Bilionário Indomado: Tate
Capítulo 1
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Epílogo
Bilionário Sem Limites
E ncontre e seduza Marcus Colter.
O objetivo de Lara Bailey martelou em sua cabeça enquanto ela brincava com o canudo do copo intocado de chá gelado. Os olhos dela percorreram o bar luxuoso do Resort Rocky Springs. Seu primeiro dia no paraíso de férias de inverno no Colorado tinha sido um fracasso épico. Ela não vira nenhuma vez Marcus, o mais velho dos icônicos irmãos bilionários Colters, nem conseguira descobrir seu paradeiro.
Só o que ela conseguira naquele dia fora um episódio desagradável ao descer para a academia do resort para realizar os exercícios rigorosos normais pela manhã, obviamente devido à falta de ajuste à altitude naquele local do Colorado.
Brilhante. Ela interrompera os exercícios e começara a beber o máximo possível de água. Era essencial que não tivesse fraqueza nenhuma naquele momento, além de precisar se ajustar à altitude o mais depressa que conseguisse. Ela já começara a se sentir melhor e achou que o corpo esguio começava a se ajustar ao fato de estar em algum lugar das Montanhas Rochosas.
Olhando em volta, ela só conseguiu ver um mar de pessoas que pareciam ter acabado de chegar das rampas de esqui. Os rostos estavam vermelhos por causa do frio e elas vestiam principalmente roupas de esqui: jaquetas de esqui, calças de esqui, blusões e cachecol. Algumas tinham apoiado os esquis na parede enquanto conversavam com uma bebida quente nas mãos.
Como será que é ser uma dessas pessoas de férias? Aos trinta anos, não consigo me lembrar de ter tirado férias nem quando foi a última vez que fiz alguma coisa só por diversão.
Lara se sentiu deslocada por causa do vestido preto, especialmente considerando que ainda não eram nem quatro horas da tarde. Mas ela tinha uma missão e vestira-se para o objetivo que queria alcançar. Ela cruzou as pernas longas e esguias, jogou casualmente os cabelos loiros escuros sobre o ombro e analisou as pessoas enquanto a mente trabalhava freneticamente em outro plano.
Se eu não conseguir encontrar Marcus Colter, terei que fazê-lo vir a mim de alguma forma.
Sinceramente, Lara preferiria estar em qualquer lugar que não fosse aquele… que parecia um parquinho imenso e fabuloso para os ricos.
Ela odiava o vestido insinuante e os saltos altos que usava. Aqueles sapatos quase a fizeram cair de bunda no chão ao sair do elevador, quando o salto prendera em uma pequena abertura de metal. Por sorte, ela estivera sozinha no elevador e ninguém vira sua entrada nada graciosa no saguão.
Ainda bem que ninguém me viu. Preciso agir como se estivesse perfeitamente confortável aqui… apesar de não estar. Preciso encontrar Marcus Colter. Mas eu preferia estar em casa, no meu apartamento minúsculo, com vários potes de comida chinesa, um bom livro e algo com chocolate.
Ela estava faminta, mas, ao olhar para os preços do cardápio do lado de fora do restaurante do resort, quase se engasgara. O jantar teria que esperar até que pudesse ir para a cidade.
O preço de um quarto básico no resort já era ruim o suficiente. Uma noite custava mais do que o seu aluguel de um mês inteiro. Não era que ela não podia pagar um jantar ali. Ela não queria fazer isso.
Provavelmente ainda estaria com fome quando saísse do restaurante. O lugar sofisticado parecia ser um daqueles restaurantes com porções minúsculas e caras que não saciariam a fome. Lara não se importava com a apresentação do jantar. Ela se importava com o fato de a comida ser abundante e gostosa… ou não. Ela ficava irritada quando saía de um restaurante com a bolsa muito mais leve e a barriga ainda roncando. De que adiantava um prato bonito e um aroma delicioso se só conseguia algumas poucas garfadas por um preço astronômico?
Não há motivo para ficar aqui muito mais tempo. É hora de mudar de roupa e ir para a cidade jantar.
Obviamente, o irmão Colter mais velho não ficava muito ali no resort. Pelo jeito, nenhum dos Colters ficava. No mínimo, ela esperara encontrar a mãe de Marcus, Aileen Colter, uma mulher que diziam passar muito tempo cuidando do resort. Infelizmente, ela não vira nenhum dos Colters o dia inteiro. E ela reconheceria cada um deles, apesar de não os conhecer pessoalmente. Ela estudara muitas fotografias daquela família rica em particular.
— Eu lhe pagaria um drinque, mas não parece que você avançou muito no que já tem. — Uma voz baixa e sensual reverberou atrás de Lara, surpreendendo-a o suficiente para que quase derrubasse o copo.
Assustada porque o homem se aproximara por trás, Lara se virou e finalmente viu um rapaz com quem não se importaria de falar: Tate Colter.
Os fatos que ela memorizara sobre ele rapidamente surgiram no cérebro: trinta e um anos, cabelos loiros, olhos acinzentados, um metro e oitenta e três de altura, carreira militar exemplar nas Forças Especiais até que um acidente exigira que fosse dispensado com honras. Mesmo de forma persistente, ela não conseguira muito mais informações sobre Tate. Ele era um bilionário, como todos os outros membros da família Colter, e fora a força motivadora que transformara a Colter Fire Equipment a maior produtora de equipamentos de segurança e combate a incêndios do mundo. A empresa era parte do conglomerado Colter, mas Tate assumira a missão pessoal de fabricar equipamentos mais sofisticados que qualquer outra empresa, fora o homem que a levara à estratosfera do sucesso. Ela não encontrara nada de negativo sobre ele. Tate era até mesmo um bombeiro voluntário.
Lara o encarou desconfiada quando ele se moveu para o outro lado da mesinha. Ele parecia inofensivo. Na verdade, parecia incrível na vida real, muito melhor do que nas fotografias. Os cachos loiros eram curtos como nas fotos que ela vira, mas estavam rebeldes, espalhando-se para todos os lados. Lara estava disposta a apostar que a aparência desgrenhada era devido a um chapéu, considerando
que estavam no meio do inverno no Colorado, e admitiu, meio a contragosto, que gostava do fato de ele não ser vaidoso o suficiente para arrumá-los. Os cabelos desarrumados e a covinha que ela viu quando ele abriu um sorriso casual o tornavam perigosamente atraente.
Já vi homens mais bonitos. O pensamento defensivo surgiu na mente dela, provavelmente por causa do arrepio que percorreu sua espinha ao olhar para Tate Colter. Ela vira homens mais atraentes de forma convencional, mas nenhum tão atraente como o homem que avaliava com cuidado naquele momento. Vestido casualmente com calça jeans, botas e um suéter verde, a aparência dele deveria ter sido casual, mas não era. Lara sabia que precisava agir com cautela, não importava o quanto ele parecesse uma pessoa bacana. Tate Colter tinha o QI de um gênio, como os outros irmãos. O sorriso casual e infantil escondia uma mente que a avaliava, da mesma forma como ela avaliava o homem e seus motivos.
— De qualquer forma, não aceito bebidas de estranhos —
respondeu ela. Lara não queria que ele fosse embora imediatamente.
Talvez ele pudesse lhe dar algumas informações, mas também não queria encorajá-lo. Seu interesse principal era em Marcus Colter, mas o irmão talvez a ajudasse a encontrá-lo.
Tate pegou a cadeira de madeira, virou-a e sentou-se ao contrário, deixando o corpo musculoso enorme confortável à frente dela. —
Então acho que precisamos nos conhecer — respondeu ele em tom confiante, como se, ao fazer isso, obviamente ela aceitaria e cairia aos pés dele em gratidão.
Que cara arrogante!
Lara deixou a expressão neutra. — Talvez eu não queira conhecer você. Talvez eu seja casada ou tenha um namorado — retrucou ela.
Tate deu de ombros. — Eu não disse que queria trepar com você.
Só disse que queria conhecer você. — Ele apoiou os braços no encosto da cadeira, ainda sorrindo de forma maliciosa. — Tate Colter.
— Ele estendeu a mão sobre a mesa. — Você parece muito solitária.
— Lara. — Relutantemente, ela apertou a mão dele rapidamente e abaixou o braço ao lado do corpo, intencionalmente dando o mínimo possível de informações. As mãos dele eram duras e calejadas, sem
os dedos macios e bem cuidados que ela esperaria de um bilionário.
Na verdade, ele não era nada como ela esperara que um homem tão rico seria. Ele parecia tão… comum, um homem ativo que gostava de ambientes abertos, mas que ficaria perfeitamente confortável de terno em uma sala de reuniões.
Provavelmente, ele se sente confortável em praticamente qualquer lugar.
Infelizmente, só havia algumas situações sociais em que ela se sentia em casa. E aquele contato breve e casual com Tate criara uma onda de eletricidade que descera pela espinha.
— Eu não estava nem estou nem um pouco solitária. Vim aqui para… pensar — disse ela rapidamente. — Sozinha.
Tate olhou em volta com expressão de dúvida. — Este não é exatamente um lugar pacífico para pensar nem um bom local para ficar sozinha com seus pensamentos.
Droga. Não, não é. O bar está cheio, barulhento e certamente não é um bom lugar para pensar. É um lugar para socializar.
— Talvez eu só quisesse ficar sentada aqui sozinha por algum tempo — disse ela em tom impaciente, querendo obter alguma informação que pudesse ser útil e afastar-se daqueles olhos acinzentados penetrantes que não pareciam ter se afastado do rosto dela desde que ele se sentara. Ele a deixava desconfortável como nunca ninguém conseguira. Ela conhecera muitos homens atraentes e não tão bacanas assim, mas não recebia uma vibração ruim de Tate Colter. Era algo mais… pecaminoso.
— Então, você está de férias? — perguntou Tate, tentando iniciar uma conversa e ignorando completamente a atitude dela.
— Sim. — Lara olhou para o copo e observou as pedras de gelo ficarem menores ao mexer a bebida mais uma vez. Ela não queria afastar Tate completamente, mas também não queria dizer nada que o encorajasse. O homem já era direto o suficiente.
Seja mais amigável, mas não amigável demais. Lara queria informações de Tate Colter, mas, por algum motivo, ele a deixava na defensiva. O instinto gritava para que ela se afastasse dele o mais depressa possível. O problema era que ela não conseguia entender o motivo.
— Não vi você por aí. Quando chegou na cidade?
— Tarde na noite passada. — Minha nossa, ela queria que ele parasse de encará-la como um espécime sob um microscópio. —
Então, você é um dos Colters? — Lara tentou uma expressão de loira meio burra. — Da famosa família Colter? — O lisonjeio funcionava quase sempre.
— Não sou o mais famoso, mas sou o mais inteligente —
respondeu ele em tom direto, quase como se estivesse dando-lhe um aviso. — Minha mãe está fora da cidade, visitando meus tios, e prometi que viria aqui todas as tardes para garantir que estivesse tudo bem. Eu estava pronto para ir embora quando a vi sentada aqui sozinha. Faz parte do meu trabalho garantir que todos os hóspedes estejam se divertindo, já que minha mãe não está aqui.
Enquanto Lara o encarava desconfiada, não teve tanta certeza de que aquela afirmativa arrogante não fosse verdadeira. A autoconfiança que ele exalava em abundância era incrivelmente atraente e ela não tinha dúvidas de que Tate era inteligente. Ele certamente era extravagante, quase beirando o irritante.
— Você tem irmãos? — perguntou ela, tentando parecer ignorante e apenas ligeiramente interessada.
Por que tenho a sensação de que ele está dando em cima de mim?
A conversa era casual, mas parecia que estavam brincando de gato e rato. Infelizmente, ela se sentia, naquele momento, como se fosse o rato.
— E uma irmã — respondeu ele. — Minha irmã, Chloe, é a mais nova e é veterinária aqui em Rocky Springs. E tenho três irmãos mais velhos.
— Lembro de ouvir falar sobre gêmeos. — Ela colocou uma expressão falsamente intrigada no rosto.
— Meus dois irmãos mais velhos, Marcus e Blake, são gêmeos idênticos. Blake é senador. Zane é um ano mais velho que eu, e é médico pesquisador, especializado em biotecnologia.
— E o que Marcus faz? — perguntou ela no que torceu para ser um tom casual.
Tate deu de ombros. — Ele viaja. Ele cuida da maioria das empresas da corporação Colter.
— Deve ser difícil para vocês todas essas viagens. — Droga, espero que Marcus esteja aqui agora. — Vocês não o veem muito.
— Estamos acostumados. A maioria de nós normalmente se afasta por longos períodos, exceto Chloe. Agora ela veio para ficar. Marcus voltará amanhã para ficar algum tempo. Já faz um bom tempo que ele se afastou a negócios. Zane está em Denver, brincando de cientista maluco, e Blake deverá voltar logo depois que o Congresso entrar em recesso. — O tom de Tate foi casual, mas ele não sorria mais e observava o rosto dela com atenção.
Ele sabe que estou sondando em busca de informações. Droga.
Droga. Droga. Por que ele não podia ser um pouco menos observador?
Lara abriu um sorriso fraco. — Que legal — respondeu ela, colocando apenas um interesse casual no tom.
Bingo!
Marcus Colter chegaria em Rocky Springs no dia seguinte.
— E quais são os seus planos enquanto está hospedada conosco?
— perguntou Tate como se tivesse todo o direito de saber a agenda dela. — De onde você é? Do que está fugindo?
— Por que acha que estou fugindo de alguma coisa? — perguntou ela com cautela, mantendo as respostas evasivas.
— Não é por isso que as pessoas tiram férias?
— Estou de visita, sou da costa leste. Achei que o Colorado seria uma mudança interessante. Trabalho com hipotecas em um banco. É
um trabalho estressante. — Ela abriu um sorriso agradável.
— Já foi às fontes termais? É uma forma garantida de se livrar do estresse.
— Não.
— Foi esquiar hoje?
— Não sei esquiar — admitiu ela relutantemente.
— Temos aulas. Na verdade, eu ficaria mais do que feliz em ensinar você — disse ele em um tom baixo, que dizia trepe comigo e que prometia muito mais do que ensinar alguns movimentos de esqui.
Lara estremeceu quando seus olhares se encontraram. Tate deixou perfeitamente claro que gostaria de ensinar mais do que apenas a esquiar. Muito mais.
Consegui o que eu queria. Hora de fugir. Literalmente.
— Obrigada — disse ela. — Mas vim para cá para passar algum tempo sozinha. Na verdade, acabei de terminar com um cara… um homem que me traiu. Estou meio na fossa. Agradeço a oferta, mas realmente preciso de um tempo para mim. — Ela se levantou depressa e alisou a saia. — Obrigada pelo papo. — Ela vasculhou a bolsa em busca da chave do quarto. Em seguida, acenou com a cabeça de forma educada ao pegar a chave e fechar a bolsa. —
Talvez nos encontremos por aí. — Ou não… se eu puder evitar.
Tate se levantou e recolocou a cadeira no lugar. — Lara?
Ela começara a se afastar, mas virou-se. — Sim?
Ele andou até ela, segurou um cacho de seus cabelos entre os dedos e acariciou-o por um momento antes de se inclinar lentamente para a frente.
Lara prendeu a respiração ao inalar o cheiro masculino, que lembrava ar fresco, pinho e almíscar, e era inebriante. Ele era muito mais alto que ela. Apesar de estar usando saltos muito altos, ela ainda se sentiu indefesa tão perto dele e, subitamente, sentiu-se vulnerável como nunca acontecera. Não com medo, mas certamente exposta.
Por um momento, ela achou que ele a beijaria, mas isso não aconteceu. Os lábios dele se aproximaram de seu ouvido e ele falou com voz rouca: — Qualquer homem que saia do seu lado não merece um segundo pensamento. — Ele endireitou o corpo, segurou o queixo dela de leve e ergueu-o para que seus olhares se encontrassem. — Não deixe nenhum cara foder com sua cabeça. Ele não vale a pena.
Lara se perdeu nas profundezas dos olhos acinzentados por um momento, hipnotizada. A declaração dele fora enfática, sincera e mexera com a alma dela. Na realidade, fazia algum tempo desde que ela terminara com o namorado traidor, mas ele realmente existira. Ela não confiara em ninguém depois disso.
— Eu… vou tentar me lembrar disso — gaguejou ela, momentaneamente mergulhada no olhar ardente dele.
Recomponha-se, Lara! Lembre-se do motivo pelo qual está aqui.
Mantenha os olhos no prêmio.
— Faça isso — respondeu Tate com voz rouca.
Lara afastou o olhar e afastou-se de Tate. Em seguida, virou-se e apressou-se em direção ao elevador. Tate não a seguiu, mas ela conseguiu sentir o olhar dele acompanhando seus movimentos. Ela entrou no elevador, desta vez sem tropeçar nos saltos, e apertou o botão do andar no painel com mais força do que o necessário. Ela precisou de toda a força de vontade para não olhar novamente para ele quando a porta do elevador se fechou.
Sozinha dentro do elevador, ela se apoiou na parede e soltou um suspiro trêmulo de alívio.
O que diabos acabou de acontecer?
Ela tinha um objetivo, uma finalidade, e Tate Colter não era parte daquele plano. Depois de conseguir o que queria dele, Tate não era mais útil. Era um homem a ser evitado.
Marcus era seu alvo e ela precisava garantir que mantivesse a atenção no irmão Colter mais velho. Ela precisava cair nas boas graças de Marcus Colter.
O elevador apitou quando chegou ao andar dela. Lara correu até o quarto, escondendo-se com a compostura intacta e com seu objetivo firmemente em foco de novo.
Ela acabou de me dar um fora.
A covinha de Tate surgiu em seu queixo quando ele sorriu como um idiota, ainda parado no lugar onde Lara o deixara. Não era frequente… ok, praticamente nunca acontecera… que uma mulher não se jogasse sobre ele, até mesmo as casadas. E fazia tempo demais desde que ele se interessara por alguém.
Ela não é casada. Algum idiota foi burro o suficiente para deixá-la escapar.
Ele deveria ter ficado incomodado por ela o ter basicamente dispensado, mas estava, na realidade, divertido. As mulheres não o dispensavam, especialmente quando sabiam exatamente quem ele era. Era um Colter solteiro, um bilionário e um cara razoavelmente atraente. Ele não estava acostumado com mulheres que corriam na direção oposta em vez de tentar atrair sua atenção.
Ele observara Lara por algum tempo, encantado ao ver que ela tropeçara ao sair do elevador por causa dos saltos altos… e depois de perceber que ela não se machucara. Ela se recompusera rapidamente e Tate notara como avaliara os arredores sozinha. Lara não era burra e Tate já sentira que ela estava lá por algum outro motivo que não fossem apenas férias. Ela parecia muito alerta, quase consciente demais do ambiente para uma mulher que supostamente estava de férias.
Havia um mistério a ser solucionado com Lara da Costa Leste e, estranhamente, ele queria descobrir exatamente o que ela estava fazendo ali, no meio do nada.
Ela não esquiava.
Não estava interessada nas fontes termais.
Mesmo assim, escolhera o Colorado para tirar férias?
Ela estava realmente cuidando de um coração partido? Rocky Springs era um lugar que qualquer mulher escolheria para isso? Ela não parecia disposta a desfrutar de nenhuma das atividades ou amenidades do resort.
Ele achava que um clima mais quente ou um destino mais empolgante seria um lugar melhor para curar um coração partido. A maioria das pessoas ia para o Colorado no meio do inverno apenas por um motivo: os esportes de inverno. Não havia outro motivo para aguentar as temperaturas brutais e a neve quase constante. Se ele não amasse tanto a empolgação dos esportes de inverno, a família e sua casa, provavelmente estaria em alguma ilha tropical naquele momento. Lara estava sozinha e não parecia interessada nas fontes nem nos esportes de inverno. Então, o que ela realmente estava fazendo ali?
O vestido provocante dela também não fazia sentido. Não era uma roupa que convidasse a solidão. Mas, se ela estava tentando atrair um homem, por que o dispensara tão depressa?
Bastara uma fração de segundo de vulnerabilidade que ele vira em seus olhos para perceber que ela falara a verdade sobre o namorado traidor. Mas aquele era o motivo pelo qual ela estava ali? Ela parecia deslocada, diferente das pessoas despreocupadas de férias e os
esquiadores que iam para lá naquela época do ano. E ele tivera a impressão de que ela estava fugindo de alguma coisa ou de alguém.
De mim?
O sorriso dele se alargou ainda mais quando ele saiu do bar. Ela se afastara dele com muita facilidade, sem olhar para trás, e isso o intrigara. Isso o deixara ainda mais determinado a conhecê-la… e a trepar com ela.
Menti quando disse que não queria trepar com ela. Ele a queria…
quisera desde o momento em que a vira tropeçar para fora do elevador.
Fazia muito tempo que ele desejara uma mulher como desejava Lara… desde muito antes do acidente. Ele ficara de pau duro desde o minuto em que a vira e a ereção evidente não diminuía. Ela era linda, com longos cabelos loiros, olhos castanhos expressivos que pareciam esconder mil segredos, um corpo maravilhoso que ele estava louco para explorar. As pernas esguias não pareciam ter fim e não havia nada que ele quisesse mais do que tê-las em volta de sua cintura enquanto a penetrava. Os dois ficariam muito satisfeitos.
Ele precisara de toda a força de vontade para não enrolar aqueles cabelos sedosos na mão e devorar aqueles lábios carnudos bem ali no bar.
Mas farei isso. Em breve.
Ela não chegaria à cama dele naquela noite, mas Tate poderia esperar. Ele era especialista em esperar, escolhendo o momento exato para agir. Ela certamente valia a pena.
Preciso descobrir mais sobre Lara da Costa Leste, que tem um emprego estressante e um ex-namorado escroto.