Bilionário Desmascarado: Jason
Capítulo 11
Jason e Hope só saíram para a trilha três dias depois, quando finalmente se afastaram um do outro o suficiente para sair para ver o nascer do sol.
Hope respirou fundo, inalando o ar fresco das montanhas. O
coração dela deu um salto quando ela enquadrou Jason na lente da câmera e capturou a imagem dele com a cachoeira no fundo. Ela começara a fotografá-lo com bastante frequência nos dias anteriores, querendo garantir que se lembraria daquele período surreal de sua vida em que se sentira querida, desejada, cuidada por Jason. A câmera o adorava e todas as fotos dele eram de tirar o fôlego. — Obrigada —
disse ela para Jason, abaixando a câmera. Ela já fotografara as cachoeiras e conseguira algumas imagens incríveis da vida selvagem e das paisagens ao fazerem a longa trilha até o local que Tate recomendara. Ele enviara um mapa a Jason, dizendo que valia a pena ver as cachoeiras, e tivera razão. Era uma vista espetacular, com a água caindo em diversas cachoeiras do penhasco rochoso acima. — Você é incrivelmente fotogênico — disse ela em tom provocador ao subir até a beirada do penhasco para parar ao lado dele.
Ele passou os braços em volta da cintura de Hope e encostou a testa na dela. — Você só quer fotografias de mim usando a camiseta dos Broncos para me chantagear — acusou ele em tom de brincadeira.
O coração de Hope derreteu, como sempre acontecia quando Jason era afetuoso, o que acontecera praticamente o tempo inteiro nos dias anteriores. Ele precisava tocar nela constantemente e não era sempre de forma sexual. — Talvez — respondeu ela brincando, sem querer contar a ele o verdadeiro motivo pelo qual queria as fotos: para que pudesse olhá-las quando Jason não fosse mais parte de sua vida.
Jason pegou a mão de Hope, entrelaçando os dedos nos dela. —
Pronta?
Ela assentiu. Eles tinham um longo caminho de volta e ela conseguira todas as fotos de que precisava. — Sim.
Ainda segurando a mão de Hope, ele andou à frente dela, mantendo os passos seguros sobre a superfície rochosa.
— Você não parece ser novato nisto — comentou Hope.
— Na verdade, não sou — respondeu Jason. — Comecei a fazer escalada quando estava na universidade. Ainda faço isso às vezes com alguns amigos da faculdade.
— Você faz escalada? — Hope olhou por onde andava ao segui-lo de perto. — Em que locais você foi?
Jason fora em vários locais, alguns deles com percursos bastante avançados.
— E você me chamou de louca por perseguir tempestades? —
recriminou ela. A visão de Jason pendurado em um precipício fez com que o coração dela batesse mais depressa.
Ao finalmente chegarem ao pé da descida íngreme, ele estendeu o braço e segurou-a pela cintura, colocando-a sobre a grama ao seu lado. — É relativamente seguro — protestou ele. — Tomo precauções de segurança.
Hope colocou a mão na cintura. — Eu lhe disse a mesma coisa sobre perseguir climas extremos.
— É diferente — respondeu ele irritado.
— Por quê?
— Porque é você correndo esses riscos. Pode acontecer alguma coisa com você.
— Mas não tem problema se você tem um hobby perigoso?
Tirar fotos de climas extremos é o meu trabalho.
— É opção sua — retrucou Jason. — Você não precisa do dinheiro.
— Talvez não, mas também não sou mais incrivelmente rica.
Doei a maior parte do meu dinheiro — disse ela. Jason ficaria irritado, mas ela não se importava com que ele pensava naquele momento.
Os olhos dele mostraram como ele ficou atônito. Em seguida, ele estreitou os olhos, encarando-a com incredulidade. — Por quê?
Você me disse que ele estava investido.
Ela não pretendera contar a ele sobre o dinheiro. A decisão dela fora pessoal e não era da conta dele. Mas eles tinham ficado muito próximos durante aqueles dias e ela não estava mais com raiva dele.
Na verdade, sabia que estava apaixonada por Jason, o que a fazia querer contar tudo a ele.
Eu o amo. Amo tanto que chega a doer.
— O que eu lhe disse é verdade. Tenho dinheiro suficiente para viver confortavelmente pelo resto da vida, mesmo que não possa trabalhar. Mas doei a maior parte da minha herança para as vítimas de desastres naturais que testemunhei. Esse dinheiro fez às vítimas um bem muito maior do que me fazia, parado em uma conta bancária. —
Sabendo como Jason era brilhante em termos financeiros, ela sabia que ele ficaria desapontado pela falta de ambição de fazer mais dinheiro. Ela afastou o olhar do rosto dele e continuou andando pela trilha, sem querer ver sua reação.
— Hope. — Jason a alcançou, segurou seus braços e virou-a para encará-lo. — Você é a mulher mais incrível, doce e generosa que já conheci — admitiu ele com a voz emotiva.
Ela olhou para ele com expressão confusa, estreitando os olhos por causa do sol forte. — Não tenho as mesmas ambições que você.
Não ligo para o dinheiro. Não sou burra e mantive o suficiente para ficar segura. Mas o dinheiro não me faz feliz.
— Então dê todo ele. Não faz mal. Eu sempre vou manter você segura — respondeu ele. — Tenho mais dinheiro do que nós dois juntos conseguiremos gastar até o fim da vida. Não conseguiríamos fazer diferença alguma no montante total, mesmo se tentássemos muito.
Ela olhou para ele, vendo a expressão sincera. — Não vamos ficar casados, Jason — relembrou ela. O coração dela batia com tanta força que ela conseguia senti-lo nos ouvidos.
— Eu quero. Eu quero ficar casado com você para sempre, Hope.
Quero você comigo para onde eu for. E quero estar com você para onde precisar viajar. Não quero me separar de você, nem em uma semana nem daqui a uma vida inteira. — Ele olhou para ela ansioso.
— Não pode estar falando sério. — Ela queria Jason mais do que qualquer outra coisa na vida, mas ele não podia querer que ficassem juntos para sempre.
— Nunca falei mais sério. Não quero mais ninguém, Pesseguinho. Só você. Vou conseguir lidar com o seu trabalho. Irei com você para mantê-la segura. Você pode doar o meu dinheiro quando o seu acabar, se isso a fizer feliz. — A voz dele vibrava de ansiedade.
Ele está falando sério. Ele realmente me quer, se está disposto a deixar que eu doe o dinheiro dele.
Jason não brincava com dinheiro. Investimentos e finanças eram a vida dele. — De verdade? — perguntou ela com voz trêmula. Os olhos dela se encheram de lágrimas. — Você quer ficar casado comigo?
Ai, meu Deus, por favor, não deixe que seja só uma brincadeira dele.
Ela sabia que seu coração se quebraria em um milhão de pedaços se ele não estivesse sendo sincero.
Ele a puxou para seus braços, envolvendo-a seguramente. — Eu preciso de você, Hope. Por favor, fique comigo. Preciso de sua doçura para equilibrar o escroto que sou. Preciso de seu coração imenso e generoso para me lembrar de que nem todo mundo se importa com dinheiro. Preciso que alguém me queira por algo além da minha conta bancaria. Preciso que brigue comigo quando eu estiver sendo um
merda. E não vou reclamar de sua carreira. — Ele hesitou um pouco e acrescentou: — Bom, vou tentar não reclamar demais.
O coração de Hope inchou com cada palavra dele. Ela jogou os braços em volta do pescoço dele e encostou o rosto em seu ombro. As lágrimas escorreram livremente. — Não vou doar o seu dinheiro.
Prometo. — Ela soluçou, sentindo o alívio no corpo trêmulo. —
Acho que você já doou o suficiente.
— Qual é o problema, querida? — Ele acariciou os cabelos dela com voz confusa e preocupada.
Afastando-se, ela olhou para dentro dos belos olhos azuis e viu... Jason. Ele estava aberto e vulnerável, sem tentar ocultar o medo.
Ele a queria tanto assim. — Eu estava com tanto medo. Não sabia como conseguiria aguentar dizer adeus — disse ela em tom direto.
— Você vai ficar comigo? — perguntou ele com voz cautelosa.
— Sim, seu maluco maravilhoso. Quero ficar com você mais do que quero qualquer outra coisa ou outra pessoa — respondeu Hope sem fôlego. — Estou viciada em você.
Jason sorriu. — Funcionou. Consegui viciar você em sexo.
— Não estou viciada em sexo — protestou ela. — Estou viciada em você.
Deixando um braço firme em volta da cintura dela, Jason pegou a mão esquerda de Hope e levou-a aos lábios, beijando a aliança em seu dedo. — Então case-se comigo, Hope. De verdade.
Ela soltou uma risada. — Corrija-me se eu estiver errada, mas acho que já estamos casados.
— Mas você não teve opção. Escolha a mim — exigiu ele com os olhos azuis emocionados.
— Eu não escolheria mais ninguém — disse ela gentilmente ao erguer a mão para acariciar o maxilar dele.
— Puta merda, obrigado! — Ele a pegou pela cintura e girou com ela. — Nada de falar mais que vai me deixar. Nunca mais —
insistiu ele.
— Nunca mais — respondeu ela com uma risada feliz ao se ver no chão novamente. Ela estava contente por ele voltar a ser dominante.
Odiara ver Jason vulnerável. Se dependesse dela, deixaria que ele lhe desse ordens a vida inteira. Não que ela deixaria, obviamente. Mas preferia ver aquele Jason direto em vez do medo nu que vira em seus olhos alguns momentos antes. No entanto, aquela vulnerabilidade tocara sua alma. Jason Sutherland não era o tipo de homem que deixava as outras pessoas verem suas fraquezas, mas gostava dela o suficiente para deixá-la ver.
— Venha comigo. — Ele segurou a mão dela e puxou-a. Eles atravessaram uma área cheia de pinheiros até que finalmente ele parou e virou-se para ela. — Preciso estar dentro de você, Hope.
Ela também o queria e entendia o que ele estava sentindo. Suas entranhas se contraíram com a necessidade de senti-lo movendo-se dentro dela, garantindo que não iriam se separar. Era uma necessidade mais profunda do que o prazer físico, uma validação do acordo de ficarem juntos. — Sim.
— Você é minha agora — disse Jason, empurrando-a de costas contra o tronco largo de um pinheiro alto. Ele entrelaçou os dedos nos dela e prendeu suas mãos sobre a cabeça ao capturar-lhe a boca com rapidez de tirar o fôlego.
Hope cedeu a ele imediatamente, abrindo a boca para que ele a invadisse, e gemeu sob o beijo. O corpo dela ficou em chamas quando ela se derreteu contra o corpo musculoso de Jason, sentindo a mesma necessidade de que estivessem unidos. Hope deixou que ele a reclamasse, da mesma forma como o reclamou.
Ela saiu do abraço ofegante. — Agora, Jason. Não posso esperar desta vez. — Ele não precisava provocar o corpo dela. Hope já estava pronta para ser preenchida. — Por favor.
Jason baixou a calça jeans dela até os joelhos enquanto abria a própria calça. — Não temos o espelho aqui, Hope. Eu...
— Ai, Jason. — Ela sentiu o coração apertado ao perceber o olhar hesitante no rosto dele. — Não precisei daquele espelho desde o início, apesar de ter sido muito excitante. Conheço seu toque, seu cheiro, seu gosto. Nunca mais vou entrar em desespero com você.
Virando-se, ela apoiou as mãos no tronco. — Trepe comigo, Jason. Antes que eu morra de frustração — implorou ela, nada familiarizada com aquela posição, mas tão desesperada que não importava como ele a possuísse, desde que fizesse isso.
Ele colocou as mãos nas nádegas dela e acariciou-as com reverência. — Caralho, Hope, você é tão linda. — Uma das mãos desceu por entre as coxas e ele soltou um som baixo ao encontrar nada além de um calor molhado. — Você é tão gostosa, querida. Também não posso esperar.
Hope abaixou a cabeça aliviada quando Jason a penetrou tão profundamente que ela gritou o nome dele. — Jason!
— Sou eu, querida. Sempre serei eu — assegurou ele em tom possessivo.
Tirando o pênis quase completamente de dentro dela, ele investiu novamente e segurou-a pelos quadris para mantê-la parada.
Hope se mexeu, empurrando o corpo na direção dele. Ela precisava de mais. — Por favor, Jason, não me faça esperar.
O tom implorante o inflamou. Ele começou a se mover, investindo repetidamente, com força. Hope recebeu cada investida, movendo os quadris na direção dele e ouvindo o barulho de pele contra pele. — Sim, com mais força — pediu ela, precisando que Jason desse o máximo de si.
Tirando uma das mãos dos quadris de Hope, ele a desceu por sua barriga e entre as coxas, abrindo-lhe as dobras molhadas até encontrar o clitóris. — Goze para mim, querida. Não vou durar muito mais — murmurou ele. O dedo dele acariciou com força o feixe de nervos.
Hope estremeceu. A sensação de ser preenchida por ele repetidamente e o estímulo no clitóris fizeram com que ela explodisse.
O orgasmo poderoso a invadiu em ondas e continuou enquanto Jason investia mais depressa, encontrando o alívio com um gemido estrangulado. — Hope. — O nome dela saiu dos lábios dele. Jason a penetrou mais uma vez, indo o mais fundo possível ao se derramar dentro dela. Ainda naquela posição, enquanto os dois estremeciam um
contra o outro, ele passou os braços em volta da cintura de Hope e enterrou o rosto em seu pescoço. — Minha doce Hope — disse ele.
Hope não soube quanto tempo ficaram daquele jeito, unidos, desfrutando da intimidade da posição. Jason finalmente se moveu, puxou-a para que ficasse de pé e cobriu-a, fechando sua calça antes de se vestir. Ao puxá-la contra si, ele enterrou o rosto em seus cabelos e segurou-a com tanta força que Hope mal conseguia respirar, mas ela não pretendia reclamar. Era bom demais tê-lo tão perto. Ela passou os braços firmemente em volta do pescoço dele e acariciou suas costas em movimentos reconfortantes. Os dois estavam completamente perdidos um no outro.