Bilionário Indomado: Tate
Epílogo
— Sou um Colter. Nunca desistimos. — Ora, ele daria a Lara quantos bebês ela quisesse e amaria cada um deles ferozmente. —
Papai tentou até que finalmente deu uma filha à mamãe.
— Não sei se quero tentar ter uma filha tantas vezes quanto sua mãe, mas veremos. Então, imagino que tenho sua concordância?
— Sim. E sabe que vou ajudar o quanto você quiser. — Ele ajudaria várias vezes ao dia se ela quisesse engravidar. Na verdade, ele ajudaria mesmo se ela não quisesse engravidar.
— Acho que vou precisar praticar até que você esteja pronta. Muito.
Lara soltou uma risada e puxou-o para beijá-la.
Ele obedeceu prontamente. Era uma missão em que Tate sabia que não teria nenhuma objeção.
—E se ela mudou de ideia? E se ela não aparecer? Talvez tenha chegado à conclusão que sou realmente um escroto. — Tate Colter olhou para Travis Harrison com uma expressão de pânico dentro da pequena capela em Vegas.
Travis cruzou os braços sobre o peito e ergueu uma sobrancelha para Tate. — Colter, ela já sabe que você é um escroto. Eu disse isso a ela. Mas, por algum motivo obscuro, ela ainda quer se casar com você. Ela estará aqui. — Travis puxou a manga do terno feito sob medida para olhar para o relógio. — Pelo amor de Deus, ainda é só meio-dia.
Tate olhou para o relógio novamente. — Um minuto depois do meio-dia — ele corrigiu Travis em tom rabugento.
— Ela está com Ally e tenho quase certeza de que minha esposa não vai fugir. Já resolvemos isso há algum tempo. Ela me ama —
disse Travis arrogantemente.
— Lara também me ama — disse Tate, tentando acalmar os nervos.
Ele deveria ter ficado com Lara caso ela pensasse em mudar de ideia. Em vez disso, ele se arrumara com Travis e Lara saíra com Ally para comprar um vestido novo.
Apesar de estarem se casando em Vegas, Tate ainda queria garantir que o dia do casamento deles fosse especial. Ele e Travis vestiam roupas formais. Por sorte, Travis e Ally estiveram disponíveis para participar do casamento dele com Lara. Ele pensara nos irmãos, mas era mais adequado que Travis fosse o padrinho. Ele salvara a vida de Lara, que quisera conhecê-lo. Ele duvidava que os irmãos se importassem. De qualquer forma, nenhum deles estava na cidade naquele fim de semana e Tate podia usar isso como desculpa. Além do mais, todos odiavam casamentos tanto quanto ele.
Exceto… que não odeio este porque é o meu casamento com Lara.
Na verdade, ele estava muito, muito ansioso para que finalmente iniciasse.
Mais um minuto se passou e Tate começou a suar.
Onde diabos elas estão? Quanto tempo leva para comprar um vestido?
— Talvez seja melhor eu telefonar para ela — disse Tate a Travis ao olhar para o capelão sorridente, que não parecia estar com a menor pressa. E provavelmente não estava. Ele estava sendo muito bem pago por seus serviços.
— Não, você não precisa telefonar para ela. Ally teria me telefonado se houvesse algum problema — respondeu Travis. — Lara não vai a lugar algum. É bem evidente que ela é louca por você. Relaxe.
É mais fácil falar do que fazer. Tate estava prestes a começar a arrancar os cabelos.
Ele e Lara só estavam morando juntos havia umas duas semanas.
Ele fizera alguma coisa errada? Ok, sim… Ele se esquecera de baixar a tampa do vaso sanitário… algumas vezes… mas estava melhorando. Ora, ele até mesmo aprendera a fazer um sanduíche decente.
Ele achara que Lara gostaria de Vegas, e ela gostou. Eles chegaram vários dias antes para passear e Lara adorara as máquinas caça-níqueis. Mas o que ela mais gostara foram os bufês.
Tate fez uma careta ao pensar em todos os bufês que tinham encontrado… alguns deles decentes, mas a maioria muito ruim. O
único bufê incrível em que ele conseguia pensar era o bufê de café da manhã servido no resort. Era uma comida de qualidade preparada por um chef excelente. Pelo jeito, Lara não percebeu a diferença e ficou fascinada com a grande quantidade de comida. Mas ele se divertira tanto vendo Lara andar de um prato a outro que não se importou. Ela comera tanto que mal conseguira levantar e caminhar e todos os dias jurava que não faria aquilo de novo. No dia seguinte, começava a procurar outro local onde pudesse comer até explodir.
Minha nossa… ela era adorável. Lara era o coração de Tate e logo seria dele.
Ela só precisa chegar aqui!
Racionalmente, ele não achava que ela desapareceria. Afinal, ela o amava. Ele sabia disso, mas não ficaria feliz até que terminassem de dizer os votos.
Ele olhou para Travis e sentiu vontade de dar um soco na expressão divertida do amigo.
— Em algum momento, você superará esse medo irracional. Com o tempo, você passará a se preocupar com ela apenas dez vezes por dia, em vez de vinte — disse Travis em tom irônico.
— Você já chegou em dez vezes? — perguntou Tate esperançoso.
— Não, mas estou me esforçando para chegar em quinze —
respondeu Travis. — Não é fácil amar tanto uma pessoa, mas vale cada minuto de preocupação que você terá na vida. Acredite.
— Você está preocupado agora? — Sinceramente, Tate estava aterrorizado.
— Não. Ally me disse que talvez elas se atrasassem um pouco.
Quando Lara descobriu a roupa que você estava usando, decidiu procurar algo mais bonito.
— Ela é linda com qualquer roupa — respondeu Tate enfaticamente.
— Ela é mulher — respondeu Travis, como se isso explicasse tudo.
— Uma mulher que quase consegue me dar uma surra — comentou Tate com orgulho.
— Exatamente o tipo de mulher de que você precisa, Colter. Precisa de alguém que não aguente todas as suas merdas.
— Ela não aguenta. Mas eu gosto disso nela. — Ele fez uma pausa antes de acrescentar: — Na maior parte do tempo.
Travis riu.
Tate olhou para o amigo, um homem que fora muito sério, estressado e escroto até algum tempo antes. Agora, ele parecia relaxado… e contente. — Você está realmente feliz agora, Trav? —
perguntou Tate em tom sério.
— Mais do que jamais imaginei que seria, amigão. E você também será. Lara é uma mulher fantástica e é perfeita para você. Ela quer conhecer Asha agora para ver se há algo que pode fazer antes de voltar a estudar. Ela quer ajudar. Sua mulher tem um bom coração —
disse Travis a Tate com sinceridade.
Tate assentiu. Ele sabia o tamanho do coração dela, que era grande como o oceano. — Eu sei. Só queria que ela parasse de abraçar você por ter salvado a vida dela. — Tate tolerara bem a primeira vez, mas parecia que Lara estava constantemente grata a Travis sempre que o encontrava. E não importava que Travis fosse o melhor amigo dele. Ainda não queria ver a noiva abraçando outro homem com menos de oitenta anos.
Travis ergueu a sobrancelha. — Possessivo demais, é? Lembro que, não faz muito tempo, você se divertia bastante flertando com Ally para me irritar.
Tate fez uma careta, lembrando-se de como fizera aquilo para deixar Travis irritado só porque achara divertido. Agora, não estava mais rindo. — Agora eu me arrependo disso — resmungou ele.
Travis sorriu. — Ótimo. Então vou parar de dizer a Lara como gosto dos abraços dela.
Tate olhou friamente para Travis. — Você não disse isso a ela.
Travis deu de ombros. — Talvez eu tenha mencionado algo assim.
Idiota! Travis intencionalmente garantira que Lara se jogasse em seus braços por gratidão sempre que o encontrasse. — Se fizer isso de novo, vou abraçar Ally por muito tempo sempre que a encontrar
— advertiu ele a Travis.
— Vou parar — respondeu Travis apressadamente.
Ele ainda é louco por Ally.
Tate sorriu porque sabia que Travis amaria Ally até o último suspiro.
Por mais que adorasse implicar com Travis, o amigo merecia aquele tipo de amor e Tate não podia estar mais feliz por ele. Especialmente porque ele tivera a sorte de encontrar o mesmo tipo de amor.
Inquieto, Tate olhou para o relógio novamente, percebendo que apenas cinco minutos tinham se passado.
Merda!
Travis deu uma cotovelada nele. — Respire fundo, amigão. Sua noiva chegou.
Tate olhou ansioso para a entrada, sentindo-se decepcionado ao enxergar apenas Ally. Mas a esposa de Travis estava deslumbrante em um vestido lavanda leve que flutuava em volta dos tornozelos. Os
cabelos loiros estavam presos acima da cabeça, com cachos pequenos enrolados em volta das têmporas.
Tate assistiu quando Travis andou até a esposa, deu um beijo nela e sussurrou algo em seu ouvido que fez Ally corar. Ele ofereceu o braço. Ally colocou o braço no dele e deixou que Travis a conduzisse até a frente da capela.
Ally apertou de leve o braço de Tate ao passar e sorriu para ele ao se posicionar em frente ao local onde Travis estivera um momento antes. Como Travis e Ally eram as únicas testemunhas, Trav desempenharia duas funções. Além de ser o padrinho, ele escoltaria a noiva.
Travis foi até a entrada novamente e ofereceu o braço. Tate ficou sem ar quando Lara parou ao lado de Travis. Ele respirou fundo, sentindo-se como se tivesse levado um soco ao olhar pela primeira vez para Lara. Ela estava maravilhosa, em um vestido branco de renda, com mangas três quartos e um corpete justo. Ela segurava um buquê de rosas vermelhas e seus cabelos estavam penteados para cima. Na cabeça, ela usava uma tiara prateada, que tinha um véu curto preso na parte de trás.
Ela parece um anjo.
O sorriso dela estava radiante ao percorrer a capela na direção dele, com o olhar fixo no rosto de Tate.
Minha.
Ele pegou a mão de Lara quando ela se aproximou com Travis e segurou-a possessivamente, entrelaçando os dedos nos dela ao respirar fundo.
Ela está aqui. Ela é minha.
A cerimônia foi curta, exatamente como os dois queriam. Tate repetiu os votos de forma reverente, do fundo do coração. Lara repetiu os mesmos votos, mantendo os olhos nos dele ao prometer que ficaria com ele para sempre.
Pareceu terminar muito depressa, mas Tate soltou um suspiro de alívio quando foram pronunciados marido e mulher. Ele beijou a noiva por mais tempo do que o necessário e os quatro saíram da capela até uma limusine que os aguardava.
— Foi adorável! — disse Ally entusiasmada. Ela estava sentada ao lado de Travis.
Lara sorriu. — Foi. E foi exatamente o que Tate e eu queríamos.
Fico tão feliz por vocês dois terem vindo para a cerimônia.
Travis estourou a rolha de uma garrafa de champanhe e eles riram com o susto.
Ele serviu as taças, entregando uma a cada um.
Tate olhou para a noiva, pensando em como era sortudo. Lara entrara na vida dele quando ele menos esperara. Ele fora muito solitário e nunca percebera isso… até conhecê-la.
Ele se inclinou para a frente e beijou gentilmente a testa dela. —
Você está incrivelmente linda e eu a amo tanto que está me matando.
Ela entrelaçou os dedos nos dele. — Então, vai precisar ser ressuscitado?
— Claro que não. Estou muito… vivo. Cada pedacinho de mim —
disse ele em tom malicioso. — Mas posso fingir que estou desmaiado, se quiser.
Ela riu como uma garotinha. — Eu também amo você. — Em tom mais sério, ela disse: — Você me faz tão feliz que chega a ser assustador.
Tate sabia exatamente o que ela sentia, mas acalmaria os medos dela. Não demoraria muito para que a felicidade fosse um estado constante para os dois.
— Um brinde — anunciou Travis. — Ao casamento, ao amor e a encontrar a pessoa dos seus sonhos.
O barulho das taças foi alto quando todos concordaram prontamente, bebendo um gole da bebida fina.
— Acho que todos faremos isso novamente em breve no casamento de Chloe. — Ally se recostou no assento.
— Vocês virão para o casamento? — perguntou Lara empolgada.
Ally assentiu. — Sim. Chloe é muito amiga de Travis.
— Fico feliz por não ter que esperar muito para ver vocês de novo
— disse Lara alegre a Travis e Ally.
A mente de Tate se voltou para Chloe e como ela parecia infeliz ultimamente. Ele lembrou a si mesmo que tinha que investigar um
pouco mais a situação dela com James. Alguma coisa sobre o relacionamento deles não parecia certa. E, depois do que Lara dissera sobre James agir como um imbecil na academia, ele não estava muito empolgado com a ideia de Chloe se casar com alguém que talvez não a tratasse bem. Agora que Tate sabia o que era a verdadeira felicidade, não queria nada menos que isso para todos os irmãos.
— Ei, Ally, ali é aquele bufê sobre o qual eu lhe falei — gritou Lara.
— Vamos parar — disse Ally, assentindo ansiosa. — Eu adoraria experimentar.
Travis lançou um olhar dolorido a Tate. Obviamente, ele gostava dos bufês de Vegas tanto quanto Tate. E, infelizmente, Ally parecia adorá-los tanto quanto Lara.
— Sou bilionário. Podemos comer em qualquer restaurante da cidade. Preciso mesmo sofrer em um bufê? — perguntou Travis.
— Sim.
— Sim.
Ally e Lara responderam à pergunta de Travis ao mesmo tempo.
— É o dia de Lara, Travis — disse Ally ao marido em tom firme.
— Podemos ir a um restaurante normal, Lara. — Tate confirmou a opinião de Travis.
— Mas eu adoraria ir a este. — Ela lançou um olhar suplicante a ele.
— Você quer que o jantar do seu casamento seja um bufê? — Ai, que Deus o ajude.
— É almoço. Ally e eu deixaremos que você e Travis escolham o lugar do jantar.
Ally assentiu, concordando com um sorriso ansioso.
Tate olhou novamente para Travis, que deu de ombros. Ele olhou novamente para a expressão da esposa e cedeu quase instantaneamente. — Vamos — concordou Tate. Ele não achava que conseguiria negar alguma coisa à esposa, considerando que ela não pedira nada além do amor dele.
Ele colocou a mão dentro do bolso do casaco, tirou um frasco de antiácidos, colocou um comprimido na boca e entregou o frasco para o amigo.
Travis engoliu três comprimidos e devolveu o frasco a Tate.
— As coisas que fazemos por nossas esposas — resmungou Travis em tom divertido.
As mulheres ignoraram os homens enquanto conversavam.
— Sim, mas elas valem a pena — disse Tate com um sorriso.
O carro estacionou em frente ao cassino onde ficava o bufê que as garotas escolheram.
Travis ajudou a esposa a sair do carro, indo na frente. Tate puxou a noiva cuidadosamente para fora da limusine, ajudando-a a se equilibrar nos saltos altos.
— Eu sei que você detesta bufês, mas vou compensar mais tarde
— sussurrou Lara em voz sedutora no ouvido dele para que ninguém mais a ouvisse. — Ally me levou também a uma loja de roupas íntimas. Você gostará do que há sob o vestido de noiva mais do que o vestido propriamente dito. — Ela deu uma piscadela.
Tate ficou de pau duro imediatamente ao imaginar o que ela estava usando sob o vestido.
Vou compensar mais tarde.
Ora, talvez ele pudesse aprender a adorar os bufês de Vegas.
Ele ofereceu o braço à esposa, que o segurou com um sorriso malicioso.