Bilionário Desmascarado: Jason

J. S. Scott · Capítulo 15 de 18

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Bilionário Desmascarado: Jason

Capítulo 14

Em seguida, várias pessoas empurraram a maca em direção à entrada da sala de emergência. Um homem mais velho fez várias perguntas rápidas e forçou-a a desviar a atenção de Jason para responder a ele.

Eles a levaram para a sala de raio-X quase imediatamente. Jason a esperou com expressão descontente e preocupada.

Hope sorriu para ele quando a levaram para assegurá-lo de que ficaria bem. Talvez ela devesse fazer com que ele rastejasse, mas não havia dúvidas em sua mente de que Jason Sutherland a amava. A descida insana pela face da montanha fora mais do que suficiente para convencê-la. Ela pensou em tudo o que acontecera entre eles desde que chegaram a Rocky Springs. Sim, ele agira errado. Sim, algumas vezes fora muito escroto. Mas a preocupação dele sempre estivera lá e sua ternura tocara o coração dela.

Ela ficou na sala de emergência durante horas. Mas, ao voltar do raio-X, Jason estava lá esperando-a e não saiu mais de seu lado.

 

No dia seguinte, Hope recebeu telefonemas de todos os irmãos, todos muito furiosos com Jason. Quando ela recebeu a ligação de Grady, o último irmão a telefonar, ela cansara de ouvi-los xingar Jason.

Ela estava deitada na cama da casa de hóspedes com o tornozelo erguido. Não estava fraturado, mas sofrera uma torção grave. O inchaço já diminuíra por causa do gelo e do remédio anti-inflamatório. A dor quase desaparecera, a não ser que ela tentasse apoiar o peso do corpo no pé direito. Ela poderia levantar em breve, só precisava dar tempo ao tornozelo para que sarasse.

Jason atendera a todas as necessidades dela, ficara ao seu lado constantemente e buscara tudo o que ela quisera ou precisara. Ele estava de pé ao lado da cama e fez uma careta enquanto ela conversava com Grady no telefone.

— Juro que vou cortar os testículos dele e enfiá-los em sua boca quando eu o encontrar. Emily está fazendo as malas agora. Estamos a caminho — disse Grady em tom rabugento.

Hope suspirou. Ela já explicara para todos os irmãos que Jason cuidava bem dela e que não queria nada. Ela ficaria bem assim que conseguisse se levantar e caminhar novamente.

Grady se mostrou o mais teimoso dos irmãos, provavelmente por ser o mais próximo de Jason e sentir-se traído. — Você não vai tocar nos testículos dele — disse Hope calmamente. — Eu gosto deles exatamente onde estão.

— Ele mentiu para você — disse Grady em tom furioso. — Ele manipulou você.

— Eu também menti para ele, Grady. — O olhar dela encontrou o de Jason enquanto ela segurava o celular perto do ouvido, apoiada na cabeceira da cama. Eles ainda não tinham discutido nada, pois a prioridade de Jason era simplesmente a de cuidar dela. — Não estou feliz com a forma como tudo aconteceu. — A expressão de Jason demonstrou arrependimento. — Mas, o problema é que... eu o amo.

Eu o amo tanto que quero que este casamento dure para sempre, não importa como tenha começado.

Jason ergueu a cabeça subitamente, concentrando os olhos no rosto dela.

— Sim, ele também disse que ama você. Mas não gostei da forma como a forçou a se casar com ele — resmungou a voz de Grady na linha telefônica.

— Ele disse isso? — O coração de Hope bateu mais forte quando ela olhou para Jason, que assentiu com olhar brilhante e intenso.

— Ele disse — afirmou Grady. — Estou preocupado, Hope. Só quero que seja feliz.

— Eu estou feliz. — Uma lágrima desceu pelo rosto dela. Todos os irmãos tinham expressado preocupação genuína. Ela não fora muito próxima deles, mas queria que isso mudasse. — Eu amo você, Grady.

Fico muito feliz por você ter Emily. Vou ser tão feliz com Jason como você é com ela — garantiu ela.

— Você é minha irmã mais nova. É função minha ficar preocupado — respondeu Grady com a voz grave emocionada. — E

também amo você, Hope. Não quero que fique casada com o cara errado.

— Não estou. Eu me casei com o homem perfeito para mim. Eu sei que está chateado com Jason, mas você o conhece. Sabe o tipo de pessoa que ele é. Ele arriscou a vida descendo um penhasco que escalador nenhum teria descido sem equipamentos de segurança só para chegar até onde eu estava. E só o que eu tinha era um tornozelo torcido. Acha mesmo que ele me magoaria intencionalmente? Eu prefiro pensar que ele mentiu porque estava tão fora de controle com desejo que faria qualquer coisa para que me tivesse — disse ela para o irmão em tom provocador.

Jason assentiu novamente, de forma enfática, com os olhos presos aos dela.

— Por favor. Não quero ouvir sobre a vida sexual do meu melhor amigo e da minha irmã, apesar de saber exatamente o que ele estava sentindo — disse Grady depressa. — Só me diga mais uma vez, com toda a honestidade, se você está bem.

— Estou mais do que bem — disse ela suavemente. — Estou apaixonada por Jason.

Jason a encarou como se estivesse maravilhado por ouvi-la dizer aquilo novamente.

— Diga a ele que tem sorte de não levar uma surra —

resmungou Grady.

— Não vou deixar que vocês encostem nele. Gosto do rosto bonito e das costas maravilhosas dele exatamente como estão, muito obrigada — retrucou ela.

— Não quero saber dos detalhes, pelo amor de Deus — disse Grady.

Hope riu. Foi uma risada divertida, pois o irmão parecia enojado ao ouvir qualquer coisa sexual entre ela e Jason. — Mande um beijo para Emily — pediu ela.

— Pode deixar — respondeu o irmão. — E telefone para mim amanhã. Quero ouvir sua voz todos os dias. Caso contrário, vou até aí para ver se está mesmo bem.

— Vou telefonar, sim. — Ela desligou depois de se despedirem.

Jason se aproximou lentamente, tirou o telefone da mão dela e ajoelhou-se ao lado da cama. — Você estava falando sério? —

perguntou ele em tom hesitante e vulnerável.

— Sim. — Ela olhou dentro dos olhos dele. As lágrimas continuavam escorrendo por seu rosto. — E você?

— Eu amo você mais do que qualquer outra pessoa ou coisa no mundo, Hope. — Ele segurou a mão de Hope, entrelaçando os dedos nos dela. — Eu apagaria a forma como nosso casamento aconteceu, se pudesse, mas não consigo me arrepender de ter me casado com você.

Eu gosto demais desse casamento. Amo você demais. — A voz dele desapareceu por causa da emoção e ele apertou os dedos dela. — Pode me perdoar?

Lembrando-se de que pretendia fazer com que ele rastejasse, ela perguntou: — Quer muito o meu perdão? — Hope já o perdoara no momento em que ele arriscara a vida por ela, talvez até mesmo antes disso, mas ainda não estava pronta para lhe dizer aquilo.

— O suficiente para passar o resto da vida compensando o que fiz. Você sempre virá primeiro na minha vida, querida. E nunca mais vou mentir para você.

— Por que você mentiu?

Jason fez uma careta. — Pelo exato motivo que você disse a Grady. Eu estava totalmente fora de mim e, quando ouvi dizer que se casaria, resolvi que não deixaria que se casasse com outro homem além de mim.

— Você pretendia me contar? — perguntou ela curiosa, sem querer pensar que ele não planejara contar a verdade.

— Sim. Não conseguiria viver comigo mesmo nem com você se não contasse. Eu pretendia contar a você assim que voltasse da cidade.

Por isso comprei as flores. — Jason acenou para o buquê grande que estava sobre a cômoda. — E mais algumas coisas que escolhi.

— Você estava tentando me subornar para perdoá-lo? — Ela apertou os lábios para impedir um sorriso. Jason estava agindo de forma tão humilde que Hope não queria que pensasse que ela estava rindo dele.

— Não. Eu queria deixar você feliz — respondeu ele ansioso.

Hope limpou as lágrimas. Sinceramente, a tristeza de Jason quase a matou. — As flores são lindas. Obrigada.

Jason olhou para ela esperançoso. — Comprei também mais algumas coisinhas. — Ele se levantou e foi até o armário, de onde voltou com uma sacola grande. Primeiro, ele tirou uma caixinha. —

Espero que goste.

Hope pegou a caixa da mão dele. Era da mesma loja onde ele comprara as alianças. Ao abrir a tampa, o colar sobre o veludo vermelho a deixou atônita. Não era extravagante, mas era lindo. O coração era um símbolo adorável de amor. — É incrível — disse ela sem fôlego. Ele não comprara a maior joia nem a mais ostentosa, apesar de ela saber que não fora uma joia barata. Jason lhe dera, de forma simbólica, o próprio coração.

Ele a ajudou a colocá-lo em volta do pescoço e buscou um espelho para que ela se visse. — Eu queria algo que você pudesse usar todos os dias. Que carregasse meu coração com você o tempo todo. A esmeralda lembra a cor dos seus olhos. Comprarei algo maior depois

— disse ele em tom hesitante.

— Não ouse. — Ela pegou a mão dele. — Adorei este colar.

Nunca mais vou tirá-lo. E não quero mais nada.

— Veremos — retrucou Jason, devolvendo as palavras dela com um sorriso malicioso. Ele entregou a ela a sacola. — Espero que sirva para você.

Hope espiou dentro da sacola e soltou uma exclamação ao tirar o presente. Era uma câmera de última geração que podia ser usada debaixo d’água. — É maravilhosa. Mas eu não tiro fotografias debaixo d’água.

— Espero que tire algum dia. Ou, pelo menos, do meu barco.

Acho que você gostaria de mergulhar. Com seu olhar para cor, adorara tirar fotografias debaixo d’água nas Bahamas.

Hope sorriu e cruzou os braços. — Você continua chamando de barco. Que tamanho exatamente tem esse seu barquinho?

— Não é tão pequeno. Tem cerca de setenta pés, com cabines incrivelmente confortáveis — admitiu Jason. — Mas não é gigante.

Hope soltou uma gargalhada. — É gigante, sim.

— O nome dele é por sua causa — confessou Jason. — Não foi coincidência. E eu não podia comprar um barco velho qualquer e dar seu nome a ele.

Jason nunca compraria um barco velho qualquer. Ele era um bilionário e gostava de coisas mais finas. O fato de não considerar o

“ barco” um iate a divertiu. Além disso, estava emocionada e surpresa por ele ter dado o nome de Sutherland’s Hope por causa dela. — O

nome dele é mesmo por minha causa? — perguntou ela. — Por quê?

Jason andou até o outro lado da cama, aproximou-se com cuidado e deitou-se lentamente na cama para não balançar a perna dela.

Passando o braço sobre os ombros de Hope, ele se encostou na cabeceira da cama e puxou a cabeça dela para que recostasse em seu ombro. — Acho que eu sou apaixonado por você desde os seus dezoito anos — começou ele pensativo ao acariciar os cabelos dela. —

Todas as vezes em que vi você depois da sua formatura da escola foram difíceis para mim. Acho que, no feriado do ano passado, perdi o controle. Finalmente, não havia namorado nenhum, você estava finalmente disponível. Apesar de ser irmã de Grady, eu não podia mais ignorar a atração que sentia por você. Fiquei arrasado quando acordei e vi que tinha ido embora depois da noite que passamos juntos. Quando ouvi dizer que você ia se casar com o namorado com quem terminara meses antes, isso me destruiu.

Jason soltou um longo suspiro. — O que você disse a Grady é verdade. Eu a queria tão desesperadamente que não estava disposto a deixar que se casasse com outro homem. — O corpo dele ficou tenso.

— Não pensei nas consequências, Hope. Só conseguia pensar que havia mais alguém tocando em você, segurando o que era meu.

Quando Tate surgiu com aquele plano maluco, concordei na mesma hora. Eu estava disposto a fazer qualquer coisa, até mesmo enfrentar a sua fúria, para ter você. Fiquei preocupado que você fosse infeliz com

um idiota, mas a maioria das minhas motivações foi egoísta. Eu queria você para mim.

Hope ficou abalada. Nunca percebera que Jason sentia as mesmas coisas que ela sentira durante aqueles anos. — Você se lembra do casamento?

— É claro. Eu escolhi as alianças. Planejei deixá-la bêbada para que pudesse me casar com você. Não vou mais mentir sobre isso —

disse ele. — Eu disse a mim mesmo que a deixaria ir quando estivéssemos satisfeitos, mas isso não iria acontecer nunca. Levei algum tempo para admitir isso para mim mesmo. Eu estava furioso com você por se casar com outra pessoa depois do que aconteceu no Ano Novo.

— Mas ele não era real.

— Eu não sabia disso — retrucou ele.

— Como foi o casamento?

— Para mim, foi o dia mais feliz da minha vida, mesmo com você bêbada. Coloquei a aliança no seu dedo e você virou minha depois de anos de tortura. Puramente egoísta... mas é verdade. Quem nos casou foi um juiz de paz. Foi uma cerimônia curta. Tate foi minha testemunha e encontrei uma jovem para ser a sua. Desculpe. Não foi o casamento que você merecia e podemos nos casar de novo. Desta vez, da forma certa. — Jason passou a mão nas costas dela de forma reconfortante.

— Não acho que a cerimônia de casamento seja importante. É o casamento que importa — disse ela pensativa. Sinceramente, não importava como acontecera, desde que fosse legítimo. Ela pertencia a Jason e o que importava era como agiriam dali em diante. — O caso é que sempre me senti da mesma forma sobre você. Desde o dia da minha formatura. Foi por isso que eu ainda era virgem quando fui atacada. Nunca encontrei ninguém que superasse você.

— Eu deveria ter lhe dito há muito tempo como me sentia, o quanto queria você — disse Jason, parecendo desgostoso consigo mesmo.

— Não podemos mudar o passado, Jason. Vamos continuar daqui para a frente, está bem? — Hope não queria pensar no passado agora que estavam juntos. Eles não podiam mudar as coisas, não podiam voltar e refazer tudo. Mas podiam ter a vida mais feliz possível juntos. — Eu amo você. — Ela soltou um suspiro feliz. — E sempre estive esperando você.

— Eu também esperei você, Pesseguinho. — Ele a beijou na testa. — Desculpe-me por ter mentido. Vai me tirar da geladeira agora?

— Acho que não tenho opção. — Ela tentou manter a voz dura.

— Agora, eu amo você. E você me arruinou. Estou viciada em você.

— Querida, eu estou arruinado desde que você fez dezoito anos.

Eu amo você. Perdoe-me. Por favor — implorou ele. — Se não me perdoar, isso vai me matar.

— Está bem — respondeu ela em tom sonhador. Era difícil resistir a um Jason cheio de remorso e ele rastejara por tempo suficiente. Hope só queria que houvesse amor dos dois lados dali em diante. — Eu sou fácil demais.

— Você não tem nada de fácil. Demorei anos para conseguir que fosse minha — disse Jason. — E agora você vai me matar do coração todos os dias com sua carreira. Tenho que admitir que tenho uma relação de amor e ódio com sua falta de medo.

— Não sou tão destemida assim — sussurrou ela. — E não vou mais perseguir tempestades. — Ela tomara aquela decisão depois de conversar com Tate. — Quando comecei a fazer isso, fiquei empolgada.

Adorei a adrenalina e queria fazer meu nome. Depois que eu fui...

sequestrada, tive que voltar para provar algo para mim mesma. Você tinha razão quando disse que eu não precisava mais provar nada para um homem morto. Na verdade, não acho que os últimos anos tenham servido para conquistar meus medos. Eu já tinha feito isso. Acho que estava desligada e solitária, e não sabia fazer mais nada. Mentir para minha família me separou dos meus irmãos e mantive todas as outras pessoas à distância porque estava acostumada com isso. Não quero mais fazer isso — terminou ela sem fôlego.

— Graças a Deus — disse Jason enfaticamente. — Não quero que pare, se é o que gosta de fazer. Mas, se não quiser fazer mais isso, vou adorar, muito.

Hope riu. — Então faça isso, pois acho que eu gostaria de tirar algumas fotografias debaixo d’água. E adoro tirar fotografias de paisagens e da vida selvagem. Ainda adoro tempestades, mas acho que eu as perseguia pelos motivos errados. Eu estava solitária e não sabia como agir diferente.

— Isso acabou, querida. Você tem a mim e pode voltar a se aproximar dos seus irmãos, agora que não precisa esconder mais nada.

— Eu gostaria muito disso — respondeu ela contente. — Acha que eu deveria contar tudo a eles?

— A decisão é sua, querida. Vou apoiá-la no que quiser fazer.

Mas não acho que você precise fazer isso por eles. Acho que só precisa fazer isso se é o que você quer.

— Talvez algum dia eu conte a eles. No momento, só quero passar algum tempo sendo feliz com o meu marido e ver como é não me sentir mais sozinha.

Jason brincou com um cacho dos cabelos dela. — Eu também.

Fiquei inquieto e temperamental por muito tempo porque sentia sua falta.

— Preenchendo seu tempo trabalhando para organizações de caridade? — perguntou ela curiosa.

— Na verdade, sim. Tenho meu próprio trabalho a fazer, mas acho que encontrei mais satisfação em começar essa organização para mulheres abusadas do qualquer outra coisa que já fiz. — Ele hesitou por um momento. — Tate deve ter contado a você.

— Ele contou. Acho que você é maravilhoso, Jason Sutherland.

Posso doar? Tenho um marido muito rico agora e não preciso mais me preocupar com dinheiro — brincou ela.

— Guarde seu dinheiro — aconselhou ele. — Doei o suficiente para nós dois. Coloque-o em investimentos seguros e guarde-o para nossos filhos.

O coração de Hope acelerou. — Vamos ter filhos?

— Espero muito que sim — respondeu Jason enfaticamente. —

Eu adoraria ter uma filhinha doce como a mãe.

O coração de Hope deu um salto. — Não achei que um dia eu teria filhos, mas gostaria de ter, algum dia. — Ela sempre adorara crianças, mas nunca se imaginara em um relacionamento íntimo com um homem. — Você conhece um bom consultor em investimentos que possa ajudar a aumentar meu dinheiro para os meus filhos?

— Conheço o melhor — disse ele arrogantemente.

Hope riu e acariciou o rosto dele. — Aposto que sim —

sussurrou ela, aproximando-se para beijá-lo docemente nos lábios. O

coração dela saltou feliz quando ele a beijou de volta com uma afeição gentil que a fez se sentir desejada... e muito amada. — E ele tem um barco para que eu possa tirar fotos embaixo d’água? Talvez ele seja o homem dos meus sonhos — disse ela ao se afastar, deixando os lábios a poucos centímetros dos dele.

— Querida, não sei se estava sonhando comigo, mas tive mais sonhos eróticos com você do que consigo contar. E eu sou o seu homem. Sempre serei — disse ele.

Hope sentiu o hálito quente dele acariciar seus lábios e ficou imóvel por um momento, adorando a intimidade da possessividade dele. — Acho que você tem razão. Você é perfeito. — Ela sorriu ao encostar os lábios nos dele e abraçá-lo de uma forma que não deixaria dúvidas de onde seu coração estava nem de quanto o amava.