Bilionário Desmascarado: Jason

J. S. Scott · Capítulo 3 de 18

Páginas do PDF

Bilionário Desmascarado: Jason

Capítulo 3

Ele abaixou a cabeça e chupou o mamilo enquanto os dedos brincavam com o outro seio.

— Jason. — Hope gemeu e entrelaçou os dedos nos cabelos dele para sentir a boca com mais força contra o seio.

No momento em que ela gemeu o nome dele com prazer, Jason percebeu que se perdera completamente na fantasia e não tinha desejo algum de se encontrar em um futuro próximo. Ele perdeu o controle ao ouvir seu nome dos lábios de Hope. Ele foi atrás do que queria, concentrando a mente na única mulher que conseguia fazê-lo perder o controle completamente.

 

Hope sabia que o corpo ganhara a guerra entre a mente e o desejo. A necessidade que sentia de Jason era tão forte que não conseguia mais lutar contra ela. Ela nem mesmo queria se envolver no combate emocional que isso geraria. Simplesmente queria devorá-lo inteiro, o que quase fizera quando saltara sobre ele. Ela precisava se sentir conectada a ele, queria sentir mais dos desejos sensuais, e respondeu com os instintos. Cada fibra de seu ser queria que aquilo acontecesse com Jason.

Uma noite. Só quero uma noite com ele.

Ela não quisera explicar o motivo de sua inexperiência e, por sorte, Jason não insistira. Agora, ela aceitou o que ele oferecia. Ele fazia com que seu corpo vibrasse e ela só queria sentir.

Talvez com Jason seja possível. Isto é novo. Eu nunca senti este tipo de desejo por um homem.

Ela o observou enquanto os olhos dele devoravam seu corpo nu.

O desejo nos olhos dele era inconfundível, apesar de ela não ter um corpo perfeito. Hope quis ser a mulher a saciar aquele homem belo, sentir a paixão dele.

Finalmente, ele abaixou a cabeça e uma espiral de calor emanou do ventre de Hope quando a boca de Jason cobriu seu mamilo.

— Jason — gemeu ela, precisando senti-lo mais perto. Ela agarrou os cabelos dele, puxando-o com mais força contra o seio, e sentiu um calor líquido entre as pernas. A atenção que ele deu aos seios causou uma reação forte diretamente em suas entranhas.

Ele mordeu gentilmente os mamilos, um depois do outro, e passou a língua sobre eles, aumentando o desejo dela. Hope estremeceu quando a mão dele passou sobre o abdômen e desceu para deslizar um dedo entre as dobras molhadas. Finalmente, ele acariciou o clitóris, fazendo movimentos circulares de forma frustrante.

— Você está tão molhada — disse Jason baixinho, movendo a boca pela barriga dela. — Preciso sentir seu gosto.

Nunca um homem fizera sexo oral em Hope e a boceta estremeceu de ansiedade. Ele a deixara atônita ao falar sobre sentir seu gosto. Ela não era totalmente ingênua e ouvia as mulheres falando sobre o assunto, mas só agora começara a entender a verdadeira necessidade carnal. Pelo jeito, a experiência era bem diferente do aprendizado clínico.

Este é Jason, o homem com quem fantasio desde que eu tinha dezoito anos.

Mas aquilo era melhor do que qualquer fantasia. Ele estava quente, rígido e estava bem ali. Jason afastou as coxas dela com os ombros largos e passou a língua preguiçosamente pela barriga de Hope.

— Jason, por favor — implorou ela. As mãos seguraram a cabeça dele com mais força e ela tentou empurrá-lo para onde seu corpo queria que a boca estivesse.

Ele moveu a cabeça e o primeiro toque da língua na pele sensível entre as coxas de Hope quase a fez perder o controle. Jason não apenas sentiu seu gosto, ele gemeu como se estivesse consumindo uma fruta proibida deliciosa. O corpo de Hope ficou em chamas e ela arqueou as costas em êxtase. — Sim — sussurrou ela quando a língua de Jason passou repetidamente sobre o clitóris e, em seguida, circulou-

o até que Hope achasse que perderia o juízo. — Ai, meu Deus, é tão gostoso, tão gostoso — gemeu ela, abaixando as costas para que pudesse erguer os quadris, implorando por alívio do calor que a envolvia.

Hope moveu a cabeça de um lado para o outro sobre o carpete.

Seu corpo estremeceu quando Jason colocou os dentes de leve em volta do clitóris e aumentou a velocidade e a pressão dos movimentos da língua.

— Ai, meu Deus, Jason, não aguento isto — gemeu ela quando ondas de calor explodiram em seu interior e pulsaram até o centro de seu ser. O clímax a atingiu com muita força e ela balançou o corpo ao gemer: — Jason, Jason.

Ela sentiu o corpo suado relaxar enquanto ofegava pesadamente para respirar. Soltando os cabelos dele, Hope deixou as mãos caírem ao lado da cabeça.

Minha nossa. O que Jason fizera com o seu corpo a deixara exposta e sentindo-se vulnerável. Fora de tirar o fôlego, mas quase alarmante. Ela entregara completamente o controle do próprio corpo a ele e Jason lhe dera prazer como se fosse a única missão de sua vida. A intensidade fora forte demais para resistir.

Ele se posicionou sobre ela, prendendo-a com o corpo forte.

Jason tinha um corpo musculoso que fez com que ela prendesse a respiração quando ele tirou a camiseta.

Jason a beijou e ela sentiu o próprio gosto nos lábios dele. A mistura de sabores fez com que suas entranhas se contraíssem com um desejo tão intenso que ela gemeu contra a boca de Jason.

Ele afastou a boca com um gemido estrangulado, ficando de joelhos entre as pernas dela para abrir o botão da calça. Hope observou os músculos dele flexionando-se. O abdômen e o peito de Jason eram perfeitamente definidos.

— Você é lindo — disse Hope em tom reverente. — Quero tocar em você. — Ela se sentou e afastou as mãos dele do botão da calça. —

Deixe que eu faço isso. — Ela queria colocar as mãos e os lábios sobre a pele dourada dele.

— Não sou lindo — resmungou ele. — E, se você tocar em mim, perderei o controle.

Hope queria muito ver aquilo. Queria ver aquele homem deslumbrante desmoronar como acabara de acontecer com ela.

Passando as mãos sobre os bíceps e o peito dele, ela saboreou a sensação da pele quente sobre os músculos fortes ao explorar o corpo de Jason. Ela enterrou o rosto no peito dele, sentindo seu perfume, que a deixou intoxicada. Hope passou a língua sobre a pele de Jason, brincando com um dos mamilos enquanto abria o botão da calça dele.

— Fique de pé — pediu ela com voz rouca, sentindo a necessidade de tirar a calça jeans dele.

Jason se levantou e Hope ficou de joelhos. Ela baixou o jeans que cobria a parte inferior do corpo dele, levando junto a cueca preta.

Hope soltou a respiração com força, atônita ao ver o pênis livre.

Ai. Meu. Deus.

Jason chutou a calça e a cueca para o lado, deixando-as em uma pilha no chão.

Hope arregalou os olhos ao olhar diretamente para o pênis. A cabeça dela estava na mesma altura do membro enrijecido.

É... enorme. Vai doer.

Ela sentiu um momento de pânico ao estudar o tamanho dele.

É Jason. Lembre-se, é Jason.

Ela ergueu a mão e colocou-a em volta do pênis, fascinada pela sedosidade da pele sobre uma superfície tão rígida. A cabeça brilhava e ela estendeu a língua para capturar a pequena gota de umidade que havia no topo. Ele tinha gosto de pecado e lascívia e ela queria mais.

— Hope, não. — A voz de Jason era urgente e as palavras saíram em um gemido estrangulado.

Talvez ele a quisesse impedir, mas Hope percebeu que Jason também queria mais. As mãos dele se entrelaçaram em seus cabelos quando ela passou a língua na ponta do pênis.

— Merda — resmungou Jason. — Vou gozar, Hope.

E isso é algo ruim? Ele me levou a um clímax incrível com a boca e quero fazer a mesma coisa.

Sentindo-se ousada pelo tom angustiado da voz dele, ela colocou o máximo possível do pênis dentro da boca, chupando-o, e recuou novamente. Ela nunca fizera aquilo, mas sabia como era feito.

Colocando a mão em volta da base do pênis, ela usou a boca e a mão em sincronia, perdendo-se no cheiro e no gosto dele.

Jason agarrou os cabelos dela e gemeu, controlando a velocidade com que Hope se movia e incitando-a a ir mais depressa. Hope entendeu o recado pela forma como o corpo e a mente dele reagiram.

Hope ergueu os olhos para observar o rosto de Jason. Era importante vê-lo. Jason olhou para ela. Os olhos dele eram um oceano de desejo carnal e tinham uma expressão possessiva enquanto observava o que ela fazia. Os olhares dos dois se encontraram. Hope não reduziu o ritmo, incentivando-o a se libertar.

E foi o que ele fez, em um abandono glorioso. Ela continuou olhando para ele quando Jason jogou a cabeça para trás. Os músculos do pescoço se retesaram quando ele soltou um gemido que só poderia ser descrito como agonia e êxtase.

O pênis pulsou em sua boca e Jason largou seus cabelos para que ela pudesse escapar do orgasmo iminente. Mas não era isso que ela queria. Queria sentir o gosto dele, desfrutar do clímax como ele fizera com ela. O líquido quente explodiu em sua garganta e ela engoliu, lambendo a cabeça do pênis. Ela queria todas as gotas que conseguisse receber de Jason.

Ele caiu de joelhos com a respiração pesada. Jason a encarou e Hope sentiu como se estivesse se afogando em um mar de emoções.

— Meu Deus, mulher, você quase me matou — resmungou Jason, ainda com dificuldade em respirar.

Ela ergueu a mão para o maxilar dele, acariciando seu rosto. —

Parece que você sobreviveu.

— Por muito pouco — retrucou ele. — Eu sabia que essa sua boca linda era perigosa.

Ela riu quando ele a empurrou para o carpete. O corpo de Jason a cobriu enquanto ele a beijava.

A boca dele passou de seus lábios para o pescoço e Jason enterrou o rosto nos cabelos dela. — Hope — murmurou ele. As mãos fortes envolveram seus pulsos e prenderam-nos sobre a cabeça de Hope.

Ela puxou os braços, mas não conseguiu se soltar.

É Jason. Não entre em pânico.

O coração dela disparou e a sensação de estar sob o controle de Jason a deixou excitada, mas a mente se rebelou. Imagens enevoadas invadiram sua mente e, subitamente, ela se viu em outro lugar.

Os pulsos presos, o corpo tentando lutar inutilmente contra alguém muito maior e mais forte.

Invadida e muita dor. Uma dor aguda entre as pernas que queimou e queimou.

Os gritos dela ecoando pelo quarto, mas ninguém a resgatou.

Por favor, que isso termine logo, que isso termine logo.

O terror a consumiu e Hope sentiu um grito subindo pela garganta. Freneticamente, ela puxou os braços até que Jason finalmente a soltou. Ela empurrou os ombros dele, sentindo um desespero em ficar livre.

Não consigo. Não importa o quanto eu queira Jason. Não consigo.

Jason ficou de joelhos, tirando o peso de cima dela, e encarou-a com uma expressão confusa. — Você está bem?

Não. Não estou bem. Tenho um problema. Quero você desesperadamente, mas não sou capaz de ir até o fim.

A respiração dela estava pesada, o coração batia freneticamente e o corpo tremia de medo. Lentamente, a mente clareou e ela olhou para o homem que queria tão desesperadamente. Jason. Ele lhe dera o prazer mais intenso que já sentira e ela sabia que fizera o mesmo, mas não conseguia se entregar completamente. Não conseguia se entregar totalmente a ninguém.

— Não estou pronta, Jason — disse ela nervosa. O

desapontamento a atingiu em ondas e ela passou os braços em volta da cintura. A agonia emocional a consumiu.

Ele puxou o corpo trêmulo e nu para o colo. — Cedo demais depois do ex? — Ele parecia preocupado e irritado.

Jason passou os braços em volta dela e Hope deitou a cabeça em seu ombro. — Sim. — A desculpa era tão boa quanto qualquer outra, mesmo que não fosse verdadeira. As lágrimas escorreram pelo seu rosto e ela fechou os olhos, sentindo uma dor no coração.

Ela torcera.

Ela quisera.

Tentara porque era Jason. E ela o queria muito.

Tão longe... ela chegara tão longe... tão perto de conseguir...

— Ei. — Ele recuou ligeiramente e segurou o rosto dela entre as mãos para forçá-la a encará-lo. — Está tudo bem. — Gentilmente, ele limpou suas lágrimas. — Eu posso esperar.

Não espere. Nunca mais ficarei inteira de novo. Achei que conseguiria, mas ficou óbvio que não. Nunca poderei lhe dar o que você quer. Se não consigo com você, não conseguirei com mais ninguém.

— Será uma longa espera — disse ela, tentando dissuadi-lo.

Ele a pegou no colo e levantou-se, embalando o corpo nu. Hope passou os braços em volta do pescoço dele e saboreou a sensação da pele quente contra a sua quando ele a carregou escada acima até o quarto. Ele puxou a coberta, colocou-a gentilmente sobre a cama e deitou-se ao seu lado. — Então só durma comigo. — Ele puxou a coberta sobre os dois e envolveu-os em um casulo em que só eles existiam. Ele apertou os braços em volta dela e puxou-a para cima do próprio corpo.

— Sim. — Toda a tensão deixou o corpo de Hope quando ela inalou o perfume dele. Ela estava segura com Jason. — Só hoje. —

Ela queria aquela conexão íntima com Jason. O acariciar reconfortante das mãos dele em seus cabelos e em suas costas lhe deram uma sensação de bem-estar que ela nunca sentira.

— Por enquanto — corrigiu ele em tom gentil.

Hope suspirou e entrelaçou os dedos nos cabelos dele. Eles adormeceram naquela posição, envolvidos no conforto do toque um do

 

outro.

Ela simplesmente foi embora. Nenhum adeus, nenhum bilhete.

Desapareceu como se nunca tivesse estado lá.

Jason estava sentado em uma poltrona de couro confortável no jatinho particular. Ele pegou o notebook, irritado e furioso porque acordara naquela manhã e Hope já partira. Ele não tivera notícias dos irmãos dela, que teriam ficado irados se vissem o carro alugado dele na frente da casa de Hope. Obviamente, ela não permitira que eles o vissem. Provavelmente andara até o fim do caminho em frente à casa, quando eles a buscaram, só para evitar aquela situação.

O jatinho de Evan já tinha partido algumas horas antes que Jason acordasse ao meio-dia. Ele percebeu, no momento em que olhou para o relógio e para o espaço vazio na cama, que Hope fora embora.

Evan dissera que partiria às dez horas e Jason sabia que Hope estaria naquele avião.

Merda! Ela podia ao menos ter se despedido.

Jason segurou entre os dedos a chave que encontrara sobre a mesa da cozinha, olhando para ela intensamente. Em seguida, guardou-a no bolso da camisa. Ele não sabia se Hope deixara a chave da casa intencionalmente. Entretanto, ele a usara para trancar a casa ao sair e pretendia ficar com ela.

Ele dera tempo a Hope, mas ainda não tinham terminado. Jason não permitiria. Ela podia fugir... por enquanto.

Não estou pronta.

As palavras dela ecoaram em sua mente, repetidamente. Não importava que eles não tivessem transado. Só a sensação dos lábios

dela em sua pele nua, a boca linda em seu pênis fora o suficiente para deixá-lo completamente descontrolado. Só de estar com Hope temporariamente ajudara a diminuir a solidão, curara a inquietação que o assolara por muito tempo. A noite anterior fora uma revelação para ele. Pensando em todos os relacionamentos sem significado que tivera nos oito anos anteriores, desde o momento em que a vira novamente na formatura da escola, ele agora tinha certeza de uma coisa: Eu passei o tempo todo esperando Hope.

A raiva dele desapareceu, substituída pela preocupação ao se lembrar da noite anterior, o olhar triste no rosto dela ao lhe dizer que não estava pronta. Ele podia jurar que vira um toque de preocupação, um momento de medo nos olhos dela. Ele imaginara coisas ou ela realmente sentira medo? Provavelmente fora algo da sua imaginação.

Hope tivera namorados antes. O mais recente durara vários anos, um idiota que não tivera emprego e obviamente era um idiota, considerando a falta de experiência sexual de Hope.

Ele só trepou com ela e sugou-a.

Aquilo deixou Jason furioso. Hope tinha um coração imenso e ele não gostava nem um pouco da ideia de que alguém tirasse vantagem dela.

Os dedos voaram sobre o teclado do computador e acessaram o e-mail particular. Procurando, ele finalmente encontrou o e-mail que Grady enviara para todos ao ficar noivo. Ele encontrou o nome dela no grupo e começou um novo e-mail para ela: Preciso saber se você chegou em casa em segurança e se está bem. Se eu não receber uma resposta sua, vou procurá-la.

J.

Ele apertou o botão de envio com mais força do que o necessário.

A resposta dela chegou naquela noite, quando Jason estava na cobertura em Nova Iorque: Voltei para Aspen e estou bem.

H.

Reclinando-se na cadeira do escritório, ele fechou os olhos. Mas que droga. Ele quisera mais informações. Sim, queria saber se ela

 

estava segura, mas quisera que ela dissesse mais alguma coisa, que contasse como se sentia.

Puta merda! Ele parecia uma mulher, querendo pressionar Hope até que ela falasse. Normalmente, ele evitava confrontos emocionais a todo custo. Era filho único e não tinha irmãs que tentassem afogá-lo em confusões emocionais. E, se uma mulher sequer começasse a mostrar um apego emocional, ele terminava o relacionamento. Na maioria das vezes, ele não precisava se preocupar com isso, pois era cuidadoso e só se envolvia com mulheres que queriam ou precisavam de sexo sem outra ligação. Isso dera certo na maior parte do tempo.

Estou perdendo o controle.

Hope Sinclair teria todo tipo de ligação e ela já amarrara alguns nós que o prendiam. Estranhamente, Jason não se importou. Sexo casual seria uma coisa do passado. E, se tivesse que esperar... ele esperaria. Afinal de contas, já esperara oito anos para que ela chegasse à idade adulta. Agora, ele desejava não ter esperado tanto tempo.

Ela é minha. Sempre foi minha.

Em algum momento, ele capturaria Hope Sinclair e ficaria com ela até que tivessem trepado o suficiente para que a esquecesse. Era a única forma em que conseguia pensar de recuperar a sanidade.

Talvez então eu consiga me concentrar. Talvez a inquietação e a solidão desapareçam se eu ficar com Hope quantas vezes nós dois quisermos.

Ele apagou o e-mail dela e abriu os documentos de trabalho, com uma esperança fervorosa de que não tivesse que esperar tempo demais.

Nos meses seguintes, Jason tentou dar a Hope uma chance de se recuperar do relacionamento com o ex-namorado, tentou ser paciente.

Infelizmente, não conseguia evitar enviar um e-mail para ela pelo menos uma vez por semana. Ele queria saber se ela estava bem e uma parte secreta dele fazia isso por motivos totalmente egoístas: queria lembrá-la de que estava esperando. Os e-mails que enviava eram sempre iguais: Só quero saber se você está bem.

J.

A resposta dela era sempre a mesma:

Estou bem.

H.

Em janeiro, ela estivera bem.

Pelo restante do inverno, ela estivera bem.

Na primavera, ela respondera da mesma forma, que estava bem.

E, no começo do verão, ela ia se casar.

Mas. Que. Porra.

Jason estava em Rocky Springs, Colorado, em um evento de caridade, quando descobriu que Hope pretendia se casar com o mesmo idiota que ele esperara que ela esquecesse. Ele conversou com o irmão dela, Grady, e recebera a notícia dele. Hope não dissera nada. Ela só estava bem, de acordo com as respostas semanais aos e-mails dele.

Ela não contara a ele que voltara com o ex-namorado, muito menos que iriam se casar.

Infelizmente, Jason não gostara nem um pouco da notícia. Ele ficou lívido. Estava cansado de esperar.

Ele finalmente botaria Hope em sua cama e tiraria aquele idiota da vida dela. Jason não tinha problema nenhum em jogar sujo se fosse preciso para conseguir o que queria. Ele não sabia o que aquele cara fizera para convencer Hope a se casar, mas aquilo estava prestes a terminar.

Infelizmente, apesar de ela ter planos de se casar com outro homem, alguém que não ligava a mínima para Hope, Jason ainda a queria para si. E não pretendia desistir dela até que estivesse pronto para isso e o idiota estivesse completamente fora do panorama. Por

algum motivo, ela estava fugindo do que acontecera entre eles. Mas ele a pegaria, faria com que admitisse que o queria e que não amava o homem com quem se casaria. Se amasse outro homem, nunca teria aceitado a intimidade com ele naquela noite.

Talvez Hope achasse que Jason só era escroto por fora, mas estava prestes a descobrir como ele podia ser realmente escroto. Em se tratando de Hope, ele era perfeitamente capaz de ser um filho da puta implacável para tê-la, para mantê-la longe de alguém que a magoaria.

Ela estava prestes a ver um lado diferente dele. Talvez ela acabasse odiando-o, mas era melhor do que terminar casada e presa a um imbecil.

Ele e Tate Colter, um ex-fuzileiro naval meio maluco e muito rico, montaram um plano em Rocky Springs, logo depois que Jason descobriu que Hope pretendia se casar. Era um plano egoísta que mudaria a vida dele e a de Hope, sem volta. Jason não pensou duas vezes em ir adiante com a ajuda de Tate. Com a raiva e a descrença prejudicando o raciocínio, ele seguiu em frente com Tate. Seu único objetivo era separar Hope de qualquer outro homem que não fosse ele.

Qualquer outro resultado seria inaceitável.

Jason ignorou a voz interior que lhe dizia que acabar com os planos de casamento dela não era o único motivo para usar aquela estratégia. Em vez disso, colocou o plano em ação, colocando uma barreira entre si mesmo e as próprias emoções depois de decidir usar a solução proposta por Tate, como sempre acontecia quando tratava de negócios. Afinal de contas, ele e Hope tinham um negócio inacabado.

E Jason pretendia terminá-lo de forma permanente.