Bilionário Desmascarado: Jason
Capítulo 2
Merda, merda, merda. Estou fodida.
Ele selara o destino dela com aquelas palavras. Aquela última frase derrubou as defesas de Hope completamente. Jason queria a companhia dela, o que a deixou emocionada. Ela sentiu a solidão dele e teve vontade de aplacá-la dizendo que também queria ficar com ele.
Sem outra palavra, Hope deu meia volta e foi se despedir dos quatro irmãos e de Emily. Em seguida, pegou o casaco e saiu do salão onde acontecia a festa.
Quando chegou do lado de fora, Jason já a aguardava. Ao segurar a mão estendida dele e sentir a eletricidade entre eles, ela rezou para que não se arrependesse daquela noite.
N ão vou conseguir sobreviver a esta noite.
Jason Sutherland reprimiu um gemido ao observar Hope se sentar em frente à lareira na casa dela e quando ela deu a primeira mordida no s’more que ele preparara. Ele a observou comer o biscoito com chocolate derretido e marshmallow assado. Ela fechou os olhos e lambeu as gotas de chocolate e o marshmallow que ficaram nos lábios.
Nunca o chocolate parecera tão erótico.
Que merda. Eu a quero.
Os instintos possessivos de Jason o atacaram e ele mal conseguiu conter o desejo de tê-la perto de si, de lamber aqueles lábios deliciosos. Ele continuaria a fazer aquilo muito depois que o chocolate e o marshmallow desaparecessem.
Eu não deveria ter vindo para o Maine hoje. Sabia que ela provavelmente estaria aqui.
Sim, ele soubera e, se fosse sincero, admitiria que a presença dela fora parte do que o levara ao Maine. Claro, ele queria encontrar os irmãos Sinclair, especialmente Grady, pois queria conhecer a mulher que capturara o coração do amigo recluso. Mas estaria mentindo para si mesmo se não admitisse que saber que Hope estaria lá fora um certo
impedimento... e uma tentação. A vontade de vê-la de novo vencera de maneira muito fácil sua força de vontade.
Desgostoso consigo mesmo, Jason tentara esquecer o desejo torturante que o atingira quando vira a Hope de dezenove anos. Ela acabara de terminar a escola e, apesar de ele ter apenas vinte e três anos na época, ainda assim parecera... errado. Hope era a irmã mais nova de Grady e Jason era amigo do clã Sinclair inteiro. Hope fora uma garotinha tímida e triste, uma criança ruiva e cheia de sardas adorável com um coração imenso e Jason sempre quisera fazê-la sorri. Ele a adorara como a irmã que nunca tivera e sempre a protegera como qualquer irmão mais velho faria. Mesmo assim, tudo mudara quando ele fora à festa de formatura dela. A visão de Hope o desequilibrara e deixara o relacionamento entre eles confuso. Ele a quisera na época e, agora, oito anos depois, o desejo era como uma obsessão.
Infelizmente, seu pênis também não a esquecera. Ele não sentia aquele desejo carnal tão consumidor desde que a vira aos dezoito anos, mas o pênis imediatamente reagira com a mesma adoração fervorosa no minuto em que a vira do outro lado do salão.
No decorrer dos anos, ele ficara irritado sempre que ouvia Grady comentar que Hope estava saindo com alguém. O ciúme quase o devorava vivo sempre que a via, sabendo que outro homem a tocava.
Mas ele aguentara firme, concentrando-se no trabalho e trepando com outras mulheres. Ele esperava que, em algum momento, aquele medo de que ela fosse permanentemente levada por outro homem passaria.
Mas não passara. A loucura de possuí-la só ficara mais forte e mais profunda.
E agora ele estava no inferno.
Se aquela obsessão tivesse sido por outra mulher que não Hope, ele a teria seduzido muito tempo antes, tentado trepar até que a esquecesse. O problema era que era Hope. Ele a conhecia desde que conseguia se lembrar. Portanto, estava totalmente encrencado naquele momento. Não só queria trepar com ela mais do que queria respirar, como também gostava dela. Hope era uma das mulheres mais doces que ele já conhecera e o coração imenso dela era genuíno.
Ela também me quer.
O corpo dela respondera ao seu, o que o deixara ainda mais louco. Saber que a química sexual queimava nos dois fizera com que fosse quase impossível não tocá-la.
— Obrigada por me levar aos fogos de artifício.
A voz de Hope interrompeu os pensamentos lascivos de Jason.
Depois de saírem da festa de Grady, eles tinham ido para a praia e assistido aos fogos de artifício de dentro do carro que Jason alugara.
Eles ficaram de mãos dadas, como dois adolescentes, pois ele não conseguira ficar longe dela agora que Hope estava ali... desimpedida.
Jason olhara mais para Hope do que para o céu cheio de cores brilhantes, mas o rosto dela estivera tão expressivo que ele não conseguira se conter. — Fico feliz por ter gostado — respondeu ele finalmente com voz rouca.
— Você não gostou? — perguntou Hope curiosa. Ela terminou de comer o último doce e lambeu a ponta dos dedos. — Não vai fazer um s’more para você? Sei que quer o chocolate. Estava delicioso.
Merda! Pare de lamber os dedos. Está tentando me matar?
Enquanto observava a língua rosada de Hope passar sobre os dedos, ele desejou que ela fizesse aquilo em alguma parte de seu corpo, preferivelmente abaixo do umbigo.
Jason obrigou a mente suja a ficar quieta. Fora uma noite agradável e ele não queria estragar tudo. O que dissera a ela mais cedo era verdade. Com Hope, ele não precisava fingir ser alguém que não era. Eles foram para a casa de Hope, na península de Amesport, depois dos fogos de artifício, parando no caminho em um mercado para comprar as coisas necessárias para fazer s’mores. Antes de se sentarem à frente da lareira, os dois tinham trocado de roupa, vestindo calças jeans e camisetas. — Eu vou — concordou ele. — Só estava ocupado observando você. Parece que gostou. — Jason também gostara de observá-la, mas agora estava de pau duro.
— Gostei — assentiu ela. — Não me permito comer chocolate com muita frequência.
— Por quê? — Ele prendeu um marshmallow no espeto e segurou-o sobre o fogo. Não conseguia imaginar o que era não comer chocolate todos os dias. Ele gostava do doce quase tanto quanto gostava de sexo. Bom... não tanto quanto queria fazer sexo com Hope, mas o bastante para garantir que sempre tivesse um bom estoque.
Hope revirou os olhos para ele. — Acho que meus genes são gorduchos. Não sou nenhuma magrela, Jason.
Os olhos de Jason passearam lentamente pelo corpo dela. Hope parecia estar em boa forma física, mas obviamente exercício nenhum parecia conseguir reduzir os quadris curvos e o traseiro arredondado.
Ainda bem! Ele nunca gostara de mulheres magras demais e estava feliz por ela não ter perdido a suavidade atraente dos quadris e do traseiro, sem falar nos seios fartos. Ela era... perfeita.
— Acho que seus genes são ótimos — respondeu ele em tom faminto. Ela tinha as curvas nos lugares certos. O corpo suave e quente dela encaixava no seu como se tivesse sido feito para isso. — Você é linda.
Ela olhou para ele surpresa e, por um momento, Jason se perdeu nos olhos cor de esmeralda. Os cabelos ardentes emolduravam o belo rosto. Jason ficou imaginando se era assim que ela se pareceria ao gozar.
— Está queimando — exclamou Hope em tom meio divertido e meio alarmado.
Jason precisou de um segundo para perceber que ela falava do marshmallow. Ele o tirou das chamas e soprou-o. — Gosto dele queimado — mentiu ao colocar o marshmallow preto entre o chocolate e o biscoito. Só o chocolate derretido fazia com que valesse a pena comer o marshmallow queimado.
Ela torceu o nariz ao observá-lo comer aquilo. — Por que Dante ainda não veio procurar você? Não está ficando na casa dele?
— Não pedi a ele. Provavelmente, ele acha que estou ficando na casa de Grady. E Grady provavelmente acha que estou ficando na casa de Dante. Espero que eles não conversem um com o outro. — Todos
os irmãos Sinclair tinham uma casa na península, mas Grady era o único que morava lá permanentemente.
— Você pode ficar aqui comigo. Tenho espaço suficiente —
disse Hope em tom ansioso.
O jatinho particular de Jason estava no aeroporto, fora da cidade, e o piloto pronto para partir quando ele quisesse. — Acho que provavelmente irei embora. O jatinho está esperando.
— Diferentemente do resto de vocês, tive que vir em um voo comercial, como a maioria das pessoas normais — brincou Hope. —
Mas Evan me levará de volta ao Colorado. E depois irá para a Califórnia com Dante, ele tem alguns negócios para resolver lá.
Jason engoliu o restante do doce queimado. — Por que você nunca quis que eu gerenciasse seu fundo financeiro? — Hope nunca pedira, mas ele teria ficado feliz em investir a fortuna dela como fizera para Grady e Dante, transformando a herança considerável em bilhões.
Era o que ele fazia de melhor, transformar um pouco de dinheiro em muito dinheiro.
— O dinheiro nunca significou tanto assim para mim e você é um homem ocupado. O dinheiro é bacana quando preciso de alguma coisa e deixa que eu tenha liberdade. Mas não me importo se ele aumenta ou não. Tenho mais do que conseguiria gastar na vida inteira, mesmo se eu fosse extravagante, o que não acontece.
— Nunca estou ocupado demais para cuidar de você, Hope. O
que está fazendo com o dinheiro? — perguntou ele.
Ela explicou como guardara a fortuna depois de recebê-la e Jason fez uma careta. Nem um centavo estava em ações ou investimentos sólidos. Pelo amor de Deus. — Contas no mercado financeiro e em bancos não lhe dão muito dinheiro, Hope. — O investidor dentro dele se encolheu horrorizado. — Não acredito que Evan não interferiu.
— Ninguém precisa interferir — respondeu Hope irritada. — É o meu dinheiro e não me importo se ele cresce rápido ou não. Eu disse isso a todos os meus irmãos e eles finalmente pararam de me perturbar.
Eu raramente gasto alguma coisa. As únicas coisas que comprei desde
que terminei a escola foram um pequeno apartamento em Aspen e meus carros. Frequentei a universidade, lembra? Eu posso trabalhar.
Merda, ela parecia fabulosamente irada. Os olhos verdes ardentes o encararam, deixando Jason ainda mais excitado. Hope sempre fora independente, motivo pelo qual o idiota do ex-namorado dela sempre fora um mistério para ele. Ela era doce, mas nunca fora o tipo de mulher que aguentava muita coisa de um homem, nem mesmo dos irmãos autoritários. — Você não está trabalhando agora. Precisa gerar mais dinheiro — argumentou ele irritado. — Especialmente se for escolher caras que não têm emprego. — Merda. Não havia nada que o deixasse mais furioso do que pensar em qualquer homem, exceto ele mesmo, tocando Hope.
— Eu... — Hope ficou calada e respirou fundo, sem terminar o comentário. — Eu estou bem — terminou ela em tom mais calmo, afastando o olhar do rosto de Jason.
— Está bem mesmo, Hope? — perguntou ele, aproximando-se dela e segurando seu queixo, forçando-a a encará-lo. — Ou está se sentindo tão perdida quanto eu neste momento? — Jason sabia que estava perdendo o controle, mas não conseguiu se conter. Quem cuidava de Hope? Ela acabara de terminar o relacionamento com o namorado. Estava com o coração partido? Estava feliz no Colorado?
Por que ficara lá, se finalmente estava solteira?
— Estou bem — respondeu ela baixinho e, desta vez, olhando dentro dos olhos dele.
— E o seu ex-namorado? Como você pode estar bem?
Ela abriu um sorriso fraco. — Acho que estava na hora. Não éramos certos um para o outro. Vou superar. — Ela fez uma pausa. —
O que está acontecendo com você, Jason? Há alguma coisa errada?
Você parece... perturbado.
Por algum motivo, o fato de Hope soar como uma amiga preocupada o deixou maluco. — Não há nada de errado, mas, sim, tenho um problema.
— Qual? — perguntou Hope em tom gentil.
— Você — rosnou ele ao pegar a mão dela e pressioná-la contra a ereção latejante. — Não consigo parar de querer você. Eu a quis desde sempre. Posso entrar no maldito jatinho e voar de volta para Nova Iorque, mas a distância não adianta mais. Vou continuar pensando em você. Vou me masturbar com fantasias de estar tão dentro de você que não conseguirá pensar em mais nada além de mim. — Ele colocou a mão na nuca dela e cobriu-lhe a boca com a sua antes que ela pudesse dizer alguma coisa ou negar o calor que existia entre os dois.
Ele perdeu totalmente o controle quando ela o puxou para o carpete, sentando-se sobre ele. Ela agarrou seus cabelos e beijou-o como se sua vida dependesse disso. Ela retribuiu o beijo como se nunca tivesse sentido desejo físico antes e, agora que o descobrira, precisava satisfazê-lo.
Ele segurou os quadris dela, puxando o corpo quente contra a própria ereção e xingando o tecido que os separava. Os cabelos sedosos de Hope acariciaram seu pescoço e caíram em volta deles como uma cortina enquanto mergulhavam em um abraço tão desesperado que Jason gemeu.
Preciso. Entrar. Nela. Agora.
Finalmente, Hope afastou os lábios. — Acho que tenho o mesmo problema que você — murmurou ela sem fôlego. Em seguida, enterrou o rosto no pescoço dele, passando a língua na pele nua.
— Jesus — gemeu Jason, atordoado, mas eufórico por Hope estar tão fora de controle. Ele a manteve sobre o colo ao se sentar, segurou a bainha da camiseta dela e puxou-a sobre sua cabeça. Ao soltar a presilha do sutiã, ele observou os seios fartos e belos ficarem livres. Os mamilos escuros já estavam enrijecidos de desejo. — Linda.
— Tire. — Hope puxou a camiseta dele.
Ele a obedeceu feliz, tirando rapidamente a peça de roupa. A pele nua dele encontrou a dela e ele passou as mãos pelas costas de Hope.
Eu. Preciso. Dela.
Jason se deitou e levou Hope consigo. Em seguida, deitou-a de costas, prendendo-lhe o corpo com o seu. Ela passou as pernas em volta da cintura dele. O pênis latejou quando ele olhou para o rosto
dela, vendo os cabelos espalhados selvagemente pelo carpete e os olhos cheios de paixão.
— Jason, eu...
Ele pensou ter visto um brilho de medo nos olhos dela ao cobrir-lhe a boca com o dedo para silenciá-la. — Não fale, Hope. Não diga nada, a não ser que não queira isto. — Ele sabia que ela queria, com um desejo tão grande quanto o seu. Jason se abaixou e abriu o botão e o zíper da calça jeans dela, e sentou-se para puxar a roupa pelas pernas esbeltas. A calcinha desceu com a calça. — Preciso sentir seu gosto — disse ele, querendo vê-la perder o controle.
— Como? — sussurrou ela.
Jason ficou sobre ela, cujos olhos brilharam com ansiedade e...
confusão? — Meu Deus. Você nunca fez amor de outra forma que não fosse só uma foda? — O namorado dela deveria ter sido um idiota.
Como não quisera sentir o gosto de Hope?
— Não — admitiu ela baixinho. — Na verdade, não.
— Vou mostrar a você. — A voz dele estava carregada de desejo.
Ele estava desesperado para dar prazer a ela, agora que sabia que seria o primeiro homem a fazê-la gozar daquela forma.
O corpo nu de Hope deitado no carpete cor de creme sob a luz da lareira era uma visão que Jason sabia que ficaria gravada na mente para sempre. Ela parecia ter saído diretamente de suas fantasias. Não...
parecia ainda mais bonita.
Eu nunca a imaginei assim.
Nem mesmo no melhor de seus sonhos eróticos ele a imaginara daquela forma. Jason sabia exatamente o que queria fazer: queria fazer com que ela gozasse até que não quisesse outro homem. Jason estava completamente obcecado e queria que Hope sentisse o mesmo desespero apenas por ele, como sentia apenas por ela. Ele não se importou nem um pouco por ser avarento e ganancioso. Precisava sentir o desejo de Hope por ele.