Bilionário Desmascarado: Jason

J. S. Scott · Capítulo 8 de 18

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Bilionário Desmascarado: Jason

Capítulo 7

— Temos duas semanas — respondeu ela, mas sua voz era baixa, cheia de desejo.

— Não é tempo suficiente — retrucou Jason ao colocá-la no chão.

Não é nem de perto tempo suficiente.

 

Hope assistiu e quase babou quando Jason tirou a camiseta. Todos os músculos do torso dele se flexionaram antes que ele deixasse a roupa cair no chão.

Os dedos ágeis de Jason desceram para os botões da calça, abrindo-os um a um. O olhar selvagem dele não se afastou do rosto dela.

Hope engoliu em seco quando ele tirou a calça e a cueca. As roupas foram parar no chão e ele ficou parado em frente a ela, totalmente nu. Ele subiu na cama, afastando os lençóis. Em seguida, cruzou as mãos atrás da cabeça, com o mesmo olhar ardente. — Você me tem. Agora, o que vai fazer comigo?

Ai. Meu. Deus.

Hope nunca vira nada parecido com aquilo. Jason, deitado na cama, com a pele dourada e os cabelos rebeldes esperando-a.

Eu já tive relações íntimas com ele. Não preciso ficar nervosa.

Eles tinham ficado juntos antes. Tinham tocado os lábios e outras partes do corpo um do outro. Ainda assim, ela mordeu o lábio inferior nervosamente. O corpo forte a chamava e ela sentiu as entranhas se contraírem só de olhar para ele. O pênis estava ereto,

pronto e obviamente muito ansioso. — Eu estava esperando que você me dissesse o que fazer — admitiu ela.

Ele balançou a cabeça lentamente. — Você tira a roupa. Você escolhe. Você está no controle, Hope.

Era um desafio e um sacrifício para ele. Hope percebeu exatamente o que acontecia, o que lhe deixou com os olhos cheios d’água. Jason era um homem de ação, um macho alfa, que entregara o controle a Hope porque queria que ela fosse a agressora. Aquilo ia totalmente contra a natureza dele, mas, ainda assim, Jason fazia aquilo por ela.

Está bem, eu consigo fazer isso.

Ela tirou a camiseta e jogou-a sobre a pilha crescente de roupas no chão. A presilha do sutiã se soltou com facilidade e ela o deixou deslizar, sem nem olhar para ver onde ele caíra. Estava ocupada demais olhando para o rosto de Jason.

— Minha nossa, você é linda. — A voz dele estava rouca.

Quando o olhar de Jason admirou abertamente seus seios, Hope se sentiu bela, apesar de saber que não era. No máximo, a aparência dela era mediana e o corpo cheio de curvas não era normalmente o tipo pelo quais os homens babavam. Ainda assim, ela se sentiu viva. Os mamilos enrijeceram enquanto Jason os olhava como se quisesse devorá-los.

— Você é todo meu por enquanto. — Ela empurrou a bermuda e a calcinha pelas pernas, querendo estar com Jason mais do que qualquer coisa que já quisera.

— Então venha me tomar — respondeu ele em tom sedutor. —

E eu sempre fui seu.

É ele.

Quando fizera terapia, o terapeuta dissera que um dia ela encontraria um homem a quem confiaria o corpo. Jason era aquele homem, o único que jamais deixara seu corpo em chamas.

— Faça comigo tudo o que quiser — disse Jason com a voz cheia de paixão, erguendo o olhar para o rosto dela.

Hope subiu na cama, sem sentir tanta confiança quanto gostaria.

Jason provavelmente era mais do que ela conseguiria lidar. — Não tenho muita experiência com sedução — admitiu ela ao se ajoelhar ao lado dos quadris dele.

— Querida, você não precisa de experiência. Em se tratando de você, eu não preciso de sedução — respondeu ele. O tom dele era dolorido, mas os lábios se contorceram divertidos.

Hope abriu um sorriso fraco, perdendo-se nos olhos incríveis de Jason. — Quero tocar em você.

— Então toque — disse ele em tom exigente. — Talvez isso me mate, mas morrerei feliz.

Ela se sentou sobre ele com cuidado. O sexo quente ficou sobre as coxas dele. Com a palma das mãos nos ombros de Jason, ela acariciou seu peito, deixando-se explorar lentamente a pele quente.

Cada músculo definido do abdômen foi acariciado quando ela desceu devagar em direção ao pênis rígido. Envolvendo-o com a mão, ela passou a língua pelos lábios subitamente secos ao usar o dedo indicador para explorar a cabeça sensível. — Você é tão grande — disse ela em voz maravilhada.

Jason soltou um gemido estrangulado e agarrou a cabeceira de madeira da cama com as duas mãos. — Você está me matando, Hope.

Beije-me — insistiu ele.

A exigência se misturou com uma súplica na voz dele, o que fez com que Hope imediatamente abaixasse o corpo sobre o de Jason. Ela estremeceu ao sentir a pele quente dele contra a sua. Os mamilos sensíveis encostaram no peito dele quando ela colocou os dedos entre seus cabelos, cada toque aumentando o desejo.

Os olhos verdes e azuis se encontraram, exalando desejo primitivo. Jason estava totalmente exposto e aberto enquanto se segurava com mais força na cabeceira da cama. As juntas dos dedos ficaram brancas pelo esforço que ele fez para não assumir o controle.

Hope abaixou a cabeça e beijou-o, derramando as emoções no abraço. Com os cabelos dele entre os dedos, ela gemeu no beijo

quando ele assumiu o controle do abraço e exigiu sua rendição, apesar de Hope estar na posição de domínio no momento.

A língua de Jason invadiu sua boca, conquistando-a e consumindo-a. Ele tirou as mãos da cabeceira da cama e passou os braços em volta de Hope. Os dedos subiram e desceram pelas costas dela e foram para o traseiro, tocando cada centímetro de pele.

As entranhas de Hope se contraíram, como se implorassem pela posse. Ela moveu os quadris contra a virilha de Jason enquanto ele aprofundava o beijo, uma carícia desesperada dos lábios dele. Hope sentiu os mesmos desejos ardentes. A língua dela encontrou a dele a cada investida e as dobras saturadas de seu sexo se abriram quando ela se esfregou nele com mais força, precisando de mais.

Ela soltou um gemido ao afastar os lábios. — Por favor, Jason.

Preciso sentir você. Ajude-me.

A mão dele deslizou entre os dois corpos e moveu-se para a carne sensível entre as coxas de Hope. — Querida, você está tão molhada — disse ele com voz rouca, agarrando os cabelos dela e puxando sua cabeça para trás. — Olhe para mim — disse ele. — Não tire os olhos de mim.

Hope subiu as mãos para o peito dele e usou a superfície sólida para se apoiar. — Por favor — choramingou ela. A necessidade era tão grande que ela se perdeu nos olhos azuis enquanto ofegava.

— Diga meu nome. Sem parar. Não ouse fechar os olhos.

Continue olhando para mim. Saiba exatamente o que está fazendo, exatamente com quem está — insistiu Jason. Os dedos molhados dele acariciaram o clitóris.

— Jason. — Ela gemeu, querendo fechar os olhos, mas mantendo-se concentrada nele.

Naquele momento, havia apenas o desejo ardente pelo homem sob ela. — Jason.

— Isso mesmo, querida. Só eu. Só eu — disse ele com expressão intensa ao posicionar a cabeça do pênis contra o canal dela.

As unhas de Hope se enterraram na pele dele quando Jason a segurou gentilmente pelos quadris.

— A opção é sua, Hope. Podemos continuar assim, se quiser, ou você pode me tomar. Você escolhe — disse ele, ainda segurando os quadris dela.

Tome. Tome. Tome.

Ela observou a expressão dele ficar sombria. Um músculo no maxilar de Jason se contraiu quando ele a encarou, pronto para deixá-la decidir.

Sem querer nada além de dar a ele o que os dois queriam, ela lentamente abaixou o corpo sobre o pênis. As paredes do canal se estenderam ao aceitá-lo dentro de si. — Jason. — Ela gemeu ao finalmente descer o corpo totalmente sobre ele.

— Ei, querida — disse Jason com voz rouca, segurando-a para que não se mexesse. — Devagar.

Hope o sentiu inteiramente dentro de si e não queria que fosse devagar. Mas também sentiu uma pontada de dor ao aceitar o pênis largo e forçou-se a abaixar mais lentamente. — Eu quero tanto você.

Milímetro a milímetro, os músculos relaxaram para deixá-lo entrar. A dor desapareceu enquanto Jason lentamente a penetrava, sem deixar que ela se abaixasse depressa demais. O rosto dele estava contraído, como se estivesse lutando para se controlar, mas os olhos reconfortantes não se afastaram dos dela.

Finalmente, quando ela se acomodou completamente sobre ele, Jason afrouxou as mãos em seus quadris. Quando o olhar dela encontrou o dele, Hope sentiu o coração dar um salto e o corpo incendiar. A sensação de tê-lo dentro de si era sublime.

— Puta merda, você é tão gostosa, querida. Tão incrivelmente molhada e quente — gemeu Jason.

Quando o corpo de Hope o aceitou, ela soltou um gemido de satisfação. Ela se sentia preenchida, envolvendo Jason completamente.

Ele segurou os quadris dela com mais força. — Trepe comigo, Hope. Preciso de você.

A súplica dele foi o que bastou. A agonia em seus olhos a deixou fora de controle. Deixando que as mãos dele a orientassem, ela ergueu o corpo e baixou-o novamente sobre ele. Um gemido de

satisfação escapou de seus lábios e reverberou pelo quarto. Com o olhar preso ao dele, sua única necessidade era remover a expressão angustiada no rosto de Jason, transformá-la em desejo e saciedade. Ela sentiu uma onda de calor invadindo o corpo.

— Você está bem? — perguntou ele com a voz rouca.

— Sim — respondeu ela. A espiral em suas entranhas se desencadeou. Seu corpo se moveu no mesmo ritmo que o de Jason à medida que ele erguia os quadris para encontrá-la. O ruído de pele contra pele a hipnotizou. A união a consumiu e ela começou a fechar os olhos enquanto se movia.

— Continue olhando para mim. Não feche os olhos. Não me deixe agora — disse Jason ao agarrar seus cabelos e forçá-la a manter o contato dos olhos.

— Jason — murmurou ela com um suspiro trêmulo. Hope abaixou o corpo para capturar a boca de Jason, sem conseguir se conter.

A língua dela invadiu a boca dele, imitando o ritmo do pênis que a penetrava.

Ele se sentou subitamente, sem interromper o beijo. Com a mão forte no traseiro dela, seus quadris se moveram com mais força e mais depressa, segurando-a firmemente para aceitá-lo. Ainda sentada no colo ele, ela passou os braços em volta dos ombros fortes, sem conseguir impedir o clímax iminente. O ângulo da penetração estimulou o clitóris a cada investida. Ela se perdeu para tudo, exceto para Jason.

Hope afastou a boca e inclinou a cabeça para trás quando o orgasmo intenso a invadiu, deixando-a incapaz de fazer qualquer coisa exceto gritar o nome dele. — Ai, meu Deus, Jason.

— Sou eu, querida. Sou eu — lembrou ele com a voz rouca e excitada perto de seu ouvido. Ela se contraiu em volta do pênis enquanto Jason gozava com um gemido atormentado. — Puta merda, sim. Goze comigo, Hope — exigiu ele, agarrando seu traseiro com as duas mãos e penetrando-a profundamente.

O coração acelerado de Hope bateu contra o peito dele enquanto eles permaneceram abraçados. Jason correu a mão pelas costas e pelo pescoço dela, segurando-a contra o peito ofegante. — Puta merda —

disse ele. O corpo estremeceu quando ele caiu sobre o travesseiro, levando-a consigo.

Atordoada, Hope não se moveu nem falou. Ela ficou deitada sobre o corpo forte e suado de Jason, tentando recuperar o fôlego.

Finalmente, Jason perguntou: — Você está bem?

Ela se sentia libertada, quase como se pudesse voar. — Sim, estou melhor do que bem — respondeu ela sem fôlego. — Foi incrível. É sempre assim? — perguntou ela.

— Nunca — respondeu Jason enfaticamente. — Pode ser bom, mas nunca é tão bom. Temos uma química incrível.

Hope sorriu contra a pele suada dele. — Obrigada.

— Pelo quê? — perguntou ele confuso.

— Por me ajudar. — Talvez Jason não conseguisse entender como era poder estar com um homem e sentir tanto prazer em um ato que anteriormente fora uma aberração. — Eu me sinto finalmente...

libertada.

— Eu prefiro que você só explore sua independência sexual comigo — resmungou Jason.

Ela riu. — No momento, acho que você é o único homem que eu posso explorar.

— Pode me usar à vontade para qualquer pesquisa que queira fazer — respondeu Jason rapidamente. — Por favor.

Hope finalmente moveu o corpo letárgico e soltou-se dele, deitando-se ao seu lado com uma risada. — Fico honrada por você ficar disponível para mim.

Ele virou a cabeça. Os olhos dele tinham uma expressão ansiosa.

— Você está mesmo bem?

O coração dela deu um salto. A expressão de preocupação nos olhos dele a emocionou. Hope colocou a mão no rosto dele e acariciou seu maxilar. — Estou bem. Acho que finalmente encontrei um homem a quem posso confiar meu corpo. Eu não deixei você em nenhum momento, Jason. Sabia exatamente com quem estava e quem estava causando aquilo tudo em meu corpo. Não sei se conseguiria fazer isso com outra pessoa além de você.

— Não quero que faça com mais ninguém além de mim —

respondeu ele com voz rouca e possessiva. Ele passou o braço pelas costas dela ao deitar de lado e ficar de frente para ela.

Os dois estavam com a cabeça deitada no mesmo travesseiro e os olhares se encontraram. Hope suspirou, descendo a mão preguiçosamente do ombro até o quadril dele. Talvez ele se sentisse assim no momento, mas acabaria se cansando dela. Em troca, ela finalmente estaria livre dos fantasmas do passado. — Você se cansará em algum momento — brincou ela.

Ele soltou uma exclamação rouca. — Não conte com isso, querida.

A ameaça sensual e o olhar ardente nos olhos dele fizeram com que seu coração desse um salto. A expressão de Jason era intensa, quase feroz. — Posso demorar um pouco para me acostumar —

concordou ela. O corpo dela já sentia falta de tê-lo dentro de si. — E

provavelmente tenho muito a aprender.

— Muito, sim — concordou ele. — Poderá demorar muito tempo — continuou Jason, abrindo um sorriso malicioso e sensual.

— Temos duas semanas — relembrou ela.

Jason ficou em silêncio por um momento enquanto estudava o rosto dela. — Não é tempo suficiente.

— É o nosso acordo — retrucou ela em tom leve.

Inconscientemente, os dedos dela deslizaram pelos músculos dos quadris e subiram até o peito.