se tornou uma experiência erótica?

Ela passou a língua sobre o garfo mais uma vez e fechou os olhos, com uma expressão enlevada no rosto. — Acabei — declarou ela, largando o garfo sobre o prato vazio. — Gostei muito da calda.

Jason enfiou o último pedaço de panqueca na boca enquanto a observava. Hope passou o dedo indicador no prato, colocou-o na boca

e chupou o chocolate lentamente.

O pênis pulsou, forçando o tecido que o mantinha confinado. —

Querida, se fizer isso mais uma vez, vou lhe dar algo coberto de chocolate para colocar na boca, algo muito maior do que o seu dedo — rosnou ele. A imaginação dele ficou desenfreada.

Ela abriu os olhos e encarou-o com expressão inocente. — Jason coberto de chocolate? — O olhar dela ficou lascivo. — Hmm, que gostoso.

Ela estava fazendo aquilo de propósito e Jason adorou. O fato de ela ser tão abertamente sedutora com ele o deixou louco. Ela confiava nele.

O coração de Jason bateu mais forte quando ela se levantou da cadeira, rebolando ao andar até o balcão, pegar uma travessa e colocá-la sobre a mesa ao parar em frente a ele. — O resto do chocolate — disse ela com voz baixa e desafiadora. Jason ficou de pé em menos de um segundo.

Ele agarrou a camiseta dela e puxou-a sobre a cabeça. A roupa mal chegara ao chão quando ele arrancou o restante das roupas dela, louco para vê-la nua.

— Jason, eu não acho...

— Não ache — exigiu ele ao estudá-la parada à sua frente, nua.

— E não brinque com fogo a não ser que pretenda apagar as chamas, mulher.

— Está bem. Fique nu. — Ela cruzou os braços sobre o peito.

— Na verdade, eu pretendia usar a calda de chocolate em você.

Ela não precisou pedir duas vezes. Jason tirou a roupa enquanto ela ficou parada observando, quase como se estivesse surpresa por ele obedecê-la. Quando estava nu, com o pênis ereto e implorando alívio, ele sorriu para ela.

Hope podia ser destemida, mas ainda parecia incerta devido à inexperiência. Aquilo o deixou ainda mais excitado. Ela poderia provocá-lo sempre que quisesse e ele lhe mostraria como saciar as necessidades dos dois. Ele mergulhou a mão na tigela e passou o chocolate líquido morno nos ombros dela, espalhou um pouco em seu pescoço e uma quantidade generosa sobre os mamilos rígidos. Ele deixou que uma parte escorresse para a barriga dela e esfregou o resto na parte de dentro das coxas e na boceta. — Hope coberta de chocolate.

— Ele emitiu um som baixo ao cobrir os lábios dela com os dedos cheios de chocolate. — Acho que esta acabou de se tornar minha fantasia sexual favorita.

Ela olhou para ele enquanto Jason espalhava lentamente o chocolate em seus lábios. Os olhares se encontraram quando ela abriu a boca e chupou um dos dedos dele. Os olhos dela ficaram sombrios por causa do desejo.

Jason gemeu quando a língua dela passou sobre seus dedos, lambendo o excesso de chocolate de um dedo de cada vez. Ela mergulhou a mão na tigela e imitou as ações dele: espalhou chocolate nos lábios dele, em seu torso e finalmente envolveu o pênis com os dedos cheios do doce.

Ele quase gozou no momento em que ela colocou os dedos quentes à sua volta. Observá-la chupar seus dedos e sentir o toque quente no pênis fez com que ele chegasse perto do limite. — Hope —

disse ele em tom de advertência. Ele tirou os dedos do paraíso morno da boca de Hope e abaixou a cabeça para lamber o chocolate da pele delicada do pescoço dela. Jason lambeu e chupou, fazendo com que ela gemesse. Em seguida, empurrou de leve a cabeça dela para o lado para que tivesse acesso melhor. Ele estava perdendo o controle e sabia que deixaria uma marca nela, mas os gemidos de prazer dela o incentivaram a continuar. Ao descer pelo corpo dela, ele lambeu o chocolate de cada centímetro de pele, mordendo gentilmente cada mamilo ao devorar o doce de cada seio. A combinação de chocolate e Hope fez com que ele perdesse o controle.

Hope estendeu os braços e apoiou-se nos ombros de Jason quando ele ficou de joelhos, passando a língua em sua barriga. Ela caiu ajoelhada com um gemido estrangulado antes que ele conseguisse limpar totalmente a pele quente. Empurrando-o para o chão, ela se sentou sobre as pernas dele. A boca voraz lambeu o peito dele, descendo pelo seu corpo.

Jason saboreou a sensação dos lábios dela, fechando os olhos e estremecendo quando a língua de Hope chegou ao abdômen. Se ela encostasse no pênis, ele perderia totalmente o controle. Sentando-se, ele a ergueu, puxando-a para seu colo, cobrindo-lhe a boca com a sua e devorando-a. As mãos meladas soltaram o rabo de cavalo de Hope e enterraram-se em seus cabelos quando ele a marcou como sua, perdendo o controle ao enfiar a língua em sua boca e manter a cabeça dela parada para aceitá-lo. Ele gemeu quando ela colocou os dedos entre seus cabelos, encostando o corpo no dele e rendendo-se à posse brutal.

Quando o beijo terminou, os dois estavam com olhar selvagem.

A necessidade erótica vibrava no ar. Ele ficou de joelhos, virou-a no colo e deitou-se novamente no chão. Em seguida, puxou os quadris de Hope até que estivessem sobre seu rosto. Ela colocou a palma das mãos sobre os quadris dele para se apoiar, com a boca logo acima do pênis. Quando Jason lambeu o chocolate da parte de dentro das coxas de Hope, ele a ouviu gemer.

— Ai, meu Deus, Jason — murmurou ela. O hálito quente dela ao falar envolveu o pênis.

Ele se perdeu completamente quando a língua de Hope circulou a cabeça do pênis, depois que ela se adaptou rapidamente a uma posição que nunca experimentara antes.

Caralho!

Sabendo que gozaria muito depressa, ele mergulhou entre as coxas dela e gemeu quando o calor de Hope o consumiu. Segurando as nádegas dela com firmeza, ele a puxou para baixo e enterrou o rosto na boceta, lambendo o chocolate. Ela estava molhada, quente e tão deliciosa que ele não foi nada gentil. Ele mordeu gentilmente o clitóris e passou a língua sobre o minúsculo feixe de nervos como um louco.

Jason sentiu a boca quente de Hope chupar de leve os testículos e, para sua surpresa, ela enterrou os dentes em sua coxa com força suficiente para deixar uma marca.

Puta merda, ela está me marcando, como eu fiz com o pescoço dela.

O ato foi tão carnal e possessivo que Jason gemeu contra a carne quente de Hope. As vibrações resultaram em um longo gemido de Hope quando ela colocou o pênis inteiramente na boca e começou a se mover para cima e para baixo, com a mão melada segurando a base.

Jason sentiu o corpo de Hope estremecer e os quadris dela se moveram. Ele ergueu a mão e bateu em seu traseiro para que ela parasse, pois precisava sentir a boceta no rosto, a língua no clitóris.

Ele queria sentir o orgasmo dela. Naquele instante. Ela se moveu novamente e ele bateu nela uma segunda vez, sentindo as vibrações do gemido excitado em volta do pênis. Hope sabia exatamente o que ele queria, que ela ficasse parada, e pedia que a dominasse a cada vez em que se mexia. Jason lhe deu exatamente o que ela queria e, ao bater nas nádegas dela uma última vez, sentiu seu corpo estremecer. Ele colocou a língua dentro da boceta e sentiu os espasmos dos músculos internos.

Ela gemeu desesperadamente em volta do pênis ao gozar.

Jason segurou os quadris dela com força, esfregando o rosto inteiro nas dobras trêmulas ao encontrar o próprio alívio, lançando sua semente na garganta de Hope enquanto ela continuava a consumi-lo.

Os dois ficaram deitados no chão, com os corpos entrelaçados e trêmulos, até que estivessem totalmente esgotados.

A cozinha finalmente ficou em silêncio, exceto pelo som da respiração pesada dos dois. Hope saiu de cima de Jason para que ele pudesse respirar. Ele a segurou pela cintura para ajudá-la a se deitar ao seu lado e Hope caiu de bruços sobre o chão.

— Melhor. Café. Da. Manhã. De. Todos. Os. Tempos — disse Jason com voz rouca. O peito dele ainda subia e descia rapidamente.

Hope soltou uma risada sem fôlego e, ao recuperá-lo, riu mais alto.

O som da risada dela foi contagiante e Jason riu contente. Ele puxou o corpo melado dela para cima do seu.

— Fizemos uma bagunça — disse ela em tom divertido.

O chão da cozinha estava lambuzado de chocolate por toda parte.

Os cabelos e o rosto de Hope ainda tinham restos do doce sobre a pele

sedosa. Ela ainda ria divertida quando os olhares se encontraram, o dela cheio de alegria.

Para Jason, ela nunca estivera tão linda. Ele se levantou e puxou-a para cima, passando os braços em volta da cintura de Hope e esfregando o nariz no dela de forma terna. Ele a beijou de leve, saboreando a sensação de tê-la nos braços.

Ao se afastar um pouco, ele viu uma pequena marca vermelha no pescoço dela. — Machuquei você? — perguntou ele, sentindo remorso ao passar o dedo de leve sobre a marca.

— Não — respondeu ela com um suspiro de satisfação. —

Adoro quando você perde o controle. — Ela passou os braços em volta do pescoço dele. — Esta manhã foi tão... — Ela parou de falar, parecendo não achar a palavra certa.

— Safada — terminou Jason com um sorriso malicioso.

Ela assentiu e sorriu de volta.

— Querida, você ainda não viu nada — disse ele com voz rouca.

Os olhos dela brilharam. — Há mais?

Jason riu, divertido com o olhar entusiasmado dela. — Muito mais.

— Você vai me ensinar tudo antes de ir embora? — perguntou ela com cautela.

— Pode apostar — respondeu ele forçadamente. Ele não iria a lugar algum. Nem ela. Hope não se livraria dele, escroto ou não, e Jason detestava cada vez que ela falava em separação. Se dependesse dele, o que ele pretendia que acontecesse, ficariam juntos para sempre.

— E eu não vou a lugar algum. — Ele apertou os braços em volta dela.

Feliz por finalmente ter Hope nos braços, Jason ainda sentia arrependimento e remorso. Era um tolo por não ter reconhecido o que sentia por Hope anos antes. Talvez tivesse impedido que ela passasse por aquele trauma horrível se tivesse sido mais honesto consigo mesmo e com Hope. Trepar com ela não o livraria da inquietude nem da solidão. Ele precisava dela, mas teria que ser para a vida inteira.

Nunca deveria ter mentido para ela nem preparado aquela armação por

motivos egoístas. Só o que podia fazer agora era torcer para que ela o perdoasse. Caso contrário, seria o mesmo que arrancar o coração dele e esmagá-lo no chão.

A verdade era que Hope o tinha na palma da mão e Jason não estava fazendo o menor esforço para se libertar. Se não tivesse sido tão idiota, teria percebido que estava completa e irrevogavelmente apaixonado por Hope, provavelmente desde o dia em que a vira na formatura da escola, quando ela tinha dezoito anos.

Na situação atual, aquela epifania o deixava completamente encrencado... mas, com sorte, não de forma permanente.

Conte a ela a verdade.

Jason jurou que contaria. Em breve. Muito em breve.