Bilionário Indomado: Tate

J. S. Scott · Capítulo 4 de 18

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Bilionário Indomado: Tate

Capítulo 4

Pouquíssimas coisas deixavam Tate Colter surpreso, mas a revelação de Lara mais cedo sobre a perda dos pais no pior ataque terrorista em solo norte-americano o deixaram abalado. A família dele ficara arrasada quando perderam o pai. Ele mal podia imaginar a dor que Lara devia ter sentido quando perdera o pai e a mãe ao mesmo tempo. A família de Tate inteira ficara de luto pelo pai durante anos, mas tiveram a mãe para mantê-los equilibrados. Ela mantivera a vida de todos o mais normal possível. Lara fora deslocada e perdera as duas pessoas mais queridas em um evento chocante que abalara o país inteiro. Ela perdera o lar e tudo o que era normal na vida, além de perder os pais.

— Puta merda — sussurrou ele para si mesmo em tom veemente.

Aqueles fatos sobre a vida dela não estavam dentre as informações que ele obtivera. Por outro lado, ele não pesquisara sobre os pais dela. Estivera em busca de informações atuais sobre Lara e o que ela estava fazendo em Rocky Springs.

Lara quisera voltar para o resort, mas ele recusara. Claro, ele poderia voltar ao resort se quisesse, apesar de as estradas estarem tecnicamente intransitáveis para veículos até que fossem limpas.

Quase trinta centímetros de neve já tinham caído e muitas áreas tinham um acúmulo ainda maior por causa dos ventos. E o branco só aumentava. Eles veriam muito mais centímetros de neve antes que a tempestade terminasse.

Tate dissera a Lara que estavam presos até que as estradas fossem limpas e que, depois da tempestade, poderia levá-la de volta ao resort. Ele não dissera a ela que tinha um Jeep na garagem com um acessório grande para retirar a neve.

Mais cedo, a motivação dele fora clara ao levá-la para sua casa: levá-la para a cama para que conseguisse acabar com a obsessão que sentia. Depois, descobrir todos os segredos dela.

Agora, ele não sabia exatamente qual era seu objetivo. Sim, ainda queria trepar com ela mais do que quisera trepar com qualquer outra mulher. Mas tudo a respeito dela o invadira, deixando-o louco, e aumentando ainda mais sua obsessão.

Ele se virou, deixando de olhar para a janela. Lara estava nua naquele momento? Ela gostava de comer e cozinhara uma quantidade insana de comida para os dois. Depois de limparem tudo, ele mostrara a ela suas fontes termais partculares. O músculo na perna dela provavelmente ainda estava dolorido e ele lhe oferecera as fontes. Agora, desejava que tivesse sugerido que fossem juntos.

Ela teria recusado.

— Caralho! — Tate prendeu a guia na coleira de Shep e saiu da casa. O filhote olhou para ele com olhos castanhos tristes que lembravam os de Lara. Ora, naquele momento, praticamente tudo lembrava Lara. Ele se abaixou e acariciou o cachorro. — Não vou abandonar você, garoto. Só prefiro que não faça suas necessidades dentro da casa. — Tate sabia que o filhote ainda tinha medo do abandono, mas isso não aconteceria. Quando Tate decidia assumir uma responsabilidade, ele a levava a sério. Que tipo de imbecil abandonaria um animal minúsculo e indefeso na estrada, sabendo que ele provavelmente morreria?

As luzes com sensor de movimento na frente da casa acenderam, mas não foi uma ajuda muito grande. A nevasca ainda estava furiosa e a visibilidade era horrível. Ele levou o cachorrinho para perto das árvores. Tate saíra sem casaco, torcendo para que o corpo quente esfriasse um pouco e que a ereção sempre presente quando via Lara ou pensava nela finalmente cedesse.

Tate estava com frio quando Shep terminou de esvaziar a bexiga, mas o pênis ainda estava duro. Era praticamente impossível tirar Lara da mente, deitada nua no banho mineral, tão perto que era quase possível tocar nela.

— Vamos, amigão — chamou ele, furioso consigo mesmo por estar tão abalado por causa de uma mulher. Shep saltou alegremente à

frente dele, ansioso para voltar para um ambiente quente.

Tate tirou as botas no pórtico coberto. Ele entrou na casa e tirou a guia de Shep, pendurando-a em um gancho perto da porta. Tate acariciou o cachorro. — Bom garoto. — Ele não sabia muito sobre como treinar um filhote de cachorro, mas esperava que um pouco de elogio ajudaria Shep a não fazer xixi no chão dentro de casa.

Tate andou pela casa e parou em frente à porta fechada que levava às fontes termais. Lara ainda estava lá dentro? Ela estava demorando um tempo extraordinário ou ele só achava que estava demorando demais por causa da imaginação hiperativa e da obsessão por Lara?

Ela estava lá dentro havia algum tempo… desde o fim do jantar.

— Lara — chamou ele pela porta fechada, certo de que ela não o escutaria. Entre os dois, havia uma porta deslizante e um caminho de pedras que levava às fontes. Ele girou a maçaneta e empurrou a porta, que se abriu totalmente.

Ela não trancou a porta.

Sentindo-se culpado e feliz por ela ter confiado nele o suficiente para ter deixado a porta destrancada, ele andou sem fazer barulho pela porta deslizante e pelo caminho de pedras. Quando virou a esquina, ele prendeu a respiração.

O olhar dele a encontrou imediatamente: ela estava encostada na parede, sentada em um dos assentos de pedra dentro da fonte, com os olhos fechados.

Ela está dormindo.

Ele soltou o ar com um grunhido e olhou para a pilha de roupas ao lado da piscina quente. Ela entrou na água nua. Tate não pensou, não ponderou. Rapidamente, ele tirou a roupa e entrou nu na piscina.

Ele não podia deixá-la adormecida dentro da fonte e não queria assustá-la. Se fosse sincero consigo mesmo, ele provavelmente admitiria que queria chegar perto dela, mas não estava analisando a própria alma naquele momento. Tate não conseguia tirar os olhos do corpo adormecido de Lara, com a parte superior dos seios perfeitos acima da linha da água.

Ela é perfeita, caralho.

Ele afastou um cacho de cabelos molhados do rosto dela e examinou suas feições, tão suaves e inocentes no sono. Tate correu um dedo gentil pelos lábios fartos e pela pele macia de seu rosto, pois não conseguiu se conter.

Ele tivera muitas mulheres na vida. Claro, nenhum dos relacionamentos fora muito intenso e todos terminaram rapidamente por causa da carreira anterior dele nas Forças Especiais. Sim, ele passara por um período de desinteresse desde o acidente, mas isso era compreensível. Pensando no que acontecera, o desinteresse começara mesmo antes de ele se machucar e continuara até o dia em que conhecera Lara. Era como se o pênis tivesse ido de zero a cem em questão de segundos. Por que diabos ele se sentia tão atraído por aquela mulher em particular? Uma mulher que sabia muito bem se defender e que provavelmente não tinha necessidade alguma dos instintos superprotetores que emanavam dele sempre que olhava para ela?

Ele sentia pela dor que ela sofrera ao perder os pais tão jovem e queria bater no cara que a traíra. Ela agira de forma durona. Na verdade, ela era uma mulher forte, mas havia uma suavidade subjacente em Lara que ele queria alcançar, que queria tocar. Tate gostava do exterior duro dela, mas queria sua submissão, queria que ela se rendesse a ele e a mais ninguém.

— Acorde, querida — sussurrou ele no ouvido dela.

Ela se mexeu e passou os braços em volta do pescoço dele. —

Tate. — Ela soltou um leve suspiro.

O som de seu nome nos lábios dela o deixou descontrolado. A capitulação suave de Lara deixou o pênis ainda mais duro do que antes. — Acorde, querida. — Ele não tiraria vantagem do estado sonolento dela. Não que não quisesse usar o estado vulnerável dela para sentir o gosto de seus lábios… mas a maldita consciência não deixou.

— Estou acordada agora — murmurou ela de forma sensual. Ela puxou a cabeça dele para baixo, encontrando seus lábios.

Havia um limite para o que um homem podia aguentar e Tate chegou ao dele. A necessidade era maior.

 

Ele capturou os lábios dela como um homem faminto atacando um banquete, perdendo a batalha contra a consciência enquanto a mente e o corpo traidores celebravam o momento.

O cérebro sonolento de Lara sabia exatamente quem a estava beijando e ela se abriu para Tate como uma flor buscando a luz do sol. Ele conquistou, provocou, subjugou e atacou a boca de Lara como se a possuísse. Lara gemeu contra os lábios dele, com a língua duelando com a dele para ver quem dominava. Ela perdeu e desfrutou da derrota, deixando que aquele homem, que a fazia sentir muito mulher, a comandasse. Ele ditou as regras e ela as seguiu alegremente, inebriada com o fato de não precisar pensar, apenas responder. Apesar de ele dominar, ela nunca se sentira tão segura, desejada e querida como naquele momento.

Ele a ergueu, finalmente afastando a boca ao carregá-la pelos degraus de madeira e de volta para a casa. Depois de colocá-la lentamente no chão do banheiro ao lado do quarto grande onde entraram, Tate ligou o chuveiro.

— Precisamos nos lavar — disse ele com voz rouca.

O cheiro forte dos minerais da água ainda saía da pele molhada dela. Lara entrou sob a água quente. Ao colocar a cabeça sob o chuveiro, ela sentiu o líquido quente relaxar ainda mais o corpo.

Tate entrou atrás de Lara, passou xampu nos cabelos dela e esfregou-os, massageando o couro cabeludo.

Ai, meu Deus, como ele é gostoso.

Lara deixou o corpo relaxar contra o peito forte dele, sem questionar o motivo pelo qual confiava em Tate. Parecia certo e ela simplesmente confiava. Talvez devesse ser estranho se apoiar em um homem nu em um chuveiro, um homem que ela mal conhecia, especialmente quando estava tão nua quanto ele. Mas a proximidade e a intimidade física fizeram com que quisesse uma conexão ainda mais profunda com Tate, uma ligação que ela nunca sentira antes.

— Você está bem? — perguntou ele com voz rouca em seu ouvido.

— Eu… estou bem. Desculpe por ter dormido.

— Não se desculpe, Lara. Eu estava aqui. Você sabia que estava segura — disse ele com voz baixa e sensual. — Como está sua

perna?

Ela ficou em silêncio por um momento enquanto ele abaixava sua cabeça para lavar o xampu.

— Está melhor — disse ela com voz trêmula enquanto mudavam de posição para que ele pudesse lavar os próprios cabelos. As fontes termais tinham aliviado a dor no músculo da coxa e ela praticamente não sentia mais nada.

Ele ensaboou o próprio corpo e, em seguida, encheu a mão com sabonete líquido, passando-a nos ombros e nas costas de Lara. —

Você é tão linda, Lara. — A voz dele saiu rouca.

Ela estremeceu quando as mãos escorregadias dele passaram por seu torso e subiram para segurar seus seios. — Tate — sussurrou ela, encostando a cabeça no ombro dele.

— Isso mesmo, querida. Continue dizendo meu nome. Grite meu nome quando gozar. Saiba exatamente quem está fazendo com que sinta isso — exigiu ele enquanto circulava os mamilos sensíveis com os polegares.

O sexo dela se contraiu intensamente quando Tate beliscou de leve os mamilos rígidos, deixando seu corpo em chamas com uma necessidade desesperada. — Por favor, Tate — murmurou ela. A ereção dele estava contra as costas dela. — Eu preciso… eu preciso…

— Eu sei do que você precisa — respondeu ele. A mão dele desceu pelo abdômen de Lara, chegando ao monte suave de pelos. — Você precisa gozar. E vou fazer com que goze — disse ele no ouvido dela.

— Sim. — Ela soltou um suspiro torturado de alívio quando ele colocou os dedos entre suas coxas. A outra mão de Tate continuava a provocar os mamilos sem parar.

— Minha nossa, você está tão molhada, Lara. Tão quente e tão apertada. — Ele a penetrou com o dedo indicador. — Está tão molhada porque quer meu pau dentro de você?

— Ai, meu Deus, quero. — Lara queria Tate mais do que jamais quisera outro homem. Ela estivera sonhando com ele na fonte, com aquilo, antes que Tate a acordasse. Agora, ela não sabia exatamente onde o sonho terminara e a realidade começara. Só sabia que,

agora, ele estava quente e duro, e que precisava dele. — Trepe comigo, Tate. Por favor.

Ele beliscou o mamilo de Lara com um pouco mais de força. Os dedos exigentes da outra mão encontraram o clitóris. Ele acariciou com força o feixe de nervos. — Tem ideia do que faz comigo ao me pedir para trepar com você? Faz com que eu queira lhe dar exatamente o que você quer.

Lara gemeu quando o corpo molhado deslizou contra o corpo musculoso dele. Ela arqueou as costas quando ele mexeu os dedos com mais força sobre o clitóris. — Ai, meu Deus, não aguento mais

— gritou ela. A tensão em seu abdômen começou a se liberar.

— Você aguenta, Lara. Goze para mim, querida — comandou ele em seu ouvido.

A voz dele, cheia de desejo, fez com que o corpo dela estremecesse. A boca de Tate se moveu para o pescoço dela, mordendo e lambendo a pele sensível, deixando Lara completamente louca. — Tate! — As ondas dentro de Lara se transformaram em espasmos intensos. O clímax a invadiu com força, recusando-se a parar.

— Preciso sentir você gozando — rosnou Tate.

Instintivamente, ela sabia exatamente o que ele queria. Lara se virou cegamente, passou os braços em volta do pescoço dele e saltou, prendendo as pernas em volta de sua cintura. — Então sinta agora — disse ela sem fôlego. — Agora mesmo.

— Merda, Lara. Eu não i…

Sabendo agora que ele gostava de ouvi-la suplicar, ela pediu: —

Trepe comigo, Tate. Preciso de você dentro de mim agora. Não quero mais esperar. — Lara precisava que ele perdesse totalmente o controle.

Ela olhou para ele, vendo a tensão em sua expressão torturada. Os olhares se encontraram e ela percebeu o desejo feroz de Tate em seus olhos. — Eu quero você. — Ela abaixou a mão entre os dois corpos para segurar o pênis enorme, colocando a cabeça dele na entrada de seu canal vaginal.

— Ai, caralho. Você é minha — rosnou ele ao segurá-la contra a parede do chuveiro e penetrá-la totalmente.

Lara soltou uma exclamação, mas não afastou o olhar de Tate. O

clímax dela terminara e os músculos do canal relaxaram para permitir a invasão do pênis imenso, envolvendo-o como uma luva. Ele enterrou os dedos nas nádegas nela para segurá-la contra a própria virilha. Ela entrelaçou os dedos nos cabelos molhados dele. — Trepe comigo…

— Não diga isso de novo, Lara. Caso contrário, receberá muito mais do que pediu — disse Tate com um tom perigoso e fora de controle.

Os olhos dele estavam selvagens e Lara se perdeu neles. — Trepe comigo — disse ela deliberadamente. — Por favor, trepe comigo. —

Ela não estava com medo da ferocidade daquele homem, que a deixava com um desejo ainda maior. E uma urgência surgiu em resposta dentro dela de levá-lo até o limite.

Algo entre um rosnado e um grunhido saiu da boca de Tate antes que cobrisse a dela. Os quadris dele se moviam em um ritmo intenso ao penetrá-la repetidamente.

Tate a penetrou na boca com a língua da mesma forma que a penetrava com o pênis: de forma ardente, feroz e dura, em um ritmo tão rápido que Lara mal conseguia acompanhar. Ela só se segurou nele, aproveitando o momento.

Ele afastou a boca, apoiando a testa na parede, enquanto o peito subia e descia com a respiração pesada. Ele empurrava o quadril contra ela a cada investida, deixando-a cada vez mais perto de outro orgasmo ainda mais explosivo. — Isso é tão gostoso — disse ela.

— É gostoso demais — respondeu Tate com um grunhido apaixonado. — Preciso… fazer… com… que… goze… antes… de mim.

Cada investida a deixava mais excitada e não havia dúvidas de que gozaria. Mas Tate soou desesperado e ela não queria contê-lo por mais tempo. Tirando uma das mãos dos cabelos dele, ela a abaixou e começou a estimular o clitóris. Com uma exclamação, ela se lançou no espaço, contraindo-se em volta do pênis enquanto ele entrava e saía.

— Puta merda, querida — gemeu ele. O corpo grande estremeceu contra o dela.