Bilionário Indomado: Tate
Capítulo 10
—Você ia mesmo deixar aquele imbecil colocar o pau na sua boca?
Lara olhou para Tate de onde estava ao lado dele na cama imensa.
A cabeça dela estava sobre o abdômen dele. Aquele fora um dia tranquilo depois de vários dias de loucura, falando com o FBI e tentando desvendar tudo o que acontecera naquela tentativa de terrorismo. Eles chegaram à casa de Tate, depois de sair do hospital, quatro noites antes, os dois praticamente desmaiando ao caírem na cama. Lara não questionara seguir Tate até a cama dele. Ela quisera dormir com ele, saber que ele estava ao seu lado e respirando. Era algo que se tornara um hábito todas as noites, nenhum dos dois considerara a ideia de não dormirem juntos. O ferimento de Tate ainda estava em processo de cicatrização, mas dormir com ele, tê-lo abraçando-a possessivamente todas as noites, quase parecia algo mais íntimo do que fazer sexo.
O dia após o incidente fora caótico. Depois disso, eles não fizeram nada mais estressante do que brincar com Shep e receber Chloe e a mãe dela, que foram todos os dias verificar como estava Tate.
Blake já fora embora, de volta para Washington.
— Sim, eu ia — respondeu ela finalmente. Uma expressão territorial surgiu nos olhos de Tate quando ele apertou a cintura dela de leve.
Eles conversavam sobre os fatos do incidente, mas muito pouco sobre o efeito emocional que tivera em Tate.
O quarto de Tate estava iluminado pelo fogo da lareira de pedra no lado oposto ao da cama, mas Lara sabia que algumas das faíscas que saíam dos olhos dele eram de fúria, não reflexo das chamas.
— Por quê? — perguntou ele com voz rouca. — Você sabia que a equipe estava chegando. Poderia ter acabado com o imbecil mesmo
com as mãos amarradas. Duvido que algum dos outros idiotas teria atirado em você.
— Porque eles teriam matado você — admitiu ela. O olhar dele ficou mais suave. — Eu teria deixado que ele me estuprasse antes de deixá-los atirar em você. Eu precisava ganhar tempo. Eu sabia que a equipe estava chegando porque enviei uma mensagem antes que nos pegassem. — Tate já sabia disso porque tinham repassado todos os detalhes do que tinha acontecido no dia em que Marcus fora preso, mas ele finalmente estava entrando na parte pessoal. E falar sobre isso era muito mais difícil do que sobre os fatos criminosos propriamente ditos.
Ele segurou o queixo dela gentilmente e virou seu rosto de lado para que pudesse olhar para a marca que o criminoso deixara e que quase desaparecera. — Não sabia que teria me matado assistir àquilo, ver um homem violar você daquela forma?
— Você não precisava olhar. — Ela tirou a mão dele do próprio queixo e entrelaçou os dedos nos de Tate. Ela não pretendia discutir com ele, mas sabia que faria a mesma coisa de novo se fosse preciso. — Eu teria me curado. E tomo anticoncepcional mesmo sem estar em um relacionamento, pois ser violada ou estuprada como agente é sempre um risco. Você não teria se curado. Você estaria morto. Foi minha culpa o fato de você estar lá, de eu tê-lo envolvido.
Isso não deveria ter acontecido. Você é irmão de Marcus.
— Ei. Pare com isso — insistiu ele. — Acha que estou bravo com você?
— Pois deveria. Seria normal sentir ressentimento pela mulher que arrasou sua família. — Ela deitou novamente a cabeça na barriga dele, sem querer ver sua expressão.
Ele passou a mão gentilmente nos cabelos dela. — Você não arrasou minha família. Meu Deus, Lara. Acha mesmo que eu poderia culpá-la por fazer seu trabalho? Acha que eu teria acabado com a vida de algumas pessoas só para proteger meu irmão?
Ela não conseguiu se conter e virou a cabeça para olhar nos olhos dele e ver a verdade. — Não — respondeu ela com sinceridade ao ver a ferocidade em sua expressão.
— Não importa o quanto eu gosto do meu irmão, a coisa certa tinha que acontecer. Você não magoou minha família. Marcus magoou.
Fico feliz por ele ter sido pego antes que alguma vida fosse perdida.
Minha mãe está magoada, mas seria a morte se o filho terminasse sendo um assassino em massa.
Ele não me odeia. Ele não sente ressentimento por mim. Ele não me culpa. Meu Deus, ele é um homem incrível.
— Obrigada por não me culpar.
— Não. Foi. Culpa. Sua. — disse Tate pausadamente. — Caralho, você estava disposta a deixar que um filho da puta a violasse para impedir que eu morresse.
— Como você desarmou aqueles dois homens e conseguiu pegar a arma do outro? — Ela queria ter visto as ações rápidas de Tate, que desarmara três homens em questão de segundos e matara um quarto com a arma do bandido. E ele já estava machucado.
— Desespero e treinamento — rosnou ele. — Eu não ia deixar que você colocasse essa bela boca naquele filho da puta. Eu teria que estar morto para isso acontecer.
A veemência e a selvageria na declaração dele fez com que o coração dela desse um salto. Quando alguém se importara tanto assim com ela? Certamente, os agentes de sua equipe eram como amigos e eles a protegeriam tanto quanto ela estava disposta a protegê-los. Mas nenhum deles tinha aquela possessividade selvagem em relação a ela, aquele desejo puro de mantê-la segura.
— Eu não queria que você morresse.
— E o que queria? — perguntou ele com voz rouca.
— Você exatamente como está agora. — Vestindo apenas a calça de um pijama de flanela, os cabelos desgrenhados que pareciam ficar assim todos os dias ao tirar o capuz depois de passear com Shep, Tate era o sonho erótico de toda mulher. Quando os olhos acinzentados brilhavam ardentes, ele era, de forma irresistível, impossível e inegável, o homem mais sexy da face da Terra. Tate Colter sempre seria um pouco arrogante demais e indomado. Mas ela gostava dele assim, pois era também gentil e doce, aspectos escondidos sobre um exterior duro. Algumas vezes, ele era difícil, mas Lara o entendia mais e mais a cada dia.
Porque somos muito parecidos.
Nada nem ninguém provocara seus instintos femininos como Tate.
Ela passara anos sendo durona, tentando manter o ritmo em uma profissão dominada por homens. Ela não podia ser nada além de profissional e impessoal, melhor do que todos os outros no que fazia porque era uma mulher. E ela vivera para o emprego por um tempo muito longo.
Quero viver para mim mesma, só um pouquinho mais.
Ela se apoiou nos cotovelos e olhou para o corpo musculoso perfeito de Tate. A camisola de flanela que Lara usava estava longe de ser sensual, mas ele ainda parecia ter saído diretamente da capa de uma revista Playboy com cara de adolescente excitado.
— Acho que fiz uma promessa a você quando estava no hospital que eu gostaria de pagar neste momento — disse ela em tom sedutor. Lara correu o dedo pelo peito musculoso dele. Ela quisera colocar as mãos naquele homem, dar a ele o máximo possível de prazer, desde o momento em que fizera aquela promessa.
— Não até que seu rosto esteja curado — exigiu ele com voz rouca.
— Não está doendo. — Lara adorava ver o desejo nos olhos dele.
— Então me beije — desafiou ele ao correr os dedos pelos cabelos dela.
Com cuidado para não se apoiar no peito dele, ela se abaixou e deixou que Tate aproximasse a boca da sua. Ela o instigara, mas Tate imediatamente assumiu o controle. Ele lambeu, mordeu e provocou os lábios dela antes de deslizar a língua para dentro de sua boca para conquistá-la completamente. Ela gemeu contra os lábios dele, encontrando a língua dele com a sua.
Ele perdeu o controle.
Ela se rendeu sem lutar, abrindo-se para ele quando Tate reclamou sua boca de forma gentil, mas dominante. Seu corpo ficou em chamas ao ser envolvido em uma nuvem de desejo tão potente que estremeceu inteiro.
É exatamente assim que um beijo deve ser.
Deveria sempre ser algo que mudasse a vida de uma pessoa, como acontecia com os sentidos de Lara naquele momento, no abraço de Tate.
Ela desceu a mão pelo abdômen dele, desfrutando de cada músculo definido que seus dedos encontravam ao explorá-lo.
Finalmente, ela puxou a corda que prendia a calça do pijama dele, ansiosa para tocá-lo.
Tate afastou a boca. — Lara, não. Quero muito você agora, mas seu rosto ainda não está curado.
— Não preciso do meu rosto — respondeu ela. — Só minha boca. E
minha bochecha está bem. O inchaço acabou e não sinto dor.
Ela fez contato com o membro ereto enorme imediatamente, pois Tate não tinha nada além de flanela cobrindo o membro. Ao se ajoelhar, ela puxou a calça do pijama dele. — Quero você nu — disse ela em tom direto. Ela não queria nada entre os dois naquele momento e rapidamente puxou a camisola de flanela sobre a cabeça para revelar o corpo nu. Ela sentiu a confiança estremecer ao ouvir um som baixo saindo da boca de Tate. Mas, ao olhar para a expressão dele, viu puro calor derretido. Os olhos ardentes de Tate devoraram o corpo dela.
Ela puxou a calça dele para baixo, ainda mais ansiosa para sentir a prova da excitação dele. O pênis saltou para fora do tecido. Tate ergueu o traseiro para ajudá-la.
— Minha perna é cheia de cicatrizes — disse ele em tom de advertência.
Tate tinha pequenas cicatrizes por toda parte, de acordo com a história dele nas Forças Especiais, mas faziam com que parecesse um guerreiro, deixando-o ainda mais perigoso e atraente. Apesar de Lara sentir pela dor que cada uma delas causara a ele, elas não o deixavam menos atraente. Eram parte de Tate. E, para ela, Tate estava além da perfeição.
A perna dele tinha cicatrizes e ela soltou uma exclamação ao jogar a calça do pijama no chão. — Ai, meu Deus, isso deve ter doído muito. — Ela traçou com os dedos as cicatrizes escuras.
Tate puxou a perna para escondê-la sobre o lençol no pé da cama, mas Lara a agarrou antes que ele conseguisse fazer aquilo. Em seguida, beijou as cicatrizes ao subir lentamente pela parte inferior do corpo dele. — Não faça isso. Não há uma coisa sequer em você que eu não ache incrivelmente atraente — disse ela com voz rouca e
trêmula. Ele conseguira aquelas cicatrizes salvando vidas, protegendo o país e, sem dúvida, fazendo uma missão que fora absurdamente arriscada. — Você é o meu herói, Tate Colter. — Ela segurou o pênis ao se aproximar dos quadris dele.
— Puta merda, Lara. Você está me matando — disse ele em voz atormentada.
Ela sorriu para ele ao abaixar a cabeça.
Lara não era extremamente experiente em sexo oral, apesar de ter se gabado para Tate para fazê-lo ficar no hospital. O instinto assumiu o controle quando ela passou a língua em volta da ponta e lambeu a gota de umidade da cabeça. Ela fechou os olhos e saboreou o gosto dele: quente, masculino e pungente. Depois de lamber a parte de dentro do pênis, ela finalmente o colocou na boca. O membro era tão grande que ela não conseguiu colocá-lo todo dentro da boca. Ela passou os dedos em volta da base e moveu-os no mesmo ritmo em que a boca o devorava.
O gemido torturado de Tate fez com que sua vagina se contraísse quase dolorosamente. Lara foi totalmente consumida pelo desejo, chupando com mais força e movendo-se cada vez mais depressa.
— Caralho, Lara, vou explodir. — Tate enterrou os dedos nos cabelos dela e guiou com mais força e mais depressa.
Ele soltou os cabelos dela para lhe dar uma chance de escapar, mas Lara não pretendia ir a lugar algum. Ela o devorou o mais fundo que conseguiu. O orgasmo de Tate pulsou contra sua garganta e ela continuou a acariciá-lo enquanto ele gritava o nome dela com a voz rouca. — Lara.
A respiração dele estava pesada e difícil e ele segurou novamente os cabelos dela, massageando o couro cabeludo enquanto recuperava o fôlego. — Caralho, você tinha razão. Minha cabeça realmente explodiu — disse ele, puxando-a para seu lado e deitando-a de costas.
Atordoada, Lara olhou para ele surpresa. Ele mudara a posição dos dois tão depressa que ela não percebera sua intenção. — O que está fazendo? — perguntou ela quando ele segurou suas mãos sobre a cabeça.
Os olhos de Tate brilhavam como prata líquida e o corpo grande agora cobria o dela.
— Tenho que ver você gozar, querida. Preciso ouvir você gemendo de prazer enquanto chupo sua boceta. — Ele colocou a mão entre os dois corpos, sondando as dobras dela.
Ela estava saturada e escorregadia, e Tate soltou um gemido satisfeito. — Você já está molhada. Fazer com que eu gozasse a deixou excitada?
— Sim — respondeu ela sem fôlego. Seu corpo inteiro tremia sob o dele com um desejo tão grande que ela mal conseguia respirar.
— Ótimo, porque vou adorar fazer isso também. — Ele abaixou a cabeça e beijou-a. A natureza dominante de Tate veio à superfície quando ele atacou a boca de Lara como se fosse seu dono.
— Não se machuque— pediu Lara quando Tate afastou a boca para correr a língua pela pele sensível do pescoço dela.
— Querida, isso não vai machucar nenhum de nós dois —
respondeu ele com a voz rouca contra a pele dela. — Só o que quero é chupar você até que se esqueça de tudo que não seja eu.
O calor se espalhou entre as coxas de Lara ao som da voz exigente e sensual de Tate. Ele estava em seu elemento quando era sexualmente dominante, leal à sua natureza, e a paixão primitiva dele aumentou o desejo de Lara até o ponto de ebulição. Ali, ela podia deixar que ele assumisse o controle de seu corpo, confiar que lhe daria prazer até quase perder o juízo. Ela não precisava estar no controle e relaxou sob as carícias dele.
Ele soltou os pulsos dela, moveu a boca para os seios e provocou um dos mamilos rígidos com os dentes e a língua. — Você é perfeita
— disse ele contra seu seio. Com uma das mãos, ele segurou um dos seios e, com a outra, continuou a estimular as dobras hipersensíveis até que ela não aguentou mais.
— Preciso de você — gemeu ela. As mãos dela agarraram o lençol enquanto Lara arqueava as costas com prazer. — Trepe comigo, Tate.
— Acredite, querida, é o que pretendo fazer. Em algum momento —
respondeu ele em tom gutural. A boca de Tate se moveu, distribuindo lambidas sensuais, mordidas leves e beijos eróticos em seu abdômen. — Neste momento, só quero marcá-la como sendo minha.
O tom dele era faminto, como se não conseguisse se saciar em tocá-la. Aquelas palavras, vindas de qualquer outro homem, teriam sido quase assustadoras. Mas não de Tate. Nunca de Tate. Ele era protetor e atencioso, possessivo e vulnerável, duro e emocionantemente gentil. Ser exigente era uma segunda natureza para ele e Lara entendia isso. Ela entregaria o controle a ele com prazer para que não tivesse que pensar. Ela o entendia, confiava nele, e isso fazia toda a diferença na forma como reagia às palavras dele.
Ela soltou um suspiro de alívio quando ele finalmente afastou suas coxas. O hálito quente estava tão perto de seu sexo que ela estremeceu de ansiedade.
— Você está me matando. — Ela repetiu as palavras anteriores dele em um gemido intencional.
Ele segurou as mãos dela e colocou-as sobre os seios. — Acaricie-se, querida.
Toda a modéstia de Lara desapareceu, substituída pelo desejo de estímulo do próprio corpo. Ela segurou os seios, beliscando os mamilos com força, tentando fazer com que o desejo dolorido que latejava dentro dela desaparecesse.
— Você está linda assim — disse Tate. — Tão cheia de desejo por mim. Tão pronta para que eu a satisfaça.
— Sim, faça isso, caralho. Preciso de você. — O corpo dela estava tenso e o desejo desesperado que sentia por Tate estava fora de controle.
— É hora de reviver você — disse ele em tom ardente, mas com um toque de humor ao dizer palavras similares ao que ela dissera mais cedo.
Lara ergueu as nádegas no primeiro toque da boca de Tate. Ele mergulhou em suas dobras e em sua boceta da mesma forma como fazia tudo: totalmente concentrado, selvagem e implacável. O ataque sensual foi erótico e carnal: os lábios, os dentes, a língua e o nariz estavam totalmente enterrados em sua boceta. Ele abriu suas coxas ainda mais para chegar mais fundo. A língua de Tate percorreu a
pele macia de cima abaixo, repetidamente, acariciando o pequeno feixe de nervos a cada vez. O corpo de Lara doeu inteiro com a necessidade de gozar.
— Ai, meu Deus. — Ela nunca sentira nada tão primitivo e quente como a boca de Tate entre suas coxas. O gemido lascivo dele vibrou contra o clitóris. Ela soltou os seios e segurou os cabelos dele. —
Sim. Sim. Sim. Sim — gemeu ela. O corpo inteiro reagiu ao que ele fazia com ela. A vagina se contraiu dolorosamente.
Ele passou a língua sobre o clitóris sensível e inchado, concentrando-se nele ao penetrá-la com dois dedos, finalmente preenchendo-a. Ela se contraiu sobre os dedos dele, que tocaram em seu ponto G, massageando-o e recuando para penetrá-la de novo e de novo.
Ela arqueou o corpo e virou a cabeça de um lado para o outro sobre o travesseiro enquanto Tate continuava a estimular o clitóris no mesmo ritmo em que movia os dedos para dentro e para fora. —
Tate, não aguento mais, não aguento. — O prazer era tão intenso que ela se sentia prestes a explodir.
Ela soltou um gritinho quando ele colocou a outra mão sob suas nádegas, passando um dedo de leve entre elas. Ela estava tão molhada que ele usou seu líquido para cobrir facilmente o dedo que provocava o ânus, ajudando a ponta a entrar na abertura apertada.
Ele estava testando os limites dela e Lara compreendia aquilo… no canto minúsculo da mente que ainda funcionava. Ele provocou e sondou, sem deixar de mover a língua e os dedos que a fodiam sem misericórdia. Cada sensação que Tate criava era nova e intensa.
Lara não tinha limites com ele. Tudo o que ele fazia a deixava pronta para explodir.
A tensão no corpo dela passou do limite, fazendo com que pulsasse violentamente. — Tate! — gritou ela. O nome dele se transformou em um longo gemido de prazer quando ela teve um orgasmo muito mais intenso do que jamais tivera. Ela agarrou os cabelos dele enquanto se contraía em volta dos dedos dele. Os espasmos sacudiram seu corpo e ela arqueou o pescoço, sentindo as ondas do orgasmo.
Ela gemeu entre as ondas remanescentes de prazer enquanto Tate sentia o gosto de seu orgasmo, gemendo satisfeito. As mãos dele
subiram pelo corpo de Lara. Os dois estavam cobertos de suor e pareceram derreter um contra o outro por causa do calor da pele.
Capturando a boca de Lara no segundo em que se posicionou sobre ela novamente, Tate a beijou de forma dura e, em seguida, gentil. Lara sentiu o próprio gosto nos lábios dele. Em seguida, passou os braços em volta dele, desfrutando da sensação daquele corpo quente e exigente sobre o seu.
O pênis a penetrou antes mesmo que Tate afastasse os lábios dos dela, enterrando-se profundamente nela.
Ela gemeu ao se sentir preenchida, uma sensação tão sublime que a fez enterrar as unhas nas costas dele.
— Puta merda. Minha, você é minha, querida. Isso é tudo para mim
— disse ele em tom duro e possessivo, mantendo-se o mais profundamente dentro dela que conseguia.
Ela colocou as pernas em volta da cintura dele, mantendo-o dentro dela. — É tudo para você — disse ela sem fôlego, sabendo que era verdade. Nenhum outro homem a fizera se sentir como Tate fazia e provavelmente nunca faria. Cada ação, cada movimento era visceral e primitivo. O corpo dela queria que aquele homem se juntasse a ela, que fosse seu. Ela o reclamou com tanta certeza quanto ele a possuiu. — Trepe comigo. Por favor. — O corpo dela tremia por causa do desejo por Tate.
Ele recuou até quase sair de dentro dela, penetrando-a com força em seguida. — Preciso tanto de você. — A declaração dele foi primitiva e, ao mesmo tempo, vulnerável.
As mãos dela subiram e desceram nas costas dele quando Lara sentiu o corpo grande estremecer. O pênis entrava e saía em um movimento rápido e intenso que satisfez o desespero que ela sentia por ele. — Sim, com mais força. — Lara queria a força punitiva, o ritmo intenso. Era como uma afirmação de que os dois estavam vivos depois do que acontecera na pista de pouso. O corpo dela estremeceu quando Tate mudou de posição. O pênis pressionou a área sensível dentro dela, fazendo com que explodisse em outro orgasmo.
Ela enterrou as unhas nas costas dele novamente para se segurar enquanto movia os quadris para receber cada movimento dele. As
paredes internas se contraíram quando ela gozou, apertando o pênis repetidamente.
— Isso mesmo, querida. Solte-se, goze para mim — exigiu ele com voz rouca enquanto continuava a penetrá-la. Ele gemeu ao investir uma vez mais e atingir o orgasmo.
Eles se abraçaram em uma massa de braços e pernas suados. Tate saiu de cima dela, mas manteve uma perna entre as suas. Em seguida, passou os braços em volta da cintura e dos ombros de Lara, enterrando os dedos em seus cabelos para manter a cabeça dele contra o peito de forma protetora.
Lara se deitou contra ele. A respiração ainda estava pesada, o corpo estava totalmente saciado e ela percebeu que Tate acabara de mudar sua vida de forma irrevogável. — Eu não sabia que podia ser intenso desse jeito — admitiu ela sem fôlego.
— Nem eu — retrucou Tate com voz rouca.