Bilionário Indomado: Tate

J. S. Scott · Capítulo 5 de 18

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Bilionário Indomado: Tate

Capítulo 5

Lara gritou quando o orgasmo a invadiu. Suas paredes internas se contraíram, fazendo com que Tate também gozasse. Ele se enterrou nela uma última vez com um gemido atormentado.

Ele segurou o corpo de Lara com força contra o seu. Tate se sentou em um assento de mármore sob o chuveiro e abraçou-a como se não quisesse largá-la nunca mais. Ele colocou os lábios sobre os dela, beijando-a de forma sensual e gentil. Em seguida, afastou a boca e apoiou a testa no ombro dela. — Você quase me matou — disse ele sem fôlego.

— Você está reclamando? — provocou ela.

— Claro que não. Seria uma excelente forma de morrer. — Ela se inclinou para trás e abriu um sorriso malicioso.

 

Na manhã seguinte, Lara saiu da cama imensa, supostamente de Tate, e correu até o armário para procurar algumas roupas. Ela tirou um roupão marrom do cabide, vestiu-o e foi para a cozinha, com a mente girando.

O que diabos eu estava pensando?

Na realidade, ela não pensara em nada. Só reagira. Depois de adormecer, ela estivera no meio de um sonho erótico sobre Tate quando ouvira a voz dele na fonte. Querendo que o sonho se transformasse em realidade, ela fizera com que isso acontecesse.

Quando ele a beijara, Lara perdera o controle. Tate Colter era a fantasia de qualquer mulher e ela não era imune a ele, nem de longe.

Ela lutara contra a estranha conexão e a atração que sentia desde o primeiro sorriso que ele abrira. Resistira à tentação de beijar a covinha sensual no minuto em que a vira.

Lara sorriu para Shep quando a pequena bola de pelos dançou aos seus pés. — Precisa fazer xixi, não é? — Ao olhar em volta, ela ficou maravilhada ao ver que não havia nenhuma poça de xixi no chão.

— Eu o levarei para fora — disse Tate em uma voz sensual, ainda rouca de sono, atrás de Lara.

Assustada com a presença dele, Lara se virou e viu seu olhar passear de cima abaixo pelo roupão de seda que lhe cobria o corpo.

— Peguei emprestado, desculpe.

Os lábios dele se curvaram de forma sensual. — Não se desculpe.

Ele ficou muito sexy em você e eu não o uso.

Ele vestia uma calça jeans e um suéter, mas estava com os pés descalços. — Vamos, amiguinho, antes que faça alguma coisa no chão. — Tate abriu a porta da frente e calçou as botas.

Antes que Tate conseguisse segurá-lo, o corpinho de Shep voou porta afora.

— Ai, não — resmungou Lara.

— Ele não irá longe. Acho que estava apertado — comentou Tate em tom divertido.

— Está muito frio. — Lara apertou o roupão um pouco mais em volta do corpo ao se apoiar no batente da porta e observar o cachorro, que corria na direção das árvores. — Não quer um casaco?

— Está preocupada comigo? — Tate endireitou o corpo depois de calçar as botas, soando como se gostasse da ideia de vê-la preocupada. Ele se aproximou dela e prendeu-a com uma mão na parede do lado de fora e a outra do lado de dentro. — Já acordei de pau duro e a visão desse seu belo traseiro andando até o armário.

Acho que preciso de um pouco de frio neste momento. — O olhar dele acariciou o rosto dela, como se procurasse alguma coisa.

— Está bem. — Ela quase corou como uma adolescente. Merda.

Tate Colter a afetava com uma frase muito simples, deixando-a sem reação. A noite anterior provara isso de forma muito clara.

Quando ele abaixou os braços e virou-se para seguir Shep, Lara respirou fundo.

Recomponha-se, Lara. Já é ruim o suficiente que tenha implorado para que o homem trepasse com você na noite passada. Você precisa se recompor. Tem uma missão a cumprir e envolver-se com Tate Colter é um problema.

Irritada consigo mesma, Lara começou a fechar a porta, mas viu um movimento súbito pelo canto do olho. Ela abriu a porta novamente, sem ligar para o vento gelado. Ela estreitou os olhos ao perceber que não era um cachorro maior que observava o filhote, aproximando-se lentamente da bolinha de pelos indefesa. Era um coiote grande.

— Tate! — gritou ela com urgência à medida que o coiote se aproximava. Ele estava a menos de dez metros do minúsculo Shep.

— Já vi — gritou Tate de volta, com os olhos fixos no predador. Ele se abaixou, procurando algo sob a neve. Pegando algumas pedras e galhos, ele os jogou com precisão na direção do coiote faminto. O

animal ganiu ao ser atingido por uma pedra pequena, mas não fugiu

como um coiote normalmente faria ao ser confrontado por um humano. Tate xingou o animal, gritou e continuou a jogar o que conseguia encontrar no predador, mas o coiote só emitiu um rosnado baixo e feroz.

Lara conseguia ver as costelas do animal selvagem, que estava magro e obviamente faminto o suficiente para se alimentar com o que pudesse encontrar. — Você não vai transformar o filhote inocente de Tate em seu café da manhã — resmungou Lara furiosa.

Ela correu para o quarto, onde deixara suas roupas na noite anterior, e voltou para a porta da frente em questão de segundos.

Ela saiu a tempo de ver Tate correr na direção do filhote ao mesmo tempo em que o coiote atacou. Ela levantou os braços enquanto Tate corria na direção da porta com o filhote nos braços. O coiote correu atrás dele com um uivo furioso.

O coiote alcançaria Tate em momentos, a não ser que…

Sem opção, Lara suspirou e atirou no predador bem entre os olhos.

Ela abaixou os braços lentamente. A Glock 23 ficou apoiada na perna quando ela soltou um suspiro de alívio. Ela não tivera dúvidas de que o coiote estava atrás do cachorro. Eles raramente atacavam humanos. Mas, se Tate ficasse no caminho, ele poderia ser atacado ou até mesmo morto. Se dependesse dela, nem o filhote nem Tate se machucariam.

Mas ela precisava pensar depressa para se explicar.

— Foi um belo de um tiro — disse Tate ao correr até o pórtico. Shep gemia nos braços dele. Ele soltou o cachorro perto da porta e Shep correu feliz para dentro da casa. — Não sei se foi o coiote ou o disparo que o deixou assustado — comentou Tate ao observar Shep correr para se esconder dentro da casa, parecendo totalmente alheio ao fato de que poderia ter morrido.

— Desculpe, não tive outra opção. O coiote estava perseguindo você, que não conseguiria chegar à casa a tempo — argumentou Lara na defensiva.

Tate andou até o animal morto e de volta até Lara, empurrando-a gentilmente para que entrasse na casa. — Você está descalça, entre logo.

Ela entrou na casa e colocou a Glock gentilmente sobre um armário alto da cozinha para impedir que Shep chegasse perto dela. — Eu realmente não tive outra opção — disse Lara novamente ao se virar para Tate quando sentiu sua presença atrás de si.

— Ei. — Ele colocou as mãos nos ombros dela. — Não estou discutindo. Sua ação rápida e seu tiro absolutamente certeiro provavelmente salvaram a vida de Shep e evitaram que eu fosse ferido. Alguns dos coiotes estão ficando ousados. Não sei se aquele tinha raiva, mas sei que estava com fome. Os turistas acham divertido deixar comida do lado de fora para que possam vê-los. Com isso, eles perdem o medo natural dos humanos e ficam acostumados. Ele certamente queria transformar Shep em sua refeição. Não estou bravo com você. Estou grato.

— É mesmo? — Lara olhou confusa para Tate.

Ele assentiu. — Você atira muito bem. E carrega uma arma. Por quê?

Eram as perguntas que Lara queria evitar. — Porque eu… eu…

Tate cobriu os lábios dela com os dedos. — Não minta para mim.

Sei que quer mentir, ou acha que precisa, mas não precisa. Não precisa mentir. — Ele estreitou as sobrancelhas ao estudá-la cuidadosamente. — Você é a agente especial Lara Bailey do FBI.

Está lotada na divisão antiterrorismo, o que faz muito sentido para mim agora que sei como perdeu seus pais. Minha pergunta não é quem você é, Lara. Minha pergunta é que diabos você está fazendo aqui em Rocky Springs, Colorado?

Ela recuou até que as mãos dele caíram de seus ombros, completamente em choque ao saber que sua condição de agente fora descoberta com tanta facilidade. — Como descobriu? — Ela não pretendia negar, pois, obviamente, não adiantaria.

Ele sorriu de leve. — Tenho conexões nas quais você não acreditaria. Só precisei dar um telefonema. O que não consegui descobrir foi qual é sua missão. Você não é uma trabalhadora estressada de férias. Está aqui por um motivo.

Ela cruzou os braços em frente ao peito. — Como sabe disso? Ser uma agente de campo é um trabalho estressante. E temos férias. —

Lara só não conseguia se lembrar de ter tirado férias alguma vez na

vida. Ela respirou fundo e continuou: — E como é possível que descubra o que sou com tanta facilidade? Sei que você era fuzileiro naval, mas isso não estava em seu registro militar. Por quê? E como ainda tem contatos tão poderosos?

Tate cruzou os braços, imitando a pose dela. — Talvez eu não fosse fuzileiro naval — sugeriu ele calmamente. — Se não está no meu registro, não aconteceu.

— Mentira. — Ela o encarou friamente. — Você fez todos os treinamentos necessários e recebeu o tridente de fuzileiro naval.

Depois disso, é como se tivesse desaparecido, exceto pelas anotações de que foi um oficial das Forças Especiais com um registro exemplar. Você saiu porque se feriu em ação, mas a missão era altamente confidencial. Que tipo de missão é confidencial para uma agente do FBI?

— O tipo que não existe para quase ninguém no governo —

explicou ele de forma casual. — E nunca aleguei ser fuzileiro naval.

Mas admito que deixei as pessoas que achavam isso continuarem a supor que era verdade. Eu não tive opção.

Lara o encarou. — Você estava em uma equipe altamente secreta das Forças Especiais? Eles o recrutaram da equipe de fuzileiros navais, não foi?

Ela ouvira rumores ocasionais sobre uma equipe de operações especiais altamente especializada de cuja existência quase ninguém sabia, incluindo os altos escalões do FBI. Mas ela não ligara para aqueles rumores. O registro militar dele fazia sentido para ela. Era a única coisa que fazia sentido. Se ele tivesse continuado como fuzileiro naval, o registro dele refletiria isso. Fuzileiros navais não eram ocultados do FBI. Ninguém das Forças Especiais conhecidas era ocultado do FBI. A única resposta era uma equipe altamente secreta, uma equipe tão elite que ninguém sabia de sua existência, exceto os mais altos escalões do governo. Ela nunca vira um registro militar parecido com o de Tate, mas agora ele fazia perfeito sentido.

Ela ergueu a sobrancelha quando ele não respondeu. Tate só deu de ombros. — Prefiro ouvir sobre você, agente especial Bailey. Por exemplo, o que diabos está fazendo aqui? E não tente me enfiar goela abaixo essa mentira de férias. Não acredito. A única coisa que

não consegui descobrir foi por que está aqui quando é uma agente antiterrorismo. Há algum terrorista escondido aqui em Rocky Springs?

— É possível — desconversou ela.

— Quem?

— Não posso lhe dar essa informação, Colter. Você, dentre todas as pessoas, entende o que é manter segredo.

Tate se aproximou e prendeu-a contra o armário da cozinha. — Não de mim. Cresci aqui. Moro aqui. E tenho certeza absoluta de que meu nível de acesso de segurança é mais alto que o seu. Você não tem motivo para não me contar. Esta é a minha praia. Meu irmão é senador dos Estados Unidos. E se ele for um alvo? — rosnou ele. A ferocidade no olhar dele era assustadora.

— Não é — respondeu ela em tom duro. Ela podia compartilhar aquilo. A última coisa de que precisava era que ele achasse que o irmão, Blake, estava em perigo. — E, se você saiu do exército, não tem mais acesso de segurança.

Tate olhou para ela e falou como se estivesse escolhendo as palavras com cuidado. — Ainda tenho. Digamos apenas que sou uma espécie de consultor agora.

— De quem? — Não havia absolutamente nada no histórico dele que indicasse aquilo. Por outro lado, não existia registro igual ao dele. Por algum motivo, a maior parte das informações sobre Tate Colter estava escondida sob uma camada de mentiras superficiais.

Ele deu de ombros.

— Você ainda faz parte do exército? Que tipo de acidente teve?

Ele a encarou com expressão inocente. — Quebrei a perna em um acidente de esqui.

Lara revirou os olhos. — Claro que sim. O acidente está no seu arquivo, Colter. Aconteceu enquanto você estava ativo. Saiu do exército por causa dele. Só não diz o que aconteceu.

— Ninguém na minha família sabe disso. Contei a eles que aconteceu enquanto eu estava esquiando em Vail. No que diz respeito à minha família, não teve nada a ver com meu trabalho. Saí do Colorado logo depois da última cirurgia só para fugir. Encontrei um lugar na Flórida e fiquei com um amigo lá para que não

precisasse continuar mentindo para minha família. Só voltei para cá depois de estar completamente curado.

— Não vou contar.

— Foi o resultado de um acidente de helicóptero. Eu era o piloto. Se não estivesse pilotando, estaria morto. Todos nós conseguimos escapar. Mas tive que fazer cirurgias corretivas para colocar pinos na perna — disse ele devagar e com cautela.

— Ninguém saberia. Você não manca nem nada.

Tate balançou a cabeça negativamente. — Eu sabia. Isso me deixou mais lento. E ser mais lento significa ser morto e possivelmente fazer com que outros membros da equipe sejam feridos ou morram.

Puta merda. Se Tate Colter era lento agora, teria feito a cabeça dela girar antes do acidente. — Então, você desistiu de sua posição nas Forças Especiais.

— Tive que desistir. Eu sabia que não estava em condições físicas perfeitas. — A voz dele tinha um toque de dor por ter que admitir que não era perfeito.

— Isso doeu? Admitir que você é humano? — perguntou ela baixinho. As Forças Especiais eram arrogantes por um motivo. Se não tivessem fé absoluta na capacidade de fazer qualquer coisa, realizar qualquer missão, poderiam morrer ao duvidar. Obviamente, Tate foi capaz de avaliar a própria situação e afastar-se. Ela admirou aquela habilidade e não estava zombando.

— É claro que doeu — resmungou ele. — Mas não queria que ninguém morresse porque eu não podia admitir que não era o mesmo de antes do… acidente.

Lara suspeitou que o helicóptero não tinha simplesmente caído.

Provavelmente fora atingido. Mas ela não se deu ao trabalho de perguntar porque obviamente ele não contaria. Se estivera envolvido em algum tipo de equipe altamente secreta de operações clandestinas, não contaria isso a uma estranha, mesmo sendo ela do FBI.

Não somos exatamente estranhos. Somos íntimos. Ok, talvez não íntimos… talvez eu tenha sido apenas uma trepada para ele.

Ele a tratara como se ela fosse especial e, por mais que tentasse, Lara não conseguia tirar a noite anterior da cabeça. Ele a secara

como se fosse algo precioso depois de saírem do banho, escovara seus cabelos, pegara-a nos braços e levara-a para a cama. Ela adormecera praticamente no instante em que colocara a cabeça no travesseiro, com o corpo de Tate protegendo-a.

— Desculpe por não ter contado — murmurou ela, vendo um toque momentâneo de vulnerabilidade nos olhos dele.

— Não tive problemas para descobrir. E não fiquei chateado. Você é uma agente. Não é algo que se diz para todo mundo. Sei como é ter que esconder certas partes de sua vida. — Ele fez uma pausa e enterrou os dedos nos cabelos dela. Em seguida, inclinou a cabeça dela para cima e estudou-a antes de acrescentar: — É solitário.

Ela assentiu lentamente, sem afastar o olhar dele. — Pode ser. Não tenho muitos amigos porque vivo para o meu trabalho. Eu trabalho praticamente vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Não sobra muito tempo para socializar.

— E o idiota que traiu você?

— Aconteceu há dois anos. Ele também era agente, mas, graças a Deus, de um departamento diferente. Não preciso encontrar com ele todos os dias. Foi conveniente. Nós dois trabalhávamos muito e ficávamos juntos quando conseguíamos. Mas achei que éramos monogâmicos. Ele não. Doeu, mas não me quebrou. — Ela tentou afastar o olhar, mas ele segurou sua cabeça para manter o contato dos olhos.

— Com quem esteve depois disso? — A voz dele foi exigente.

— Ninguém até você — admitiu ela. — Eu sei que não usamos camisinha na noite passada. Foi algo irresponsável, mas não tenho doença nenhuma e ainda tomo anticoncepcional…

— Eu sei que não tem doença nenhuma. Vi seu último exame médico. E sabia também que continuava tomando anticoncepcional.

Estava no seu registro médico.

— Você viu meus registros médicos — disse ela irritada. Ao que mais ele tivera acesso?

— Você viu os meus — lembrou ele. — É justo. E, caso não tenha visto meu exame médico, não tenho doença nenhuma. Nunca trepei sem camisinha. E não estive com ninguém desde o acidente.

Lara soltou uma exclamação leve. — Por quê? — Ela achara que Tate Colter teria uma fila de mulheres esperando para pular na cama dele.

— Porque não houve ninguém com quem eu quisesse ficar, Lara.

Minha perna não é uma visão bonita e não havia desejo algum —

respondeu ele em tom direto. — Antes disso, eu também vivia para o trabalho.

— O que mudou? — Ela prendeu a respiração. O olhar dele era penetrante, velado e possessivo.

— Eu vi você. — Ele afastou um cacho de cabelos do rosto dela. —

Meu pau ficou duro desde aquele momento — continuou ele em tom infeliz.

Lara riu até que ele emitisse um som de desprezo.

— Não tem graça — resmungou Tate, chateado.

— Não sou exatamente uma femme fatale. — A simples ideia fez com que ela tivesse vontade de rir de novo. — Eu como feito uma porca. Odeio usar saltos altos e raramente me dou ao trabalho de usar maquiagem, a não ser que seja obrigada. Não me preocupo com meus cabelos e gosto de usar calça jeans ou um moletom escuro e sapatos baixos, feios e confortáveis. Trabalho em uma área dominada por homens e, por causa disso, preciso ser durona. Na maior parte do tempo, prefiro dar uma surra em um cara do que trepar com ele. Como isso é sexy? — Ela empurrou o peito dele e afastou-se para manter uma distância segura entre eles.

Ele apoiou o quadril no balcão e sorriu para ela. — Há algo muito erótico em uma mulher com uma arma que quer me atacar.

— Você está em perigo. — Ela cobriu a boca para reprimir uma risada. Droga, Tate era tão gostoso que ela queria pular sobre ele.

Não havia como negar a atração que sentiam um pelo outro. As faíscas eram quase visíveis no calor e na química que fluía entre eles, fazendo com que ela tivesse dificuldades em manter as mãos longe dele.

Uma das coisas mais atraentes em Tate, e infelizmente havia muitas delas, era que ele a aceitava exatamente como ela era. Ele a achava desejável apesar de ela raramente mostrar seu lado feminino. Não só ele se sentia atraído, como também parecia realmente gostar dela.

Ele deu um passo na direção dela novamente. — Eu já lhe disse que uma mulher com apetite saudável me deixa excitado.

Ela recuou para longe do alcance perigoso dele. — O que me lembra que estou faminta. — O coração dela saltava dentro do peito.

Cada aspecto que ele mencionava como sexy a respeito dela a deixava um pouco mais boba. — Eu ia preparar o café da manhã.

Agora que o clima melhorou, preciso ir embora depois de comer.

O rosto dele ficou sombrio. — Você precisa me dizer o que está acontecendo, Lara. Posso ajudar. Se não me contar, vou seguir você.

Portanto, é melhor me contar logo. Sei que você estava indo na direção da propriedade de Marcus quando teve o acidente com o trenó. Estava tentando obter a cooperação dele em uma investigação?

O coração dela ficou apertado e ela hesitou. Ela não deveria contar nada, mas ele tinha o direito de saber. E talvez pudesse ajudar. No entanto, não queria magoá-lo. — Não. Eu não estava tentando obter a cooperação dele.

Ele a olhou de forma interrogativa. — Então o que estava fazendo?

Ela suspirou. — Na realidade, seu irmão Marcus é um suspeito.

Temos motivos muito bons para acreditar que seu irmão está sendo fundamental na organização de um ataque terrorista em grande escala. Fui enviada para cá para investigar seu irmão mais velho, Tate. Eu sinto muito.

Ele não reagiu como Lara esperava. Tate Colter fez a única coisa que nunca ocorrera a Lara que pudesse fazer ao saber sobre Marcus.

Ele riu.