Bilionário Indomado: Tate

J. S. Scott · Capítulo 15 de 18

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Bilionário Indomado: Tate

Capítulo 15

— Não teria sido o fim — disse Tate firmemente. — Eu teria ido atrás de você, usado tudo que pudesse para que quisesse ficar comigo. Em algum momento, eu teria convencido você — terminou ele em tom confiante. — Eu não estava brincando quando disse que precisava de você, querida. Eu teria enlouquecido se não houvesse esperança.

O coração de Lara estava tão cheio de amor que ela achou que explodiria. — Eu amo você, Tate Colter.

— Meu Deus, querida. Eu adoro você. Adoro tudo em você. Não sei como não percebeu como eu me sentia.

Ela inclinou a cabeça para trás e olhou dentro dos olhos dele. —

Talvez porque eu estivesse com medo por causa do amor que sentia por você. O medo é um motivador poderoso.

— Aí já não sei — brincou ele. — Acho que a única coisa que me fez sentir medo de verdade na vida foi você me deixar. — Ele colocou a mão na nuca dela, puxou-a e colocou a boca sobre a de Lara.

 

Ele a beijou como se estivessem trocando votos, como se tivesse decidido que nunca mais a deixaria ir embora. Ele moveu a boca e a língua sobre a dela repetidamente até que Lara ficou sem fôlego e ofegante.

— Preciso estar dentro de você, Lara. Agora — exigiu ele ao afastar a boca. A respiração de Tate estava pesada.

— Sim. — Ela lutou com a calça jeans freneticamente, precisando tanto de Tate que chegava a ser doloroso. — Por favor, Tate.

Eles tiraram a roupa no que provavelmente fora um recorde de velocidade, uma mistura de pernas e braços ao ajudarem um ao outro.

O coração de Lara batia muito depressa e sua respiração estava quente e ofegante ao olhar para Tate, completamente nu. Ela colocou as mãos nos ombros dele e deslizou-as pelo peito e pelo abdômen.

— Nossa, você é um homem lindo. — Ela tocou de leve o pênis duro e pesado, envolvendo-o com os dedos. — Não consigo acreditar que me ama.

— Acredite — respondeu ele com voz baixa e desesperada. —

Você é minha, Lara. Sempre será minha.

Ela não tinha como argumentar contra aquele comentário arrogante.

O coração dela sempre pertenceria a ele. Ela apertou o pênis gentilmente. — Quer dizer que isto é meu? — perguntou ela em tom sedutor, adorando a forma como os olhos dele brilharam ao ser provocado.

— Tudo. Este corpo todo é seu, com as falhas e tudo o mais —

respondeu ele, deslizando os dedos entre as coxas dela e acariciando o calor molhado que o recebeu. — Minha, toda minha —

disse ele.

— Então pegue o que é seu — suplicou ela, precisando senti-lo, estar conectada a ele.

Ele a beijou com força na boca antes de virar o corpo dela e apoiar suas mãos no braço do sofá. Ela fechou os olhos ao sentir Tate segurar suas nádegas, acariciando-as com força.

— Espere um pouco, querida. Não acho que eu consiga me segurar agora — avisou ele com voz rouca.

— Nada de se segurar — exigiu ela, querendo que ele a possuísse de forma rude, que a fizesse sua.

Ela soltou uma exclamação quando ele colocou os dedos entre suas coxas, acariciando as dobras para estimular o clitóris. Ele se moveu pelo calor dela de forma possessiva. Dois dos dedos a penetraram, curvando-se em volta do local sensível em seu interior, o que a deixou completamente fora de controle. — Tate — sussurrou ela, precisando que ele a fizesse gozar. Ela sentiu o corpo tenso e trêmulo.

— Diga, Lara. Diga. — Ele continuou com o ataque sensual.

— Eu amo você — gritou ela, jogando a cabeça para trás quando ele intensificou a pressão sobre o clitóris, penetrando-a com os dedos cada vez mais depressa e com mais força.

— Ai, meu Deus. — O corpo dela estremeceu inteiro.

— Goze nos meus dedos, Lara. Solte-se — exigiu ele.

Ela não tinha outra opção. O clímax a atingiu com força, intensificando-se quando Tate retirou os dedos e penetrou-a com o pênis. O gemido de êxtase dele fez com que Lara começasse a mover o corpo contra o dele. Ela agarrou o tecido do sofá ao sentir o corpo ficar tenso novamente.

— Não consigo gozar de novo — disse ela ofegante. Tudo era tão intenso que ela teve certeza de que se despedaçaria.

— Consegue e vai — disse Tate ao agarrar seus cabelos e puxar a cabeça dela para cima. — Olhe para nós.

A visão de Lara estava borrada com lágrimas remanescentes, mas ela olhou para a frente e o que viu foi tão carnal, tão erótico que quase gozou ao ver o rosto de Tate. O espelho de corpo inteiro preso na parede mostrava os dois. Tate a penetrou com desejo não contido. Ela assistiu como se estivesse em transe à medida que os

seios balançavam com cada investida dos quadris de Tate. Os sentimentos carnais e a visão deles no espelho a deixaram ainda mais ofegante, com os olhos vidrados e fixados em Tate. Ele parecia um guerreiro antigo reclamando sua mulher e a visão foi tão primitiva que aumentou o desejo dela ainda mais. — Com mais força — pediu ela. A visão de Tate dominando seu corpo, com os dedos puxando seus cabelos de forma erótica, era incrível. A imagem sensual ficaria para sempre gravada em sua mente.

Ele investiu com mais força, indo mais fundo dentro dela a cada movimento. Lara moveu os quadris contra ele. O barulho de pele contra pele ficou mais alto quando os dois chegaram perto do clímax.

Tate a faria gozar novamente e ela não tinha certeza de que sobreviveria.

Ele soltou os cabelos dela e correu a mão pelas suas costas. Lara manteve a cabeça erguida para observar todos os movimentos dele.

O rosto de Tate se contorceu de angústia e prazer.

— Minha — declarou ele, encontrando o olhar dela no espelho.

— Sim. — Ela assentiu com a cabeça, mantendo o olhar dele.

Uma das mãos dele desceu pela barriga de Lara, procurando e encontrando o clitóris. Ele o rolou entre o polegar e o dedo indicador.

O prazer e a dor a percorreram, em uma sensação tão intensa que lançou seu corpo em um clímax poderoso.

— Isso mesmo, querida. Goze para mim — insistiu Tate em tom dominante.

Ela implodiu como se seu corpo respondesse aos comandos dele.

As paredes da boceta se contraíram selvagemente e a reação dela foi tão forte que Lara baixou a cabeça, interrompendo o contato visual com Tate.

— Levante a cabeça, quero olhar para você — rosnou Tate. Ele puxou novamente a cabeça dela pelos cabelos. — Ver você gozar é a coisa mais sexy que já vi — disse ele ao mover os quadris para penetrá-la.

— Eu amo você — gritou Lara.

— Eu também amo você, querida — respondeu Tate com voz estrangulada, investindo uma última vez antes de ser atingido pelo orgasmo.

Eles estremeceram juntos. Tate passou os braços em volta da cintura de Lara enquanto as últimas ondas do orgasmo dela desapareciam. — Você vai me matar. Mas eu adoraria morrer assim a qualquer momento — sussurrou ele no ouvido dela ao se inclinar sobre Lara. O peito dele subia e descia pesadamente. Ele a virou e pegou-a no colo, carregando-a para a cama imensa e caindo, protegendo-a da queda com o próprio corpo.

Ela saiu de cima dele para que Tate conseguisse respirar e deitou-se ao seu lado. Ele segurou a mão dela e entrelaçou os dedos nos seus enquanto recuperavam o fôlego.

— Por que você tem uma cabana aqui, no meio do nada? — Ela correu a mão pelo peito forte, incapaz de se impedir de tocá-lo.

— Não tenho — confessou ele. — É de Gabe. Ele a usa durante a temporada de pesca. Perguntei a ele se podia pegá-la emprestada por algum tempo.

— É muito bonita para uma cabana de pesca. — Lara olhou para os belos tapetes sobre o piso de madeira polida, a mobília bonita e notou a cama confortável em que estava deitada. — A que distância estamos da estrada principal?

Ele rolou sobre ela e prendeu suas mãos sobre a cabeça. — Por quê? Está planejando escapar? — Ele soou como se estivesse apenas meio brincando.

— Não. Só estava me perguntando se temos comida suficiente para aguentarmos durante a tempestade.

Tate riu, um som feliz que encheu o coração de Lara com alegria.

— Eu deveria saber que você se preocuparia com comida. — Ele sorriu para ela. — Providenciei tudo. Gabe pediu ao caseiro que trouxesse um estoque completo.

— Acho que vou ter que cozinhar. — Ela soltou um suspiro brincalhão.

— Você vai me ensinar. — Tate ainda estava sorrindo para ela.

Essa covinha me ganha todas as vezes.

Ela ergueu a mão e correu o dedo pela covinha no queixo dele. —

Só se você quiser aprender. Eu não me importo, gosto de cozinhar.

— Eu quero aprender. E se você ficar doente e não puder cozinhar?

E se eu precisar cuidar de você? — A expressão dele era ansiosa.

Ela sorriu para ele. — Você não é exatamente pobre. Pode contratar alguém.

— Ninguém vai cuidar de você, nunca, exceto eu — disse ele em tom firme. — Vou aprender.

Lara não disse a Tate que não precisava que alguém cuidasse dela.

A declaração dele fora muito doce, muito terna, e fez com que o coração dela desse um salto.

Ela observou curiosa quando Tate saiu de cima dela e andou completamente nu na direção da porta. Foi muito difícil para ela não se concentrar no traseiro firme e perfeito enquanto ele andava. Ele colocou a mão dentro do bolso do casaco, que estava pendurado em um cabide, tirou algo e voltou para a cama.

Ele parecia quase envergonhado ao se ajoelhar ao lado da cama.

— Comprei isso logo depois do susto com os terroristas no aeroporto. Acho que vai mostrar o quanto fiquei louco por você.

Lara prendeu a respiração quando ele lhe entregou uma caixinha de veludo. Ela soltou o ar e abriu a tampa com os dedos trêmulos. — Ai, meu Deus. Tate.

— Case comigo, Lara. Fique comigo para sempre.

Na caixa de veludo, estava o anel mais lindo que ela já vira. Era um anel de inspiração antiga, que ela teve quase certeza de que era de platina, com um diamante imenso no centro. Diamantes menores rodeavam a pedra maior em uma disposição circular adorável. —

Não sei o que dizer.

— Diga sim — respondeu ele imediatamente em um tom de voz esperançoso e exigente.

— Sim. — Ela olhou para ele com os olhos cheios d’água. Ele a amava quase desde o começo, como ela o amava.

Tate a aceitara e adorara exatamente como ela era. E ela sentia o mesmo em relação a ele. Eles brigariam porque eram teimosos, mas também se amariam.

Ele tirou o anel da caixa e colocou-o no dedo de Lara.

— Cabe certinho. Como sabia que tamanho comprar?

— Eu disse ao vendedor que você tinha dedos longos e belos que quase me faziam gozar quando tocavam em mim. — A expressão de Tate era inocente.

Ela bateu de leve no ombro dele. — Mentira.

Ele deu de ombros. — Foi um palpite. Lembro de ter comprado um anel de pérola para Chloe quando ela se formou. Tentei julgar pelo tamanho dela. Podemos levar para ajustar se precisar ou se não gostar dele.

Lara suspirou. — Eu adorei o anel. — Os diamantes brilharam e refletiram a luz quando ela virou a mão.

Tate fez uma careta ao subir na cama e examinar a mão dela. —

Acho que eu deveria ter comprado um anel com diamantes maiores.

— É melhor que esteja brincando — disse Lara. — Eu precisaria de um guindaste para segurar a minha mão com qualquer coisa maior que isto. — Ela se aconchegou nos braços dele.

— Quero que todos saibam que você pertence a mim — disse ele obstinadamente.

— Não se preocupe. Todos saberão. Serei sua esposa. E ninguém conseguirá deixar de ver meu belo anel. Obrigada.

— Obrigado — retrucou Tate.

— Pelo quê?

— Por me amar — respondeu ele ao apertar um pouco mais os braços em volta dela.

Lara passou os braços em volta dele. — Chloe vai se casar em breve e não quero acabar com a felicidade dela. Ela está planejando o casamento há muito tempo. Acha que podemos nos casar em segredo? — perguntou ela esperançosa a Tate.

Sinceramente, ela torcia em segredo para que o casamento de Chloe não acontecesse, mas parecia uma boa desculpa para que se casassem em segredo.

— Você merece o seu dia, querida.

— Não gosto muito de casamentos. Não gosto da multidão, do barulho, do foco todo nos noivos. Sinceramente, o casamento dos meus sonhos seria um com menos de dez minutos — admitiu ela.

Tate recuou para olhar para o rosto dela. — Sério? Não está dizendo isso só porque Chloe vai se casar?

Lara assentiu. — Sério. Não quero um casamento sofisticado. Sei que você é bilionário e os Colters são uma família importante. Se é o que se espera, concordarei…