Bilionário Indomado: Tate

J. S. Scott · Capítulo 12 de 18

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Bilionário Indomado: Tate

Capítulo 12

Ela não poderia ficar no Colorado, mesmo se Tate quisesse continuar o relacionamento por algum tempo. Ela tinha a própria vida e uma carreira em Washington. Lara não queria que Chloe começasse a pensar naquela direção. — Espero que possamos manter contato — acrescentou ela, tentando soar como se deixar Tate não fosse nada demais.

— Ah, acho que sim — disse Chloe com um sorriso misterioso ao andar ao lado dela. — Por quanto tempo ficará aqui?

— Pelo menos mais uma semana — respondeu Lara, sem saber por quanto tempo seu chefe a deixaria ficar. Mas sabia que demoraria pelo menos uma semana antes que ele começasse a insistir para que voltasse ao trabalho.

Chloe assentiu. — Deve ser tempo suficiente. — A morena entrou no vestiário.

Lara balançou a cabeça de leve, sem saber ao certo o que Chloe queria dizer. Em seguida, seguiu a irmã de Tate.

 

—Essa foi uma das experiências mais aterrorizantes da minha vida, e sou agente do FBI — resmungou Lara em tom provocante quando Tate pousou o helicóptero no heliporto da propriedade dos Colters. Tate pilotava o helicóptero da mesma forma como dirigia uma moto para neve: muito depressa, com o objetivo principal sendo a velocidade.

— Pois saiba que sou um dos melhores pilotos de helicóptero do mundo — respondeu ele arrogantemente, como se estivesse ofendido, ao desligar o helicóptero. — Eu disse a você que a levaria até Denver e de volta bem depressa.

— Há quanto tempo você pilota? — perguntou ela curiosa ao retirar os fones de ouvido. Lara andara muito de helicóptero e não havia dúvidas de que Tate Colter era bom. Ele pilotava com tanta confiança que, não importava o quanto fosse louco, ela não sentira um segundo sequer de medo. Mas era divertido implicar com ele pela forma como fazia as coisas.

— Desde logo depois de tirar a carteira de habilitação — respondeu ele, ainda soando irritado. — Tirei a licença de piloto no ano seguinte.

— O que mais você pilota?

Ele sorriu para ela. — Qualquer coisa que se mexa no ar, querida.

— Você não tem outro piloto? Você mesmo pilota tudo?

— Sim. Sinto-me muito mais confortável estando no controle.

— Droga, lá se vão minhas chances de entrar para o clube das trepadas nas alturas — respondeu ela brincando. Ela fez questão de soar decepcionada ao soltar o cinto de segurança do banco do passageiro na parte de trás.

Tate se moveu tão depressa que quase virou um borrão ao saltar sobre o banco da frente para o banco de trás. — Volte aqui. Ficarei

mais do que feliz de apresentar você ao clube — disse ele com voz rouca.

Ela se virou para olhar para ele, que estava recostado no banco, com a mão sobre o abdômen, esperando.

— Não estamos voando — disse ela sem fôlego. Seus olhos percorreram Tate com desejo. O sangue dela ferveu ao pensar em sentar sobre ele bem ali, naquele momento, e conseguir o que queria. Ela não se importava nem um pouco se estavam ou não no ar. Mas certamente o queria. Constantemente. Desesperadamente.

Quase dolorosamente.

— Acho que as regras do clube dizem que você precisa fazer sexo em uma aeronave em certa altitude. Já estamos em um ponto bem elevado aqui nas montanhas e certamente estamos em uma aeronave. Tecnicamente, acho que serve — respondeu ele com entusiasmo. — Venha cá, se não vou aí buscar você. Preciso de você o dia inteiro, Lara. Não quero mais esperar.

Lara suspirou. — Não podemos fazer isso aqui. — Ela olhou para a pista de pouso pela janela, vendo que a parte que Marcus usara ainda estava fechada para investigação. Ela não viu ninguém. Tate pousara na extremidade oposta do pequeno aeroporto. Ainda assim, era arriscado. — Pode aparecer alguém para aproveitar a pista de pouso.

— Eu sei de duas pessoas que certamente vão aproveitar e muito

— retrucou ele, cruzando os braços sobre o peito. — Venha aqui.

Desafio você. Venha buscar o que quer. — Ele lançou o desafio de forma intencional, com os olhos ardentes chamando-a.

Droga. Ele sabe o quanto o quero e tem certeza absoluta de que não recuarei de nenhum desafio.

Ela mordeu o lábio, tentando manter o desejo inegável sob controle.

Tate gostava de testá-la, de forçar seus limites, mas não percebia que, em se tratando dele, os limites dela ficavam cada vez maiores.

— O que você quer? — perguntou ela em tom sedutor. Ela se ajoelhou no banco do passageiro e tirou o suéter. Ela entraria no jogo dele e adoraria, pois a atração que sentiam tinha a mesma intensidade para os dois.

— Não brinque comigo agora, querida — resmungou ele ao tirar a camiseta e jogá-la no chão do helicóptero.

Ele manteve os olhos presos aos dela enquanto Lara tirava a calça jeans e a calcinha de forma desajeitada. Em seguida, ela tirou o sutiã. Lara estremeceu quando o ar gelado bateu na pele do corpo totalmente nu. — Quem disse que estou brincando? — Ela ergueu a sobrancelha, adorando o olhar surpreso no rosto dele. Ela sabia que ele não esperara que tirasse a roupa dentro do helicóptero e aceitasse o desafio.

Ela estudou a ereção visível que tentava fazer o zíper da calça dele explodir.

— Minha nossa, Lara. Você vai me matar. — Ele gemeu e estendeu os braços para ela.

Passando sobre os controles e o banco, ela literalmente caiu sentada sobre ele. Ele passou os braços ao redor dela imediatamente, colocando uma mão em sua nuca e puxando seu corpo para que ficasse totalmente encostado no dele. Ele respirou fundo e beijou o pescoço dela. — Trepe comigo, vou levá-la até a altura que quiser — comentou ele, com o hálito quente no pescoço de Lara. — Seu perfume me faz ter vontade de me afogar em você.

— Ele mordeu e lambeu a pele dela. — Seu gosto me faz ter vontade de devorar você. — Ele colocou a mão entre os dois corpos e correu um dedo pelas dobras molhadas. — E isso me faz querer trepar com você até que grite. — Ele colocou a boca sobre um dos mamilos rígidos.

Lara se inclinou para trás. Tate nunca a deixaria cair, ela confiava cegamente nele. — Quero você, Tate. Por favor. — Ela deslizou as mãos pelo peito forte, adorando a sensação da pele quente dele sob os dedos. Quando ela se ergueu sobre os joelhos, deu espaço a ele para abrir a calça e abaixá-la para liberar o pênis enrijecido. — Você não usa cueca? — gemeu ela ao sentir a rigidez sedosa contra o sexo ardente.

— Quase nunca desde que conheci você.

Ela reprimiu uma risada ao ouvir o tom sério dele. — Então, está sempre pronto? — Ela abaixou o corpo, estremecendo ao esfregar a boceta sobre o pênis rígido e largo.

— Sempre tenho esperança — corrigiu ele ao colocar as mãos nos quadris dela. — Quer atender ao desejo de um homem otimista?

A ansiedade de Tate a deixou ousada. A forma como ele falava com ela a fazia sentir como se fosse uma deusa, como se Tate tivesse sorte em tê-la. Ela se sentiu a mulher mais atraente do planeta.

Provavelmente porque achava que Tate era o homem mais atraente do planeta e ele a queria.

— Não posso atender a desejos — disse ela em tom provocante ao segurar o pênis e colocá-lo contra sua boceta. — Não sou mágica.

— Para mim, você é — disse Tate ao guiá-la para baixo sobre o pênis. — Trepe comigo, Lara. Faça o que quiser, pegue o que deseja de mim.

O coração dela bateu mais depressa quando ela olhou para o olhar tumultuado dele. Os olhos de Tate estavam derretidos de desejo e foi uma das coisas mais lindas que ela já vira. Ela prendeu a respiração quando ele a empurrou para baixo, assentando-se completamente dentro dela.

— Estou me sentindo muito carente. — Ela balançou os quadris.

— Ainda bem — resmungou ele. Tate segurou suas nádegas e balançou-a contra si novamente.

Lara começou a se mexer, usando as pernas dobradas como apoio e equilíbrio, e passou os braços em volta dos ombros de Tate. Ela fechou os olhos, absorvendo a essência dele, deixando que o corpo ondulasse com o de Tate de forma erótica e satisfatória, deixando que ele preenchesse completamente seus sentidos.

Eles se moveram como um só. Lara saboreou o acúmulo lento de calor, a intimidade de tê-lo dentro de si, a sensação das mãos de Tate subindo e descendo em suas costas. Não era uma corrida até a linha de chegada. A urgência existia, mas era como se nenhum dos dois quisesse que acabasse.

Ela colocou as mãos nos cabelos dele, baixando a cabeça para beijá-lo, com as línguas em uma dança íntima e sensual, enquanto Lara se movia com mais força e mais depressa.

Ele gemeu dentro da boca de Lara. Tate acariciou as nádegas dela, finalmente agarrando-as como se estivesse prestes a perder o

controle. Ele ergueu os quadris para intensificar a força das investidas, como se quisesse possuí-la completamente.

 

— Minha — disse ele baixinho quando Lara afastou a boca. — Você é minha, querida. Nunca vou deixá-la ir embora.

As palavras dominantes dele dispararam o orgasmo. O corpo dela ecoou aquela declaração quando ela se contraiu, tentando reclamá-lo como dela com o corpo.

Ela queria.

Ela precisava.

Ela estava desesperada.

Ela era… dele.

— Ai, meu Deus, Tate. — Ela ofegou quando as ondas imensas a invadiram. Ela se agarrou a ele, jogando a cabeça para trás e gritando quando o orgasmo atravessou seu corpo. Ela sentiu Tate estremecer e gemer de êxtase quando o orgasmo também o atingiu.

Ele a segurou contra si, com um braço ao redor de sua cintura e outro em suas nádegas. — Foi uma altura bem considerável.

Lara sorriu ao segurar a cabeça dele contra os seios. — Com certeza — concordou ela, ainda estonteada e com o corpo solto sobre o dele. Ainda nas nuvens, Lara se perguntou se algum dia conseguiria descer.

— Meu chefe me mandou uma mensagem. Quer que eu volte para DC logo. Estamos com poucas pessoas e ele precisa que eu volte ao trabalho — disse Lara baixinho a Tate enquanto jantavam naquela noite. — Eu esperava ter mais tempo, mas ele está insistindo muito.

Tate quase engasgou com a comida ao respirar fundo para protestar. Ele tossiu e tomou um gole da cerveja, olhando para ela antes de falar. — Não volte.

Nossa, não aguento a ideia de ver Lara partir. A casa ficaria vazia sem ela. Eu ficarei vazio sem ela.

Ela olhou para ele e largou o garfo sobre o prato. — Você sabe que preciso voltar para casa. Tenho uma carreira e você também. Não sei o que você ainda está fazendo para o governo, mas sei que trabalha muito com a empresa de equipamentos contra incêndio, desenvolvendo novos produtos. Nós temos vidas muito diferentes.

— Não viajo muito mais e trabalho com pesquisa e desenvolvimento em Denver para a Colter Fire Equipment. Não fico lá todos os dias.

Tenho profissionais que fazem esse trabalho. Só dou minha opinião e tento oferecer novas ideias.

Shep estava deitado aos pés de Lara e ganiu, como se soubesse que estavam discutindo. Ora, até mesmo o cachorro dele a adorava.

Ela não podia ir embora.

— Levo minha carreira a sério, Tate. Não sou bilionária. Meus pais não estavam exatamente preparados para morrerem tão jovens. Tirei o diploma com minha herança, mas não fui além de um diploma de graduação. — Ela tomou um gole do vinho branco que encontrara na adega dele e adorara.

Tate já encomendara várias caixas do mesmo vinho.

— Foi por isso que entrou para o FBI? — perguntou ele.

— Sim e não. Eu queria fazer algo pelo que tivesse paixão.

Obviamente, é o que sinto sobre o terrorismo. Trabalhar para o FBI foi uma opção razoável.

— Pelo que mais tem paixão?

— Eu me formei em psicologia. Em certo momento, eu queria ser conselheira ou psicóloga — admitiu ela com a voz saudosa.

— Então faça isso. Fique aqui e continue a estudar. Ora, talvez você consiga me consertar. — Todos diziam a Tate que ele era louco.

Ela sorriu para ele. — Não há absolutamente nada que eu deseje mudar. Ok, talvez a parte de cozinhar. Mas você é rico e não precisa cozinhar. — Ela pegou o garfo novamente e enrolou um pouco do macarrão. — Eu queria trabalhar com mulheres que sofrem abuso para tirá-las do ciclo de abuso.

— Por quê? — Agora, Tate estava fascinado.

— Eu lhe contei que fui morar com minha tia depois que os meus pais morreram. Meu tio era abusivo — respondeu ela com voz triste.

— Ele machucou você? — Tate cerrou o punho em volta do copo de cerveja.

Lara balançou a cabeça negativamente. — Não, mas machucou minha tia. Implorei a ela que o deixasse, mas ele sempre voltava dizendo que sentia muito e que nunca mais faria aquilo. Infelizmente, ela não conseguiu sair do ciclo. Só precisei ficar lá por pouco mais de

um ano para terminar a escola e partir para a universidade e ele nunca encostou em mim. Mas eu queria tirá-la de lá e não consegui.

O arrependimento e a tristeza nos olhos de Lara fizeram com que o peito de Tate doesse. — Onde ela está agora?

— Ela morreu de câncer há alguns anos.

— Eu sinto muito, querida. — Ela estava completamente sozinha no mundo. Só o que Tate queria fazer era abraçá-la, ser seu confidente quando ela precisasse de alguém. — Como é a sua vida em Washington?

— Em sua maioria, trabalho. — Ela deu de ombros. — Você sabe como é viver para o trabalho. Tenho um apartamento pequeno e alguns amigos no departamento. Estou contente por enquanto.

Quero guardar dinheiro para voltar a estudar em algum momento. A vida útil de um agente não é muito longa.

Tate sabia que, com a idade e o desgaste, ser um agente de campo podia ser uma carreira relativamente curta. Os agentes precisavam estar na melhor forma física e era um trabalho exigente. — Saia agora. Fique comigo e volte a estudar. Você não precisará trabalhar, Lara.

Ela mastigou e engoliu antes de responder. — Nem pensar. Não vou me aproveitar de um amigo, mesmo sendo ele um bilionário.

— Sou mais do que um amigo — respondeu ele irritado. — Sou um dos fundadores de uma nova organização de caridade para ajudar mulheres abusadas. Você poderia trabalhar nela. Fazer o que realmente quer fazer.

O rosto dela demonstrou surpresa. — Você quer dizer aquela fundada por aqueles irmãos bilionários na Flórida?

Tate assentiu. — Muitos bilionários e não apenas da Flórida. Os Hudsons e os Harrisons são os membros fundadores, assim como eu. Meus irmãos também estão se envolvendo agora. E Grady Sinclair no Maine.

— Uau. É um poder de fogo muito grande.

Tate sorriu, divertido pela forma como Lara media tudo em termos de armas e de execução da lei. — Você poderia ser parte dela. A esposa de Kade Harrison foi abusada e ela está determinada a fazer todo o possível para ajudar mulheres abusadas a saírem da situação

em que estão e ficaria feliz em ter alguém treinado para trabalhar com ela.

Ele viu um toque de vontade no olhar de Lara antes que ela balançasse a cabeça lentamente. — Ainda preciso estudar e não estou preparada para sair do meu emprego agora. Mas talvez eu aceite a oferta no futuro.

Droga, ela era teimosa. Tate não achava que era uma situação em que ela não queria largar o emprego no FBI, mas por pura independência teimosa. Ele admirou e odiou aquilo ao mesmo tempo. — Quando pretende ir embora? — Ele se sentiu morrer um pouco por dentro ao pensar na partida dela.

— Na terça-feira.

Era sexta-feira. Merda. Ele só tinha mais três dias para convencê-la a ficar. Ele se levantou para levar as louças sujas para a cozinha, procurando uma forma de convencê-la a ficar lá. Qualquer outra solução seria inaceitável. — Vou levar você para lá. Quero ver Blake.

Falei com ele ontem, mas não consegui arrancar muitas informações.

Acho que seria melhor conversar com ele pessoalmente.

Lara pegou o próprio prato e levou-o para a cozinha, assentindo em resposta.

Sinceramente, ele não pretendia levá-la a lugar algum, exceto para a cama, mas lidaria com a situação da viagem se e quando acontecesse. No momento, precisava achar uma forma de mantê-la ao seu lado.

Sou um maldito Colter e os Colters nunca desistem.

Ele vinha de uma linhagem de pessoas teimosas, homens que nunca desistiam de tentar. Era o motivo de serem tão ricos. Todos os ancestrais dos Colters tinham sido tenazes, alguns deles além do necessário. Mas nunca tinham deixado de tentar começar novos negócios, de continuar progredindo.

Tate não sobrevivera durante anos em missões quase suicidas para perder a única mulher que jamais quisera. Nem. Pensar. Lara estava prestes a descobrir como ele podia ser teimoso e insistente.