Bilionário Indomado: Tate

J. S. Scott · Capítulo 8 de 18

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Bilionário Indomado: Tate

Capítulo 8

— Espero que esteja certo — respondeu ela, sabendo que ele não estava, mas desejando por algum milagre impossível que Tate

realmente conhecesse o irmão mais velho melhor do que o FBI.

 

—Por acaso você tem uma chave? — perguntou Lara a Tate, parada em frente à porta de entrada do novo hangar imenso que havia sido construído durante o verão. Ela abraçou o próprio corpo e pulou de um pé para o outro para tentar se manter aquecida. O sol brilhava e o dia estava claro depois da tempestade, mas estava muito frio.

— Não preciso de chave. — Tate colocou a mão no bolso da calça jeans e tirou um canivete, abrindo uma parte que tinha várias extensões finas de metal.

— Você vai arrombar a fechadura? — Ela começou a bater os dentes.

Ele se abaixou sem responder e a porta se abriu menos de um minuto depois. — Eu não estava arrombando. Só estava abrindo uma porta na minha propriedade de uma maneira não convencional.

— Tate abriu totalmente a porta e acenou para que ela entrasse. —

Você queria entrar para dar uma olhada… está dentro. — A voz dele estava sombria. Ele guardou o canivete no bolso.

Lara não discutiu ao entrar no espaço enorme e quente. O hangar era grande o suficiente para conter vários aviões ou alguns jatinhos particulares. No momento, o espaço principal estava vazio, exceto por equipamentos de manutenção das aeronaves.

Ela sentiu o coração apertado ao perceber a expressão de remorso de Tate. Ele podia estar convencido da inocência do irmão, mas Lara percebeu que ele não gostava de invadir o espaço de Marcus sem permissão.

Ele cruzou os braços sobre o peito. — Dê uma olhada por aí e vamos dar o fora daqui.

Não havia nenhum avião estacionado no espaço gigantesco e ela conseguiu verificar a área rapidamente, ignorando algumas salinhas com mesas, obviamente pequenos escritórios.

Não é uma área grande o suficiente para uma quantidade excessiva de explosivos.

Ela tirou as luvas e guardou-as no bolso com zíper do casaco de esqui para que as mãos ficassem livres. Em seguida, pegou o celular do bolso da calça para enviar uma mensagem.

Estou dentro. Averiguando.

Ela telefonara para o diretor da divisão assim que descobrira que teria acesso a um possível ponto de armazenamento das remessas de explosivo. Apesar de só estar conduzindo uma investigação, procurando possíveis provas, ele quisera que ela tivesse apoio disponível. Não havia tempo para enviar a equipe regular de Washington DC para o Colorado, portanto, seu chefe a colocara em contato com uma equipe que fora montada rapidamente e enviada de Denver. A pista de pouso, naquele momento, estava rodeada de agentes federais, caso ela encontrasse algo durante a busca.

Todos os escritórios estavam vazios, exceto por uma mesa, uma cadeira ou equipamentos para os aviões e helicópteros.

Até que ela chegou a uma porta trancada.

— O que há aqui dentro? — perguntou ela a Tate, que ainda estava parado perto da porta de saída.

Ele andou até ela e tentou abrir a porta. — Não faço a menor ideia.

— A julgar pelo exterior, é um espaço bem grande — comentou Lara.

Tate se abaixou novamente e tirou o canivete para abrir a fechadura.

— Nossa, vocês não têm nenhum sistema de alarme aqui? —

perguntou Lara com curiosidade.

Tate deu de ombros ao abrir a porta. — Para quê? Até parece que alguém viria até o meio das Montanhas Rochosas, que por acaso fosse piloto, para roubar um avião. E todos os nossos funcionários estão conosco há anos. Confiamos neles.

Incrível. No mundo de Lara, ninguém confiava em ninguém. Mas ela nunca morara em uma cidade pequena. E Rocky Springs certamente

era remota. As casas deles e a pista de pouso ficavam a uma boa distância do resort.

Ela entrou no aposento à frente de Tate e parou imediatamente, fazendo com que ele batesse com o corpo em suas costas. — Ai, meu Deus. O que é isto tudo? — Os olhos dela percorreram a enorme área de armazenamento.

Tudo estava em caixas e havia uma quantidade muito grande para contar. O depósito gigantesco parecia repleto de pilhas de caixas.

— Só há um jeito de descobrir — disse Tate em tom sombrio ao pegar novamente o canivete para abrir uma das caixas. — Caralho!

— gritou ele. A tampa bateu no chão de cimento com um ruído alto.

— Há C4 suficiente aqui para causar um dano muito grande.

Lara observou enquanto Tate abria caixa após caixa, revelando uma grande quantidade de explosivos, mísseis, armas e equipamentos para montar bombas. Ela tentou reprimir as lágrimas ao pegar o celular e enviar uma mensagem.

Provas encontradas.

— Não é possível. Caralho, isso não é possível — rosnou Tate enquanto continuava a abrir mais caixas.

— Tate, pare. Por favor. — Lara não aguentava continuar observando-o. O tormento dele era quase tangível.

— Marcus não fez isto. Ele não faria isto. — Tate largou outra tampa no chão e virou-se para ela. — Ele não faria.

A proteção feroz na expressão dele quase fez Lara chorar.

— Receio que ele tenha feito, sim — disse uma voz masculina atrás de Lara.

Ela se virou rapidamente e viu-se olhando para o cano de vários fuzis e para o rosto de Marcus Colter.

Marcus tinha os olhos acinzentados característicos da família Colter, mas, naquele momento, eles estavam sem vida e sem emoção. Ele deu ordens ríspidas em árabe, provavelmente para que os dois fossem contidos. Uma coisa que ela sabia sobre Marcus Colter era que ele era fluente em vários idiomas, incluindo árabe. O

conhecimento que ela tinha do idioma era mínimo e não entendeu muito do que foi dito. Entretanto, pelo tom dele, sabia que eram ordens.

Ela e Tate foram amarrados e desarmados em questão de segundos. O canivete de Tate caiu no chão, juntamente com as duas armas de Lara e a dele. Eles não podiam se mover: vários fuzis estavam prontos para jogá-los no chão, cheios de sangue, em um piscar de olhos.

Era uma situação estranha: os seis homens estrangeiros e Marcus vestidos de ternos, parecendo ter acabado de sair de uma reunião de negócios. Talvez tivessem… uma reunião sobre o negócio do terrorismo. Quantos homens em ternos feitos sob medida empunhavam fuzis?

— Por quê? — perguntou Tate quando um dos homens amarrou as mãos dele atrás das costas. — Por que você faria isto, caralho? Olhe para mim, porra. Olhe na minha cara, Marcus, e diga por que está fazendo isto!

Marcus não respondeu. Ele continuou olhando para Lara com olhos sem vida ao se aproximar deles, esperando que os outros homens se afastassem antes de falar baixinho em inglês com ela e com Tate.

Ele manteve a voz baixa, obviamente querendo que a conversa ficasse apenas entre si mesmo e o irmão. — Dinheiro. Tudo sempre tem a ver com dinheiro, Tate. Descobri que dá para fazer uma fortuna nesse negócio.

— Mentira. Você não se importa com o dinheiro! — explodiu Tate. —

E papai?

— Ele está morto — retrucou Marcus. — A vida continua.

— Você não dá a mínima para dinheiro. Temos tanto dinheiro que não sabemos o que fazer com ele.

— Nunca é suficiente. Dinheiro também é poder — respondeu Marcus em tom direto ao acenar com a cabeça para Lara. — Quem é ela?

Com as mãos amarradas firmemente às costas, Lara olhou friamente para Marcus. — Sou seu pior pesadelo, Colter.

Marcus se aproximou o suficiente para encostar nela. — Ah… outra alma que quer salvar o mundo? Suponho que seja de alguma força policial. — Ele finalmente olhou para Tate.

— Não encoste nela — rosnou Tate. — Solte-a. Ela não tem nada a ver com isso.

Lara sabia que Marcus não acreditaria naquilo nem por um minuto depois de tê-la visto armada e não pretendia deixar Tate sozinho ali depois do que encontraram, mesmo que Marcus a deixasse ir.

— Eu a quero antes que ela morra. — Um dos homens que segurava um fuzil falou com sotaque forte quando o grupo se juntou novamente a Marcus.

Só a ideia de algum daqueles homens tocar nela fez com que Lara tivesse vontade de vomitar… e isso incluía Marcus. Ela queria matá-lo só pela forma como traíra a família, sem falar no país.

Um. Dois. Três.

Lara contou os fuzis apontados para ela. Havia três homens armados e quatro desarmados, incluindo Marcus. E ela e Tate estavam amarrados. Ela gostava de achar que conseguia lidar com qualquer coisa como agente, mas a chance de sobreviver àquela situação era mínima, a não ser que a equipe de agentes de Denver entrasse no hangar muito em breve.

Ela observou quando um dos homens desarmados pegou o canivete de Tate, abrindo a lâmina e rapidamente cortando o suéter de Lara da gola até a bainha.

— Se tocar nela, eu mato você — gritou Tate furioso. Ele avançou para dar uma cabeçada no homem que cortara a roupa dela.

O homem com o canivete se recuperou rapidamente e lançou-se na direção de Tate. Lara gritou e atingiu-o com a perna quando o homem avançou sobre Tate com a faca. Ela o desviou, mas a faca atingiu Tate no ombro. Quando tiraram as armas dos dois, tinham também tirado as roupas de inverno. Com isso, Tate tinha pouca proteção só com a camiseta fina e o ferimento imediatamente começou a sangrar.

Marcus se aproximou do homem que atacara Tate e segurou-o pelo colarinho. — Estamos aqui para fazer uma inspeção da última remessa ou não?

O terrorista se soltou da mão de Marcus e falou rispidamente com os outros dois homens que não estavam armados. Ele provavelmente queria que eles verificassem os explosivos, pois os homens entraram no depósito.

— Ficarei de olho neles, se não se importar. Nossa descoberta agora exigirá uma mudança de planos — comentou Marcus ao olhar para o homem que, obviamente, era o encarregado dos outros terroristas, o que atacara Tate. Marcus não esperou resposta e seguiu os dois homens até o depósito que continha os explosivos. Ele obviamente não se importava se o líder concordava ou não.

Lara se moveu para mais perto de Tate, tentando ver se o ferimento no ombro dele fora grave. Ele sangrava tanto que ela não conseguiu ver a gravidade. Tate estava perdendo sangue, mas sua expressão era de fúria, não de dor.

— Você está bem? — sussurrou Tate ferozmente.

Ela assentiu. — Estou preocupada com você.

— Sobrevivi a coisas muito piores. Consegue me desamarrar?

Estou trabalhando nos nós, mas será mais rápido se puder me ajudar.

Lara já estava tentando se mover ligeiramente para trás de Tate enquanto os homens estavam ocupados. O líder falou rapidamente com os homens que seguravam os fuzis. Ela tentou se virar discretamente para ajudar Tate a soltar as mãos amarradas.

— Afaste-se dele. — O líder com a faca voltou para perto deles em um piscar de olhos.

Merda!

Lara se moveu de forma obediente, sem querer que Tate fosse punido novamente por tentar resgatá-la. Ela deveria ter se preparado melhor para aquela situação, deveria ter observado se havia mais alguém prestes a entrar no hangar. Mas ela cometera um erro trágico: distraíra-se emocionalmente. Seu coração se partira ao observar Tate sentir a traição, bem à sua frente.

O líder segurava o braço dela com força e, quando ela tentou puxá-lo, ele a agarrou pelos cabelos, soltando a presilha que mantinha os cachos rebeldes longe do rosto. Ela se encolheu de dor quando ele a puxou com força para deixá-la à sua frente. Em seguida, empurrou sua cabeça. — Ajoelhe-se.

Você vai me chupar agora. Se fizer alguma coisa que não seja boa, seu namorado morre.

Namorado? Ele não sabia que Tate era irmão de Marcus? Ela falava muito pouco árabe e não conseguira entender a conversa em ritmo rápido que Marcus tivera com os terroristas. Apesar de aquele homem obviamente falar um pouco de inglês, ela não sabia quanto aos outros.

Ninguém, exceto eu, escutou a conversa de Marcus com Tate. É

estranho que ele não tenha identificado Tate como seu irmão.

Lara se ajoelhou quando o idiota puxou com força seus cabelos e forçou sua cabeça para baixo com a outra mão. Ela sentiu uma onda de enjoo só de pensar em colocar o pênis daquele assassino filho da puta na boca. Fazia parte da natureza dela lutar, mas a vida de Tate estava em jogo e ele já estava ferido. Ela faria o que fosse necessário para ganhar tempo, mesmo que preferisse bater com o crânio nos testículos dele com toda a força que ainda tinha.

Ele a manteve parada, segurando seus cabelos com uma das mãos, enquanto abria o zíper da calça com a outra.

— Lara, puta merda, não! — gritou Tate. Ele levantou a perna para atingir o torturador de Lara.

Ele não conseguiu. Foram necessários os outros três homens para conter Tate antes que ele atingisse o chefe terrorista com um chute rápido. Tate estivera pronto para dar o golpe, mas foi puxado para trás um segundo antes de mover a perna.

Lara não viu a mão descendo em direção ao seu rosto porque seus olhos estavam em Tate. O homem à frente dela deu um soco forte em seu rosto. Seus olhos se encheram de lágrimas por causa da dor e ela inclinou para o lado. Incapaz de manter o equilíbrio com as mãos amarradas, ela caiu de lado no concreto, sendo puxada de volta segundos depois pelos cabelos. — Se você se mexer de novo, ela será punida — rosnou o líder. Ele lançou um olhar de advertência furioso para Tate.

A cabeça dela ainda estava zonza e a visão estava borrada por causa do golpe em seu rosto. A cabeça batera com força no concreto quando ela caíra, o que deixou o cérebro ainda mais confuso. Lara olhou para o pênis ereto em frente ao seu rosto, quase feliz por estar com a visão embaralhada.

Não pense nisso. Só faça. Se eu vomitar nele enquanto me força a chupá-lo, não pode me culpar. Só preciso de tempo. Só mais um pouco de tempo e sei que a equipe em volta do aeroporto chegará aqui. Preciso manter Tate vivo.

— Juro por Deus que vou cortar seu pau fora e enfiar na sua goela se não a soltar — rosnou Tate.

— Que merda está acontecendo aqui? — soou a voz de Marcus do outro lado do aposento.

Mantenha todo mundo feliz só mais um pouco.

O carrasco puxou os cabelos dela novamente para levar seu rosto para perto da virilha dele. Lara se forçou a não se mexer.

Subitamente, ela estava livre, tendo sido solta em uma nuvem de disparos que fizeram com que caísse no chão, desta vez de propósito. Ela virou a cabeça, sentindo-se aterrorizada de olhar para Tate, mas tinha que saber se ele estava vivo.

Tate estava livre e não só estava vivo, como obviamente pegara a arma de um dos homens e disparara nos outros dois. Ele segurava a arma que atingira várias vezes o atacante dela, que estava caído morto no chão a pouco mais de um metro de distância. Tate estava ofegante e claramente furioso. Seus olhos estavam duros como aço ao observarem Marcus e os outros dois homens saírem correndo do depósito. Os dois homens ao lado de Marcus hesitaram e pegaram as armas que tinham tirado de Lara e Tate.

Duas das armas que eles tinham eram dela e Lara sabia que estavam totalmente carregadas.

— FBI! Larguem as armas! Agora! — A voz masculina viera da porta de entrada.

Graças a Deus. A equipe finalmente está aqui dentro do hangar.

O homem que pegara a Glock 23 dela ergueu a arma em direção à voz e disparos soaram ferozmente no prédio cavernoso.

Tate correu e jogou-se sobre Lara, deixando-a sem ar, e colocou os braços em volta da cabeça dela. Lara ficou atordoada ao perceber que ele a protegia com o corpo, garantindo que não fosse atingida por balas perdidas.

O tiroteio parou subitamente. O atirador com a Glock de Lara estava morto no chão. Os outros homens ergueram os braços sobre a

cabeça em rendição.

— Agente Bailey? — chamou um dos agentes.

— Aqui — respondeu ela em voz alta. — Não atire no cara em cima de mim. Ele está conosco e está ferido. Ajude-o, por favor. — A voz dela soou desesperada. Tate estava coberto de sangue, que era todo dele.

— Estou bem — disse Tate baixinho no ouvido dela. — Você está bem, querida?

Ele estava bem, mas longe de saudável no momento. Lara conseguiu perceber a dor na voz de Tate, mas ele não demonstraria.

— Estou bem — garantiu ela quando ele se levantou e ajudou-a a ficar de pé gentilmente. Em seguida, desamarrou as mãos dela.

— Você está sangrando. E aquele idiota bateu em você com tanta força que deixou a marca da mão em seu rosto — comentou ele furioso. Ele tocou no rosto de Lara de leve com o dedo e limpou um pouco de sangue.

Lara olhou para o homem morto. — Ele está usando um anel. Acho que bateu em mim com ele — disse ela em tom indiferente ao estender a mão para rasgar a camiseta de Tate para ver o ferimento.

Havia sangue na camiseta de Tate, em seu rosto e manchas grandes na calça jeans. Havia também algumas poças no chão. —

Você perdeu muito sangue e precisa de ajuda. — Ela colocou a mão firmemente sobre o ferimento no ombro dele, fazendo o máximo de compressão possível para conter o sangramento. Ela usou a outra mão para apoiar as costas dele.

Um dos agentes da equipe correu até eles. — Acho que estão todos contidos, agente Bailey. Havia sete no total?

— Sim, incluindo o cara morto no chão. O uso de força mortal foi necessário — disse Lara ao agente alto de cabelos escuros, que parecia ter pouco mais de trinta anos, com uma voz dura e profissional. — Este é Tate Colter. Ele é das Forças Especiais e estava me ajudando. Ele precisa de tratamento, foi esfaqueado por um dos bandidos.

— Precisa ser carregado para o carro, sr. Colter? — perguntou o agente, percebendo subitamente a quantidade de sangue que Tate perdera. — Levaremos você ao hospital. — O agente olhou para

Lara. — Parece que você também precisa ser examinada, seu rosto está horrível.

Tate resmungou: — Ninguém me carrega, a não ser que eu esteja morto ou morrendo. No momento, nenhuma dessas coisas está acontecendo. — Ele colocou o braço em volta de Lara de forma protetora. — Vamos.

Ela revirou os olhos. — Estou tentando manter a compressão no ferimento — disse ela brava quando o movimento dele tirou as mãos dela do lugar.

— Não se preocupe. Quero que um médico examine os seus ferimentos. Vamos para o carro — rosnou ele ao conduzi-la em direção à entrada. O agente os seguiu.

Tate parou subitamente perto da porta com um olhar assassino ao observar o irmão se aproximar. Marcus estava sendo levado algemado por um agente federal.

Lara prendeu a respiração e o tempo pareceu parar quando os dois irmãos finalmente se encararam. Ela sentiu o corpo de Tate estremecer quando ele lentamente tirou o braço do ombro dela e aproximou-se do irmão.